Ontem, véspera do tão aplaudido dia internacional da mulher assisti a esta cena, na cafetaria duma cadeia de supermercados nacional, que dá que pensar porque é que ainda é preciso assinalar esta efeméride.
Estava eu a ser atendida pela funcionária, a fazer o meu pedido para o pequeno-almoço, quando sou interrompida sem qualquer consideração por um senhor cliente que já tinha sido atendido e consumido o que pedira.
O senhor pretendia reclamar do pão, que ao que parecia, teria vestígios de sangue (se bem que podiam muito bem ter roçado num qualquer pão com chouriço) e não se fez rogado em clamar alto e bom som, furioso com a funcionária que aquilo era inadmissível e que "agora tenho que ir à casa-de-banho meter os dedos à goela e despejar tudo, porque não me sinto bem!"
A funcionária tentando minimizar a coisa, para de me atender, e pede ao senhor que aguarde, que ela vai pedir ao colega da secção de padaria que veja o que se poderá ter passado.
O cliente, todo engalanado, bufava "sim, chame-o lá que eu quero conversar com ele!"
A funcionária regressa para acabar de me atender, e o cliente continua com invectivas contra ela, que queria uma explicação.
A funcionária respirou fundo e pediu-lhe que aguardasse pelo seu colega, responsável pela padaria, para lhe dar uma explicação ou pelo menos registar a sua reclamação.
Quando vejo o colega da padaria vir atendê-lo e estando eu à espera de ser servida, assisti com alguma curiosidade ao desfecho da coisa. E o que vi deixou-me boquiaberta!
O cliente, que poucos minutos antes parecia possuído a falar com a funcionária, falava agora mansinho com o colega da padaria.
É certo que reportou o mesmo problema com o pão e voltou a dizer que "tinha que ir despejar tudo à casa-de-banho". Mas o tom... completamente diferente. Para com a funcionária só vi agressividade, para com o funcionário já falava calmamente e no fim até já parecia compreensivo e dizia "pois, veja lá o que se passou em relação a isso..."
Por este tipo de pequenas atitudes que se podem encontrar um pouco por toda a parte é que ainda é necessário assinalar e enaltecer o papel das mulheres. E estando nós no ano de 2016, não só acho incrível como absolutamente lamentável....
Mostrar mensagens com a etiqueta há coisas que nunca mudam.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta há coisas que nunca mudam.... Mostrar todas as mensagens
8 de março de 2016
10 de março de 2015
Ditados dos tempos modernos
A fazer lembrar o velho ditado "com as calças do meu pai sou eu um homem"...
"com o trabalho dos outros, sou eu um grande profissional"
4 de março de 2015
Escrever o amor
Porque ainda há românticos incuráveis. (eu)
Porque ainda há quem escreva cartas de amor. (eu)
Porque é importante escrever a alguém a dizer que os amamos e que nos fazem felizes.
Porque ainda há quem escreva cartas de amor.
Porque é importante escrever a alguém a dizer que os amamos e que nos fazem felizes.
22 de outubro de 2014
Spammers do mundo, organizem-se!
Que me mandem toda a porcaria de e-mails sobre perda drástica de peso, tipo 38 kgs em 2 meses (drástico é um eufemismo, sem dieta ou exercício, só se cortam um bracinho ou uma perninha...) e outros sobre como ter unhas e cabelo radiantes, eu até consigo entender.
Afinal de contas, sou gaja e encaixo-me no público alvo da vossa publicidade manhosa.
Eu nem vou levar a mal que há uns tempos atrás me andassem a aliciar com comprimidos de toda a gama de barbituricos e afins... sou uma gaja, e como tal devo sofrer de ansiedade, estados depressivos e coisas parecidas. Não é bem o meu caso, porque quando me dá para a descida abrupta de auto-estima e subida alucinante de auto-comiseração, costumo auto-bofetear-me figurativamente e a coisa fica por ali mesmo.
E nem vou levar em consideração que pensem que sofro de calvície... apesar de o meu cabelo andar a abandonar-me o escalpe como quem foge a sete pés do perigo (a este ritmo assustador... ou isto pára, ou estamos mal...), ainda não estou nem perto de ter uma careca.
Agora desculpem lá se me aborrece receber 30 a 50 e-mails a tentar convencer-me a fazer o aumento do membro peniano que nunca tive! E não me interessa se a Nancy ou a Vanessa ficam loucas aos saltos com membros alargados em mais de 12 cm... ok?!
