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12 de agosto de 2017

Mãe sabichona

Estávamos a ver vídeos de música (da boa!) no YouTube quando o Filipe me perguntou porque é que o cantor fazia isto ou aquilo no vídeo.

Esta era já uma de muitas perguntas que ele me fazia sobre os vídeos que lhe fui mostrando.

Já sem saber bem o que dizer respondi:

- Não sei, filho. A mãe não sabe tudo...

- Sabes sim!

- Ai sim?! Porque achas que eu sei tudo?

- Porque és a minha mãe!!

É tão bom esta idade da inocência, em que eles olham para nós como seres todos poderosos!

12 de junho de 2017

Os amigos do Filipe #2

Sou sempre eu que levo o Filipe à escola de manhã, sou quase sempre eu que o vou buscar ao ATL, sou sempre eu que o acompanho nas festas de aniversário e sou iinvariavelmente eu que vou às actividades escolares (dia da profissão, dia do conto, etc.).

Por altura do dia do Pai, o G. que detesta os jogos de futebol que sempre se organizam por esta ocasião, compareceu na mesma, mas sem entrar no jogo.

Um dos melhores amigos do Filipe, quando finalmente conheceu o G. faz uma festa autêntica:

- Yeeeeahhhhhhhhhhhhhhh, finalmente conheci o pai do Filipe!

O G. desatou a rir. Por aquela é que ele não esperava!

8 de junho de 2017

Os amigos do Filipe

Há uns meses atrás, fui levar o Filipe a uma festa de anos de um amigo da escola.

Quando depois o fui buscar, fiquei por lá uns 15/20 minutos.

Assim do nada, sem mais nem menos, um dos amigos dele, assim o mais espevitado vira-se para mim e diz-me:

- Sabe que o Filipe é o mais inteligente da turma toda?

- Ai sim?!

- É verdade! - respondeu ele totalmente convicto.


Por acaso desconfiava, mas com esta pergunta fiquei com a certeza!

E completamente babada!

8 de agosto de 2016

Eu sabia que este dia ia chegar!

O dia em que o meu filho me ia dizer que é fã das músicas do Justin Bieber........

Buaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh

13 de maio de 2016

Falipices #85 - faz o que eu digo...

Uma noite destas depois de jantar, o pai lá de casa deitou-se no sofá e pôs-se a mexericar no telemóvel.

Nisto o Filipe pergunta:

- Pai, porque é que tu podes estar a olhar para o ecrã deitado e eu não posso?

Pois... é que estamos sempre a chamá-lo à atenção para não ver televisão deitado, que faz mal aos olhos....

Faz o que digo, não faças o que eu faço.....

11 de maio de 2016

Falipices #84

Uma destas noites, tentei fazer sem sucesso, uma fritatta. Acabou em ovos mexidos....

Quando o G. apresentou a frigideira na mesa, o Filipe pergunta:

- Pai, o que é o jantar?

- Ovos mexidos, filho.

- Mas como é que são mexidos, se eles estão parados??!!


Daaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh


21 de abril de 2016

Falipices #83 - quando for grande quero ser...

Há coisa de 2 anos atrás, o Falipe foi conhecer o quartel dos bombeiros da cidade e foi dos poucos que se voluntariou para andar mais que uma vez no carro de combate a incêndios, ao contrário dos restantes colegas.

Veio de lá tão feliz e encantado, que passou a dizer que quando fosse grande ia ser bombeiro! Estava absolutamente decidido.

Nem a visita à esquadra da PSP o fez mudar de ideias.

Mas há coisa de um mês atrás, apercebi-me que a vontade de ser bombeiro esmorecia nele.

Confirmei isso quando ele uma noite me comunicou muito decidido:

"Mãe, quero ser fotógrafo! Para ser muito rico!"

Não sei onde é que ele foi buscar essa ideia, mas... tudo bem.

Há uns dias atrás, estávamos a tomar o pequeno-almoço e ele tem a seguinte conversa sobre o que quer ser quando for grande:

- "Mãe, se eu for polícia, posso levar um tiro... e se eu for bombeiro... posso ir apagar fogo e ficar queimado. Mas se eu for fotógrafo, não me acontece nada!"

