Que a Vida me permita ter sempre duas mãos operacionais para tricotar, olhos para poder ler livros e a cabeça a funcionar com lucidez suficiente para poder fazer ambas as coisas!!!
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17 de junho de 2016
23 de dezembro de 2015
Época natalícia-aniversariante
O Natal está mesmo aí... e isso significa que o Falipe está prestes a completar mais um ano de vida!
O meu Menino Jesus completa 7 anos no próximo dia 25! E eu só penso como ele está crescido (aliás, está enorme!) e como o tempo parece passar numa correria tão apressada, quando eu só quero que ele - o Tempo - abrande, para eu poder viver todos os momentos possíveis com o máximo de atenção. Não quero perder nada e sinto que tenho perdido muito, que não consigo esticar-me e ir a todas com a presença e atenção devidas.
É incrível como se passaram 7 anos desde que me tornei mãe! Desde que passei pela tremenda experiência transformadora que é trazer ao mundo um ser que depende única e exclusivamente de nós, para tudo, para sobreviver, se nutrir, para crescer e desenvolver-se e para ser uma pessoa feliz e saudável! E passaram 7 anos desde que me tornei uma pessoa que nunca mais esteve sozinha! E não deixo de me surpreender a cada dia pela beleza do meu filho! Além de ser um menino lindo (sim, eu sou uma mãe babada e nada modesta!) é um ser sensível e muito perspicaz, inocente e tão sem maldade, curioso e inteligente, e teimoso e tagarela e irrequieto que me torra a paciência e esgota as energias, mas a quem eu amo com todas as forças do meu ser e de quem vibro de orgulho pelo menino que é!
Esta é a época de festas e jantares de Natal (este ano decidi dar uma de boicote aos jantares...) e o estranho é que sinto que estou lamechas, de lágrima fácil. Especialmente quando estive presente nas festas da escola primária e na festa da creche e ATL dos miúdos a ouvir todas aquelas músicas de Natal... talvez porque sinta a falta daqueles que deveriam estar presentes a ver os netos e não estão... a saudade aperta e deixa-me mais nostálgica e introspectiva e retira-me um pouco o espírito festivo que deveria ser a norma por esta altura.
A acrescentar a isto, este ano tem sido mauzinho para mim... tem sido um ano dificil e cheio de momentos menos bons e para ser inteiramente sincera, só quero mesmo que 2015 se vá com o vento, para passar a ser apenas uma recordação longínqua de um ano que não deixou saudades nenhumas.
Tenho alguma esperança em 2016, principalmente por ser um ano bissexto e por alguma superstição minha, costumam ser anos benéficos para mim. Pode ser que o ano novo que aí vem me traga a clareza de espírito e a coragem de tomar decisões difíceis (se calhar até são bastante fáceis e simples...) que podem mudar drasticamente a minha vida e da minha família, para melhor!
O meu Menino Jesus completa 7 anos no próximo dia 25! E eu só penso como ele está crescido (aliás, está enorme!) e como o tempo parece passar numa correria tão apressada, quando eu só quero que ele - o Tempo - abrande, para eu poder viver todos os momentos possíveis com o máximo de atenção. Não quero perder nada e sinto que tenho perdido muito, que não consigo esticar-me e ir a todas com a presença e atenção devidas.
É incrível como se passaram 7 anos desde que me tornei mãe! Desde que passei pela tremenda experiência transformadora que é trazer ao mundo um ser que depende única e exclusivamente de nós, para tudo, para sobreviver, se nutrir, para crescer e desenvolver-se e para ser uma pessoa feliz e saudável! E passaram 7 anos desde que me tornei uma pessoa que nunca mais esteve sozinha! E não deixo de me surpreender a cada dia pela beleza do meu filho! Além de ser um menino lindo (sim, eu sou uma mãe babada e nada modesta!) é um ser sensível e muito perspicaz, inocente e tão sem maldade, curioso e inteligente, e teimoso e tagarela e irrequieto que me torra a paciência e esgota as energias, mas a quem eu amo com todas as forças do meu ser e de quem vibro de orgulho pelo menino que é!
Esta é a época de festas e jantares de Natal (este ano decidi dar uma de boicote aos jantares...) e o estranho é que sinto que estou lamechas, de lágrima fácil. Especialmente quando estive presente nas festas da escola primária e na festa da creche e ATL dos miúdos a ouvir todas aquelas músicas de Natal... talvez porque sinta a falta daqueles que deveriam estar presentes a ver os netos e não estão... a saudade aperta e deixa-me mais nostálgica e introspectiva e retira-me um pouco o espírito festivo que deveria ser a norma por esta altura.
A acrescentar a isto, este ano tem sido mauzinho para mim... tem sido um ano dificil e cheio de momentos menos bons e para ser inteiramente sincera, só quero mesmo que 2015 se vá com o vento, para passar a ser apenas uma recordação longínqua de um ano que não deixou saudades nenhumas.
