Mostrar mensagens com a etiqueta estas mãozinhas ainda servem para alguma coisa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta estas mãozinhas ainda servem para alguma coisa. Mostrar todas as mensagens

1 de abril de 2013

Folares de Páscoa

Qual ginásio, qual quê?!
Se quiserem treinar para enrijar os bíceps e os tríceps, experimentem amassar folares de Páscoa!

Tirando a saga que foi a amassadura, e a longa espera para que a massa crescesse mais do que um mílimetro, que não cresceu, fiquei feliz quando os vi a crescer dentro do forno e principalmente quando lhes meti o dente!
Ficaram deliciosos e os meus pais não os teriam feito melhor!

E por mais que tenha ficado toda desgraçada de braços e mãos, tenho cá na ideia, que no próximo ano me vou aventurar de novo, porque já me esqueci das dores musculares e nas articulações...

folar

freira/frade

3 de dezembro de 2012

Natal que é Natal

Tem que ter os meus habituais pastéis de batata doce, da receita da minha mãe.

A ver se este ano, tenho novamente a companhia da minha querida e boa amiga Toni.

Ah e não me venham cá com tretas de que isto são azevias, porque isso é uma modernice que arranjaram de há uns anos a esta parte e que só desvirtuaram uma tradição aljezurense... 
Na minha casa, isto sempre foram pastéis e não azevias!!


29 de maio de 2012

Alfarroba não é só para cavalos...

É para fazer pão, tortas, bolos, licores e muito mais...

E eu adoro!

Por isso, fiz estes bolos hás uns fins de semana atrás. A receita é que devia ter as quantidades desproporcionadas, porque levou muito mais tempo ao lume do que o indicado nas instruções... mas no fim...

Ficaram uma delícia!

Calóricos que só eles, mas muito bons para limpar o trânsito intestinal...


14 de fevereiro de 2012

Agendas e carteiras

Uma vez que houve uma série de comentários sobre a minha agenda... informo que não é uma agenda, mas sim um caderno de apontamentos, que forrei ao meu gosto!
Já tinha mostrado em outra ocasião.

Quanto à minha carteira em cortiça, foi feita por encomenda a esta menina super talentosa. 
Escolhi a cortiça por ser um material que considero nobre e o tecido no interior é o "lenço dos namorados", que acho simplesmente lindo!


Dia 14 - I'm reading

Esta manhã esqueci-me de tirar a foto do livro que comecei ontem... 
Já vi que vou gostar de lê-lo, porque duma assentada li 26 páginas quando já devia era ter a luz apagada e estar a dormir o sono dos justos.
Mas para não faltar ao desafio, eis a revista que ando a ler, todos os meses recebo uma. 
Desde que ganhei este hobby da costura e afins, fiquei encantada com esta revista!
Tem imagens deliciosas e tanta informação, mas tanta...! Às vezes penso que ainda bem que não vivo em Londres, senão o meu ordenado desaparecia nas lojas da especialidade... uma perdição!



28 de janeiro de 2012

Nunca é tarde para aprender!