Façam lá o vosso trabalhinho de casa nem que seja um bocadinho. É que vós já sedes irritantes para xuxu, e obrigam-me a apagar 30 a 60 e-mails todos os dias, ao menos que sejam sobre assuntos que poderiam hipoteticamente vir a interessar-me. Mas duvido...
Afinal de contas, sou gaja e encaixo-me no público alvo da vossa publicidade manhosa.
Eu nem vou levar a mal que há uns tempos atrás me andassem a aliciar com comprimidos de toda a gama de barbituricos e afins... sou uma gaja, e como tal devo sofrer de ansiedade, estados depressivos e coisas parecidas. Não é bem o meu caso, porque quando me dá para a descida abrupta de auto-estima e subida alucinante de auto-comiseração, costumo auto-bofetear-me figurativamente e a coisa fica por ali mesmo.
E nem vou levar em consideração que pensem que sofro de calvície... apesar de o meu cabelo andar a abandonar-me o escalpe como quem foge a sete pés do perigo (a este ritmo assustador... ou isto pára, ou estamos mal...), ainda não estou nem perto de ter uma careca.
Agora desculpem lá se me aborrece receber 30 a 50 e-mails a tentar convencer-me a fazer o aumento do membro peniano que nunca tive! E não me interessa se a Nancy ou a Vanessa ficam loucas aos saltos com membros alargados em mais de 12 cm... ok?!
Façam lá o vosso trabalhinho de casa nem que seja um bocadinho. É que vós já sedes irritantes para xuxu, e obrigam-me a apagar 30 a 60 e-mails todos os dias, ao menos que sejam sobre assuntos que poderiam hipoteticamente vir a interessar-me. Mas duvido...
24 de março de 2014
Gata preta, gato preto
Em 2004, adoptei a Joy, uma gata preta linda. Era arisca que se fartava, mas foi uma grande companheira em tantas ocasiões... custou-me horrores vê-la adoecer e depois morrer... o G. ficou ainda mais traumatizado que eu, e jurou que nunca mais adoptaríamos nenhum animal, gato especialmente.
Esta era a Joy, a minha "djunfinha", já com os olhos semi-cerrados a demonstrar a sua irritação por estarmos a tirar-lhe fotografias.
Recentemente, começou a surgir dentro do nosso quintal um bichano, preto também. Na altura, não sabíamos ainda se era macho ou fêmea. Há umas poucas semanas descobrimos que era macho. Passa cada dia mais horas no nosso quintal, seja para se abrigar da chuva, como era no ínicio do Inverno, seja para simplesmente se estender ao sol que vai começando a aparecer.
O G. que jurara nunca mais adoptar nenhum animal, começou a deixar uma tigela sempre cheia de água e há umas semanas pediu-me que comprasse um saco de ração, pedido a que acedi, não sem antes dar umas valentes gargalhadas, por constatar que o meu companheiro de vida é um coração mole.
Actualmente, o gato passa as tardes na varanda do lado de fora, sentado, como que a fazer-nos companhia. Desta feita, fomos adoptados.
As semelhanças são enormes, tanto fisicamente como no feitio arisco...
11 de novembro de 2013
Soltas...
É bom voltar a ouvir músicas de outros tempos... aconchega o coração e a alma!
A minha intuição feminina ainda é o que era, e o tempo vai-se encarregando de me mostrar que costumo estar certa e que por isso, nunca devia duvidar da voz que me sussurra atrás da orelha em relação a pequenos acontecimentos... só não acerto no euromilhões, porque invariavelmente não jogo!
Ir à feira de S. Martinho e não comer farturas não é a mesma coisa!
Os carrosséis e carrinhos de choque da feira são um verdadeiro estoiro de dinheiro, mas a felicidade estampada no rosto do meu filho vale cada cêntimo!!
Quando as pessoas nos sentem a falta, têm por hábito procurar-nos... quando não sentem, esperam sempre que sejamos nós a procurar... e isso diz mais sobre ti do que sobre eles...
Novembro passa a ser sinónimo de pagar IMI, tal como Abril...
Cada vez tenho menos paciência para pessoas armadas ao chico-espertismo (e isso inclui duas serigaitas de 8 anos armadas em penetras na fila da montanha-russa)
Se calhar devia começar a pensar se vou realmente fazer festa de aniversário ao Falipe, dois ou três dias depois da data...
8 de abril de 2013
"Não negue à partida uma ciência que desconhece"
Porque eis que poderemos descobrir que o arquivismo é uma ciência.
E ao que parece, muito exacta!
Como diria o outro, o papel, qual papel, o papel, qual papel, o papel...
E ao que parece, muito exacta!
Como diria o outro, o papel, qual papel, o papel, qual papel, o papel...