Ou seja, por estes dias ele está determinado em ser fotógrafo.

Por mim, meu filhote, podes ser o que tu quiseres ser, desde que isso te faça feliz!

20 de abril de 2016

Falipices #82 - o dominador de agendas

À vinda da escola, estávamos a conversar sobre o fim-de-semana.

Falipe comunica-me solenemente:

- No domingo vou à festa da L. e no sábado vou à festa do L.!

Eu já lhe tinha dito que ele ia à festa da amiga L., mas ainda não lhe tinha confirmado se ele iria à festa do colega L.

Quando ele me comunicou aquilo com tanta certeza... decidi brincar com ele:

- Vais à festa do L.? A sério? Vais a pé, não é?
- Não, vou de carro!
- Ai sim? Vais tu a conduzir o carro?
- Não, tu vais-me levar!
- Ai vou? Então e se eu tiver coisas combinadas?
- Mas eu sei que tu não tens coisas nenhumas combinadas, por isso eu vou à festa do L!

E pronto, é isto... aos 7 anos o miúdo "manda" na minha agenda e dita os meus compromissos!

23 de dezembro de 2015

Época natalícia-aniversariante

O Natal está mesmo aí... e isso significa que o Falipe está prestes a completar mais um ano de vida!

O meu Menino Jesus completa 7 anos no próximo dia 25! E eu só penso como ele está crescido (aliás, está enorme!) e como o tempo parece passar numa correria tão apressada, quando eu só quero que ele - o Tempo - abrande, para eu poder viver todos os momentos possíveis com o máximo de atenção. Não quero perder nada e sinto que tenho perdido muito, que não consigo esticar-me e ir a todas com a presença e atenção devidas.

É incrível como se passaram 7 anos desde que me tornei mãe! Desde que passei pela tremenda experiência transformadora que é trazer ao mundo um ser que depende única e exclusivamente de nós, para tudo, para sobreviver, se nutrir, para crescer e desenvolver-se e para ser uma pessoa feliz e saudável! E passaram 7 anos desde que me tornei uma pessoa que nunca mais esteve sozinha! E não deixo de me surpreender a cada dia pela beleza do meu filho! Além de ser um menino lindo (sim, eu sou uma mãe babada e nada modesta!) é um ser sensível e muito perspicaz, inocente e tão sem maldade, curioso e inteligente, e teimoso e tagarela e irrequieto que me torra a paciência e esgota as energias, mas a quem eu amo com todas as forças do meu ser e de quem vibro de orgulho pelo menino que é!

Esta é a época de festas e jantares de Natal (este ano decidi dar uma de boicote aos jantares...) e o estranho é que sinto que estou lamechas, de lágrima fácil. Especialmente quando estive presente nas festas da escola primária e na festa da creche e ATL dos miúdos a ouvir todas aquelas músicas de Natal... talvez porque sinta a falta daqueles que deveriam estar presentes a ver os netos e não estão... a saudade aperta e deixa-me mais nostálgica e introspectiva e retira-me um pouco o espírito festivo que deveria ser a norma por esta altura.

A acrescentar a isto, este ano tem sido mauzinho para mim... tem sido um ano dificil e cheio de momentos menos bons e para ser inteiramente sincera, só quero mesmo que 2015 se vá com o vento, para passar a ser apenas uma recordação longínqua de um ano que não deixou saudades nenhumas.

Tenho alguma esperança em 2016, principalmente por ser um ano bissexto e por alguma superstição minha, costumam ser anos benéficos para mim. Pode ser que o ano novo que aí vem me traga a clareza de espírito e a coragem de tomar decisões difíceis (se calhar até são bastante fáceis e simples...) que podem mudar drasticamente a minha vida e da minha família, para melhor!

21 de setembro de 2015

O primeiro dia duma nova etapa

Hoje começa uma nova etapa na tua vida.

Hoje é o teu primeiro dia na escola primária, no 1.º ano (tinham que mudar o nome à 1.ª classe...).

E tu estavas tão feliz!

Andavas ansioso há mais de uma semana. Tão entusiasmado que até quase querias fazer duma assentada os exercícios todos do livro de actividades que te comprei, a teu pedido.

