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21 de setembro de 2012

A mau feitio em mim!...

Fico cega de irritação perante gente profundamente tacanha e estúpida!
Fica em ponto de ebulição perante gente que recusa a mudança, mesmo que para melhor e se recusa como tal a mudar, porque são uns cabrões duns comodistas até à infinitésima milionésima célula do seu tutano!
E ainda mais raivosa fico quando nem sequer querem ouvir propostas de mudança ou até mesmo quando os questionamos sobre a melhor forma de mudar algo, para melhor!
Porque fecham os ouvidos moucos a qualquer hipótese de diálogo, de debate saudável de como simplificar as coisas, obtendo melhores resultados!
 
Porque estão mal habituados, porque sempre lhes apararam os choques e porque acham que trabalham mais que os outros e que são mais espertos que os outros!
Porque no fundo são uns broncos, curtos de vistas e mais burros que um jerico que prefere ser enforcado por asfixia porque teimou que não quer atravessar um riacho (um dia logo explico a analogia) por receio cego de se afogar nas águas rasas.

Fico completamente piursa com gente que teima sem saber sequer contra o que teima! Sobre gente que se recusa a mudar, porque sabe que se houver lugar a mudanças, descobrirão a fraude que são e os calões que são, mesmo que aparentem sempre estar a trabalhar que se fartam, sem um minuto para respirar!

Há gente que devia ser aposentada compulsivamente no dia em que se recusam a sair do quadradinho de imobilismo em que se barricaram! E que acabam por impôr aos outros que os rodeiam!

Detesto gente de mente pequenina!
Tacanhos, tacanhos, tacanhos!
Provincianos, provincianos, provincianos!...

Pensava eu que o espírito pacifista da maternidade tinha encarnado a 100% em mim, mas afinal faltou-me aí uns 45%... há coisas que ainda me põem em modo "furacão de Aljezur"...

9 de novembro de 2011

Sui generis

Há dias, fui almoçar a uma casa de sandes porque estava à pressa e já não havia tempo para muito mais.
A atender estava um rapaz que enquanto olhava para mim, ia falando com duas adolescentes que estavam na fila atrás de mim, sem que eu sequer me tivesse apercebido.
Logo para começar estranhei estar a tratar-me por tu, sem que nunca me tivesse visto mais gorda ou mais magra na vida...
Por momentos, pensei se ele estaria a falar numa língua desconhecida para mim, porque eu queria era escolher a bendita da sandes rapidamente e só o ouvia:
- "foste lá este fim-de-semana?"
- "estava fixe o ambiente?"
Eu, quando finalmente percebi que o interlocutor dele não era eu, apesar de ser eu a primeira da fila, fiz o meu olhar n.º 14 (sério, mas ainda com um sorriso a atirar para o esgar, como que a dizer: "eu devo ser transparente ou tu não me estás a ver?), ao que ele olhou para mim e diz:
- "Diga!"
Eu vou para começar a debitar os cinco ingredientes a colocar na sandes e ele volta a levantar a cabeça da baguete que segurava na mão e continua a falar com uma das mocinhas atrás de mim... eu simplesmente pus o meu olhar n.º 42 - "mas fazes o favor de me atender ou tenho que pedir para falar com a supervisora?!" e lentamente olhei para trás apenas para confirmar que as duas miúdas atrás de mim eram umas teenagers com uns pedaços ínfimos de roupa vestida e que aquilo deviam ser conhecimentos de noitada... e rodei a cabeça tão lentamente como que a dar a entender: vê lá se preferes atendê-las primeiro, já que parece que estás mais interessado nas amigas da night do que em atender bem um cliente...
Acho que o rapaz lá percebeu a dica e acabou de me atender, mas fê-lo de má vontade e eu nunca me senti tão mal atendida na minha vida!
(Quer dizer, se não contarmos com uma vez em Lisboa, que fui atendida por um senhor numa tabacaria, que conseguiu vender-me uma revista sem nunca levantar os olhos do jornal que estava pacatamente a ler e sem dizer bom dia ou obrigado... até o troco fez sem sequer olhar para mim!)

Sou daquelas pessoas que não se queixa assim muito do atendimento, se demora ou não, porque já fui empregada de mesa num restaurante e sei bem o que é estar do outro lado... e acreditem que as pessoas quando esfomeadas são capazes duma extrema falta de paciência e de educação... 
Mas quando me pisam os calos, ficou piursa! Se eu sou simpática, digo "bom dia, boa tarde, se faz favor, agradecia", o mínimo que podem fazer é atender-me bem, com o mesmo grau de simpatia e pelo menos naqueles 2 minutos prestarem atenção ao que estou a pedir para comer!
Só não fiz reclamação porque estava mesmo à pressa!...