14 de fevereiro de 2013
Celebrar o amor
Diz que hoje é o dia do amor e dos namorados.
Não liguem ao meu mau feitio, mas acho este dia estúpido! Por aquilo em que se tornou ou em que o tornaram...
O amor é espontâneo, e para demonstrá-lo não é precisar haver um dia inteiro, data ou hora marcada. Ou se ama e se demonstra ou não se ama, mas não se finge amar... comprando caixas de bombons e peluches fofurentos!
Quem ama, ama sempre! Uns dias mais intensamente, outros menos, mas ama.
Ama mesmo nos dias de neura, em que só nos apetece esganar a nossa metade da laranja, porque nos deu uma resposta torta ou não nos fez a vontade.
Ama igualmente naquela tarde em que ele leva o carro à oficina e trata de resolver a falta de vontade do carro em pegar... e nos assegura que tudo vai ficar resolvido!
Ama nos dias em dias em que andamos na picardia porque não concordamos com a disposição nova da mobília, que decidimos escolher só porque sim!
Ama em todos os dias em que ele coloca o despertador para acordar de manhã e ajudar a vestir o filho, apesar de se ter deitado de madrugada depois de fazer o turno da noite, só para podermos dormir mais 20 minutos e não termos que fazer tudo sozinha!
Ama nos raros dias em que ele faz o jantar, ama nos dias em que ele assume as tarefas domésticas porque estamos a cair prostradas com uma gripe!
Para celebrar, o amor, este amor, não são precisos 14 de Fevereiro, nem jantares românticos, nem bonecos fofinhos que não fazem mais do que deitar pêlos, nem bolos em forma de coração ou postais cutxi-cutxi!
Celebrar o amor é fazê-lo todos os dias, mesmo que disso não haja fotografias com rostos felizes e sorridentes, porque nessas imagens estão condensados todos os outros momentos de vida a dois, de caminhos partilhados, ombro a ombro, lado a lado!
13 de fevereiro de 2013
Papel escrito
Sempre gostei de escrever em papel.
Os aniversários são uma excelente razão para o fazer! Especialmente quando temos postais com imagens que nos fazem sonhar...
E ainda mais quando são amigas queridas, que não vemos, não tocamos, não abraçamos e com quem não bebemos um café numa qualquer esplanada na amena cavaqueira há já tempo demais!!
8 de novembro de 2012
Logo pela manhã
Nunca fui uma pessoa de manhãs, sou muito mais noctívaga.
Mas não há nada melhor numa manhã do que ir fazer ligação à terra, com os pés na areia ainda gelada da neblina matinal e da maresia.
Ontem, à procura dumas fotos para uma prenda de natal, "tropecei" nestas e recordei o quanto gostava deste exercício de ir para a praia e só lá encontrar as gaivotas!
Neste dia não fui sozinha, como era sempre o meu costume... o G. decidiu madrugar também, coisa rara nele, e no meu ventre levava o Falipe!
É incrível como apenas de olhar para estas fotos e ver o meu enorme sorriso, pude sentir a pele arrepiar-se perante a recordação de tantas boas sensações.
Por isso gosto tanto de fotografia, porque regista momentos aos quais podemos sempre regressar e sentir o frisson daquele instante, no bom e no mau... (sim tenho fotos de momentos conturbados da minha vida e quando olho para elas, sei exactamente o porquê do semblante triste ou revoltado que perpassa do meu olhar!)
Hoje está um dia lindo e teria sido bem melhor começado, se começasse assim...
31 de outubro de 2012
Para quê esperar?
Tal como há dias em que acordo com uma neura tremenda, hoje acordei com uma boa disposição de tal ordem que até pode chatear... nem o facto de ter vestido a camisola ao contrário e a máquina de café se ter "esquecido" de despejar o açúcar no copo me demoveram da minha alegria! Também há que dizer que ouvir o meu filho logo pela manhã dizer "gosto de ti, mamã!" ajuda imenso a este estado de bem-estar. Porque convenhamos, não há nada melhor para a nossa auto-estima do que isto...
Há já algum tempo que estava a começar a ficar fartinha de mim mesma por estar sempre a gastar as minhas energias a remoer no que não gostava na minha vida... mas eu não sou assim! Sempre fui optimista por natureza e quando entro numa de "deprê", parece que entro numa espiral que me leva a um buraco negro e sem fundo!
Cansei-me disso!
Ontem reencontrei uma antiga professora minha do ensino secundário, que não via há mais de 4 anos, e nos 15 minutos que estivemos à conversa, ela perguntou-me como tem sido a minha vida. E eu fui debitando os tópicos habituais: família, emprego, casa, etc.