Saltaste da cama tipo mola, ao contrário dos dias normais em que ficas a fazer ronha até esticares a corda da paciência dos pais.

Ainda nem estavas bem despachado e já querias andar com a mochila às costas, contra as minhas indicações de que ela estava demasiado pesada para as tuas costas de menino.

Chegaste à porta da escola e leste a mensagem de boas vindas escritas na lona que penduraram no gradeamento, como se sempre tivesses sabido ler.

E eu?!

Eu sentia-me acelerada, stressada, porque queria que tudo fosse perfeito, mas tinha também horários a cumprir.

Mas não estava nervosa, como estive em outras ocasiões em que mudaste de escola e de turma. Porque sabia que estavas feliz, que estavas entusiasmado e porque sei o quanto adoras aprender e saber sempre mais!

Apenas estava apreensiva... um bocadinho só... porque a minha primeira impressão sobre a tua nova professora não foi a melhor (e aquele maldito instinto que eu tenho sobre as primeiras impressões pairava sobre o meu pensamento, por mais que tentasse afastá-lo!) e afinal de contas ela vai ter um papel fundamental na tua educação, na tua vida, e na tua formação enquanto pessoa, enquanto ser pensante, a par de nós que somos a tua família.

Por isso, espero que aprendas muito e cresças muito, mas que ao mesmo tempo te divirtas e sejas muito feliz na escola primária!

30 de junho de 2015

Falipices #81

O Falipe, desde que o irmão nasceu, está sempre a manifestar a sua vontade de ter ainda mais irmãos.

O que é estranho, tendo em conta que o irmão passa metade do tempo a berrar e/ou aos gritos.

Há dias, voltou a tocar no assunto.

- Oh mãe, quando é voltas a ficar gordinha?!

Como não atingi onde ele queria chegar, perguntei:

- Mas queres que a mãe fique gordinha outra vez porquê? (como se eu não estivesse já uma baleia?!)

- Então, mãe?! Para teres outro bebé... eu queria mesmo uma mana!

E eu pensei para comigo: "meu querido filho, eu sei que queres muito ter mais irmãos, mas depois das mais de 365 noites sem dormir que se passaram desde que o teu irmão nasceu... não volto a ficar gordinha mesmo..."

25 de junho de 2015

Falipices #80 - angústias sentimentais

Aos 6 anos e meio, começam os dramas sentimentais (mas espera aí... já????!!!)

- Mãe, eu queria ter uma namorada...

- Não te preocupes, de certeza que vais encontrar uma!

- Mas as meninas que eu gosto já têm todas namorado... só as que eu não gosto é que não têm...


Mas, mas, mas... tens tempo filho! Vai haver muito tempo para encontrares uma namorada, ou várias!

3 de fevereiro de 2015

Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes

Em tempos que já lá vão, o meu pai costumava contar que eu, por volta dos seis anos de idade (nos saudosos anos 80), um dia ao almoço, lhe perguntei com a maior das naturalidades:

- Ó pai, quando é que te divorcias da mãe?

Escusado será dizer que o meu pobre pai ficou perplexo e sem saber o que me responder... apenas conseguiu perguntar-me a razão da pergunta.

A minha resposta foi pronta e decidida: os pais dos meus amigos estão todos a divorciar-se, eu também quero! (ai como eu era ingénua...)


Recentemente, o Falipe ficou a saber que eu e o pai não somos efectiva e legalmente casados.

Não sei ainda muito bem a que propósito a conversa surgiu, mas ontem saiu-se com esta pergunta:

- Ó mãe, quando é que casas com o pai?

A minha resposta foi bem mais fácil... "tens que perguntar isso ao teu pai!"

Mas ele insistiu com um "eu queria mesmo que tu e o pai se casassem!" e para finalizar, rematou "queria que se casassem pela igreja!"(*)


Lamento dizer-te meu filho que nesse departamento não terás muita sorte... já que o teu pai é um ateu convicto!


(*) - aqui tenho que admitir que houve alguns "alarmes" a tocar, porque a juntar à conversa de que gosta muito de Jesus há umas semanas, quer-me parecer que ele anda a ter umas noções de religião cristã sem o nosso conhecimento...

25 de dezembro de 2014

Nataliversário ou Anivernatal

6 anos de Falipe.
6 anos de descoberta da maternidade.