Quando a minha mãe tricotava eu ficava fascinada, a ver a lã ser lenta e sabiamente transformada em malha para camisolas, cachecóis e botas de dormir.
Sempre quis aprender a fazer tricot e foram mais que muitas as vezes que literalmente azucrinava o juízo à minha mãe para em ensinar.
A minha mãe, na sua infinita paciência (a virtude melhor e maior que ela tinha!) fez inúmeras tentativas de me explicar uma coisa que à partida, até é bastante simples!
Mas de todas as vezes que tentou, não teve qualquer êxito... lamentavelmente, eu nunca fui muito dotada de paciência e não entendia a técnica por detrás da passagem da malha duma agulha para a outra. 
Por sistema, acabava por deixar cair a malha e ficava tudo esfrangalhado... 
Eu que sempre fui rápida a compreender e a aprender num ápice tudo o que me explicassem, rapidamente me sentia frustrada por não ser capaz de fazer aquilo, que aos meus olhos era facílimo. Eu simplesmente não conseguia captar o truque por detrás do tricot. E como impaciente que era, enfurecia-me em menos de  cinco minutos...
Por mais que a minha mãe tentasse acalmar-se e apaziguar a minha fúria e minimizar a minha frustração, as tentativas terminaram sempre comigo a atirar aquilo tudo ao chão e a jurar que nunca mais queria saber de aprender tricot.
A derradeira tentativa da minha mãe, deu-se aos meus 8 anos de idade. Ela foi categórica antes mesmo de começar a ensinar-me: "se desta vez atirares com tudo ao chão porque não consegues aprender, juro que nunca mais tento ensinar-te!".
Como eu já conhecia as ameaças da minha mãe e sabia que nunca eram vãs, decidi que ia ter calma e tentar aprender desta vez, sem me enfurecer!
Mas mais uma vez... sem sucesso. Aguentei ainda 15 minutos de ensinamento e por diversas vezes tentei, tentei, tentei passar a malha duma agulha para a outra... e mais uma vez, senti-me uma incapaz e estrapus com tudo!
Escusado será dizer que a D. Vera, a paciente, cumpriu a sua ameaça e nunca mais tentou ensinar-me apesar de algumas investidas minhas nesse sentido...
Depois nunca mais pensei nisso...
Mas recentemente vi uns tutoriais sobre a coisa, e mais uma vez, pareceu-me tão simples e fácil. Comprei agulhas e com lã que já tinha, pus mãos à obra de aprender vendo vídeos a ensinar! 
Mais uma vez, sem sucesso!
Foi preciso a D. Amália para eu finalmente aprender uma coisa que é mesmo fácil e simples! E percebi onde estava a errar, descobri porque não conseguia fazer aquilo em pequena. É que aquilo requer alguma calma e perícia. Ora eu, aos 8 anos não tinha nem uma nem treinei a outra...
Por isso, 24 anos depois da última tentativa de aprender com a minha mãe, aprendi a tricotar!!
Por isso, mãe Vera, se me estás a ver... vitória!!!!!!


25 de janeiro de 2012

Nos tempos livres

A minha prima MD está grávida e isso trouxe-me uma alegria desmesurada, porque significa que a nossa família vai aumentar!
Quando a questionei sobre o que queria que lhe fizesse, ela foi pronta na resposta: quero uma bolsa para pôr o livro de grávida e depois os documentos do bebé.
E eu pesquisei esta enorme world wide web, para descobrir como fazer uma coisa dessas, já que sou uma iniciada nestas lides da costura.
Aqui está o resultado, uma combinação entre o que vi na net e mais algumas ideias que lhe juntei.
Não está tão perfeito como gostaria, mas para primeira experiência, posso dizer que me sinto orgulhosa por ter acertado logo à primeira com uma coisa que julgava bem mais complexa...



13 de dezembro de 2011

Espreitadela (ou será sneak peek?!)


Comecei este projecto recentemente. 
Estou a adorar!
Ainda vai levar tempo até estar concluído... muito tempo, trabalho e lãs pela frente!

7 de dezembro de 2011

Aselha na decoração

Eu sempre gostei imenso de decoração de interiores, gosto de desfolhar revistas e ver ideias, mas já a nível de ter ideias minhas, sou um desastre. Não consigo ver o "big picture" e imaginar o "ramalhete composto"... ou ter ideias originais.
Fico babada com pessoas que são capazes de dar um ar diferente à sua casa com ideias simples e originais, já que eu nisso sou uma perfeita aselha.
Adoro entrar em lojas de decoração e ver todos os potes e potinhos, ramos e ornamentos que podem ser conjugados de cinquenta mil maneiras e que dão todo um ar diferente a uma divisão.
Particularmente gosto de decorações minimalistas, simples e bonitas, nada de muito elaborado... mas quando chega a hora de decorar a minha casa, fico à nora!
A minha casa ainda tem as paredes praticamente nuas, não há muitos objectos decorativos em minha casa... isso também talvez se deva ao facto de ter vivido 5 anos numa casa onde não me sentia bem e onde o investimento nesta área foi absolutamente nulo. Passava mais tempo fora de casa do que nela, por isso não pendurei quadros nas paredes e a única decoração existente resumia-se a uma ou duas peças de decoração oferecidas e fotografias de família, que ainda eram o que me dava algum conforto naquele apartamento. Talvez por isso, a decoração da minha casa actual ainda seja pouco mais que isso.
Mas nas férias entrei por mero acaso numa loja de decoração, numa de ir só ver as novidades e acabei por sair de lá com resmas de pequeninas coisas que fui metendo no cesto: suportes de vidro para velas, velas, pot-pourri, pratos e pratinhos, etc. Saí decidida a dar um toque diferente à minha casa despida de decoração!!
E resultou nestes dois conjuntos:


Não são nada de especial, mas foi o que consegui engendrar!