Quando me despedi dela, no caminho de regresso ao local de trabalho, de repente senti que a realidade me tinha acabado de dar uma chapada valente: tenho tudo aquilo que sempre quis, desejei e pelo qual lutei. Portanto, porque raio é que há sempre a tendência estúpida e desgastante de só pensar nas coisas que não prestam ou que gostamos menos na nossa vida!?
Haja paciência para me aturar a mim mesma nessas alturas...
Por isso, decidi mudar o disco!
24 de outubro de 2012
Vida (Meo)Editada
Aflige-me a publicidade excessiva.
Afligem-me os blocos publicitários cada vez mais longos, especialmente nos canais nacionais.
Aflige-me a onda de anúncios publicitários no início de vídeos no Youtube e no Sapo e noutros canais.
Afligem-me a ponto de ganhar uma urticária imaginária e há alguns anúnicios que primam tanto pela cretinice.
Aflige-me que para onde se olhe pululem placards publicitários a apregoar tanta treta desnecessária.
Aflige-me que as estações de rádio usem mais a antena para dar tempo aos patrocinadores de quem dependem como um cão esfomeado depende do dono que lhe traz a malga todos os dias, do que aquilo que a rádio foi feita.
Aflige-me como as celebridades e pessoas de bem se venderam a promover produtos e marcas, de uma forma quase servil...
Afligem-me a tal ponto que me deixam num estado semi-raivoso, em que o meu olho esquerdo começa a piscar num estertor de nervoso miudinho.
Por isso, sou cada vez mais fã de editar o que vejo na TV e gostava de poder estender esta funcionalidade a tantos quadrantes da minha vida. Em que pudesse gravar e ver mais tarde, passando sempre por cima da publicidade e do marketing agressivo em modo fast-fast-forward!
10 de outubro de 2012
Páginas escritas
A vontade e o desejo de regressar a tempos em que os meus escritos ficavam aqui.
Em que discorria sobre mim, o mundo o que me rodeia, as pessoas que nesse mundo habitam.
Em que exorcizava medos, receios e fantasmas e ganhava lucidez no meio do emaranhado que sempre foi a minha mente povoada por pensamentos sem fim.
Onde parece que encontro a clareza no rol de pensamentos que sucedem a velocidade estonteante.
É bom regressar à palavra escrita manualmente.
O pulsar do cérebro que se escoa nas mãos, segurando uma caneta que desliza veloz sobre as linhas certinhas do papel.
![]() |
| caderno forrado pela Maria Mariquitas |
24 de setembro de 2012
Deve ser da idade...
Depois do surto de irritação do último post, rebobino a coisa umas duzentas e trinta e quatro vezes e concluo placidamente que estas pessoas são demasiado insignificantes para eu estar a perder tempo com elas e a gastar tempo e energia com situações que não acrescentam valor à minha vida.
Chamem-me arrogante, altiva ou outra coisa qualquer.
Eu chamo-lhe ser racional e realista e focada em coisas que realmente importam.
10 de agosto de 2012
Mente sobre a gula
É aquela capacidade rara, que só consigo alcançar em ocasiões inesperadas, e que me permite dominar a gula avassaladora que me tem assolado desde que o meu centro hormonal ficou desarranjado pela gravidez, agravado pelo turbilhão emocional provocado pela doença grave e posterior desaparecimento do meu pai e que me catapultaram para um peso exorbitante!
Essa gula maldita que me fez desenvolver uma relação de amor-ódio com a comida e posteriormente abandonar-me a uma postura de deixar-andar, comendo de forma compulsiva, negligenciando o meu corpo, quase a roçar uma espécie de castigo auto-imposto.
É aquele capacidade, aquela maneira de estar zen perante um bolo de profiteroles ou uma baba de camelo.
Aquela capacidade de poder atravessar altiva o corredor das tabletes de chocolate e gomas, e de olhar com desprezo para a vitrine dos bolos quando entro numa pastelaria para beber um café, sem vacilar.
A capacidade de decidir firmemente ir comer ao vegetariano ou tomar uma refeição leve e saudável, em vez de ir à churrasqueira embutir uma entremeada grelhada ou uma febras de porco, carregadas de gordura.
Esta é uma capacidade que não se domina com um estalar de dedos, requer que a mente se sobreponha à gula, ao desvario hormonal que nos promove uma fome, que nem chega bem a ser fome... é mais um buraco negro que nos engole e trucida, arrasando a nossa auto-estima à sua passagem!
É uma capacidade que sinto agora ter finalmente recuperado, que me dá um gozo enorme e que aumenta exponencialmente a auto-estima, alimentando-a e fazendo-a crescer de dia para dia!