Têm sido anos de muita alegria, felicidades, birras, choros, aprendizagens novas, preocupações (umas fundadas, outras apenas medos irracionais...), descobertas (de ti e de mim, enquanto mulher e mãe).

Tu és o meu tesouro, o meu amor pequenino, que me tem dado tanto! Com a tua inocência de criança, com a tua alegria contagiante, com a tua simpatia espontânea, tens-me ensinado a ser mais paciente e calma, a perdoar depressa sem reservas.

Mas também me tens mostrado o quanto dei "água pela barba" aos teus avós... Afinal de contas a tua teimosia veio de algum lado... Herança genética tramada por vezes...

Hoje é o teu aniversário, e eu celebro os teus 6 anos.

E eu celebro-me como mãe, que te ama profundamente e que há 6 anos por esta hora se apaixonou irremediavelmente por ti!

9 de dezembro de 2014

O SNS em estado comatoso

Terceira data marcada para a cirurgia aos adenóides do Falipe.

Os adenóides que inflamam e lhe afectam terrivelmente a audição.

Duas datas marcadas, desmarcadas e remarcadas por "falta de anestesista".

Datas essas em que o Falipe deveria estar em perfeitas condições de saúde, leia-se: sem ranho, sem tosse, sem expectoração.

Difícil de conseguir nos dias frios e cinzentos que se sucedem desde finais de Outubro, por mais que o resguarde ou o leve a fazer haloterapia.

Finalmente, a data chegou sem desmarcações, nem desculpas de falta de anestesistas.
Falipe reune minimamente os requisitos exigidos para a cirurgia.

Os nervos crescem, apesar de saber que é uma cirurgia sem grandes complicações... mas crescem e agigantam-se. É uma anestesia geral e eu tenho medo... é o meu menino pequenino, que já é grande, quase-quase do meu tamanho.

Os nervos sobem de tom quando chega a hora de lhe colocar o penso anestésico onde irão inserir o cateter... ele recusa-se firmemente e nenhum argumento o convence, não restando alternativa a não ser manietá-lo e colocar o penso à força no braço do meu menino que se debate qual fera enjaulada.

Chegar ao hospital já atrasada e receosa pelos 20 minutos perdidos a tentar colocar o penso anestésico, que deveria ter estado colocado pelo menos 1h antes.

30 minutos do meu menino a perguntar se vai levar "uma pica" e que "eu não quero levar uma pica" (ainda paira na sua memória a dor das vacinas dos 5 anos...).

A enfermeira é um doce de pessoa e apesar de tudo, o meu menino tem que ser algo manietado para deixar colocar o cateter... O meu coração dói, porque sei que ele precisa desta cirurgia para poder ouvir como deve ser e não como se estivesse dentro dum aquário. Abraço-o e tento acalmá-lo e explicar que tudo vai correr bem.

1h20 minutos de cateter inserido na veia  do meu menino a debitar soro.
Falipe manifesta firmemente a sua vontade de não retornar ao hospital, nunca mais.

1h20 minutos depois do cateter inserido na veia a debitar soro, a chefe do serviço ambulatório comunica que o anestesista teve "uma imprevisto familiar inadiável" e como tal teve que se ir embora, pelo que a cirurgia terá que ser noutro dia, porque o serviço ambulatório "vai ser encerrado".

A cirurgia é cancelada porque o anestesista teve um imprevisto familiar inadiável e é o ÚNICO anestesista que o hospital tem. Não há mais nenhum médico disponível...

Um hospital que serve 5 concelhos e não sei quantos milhares de utentes.

O meu menino pequenino, já grande quase-quase do meu tamanho, vai ter que passar por tudo isto de novo...

22 de novembro de 2014

Falipices #79 - a arte duma indirecta

Falipe, sabendo que eu estava de férias, a meio do almoço enceta a seguinte conversa:

- Mãe, sabes onde é a natação*?

Antes que eu pudesse responder...

- Passas a farmácia, desces e depois viras à direita e estacionas aí! Estás a ver?!

E foi assim que o Falipe manifestou a sua firme intenção de que eu fosse assistir a uma aula dele na piscina.