6 de dezembro de 2011

Entre canecos e tarecos

tirada daqui
Esta semana apercebi-me da quantidade de figuras conhecidas da nossa praça que se lançaram na aventura de escrever um livro!
Até aqui tudo bem... não fossem figuras proeminentes da nossa comunicação social, nomeadamente jornalistas, economistas e comentadores, se terem dedicado a escrever um livro sobre cozinha, cozinhados e pratos deliciosos!!!
Serei só eu que acho isto tudo um bocado forçado?!
É que vamos a ver e são todos pares igualáveis a chefs de cozinha... ou foi porque deixaram escapar um sonho de enveredar por esta profissão?!
É que eu também me ajeito na cozinha e se calhar vai na volta tenho "material" suficiente para escrever um livro desta natureza também... receitas, truques e técnicas não me faltam! E até já trabalhei num restaurante... onde aprendi a fazer feijoada de buzinas, caldeirada de peixe e camarão frito de comer e chorar por mais!
O nome está escolhido: "Naná entre canecos e tarecos"!

22 de novembro de 2011

Anjinho

Comprei há algum tempo um Anjinho da Anita Catita e por falta de tempo ainda não me tinha dedicado a ele.
No fim-de-semana passado, venci a preguicite e arregacei as mangas.
Foi super fácil de fazer, a Anita Catita tem umas instruções muito fáceis de seguir nos seus kits. Levei algum tempo, mas fiquei contente com o resultado final.



15 de novembro de 2011

Para o inverno

Usamos isto e depois mais isto

E fazemos isto:
Depois pegamos nisto:

E juntamos tudo. Fica mais ou menos assim:




Quentinho para o inverno e para afastar o frio do meu pescoço!

17 de agosto de 2011

Compota de ameixa: a saga!