É a aquela capacidade de me cingir a comer duas bolachas maria em vez de embutir o pacote todo em apenas 10 minutos!
É ser capaz de almoçar sopa e peixe, em vez de uma pizza. Aliás, é quase ter aversão e ficar de estômago revolvido só de pensar na gordurama toda que isso tem!
É ter prazer em levar mais tempo a preparar uma boa salada do que a cozinhar um fusili cheio de natas e bacon e afins...
E sentir-me bem com isso, sentir que isso contribui para me sinta melhor comigo mesma e comer não seja um acto de suplício! Perceber que quero comer de forma mais saudável e equilibrada e não porque preciso!
14 de junho de 2012
Futebóis
Conclusão após o jogo de ontem, da selecção nacional:
Todos os portugueses afirmam a pés juntos que teriam sido capazes de marcar os dois golos que o CR7 falhou...
Isso é que eu gostava de ver!
2 de junho de 2012
21 de maio de 2012
Iguarias
Aprendi com a minha mãe a apreciar a iguaria que é comer lapas cruas, acabadas de descolar das pedras da falésia, com aquele gostinho a sal, acompanhadas com um bom naco de pão.
Aliás, quando íamos à Arrifana, havia duas coisas que a minha mãe levava sempre no saco, além das toalhas de praia e do protector solar: uma faca e um naco de pão!
Melhor que isto, só mesmo lapas suadas na chapa com manteiga!
3 de abril de 2012
Dias Cinzentos
Há dias em que me sinto cinzenta, como o tempo que se faz sentir...
Parece que carrego um peso que não sei bem onde o adquiri ou como se grudou em mim...
Como uma peçonha, uma larva invisível que me vai carcomendo o ânimo, deixando-me entristecida.
Faz com que tudo me cause incómodo, aborrecimento e irritação. Fico com a impressão de que nada corre de feição...
Depois juntam-se as pequenas inconstâncias da vida quotidiana, que não são um problema propriamente dito, mas que sinto como tal, e empolo isso e faço disso um drama, sem que o seja.
Tudo se resolve, tudo tem solução e eu sei perfeitamente que assim é!
Mas nestes instantes, a vontade é ceder ao pessimismo e até mesmo a alguma auto-comiseração.
Sinto-me num dilema interior, porque detesto ceder a este tipo de sensação. Quero quebrar estas amarras imaginárias e estúpidas que eu me auto-impus.
Depois começo a acreditar que tem tudo a ver com o que a Bee descreve aqui, com a sensação de estar assoberbada! Esta sociedade em que vivemos, carregada de obrigações e de fluxos diários de informação, verdadeiras torrentes de bombardeamento ao cérebro, que fica progressivamente em overload...
Mas também ser porque o meu carro avariou na 6.ª feira, encostou à box e ainda não sei em quantos aérios importa a reparação.
Ou pode ser o facto de os chefes do G. o terem mudado de serviço e ele agora em vez de fazer turnos de 6h, passar a fazer turnos de 12h. O que significa que vai ficar com menos tempo disponível para me ajudar a despachar o Falipe de manhã...
Ou seja, estou num dia cinzento, carregada de "não problemas", que amanhã estarão resolvidos.
Eu depois terei a noção do quão parva fui por me deixar levar por estas palermices...
Enfim, não sou perfeita!...
13 de março de 2012
Pensar, pensar...
Há momentos na minha vida que penso em tudo, mas depois não penso em nada...
Penso nos outros, no que eles precisam, no que querem, no que desejam, no que posso fazer para os ajudar a alcançar tal coisa...
Há outros momentos em que só penso no que tenho para fazer, o que quero fazer, o que preciso fazer!
E são tantas, mas tantas, mas tantas coisas a girar num turbilhão de pensamentos, que parece que a minha cabeça fica a rodopiar, e digo para mim que é impossível conseguir realizar tudo o que pensei e idealizei apenas neste tempo de vida, porque ele é curto, não chega, é insuficiente até demais!
Depois começo a pensar que estou a desperdiçar tempo com coisas que não quero, não desejo, não me dão prazer e não me fazem falta... mas depois vem o pensamento contraditório que todos temos que fazer coisas na vida que nos dão menos prazer e que temos que fazer, porque o fim obtido o justifica...
E eu continuo a pensar... num corropio e turbilhão de conexões neurais que por vezes me cansam e desgastam e fazem desanimar...
Por fim, acabo por concluir que perco demasiado tempo é a pensar!
Subscrever:
Mensagens (Atom)