Só me restou mesmo organizar-me para poder lá estar à hora, já que o Ricardo tem alguma influência nos meus "horários".

A alegria do Falipe quando me viu nas bancadas foi tremenda!
Ter ido ajudá-lo a vestir-se no balneário ainda contribuiu mais para a sua felicidade! Fez questão de apregoar aos colegas todos que eu era a mãe dele!

Estou certa de que esta "visita" à aula de natação lhe vai ficar agradavelmente gravada na memória.

Não só fiz o meu filho feliz duma forma tão simples, como ainda tive oportunidade de conhecer uma admiradora sua, uma colega de apenas 4 anos, que com a sua carinha linda e uns olhos lindos debaixo duma franja, me comunicou: "eu gosto mesmo muito do Filipe!"



* - por iniciativa da autarquia, as crianças do pré-escolar têm aulas de adaptação ao meio aquático, uma vez por semana, nas piscinas municipais.

31 de outubro de 2014

Donkey business



Estás enorme, mas continuas a ser (e assim será até eu morrer bem velhinha e de cabelos brancos) o meu menino, o meu bebé, o meu "caluxo".

És meigo, inteligente, divertido, teimoso (porque raio havias de herdar isto de mim??!!), extrovertido e às vezes meio palhacinho.

És um tagarela, e tens cócegas. A televisão hipnotiza-te por completo (bolas, já são duas coisas que herdaste...) e eu posso chamar por ti que tu não me ouves nem um segundo.

Adoras o teu irmão e ajudas-me quando ele choraminga e eu não o posso atender logo.

E eu vejo que andas carente. Que queres e precisas de um pouco mais da minha atenção. Porque és uma criança sensível, e com uma memória de elefante (isto herdaste do teu bisavô José!) e às vezes só te descoses passados uns dias... e eu caio em mim. E só me apetece espancar-me a mim mesma por não ter percebido no momento.

Eu sabia que teria dificuldade em abarcar o mundo, como quero sempre fazer, mas há dias em que me sinto mesmo assoberbada e por mais que veja que precisas de mim e do meu colo, não consigo fazer mais que o que faço.

Às vezes gostava de ter poderes mágicos e fazer o tempo esticar, mas outras só desejo que pudesses ter uma infância mais semelhante à minha, que foi muito mais slow-motion, muito mais liberta de stress e de correrias e de afazeres e azáfamas e tarefas e actividades.

Às vezes sonho que consigo dar-te um pouco da felicidade que eu vivi quando era pequena e sinto-me esperançosa de que os bons momentos que sempre tento proporcionar-te te ficarão gravados nesse disco rígido que é a tua moleirinha, e que um dia te ouça recordá-los com alegria.

3 de outubro de 2014

Falipices #78

À hora de almoço, estava eu na cozinha um pouco aflita...

Falipe chega perto de mim e pergunta:

- Mãe, o que estás a fazer?

- Estou a lavar pratos à mão porque me esqueci de pôr a máquina de louça a trabalhar...

Do hall de entrada ouço o pai comentar...

- Boa, Naná!

Falipe remata:

- Bonito serviço, mãe!

20 de setembro de 2014

Falipices #77 - Ou será Ricardices #1??!!

Estava na cozinha a preparar o almoço quando da sala ouço o Falipe exclamar:

- Mamã, o mano já segura o coelho (de peluche)!!!

O Falipe descobriu que o irmão já consegue agarrar e segurar objectos no mesmo dia em que o Ricardo completa 4 meses de vida.

31 de julho de 2014

Falipices #76

Uma certa tarde, de regresso a casa, vindos da "casa de Aljezur", Falipe informa-nos que já decidiu qual o desporto que quer praticar.

- mãe é aquele que tem um pau muito comprido e que batemos numa bola e ela vai muito longe.

- estás a falar de hóquei em patins? (no dia anterior tínhamos visto o jogo da selecção)

- não, não é esse!

Bem, depois de mais umas tentativas de perceber que jogo seria esse... fez-se luz!

- estás a falar de golf?

- sim! É esse!!!

- oh filho, mas esse desporto é muito caro...

- não é não! Prós meninos não é... só prós senhores grandes.

Bem, uma coisa é certa, campos disponíveis nas redondezas não lhe faltam!