tirada da net

A mãe do G. trouxe-me na semana passada mais de 2 kgs de ameixas, fruto que eu particularmente não aprecio comer. Sei que é uma fruta típica do Verão, mas eu nunca fui grande adepta de a comer. Há algo na casca ou junto ao caroço que me provoca arrepios nos dentes e gengivas, não sei explicar...
O G. também não aprecia, já que ele então, é pouco "comedor" de fruta. 
E assim de repente, fiquei com uma "plengana" de ameixas no frigorífico, à qual eu não sabia que fim dar... 
Até que tive a brilhante ideia de as transformar em compota, ou doce, como se chama cá nas minhas bandas. Ora eu, Naná, quando encasqueto uma coisa na cabeça, não descanso enquanto não a ponho em prática e no domingo decidi que nem era tarde, nem era cedo! Era naquela tarde que eu me iria dedicar, qual dona de casa perfeita, a por mãos à obra! Até imaginei os frasquinhos todos alinhados, com o tecido aos quadradinhos vermelhos ou verdes e apertados com fio de ráfia, como costumo fazer quando eu e a Tóni fazemos massa de pimentão, por altura do Natal.
Fui descobrir a receita, porque tinha dúvidas quanto à quantidade de açúcar por cada quilo de ameixa. E descobri que quase todas a receitas falavam em sumo de limão, pelo que decidi aproveitar a dica.
Mas todas as receitas falavam em ameixa sem casca... eu quando olhei para a quantidade de ameixa que tinha, desisti logo na primeira de lhes remover a casca! Limitei-me a tirar os caroços, e lavei bem tudo e siga com casca, porque afinal é lá que está a vitamina (oh para mim a convencer alguém...)
Entretanto, com as ameixas cortadas e pesadas, apercebo-me que sou capaz de ter um "petit problém"... comecei a ficar aborrecida perante a ideia de ainda ter que ir ao supermercado buscar açúcar, porque não teria talvez o suficiente... foi a custo que arranjei a quantidade necessária, mas teve que ser 400 grs de açúcar amarelo e mais outras tantas de mascavado.
Pus tudo na panela e lume bem brando. Tapei a panela e como sabia que aquilo ainda ia demorar, aproveitar para continuar com as lides domésticas! Eu estava mesmo inspirada e em estado de transe de dedicação total à doméstica que há em mim! (bem lá no fundo...)
A questão foi que eu demorei demasiado tempo, envolvida que estava na lide e nem vim dar um olho à panela... Escusado será dizer que quando se põe fruta a cozer ao lume não é lá muito boa ideia tapar a panela, porque o vapor não tem muito onde sair e vai de babar-se toda! Ora quando eu cheguei tinha a panela, a placa toda babada e no chão já pingara uma poça de melaço... 
Mas eu insisti, porque estava decidida a ser uma dona de casa perfeita, a quem estes flops não sucedem! Tratei de limpar tudo na perfeição e voltei a por tudo ao lume. Mas para precaver qualquer eventualidade, não me afastei muito e tirei a tampa da panela, não fosse o Diabo tecê-las!
Aquilo nunca mais despachava, continuava super líquido e o tal ponto estrada nunca mais se revelava. Mas paciência...
O entusiasmo era tamanho, que assim que aquilo ficou pronto, quis logo enfrascar tudo! Começo a procurar os ditos frascos, que me esquecera de procurar enquanto esperava pelo ponto certo da compota. Ora e frascos, onde paravam eles???!!! Subitamente lembrei-me que tivera um surto há um ano atrás e pus uma catrefada deles no Vidrão porque só ocupavam espaço e assim como assim nunca os usava... Erro!!
Mas lá consegui encontrar frascos suficientes, aqui e acoli. Até acertar com a colher certa para enfrascar a compota, eu que me desenrasco bem na cozinha, sujei para cima dumas quatro colheres diferentes... (valha-nos a máquina de louça, que lava tudo!)
Apesar de ter perdido algum tempo na cata dos frascos e a lavá-los convenientemente, pensei que o doce estivesse "menos quente"... e toca de encetar a empreitada, que começou logo mal... queimei-me num dedo e as dores eram cadelas... 
Digamos que foi neste exacto ponto que comecei a cuspir improprérios...
Como a tarefa de colocar compota num frasco requer alguma destreza que eu particularmente não domino, os frascos ficaram meio "borrados". E uma dona de casa perfeita não permite tal coisa! Toca de os limpar com um pano húmido para ficarem bonitos e brilhantes e exibirem aquela cor rubia da ameixa!
Como o ramalhete ainda não estava devidamente composto, ao limpar o último frasco, este escapa-se das minhas mãos e cai dentro do lava-louça despejando mais de metade do seu conteúdo lá dentro, sem falar daquele que escorreu pelos armários abaixo até ao chão...
O que me levou a proferir mais improprérios, em quantidade e em qualidade!
Escusado será dizer que já nem quis saber do paninho aos quadradinhos ou do fio de ráfia e guardei-os onde não pudessem causar mais agruras na minha alma ferida de dona de casa imperfeita!
Perante isto, julgo que nem tão cedo me aventuro noutra parecida!...

26 de julho de 2011

E depois dizes que te dóiem as costas...

Há uns tempos atrás, achei que precisava de organizar a confusão que se veio a tornar a minha mala. 
Não poucas vezes, na tentativa de procurar as chaves de casa, para entrar, acabava por ter que despejar o conteúdo da mala para as conseguir encontrar...
E eu, por conta disto, já começara preferencialmente a comprar malas que tivessem diversos bolsos, aos quais eu atribuía um determinado objecto que necessito carregar comigo diariamente.
Depois sou malucas por malas, deve ser assim a veia mais feminina que tenho... gosto, gosto! E quando vejo uma que me faz ficar colada na montra ou parada no meio da loja, já sei que não vale a pena resistir e pensar melhor... mais vale comprar logo e satisfazer o desejo de a ter! (Com os sapatos sofro da mesma maleita, no entanto, não é tão fácil despertarem em mim o desejo da possessão imediata...)
Outra coisa que me aborrece solenemente é trocar de mala e muitas vezes não o faço porque simplesmente me ataca a preguiça de estar a trocar as coisas de uma para outra...
Por isso, pus-me a magicar que teria que arranjar um sistema rápido e eficaz de organizar a mala e que ao mesmo tempo me facilitasse a tarefa "árdua" de trocar de mala.
Então desenhei o meu próprio organizador de malas!
Pus mãos à obra e consegui concretizar o projecto que tinha em mente.
Mas cheguei a uma conclusão importante:
Ando com demasiada tralha dentro da mala! 
Há telemóveis, molhos de chaves desta e daquela casa e do carro também, toalhitas e lenços de papel (é o resultado de ser mãe...), canetas, caderno de apontamentos, livro de cheques, carteira "gorda" a rebentar pelas costuras em papéis e papelinhos, carteirinha das moedas, cabo do telemóvel (para carregar quando preciso), máquina fotográfica, pen USB e mais o Diabro a quatro...