Tenho alguma esperança em 2016, principalmente por ser um ano bissexto e por alguma superstição minha, costumam ser anos benéficos para mim. Pode ser que o ano novo que aí vem me traga a clareza de espírito e a coragem de tomar decisões difíceis (se calhar até são bastante fáceis e simples...) que podem mudar drasticamente a minha vida e da minha família, para melhor!
22 de outubro de 2015
37, a idade de ter juízo...!
Pois é, na semana passada, no dia 14 mais precisamente completei 37 anos.
Chegada a esta idade, não me sinto velha (apesar dos muitos brancos, muitos mesmo!) nem acabada ou com receio de que os quarenta estão quase aí.
No entanto, sinto o "peso" do peso excessivo e do efeito que isso tem na minha vida. Já não é a primeira vez que fico com excesso de peso, mas desta feita são já demasiados quilos. São os que ficaram da gravidez do Filipe (e que apesar de ter perdido mais de metade dos 18 kg...) e mais os do "luto adiado" do meu pai (quase 6 kg adquiridos em apenas 1 mês) e mais uns 3/4 kgs que ficaram da gravidez do Ricardo e que teimam em permanecer.
E sinto esse peso (cerca de 20 kg) de todas as formas, na imagem que o espelho me devolve, sempre com um queixo duplo, e a bóia de salvação que encima e se debruça sobre o cós das calças, mas também no cansaço permanente, que me deixa sem fôlego sempre que subo um ou dois lanços de escadas. E já nem falo nas dores e dorzinhas que parecem viajar por várias partes do meu corpo.
Chegada aqui, aos 37 anos, tornou-se por demais evidente que está na altura de tomar uma atitude, para bem da minha saúde e do meu corpo, à semelhança do que fiz no passado, quando senti isto mesmo. Não porque aspire a ser magra como as modelos das revistas, mas ambiciono e quero ser alguém que se sente bem com o seu peso e com o seu corpo e com a imagem reflectida no espelho.
Não fiquem já a pensar que me vou meter em dietas malucas ou coisa assim, vou sim mudar hábitos alimentares e reduzir consideravelmente no consumo de açúcar, que é e sempre será o meu calcanhar de Aquiles. Ter visto este documentário ajudou também a abrir um pouco a "pestana", mas sem qualquer alarmismo ou fundamentalismos. É bom termos consciência de certas coisas. Não me vou tornar vegetariana, ou vegan, ou abolir o glúten ou fazer a dieta paleo ou coisa que me valha. Vou tentar sim, manter uma alimentação equilibrada, evitando ingerir as quantidades descomunais de comida que embutia até há uns dias atrás e fazer escolhas saudáveis, mais na linha da dieta mediterrânica, que era a que sempre se praticou na casa dos meus pais, antes mesmo de ser considerada fantástica por toda a gente e mais alguma.
O exercício físico é algo a que quero voltar, depois de anos e anos e anos de inércia. Mas este capítulo é mais complicado de conseguir tendo em conta o meu contexto familiar e os horários do G. completamente irregulares e muitas vezes incompatíveis com os meus, e os meus horários e os dos miúdos...
Espero daqui por uns meses poder responder à questão que o Filipe me colocou há uns dias atrás e que apenas contribuiu para cimentar a decisão que tomara no meu íntimo, pois não só foi um murro bem forte mas ao mesmo tempo uma tremenda chamada de atenção:
- Mamã, quando deixas de ser gordinha?
Obrigada filho por seres sincero e verbalizares aquilo que a mãe está farta de saber e sobre a qual pouco tem feito... mas a mãe percebeu que tem que fazer algo sobre isso, por si mesma, para seu bem e porque gosta de si mesma!
27 de março de 2015
"Just Breathe"
Porque há pessoas que nos tiram do sério, que nos fazem mal por intermédio de outros mais fracos, a quem apenas queremos o bem.
Porque há pessoas que só se sentem bem e encontram alguma paz, quando estão a destilar veneno e a fazer com que os outros fiquem na merda, porque assim se sentem mais acompanhados, porque assim os infelizes não são só eles.
Porque há pessoas que têm muitos problemas na vida, mas ao invés de pedirem ajuda, têm demasiado orgulho, ao qual juntam a inveja e até algum ódio, e apostam unica e exclusivamente em magoar quem os poderia ajudar altruisticamente, em descarregar nesses mais próximos as suas frustrações, raivas e mágoas.
A essas pessoas, eu digo: se querem ajuda, peçam-na (a mim ou a quem quiserem!), mas se não querem, vão pregar para outra freguesia e desamparem-me a loja! Porque eu recuso-me a viver infeliz e amargurada.
E mais, recuso-me a perder tempo e energia com eles. Cada minuto ou hora que perco à conta de pessoas assim é tempo da minha vida totalmente desperdiçado.
Porque às vezes, basta apenas respirar! Saber respirar!
E se crianças pequenas conseguem compreender e praticar isso, qualquer um o pode fazer, sempre que queira!
Bom fim-de-semana!
1 de janeiro de 2015
Os melhores anos
Esta coisa de virar anos, há já mais de 3 décadas, levou-me por estes dias a fazer uma espécie de retrospectiva dos anos passados.