Com ou sem organizador, a minha mala mais parece o saco do "Sport Billy", há de tudo lá dentro!
Não é de surpreender que ao final do dia sinta dores nos ombros e nas costas...
Por isso, depois do organizador concretizado e em uso, o melhor é mesmo reduzir e limitar o que trago cá dentro...!
O que não se afigura tarefa fácil, já que até posso retirar da mala, mas estou certa de que logo no dia seguinte me vão fazer falta, numa ou outra ocasião. E depois fico irritada por não andar com aquilo atrás...

15 de julho de 2011

Eu gosto de aprender! (e já vos disse que gosto de costura??!!)

By Naná

pormenor



Quando quero aprender alguma coisa que me interessa não descanso enquanto não frequento uma formação, ou um workshop, ou enquanto não vou a uma conferência ou congresso!
Depois fico tão feliz quando sinto que o investimento feito ou a formação escolhida são mesmo aquilo que eu queria! Para mim, sempre foi fácil aprender e eu tiro prazer nisso!
Desde que me lembro, desde miúda, sempre tive na minha ideia que um dia, quando fosse mais velha, aí quarentona, havia de me inscrever em aulas de bricolage e artes decorativas e coisas assim do género! Porque sempre gostei disso, e achava muito giro!
Curiosamente, enquanto andei na escola, nas aulas de trabalhos manuais, acabava sempre invariavelmente por ficar no grupo das "madeiras", e a fazer trabalhos que envolviam serrar madeira, limar com lima ou grosa, martelar pregos ou roscar parafusos ou camarões. Gostava, mas aquilo acabava por se tornar monótono e eu ficava sempre cheia de serradura ou fuligem da madeira ... 
E para minha grande pena, quando chegava a altura de rodar os grupos das madeiras para o grupo da fada-do-lar já estávamos no final do ano e; nunca se chegava a fazer a troca... por isso, nunca aprendi nada disso!
Mas o desejo de aprender estas coisas feitas com as nossas mãos, saídas da nossa imaginação surgiu mais cedo do que eu tinha pensado... não foi aos quarentas, mas sim logo agora aos trintas... e numa altura em que tenho pouco tempo para me dedicar a isso, apesar da enorme vontade!
Ideias não me faltam e do que me lembro, sempre fui elogiada nos trabalhos manuais que fazia. Diziam-me que tinha jeito para fazer coisas à mão, pena ser tão tentada ao perfeccionismo e levar aquilo muito a sério, provocando-me alguns acessos de stress e perda de paciência... 

Uma vez que o tempo não abunda, tenho ido participando em  alguns workshops ao fim de semana, se bem que é complicado, porque o meu filho ainda é muito pequenino para me acompanhar e o pai descansa de dia. Também é complicado deixá-lo com alguém de família, porque os meus familiares mais próximos também têm a vida deles e eu não gosto de abusar dos meus primos... 
Mas tenho ido e tenho aprendido tanta coisa engraçada e interessante.
Além disso, também tenho conhecido pessoas muito queridas e bem dispostas, o que fazem com que aprender seja ainda mais divertido!
Este fim de semana que passou, não foi excepção! Adorei aprender novos truques e técnicas, algumas tão simples, com a Anita Catita, que é uma simpatia! Gosto de pessoas que têm prazer em ensinar e além disso, são "ensinantes" natas!
E o que eu me diverti com a D. Helena, uma senhora já com uma certa idade, mas tão bem disposta e brincalhona! É aquela sr.ª que todos nós gostaríamos de ter como nossa avó... 
Descobri que ela dá aulas de costura há anos. Dá cursos de costura numa associação não muito distante de minha casa, o que me deixou entusiasmada! 
Acho que vou ter que arranjar uma forma de conseguir ir aprender algumas coisinhas com ela!!