Não preciso dizer que 2014 foi um ano memorável, de todos os aspectos e mais alguns. É um ano que ficará sempre comigo. E com o Ricardo.
No entanto, não foram só rosas, foi um ano de emoções fortes, tanto as alegres como as menos boas, a maior parte delas provocadas pela privação de sono.
Profissionalmente falando, posso dizer que foi um ano "nulo", já de uma certa forma passei mais tempo longe do meu local do que nele...
Mas dizia eu que me deu para fazer uma retrospectiva...
E assim posso dizer que os piores anos da minha vida terminaram em números ímpares, destacando-se os anos de 1995 e 2009, anos em que fiquei sem os meus pais.
No entanto, fogem a esta regra os anos de 2001 e o de 2005.
No primeiro terminei a minha licenciatura e conheci o G., o meu amado. E 2005 foi o ano em que cimentámos a nossa relação e juntámos os trapinhos.
Já os melhores anos de que me lembro terminam em números pares, dos quais se destacam o ano 2008 e de 2014, anos em que nasceram os meus filhos, os meus tesouros. O ano de 1996 foi memorável pela minha entrada na universidade e o de 2004 pelas conquistas a nível profissional.
Já o ano de 2006 foi dos mais tramados de que tenho memória e o de 1988 marcou-me pelo desaparecimento do meu avô, a pessoa mais fantástica que tive o prazer de conhecer.
Por isso, digo sem presunção nenhuma que apesar de 2015 ser um ano terminado em número ímpar, entrei nele sem qualquer expectativa, seja ela boa ou má... e quer-me cá parecer que até é capaz de ser melhor assim!
Tudo o que vier de bom, será melhor saboreado!
Não preciso dizer que 2014 foi um ano memorável, de todos os aspectos e mais alguns. É um ano que ficará sempre comigo. E com o Ricardo.
No entanto, não foram só rosas, foi um ano de emoções fortes, tanto as alegres como as menos boas, a maior parte delas provocadas pela privação de sono.
Profissionalmente falando, posso dizer que foi um ano "nulo", já de uma certa forma passei mais tempo longe do meu local do que nele...
Mas dizia eu que me deu para fazer uma retrospectiva...
E assim posso dizer que os piores anos da minha vida terminaram em números ímpares, destacando-se os anos de 1995 e 2009, anos em que fiquei sem os meus pais.
No entanto, fogem a esta regra os anos de 2001 e o de 2005.
No primeiro terminei a minha licenciatura e conheci o G., o meu amado. E 2005 foi o ano em que cimentámos a nossa relação e juntámos os trapinhos.
Já os melhores anos de que me lembro terminam em números pares, dos quais se destacam o ano 2008 e de 2014, anos em que nasceram os meus filhos, os meus tesouros. O ano de 1996 foi memorável pela minha entrada na universidade e o de 2004 pelas conquistas a nível profissional.
Já o ano de 2006 foi dos mais tramados de que tenho memória e o de 1988 marcou-me pelo desaparecimento do meu avô, a pessoa mais fantástica que tive o prazer de conhecer.
Por isso, digo sem presunção nenhuma que apesar de 2015 ser um ano terminado em número ímpar, entrei nele sem qualquer expectativa, seja ela boa ou má... e quer-me cá parecer que até é capaz de ser melhor assim!
Tudo o que vier de bom, será melhor saboreado!
11 de novembro de 2014
Esta terra é minha!
A vista da casa rústica feita com paredes de taipa e telhado de barrotes de madeira, ripa e cana, e telha portuguesa que o meu avô Manuel mandou erguer nos idos anos 50 é esta.
Logo ali em primeiro plano, está a pereira que todos os anos dá pêras miudinhas, que bicham todas antes sequer de ficarem maduras.
Lá em baixo a enorme oliveira onde havia o tanque de cimento, onde eu a e minha mãe tantas vezes lavámos a roupa. À esquerda a figueira que cresceu bem no meio do talhão onde o meu avô gostava de semear favas e ervilhas.
Ao fundo, o canavial a denunciar a ribeira que vai correndo logo ali ao lado, a delimitar o terreno que é meu do que é dos meus primos.
Após a morte do meu pai, fiquei tolhida de incertezas e de receios. Olhava angustiada para esta terra e perguntava-me "o que vou fazer desta terra???" e de algum modo esperava que os céus se abrissem e o meu avô, ou a minha mãe ou o meu pai aparecessem e me dessem a resposta que procurava. Repetia a mim mesma incessantemente: "eles saberiam o que fazer disto!" Mas eu sentia-me perdida... a olhar para a terra e a tentar recuperar saberes gravados na memória havia mais de 20 anos.
Sei de memória onde ficava o pego de água, as pias de água para os animais, mais cobiçadas do que nunca pelo resto da família, onde a fonte de água nascia espontaneamente, logo abaixo do talhão onde outrora pululavam viçosas as melancieiras e as aboboreiras.
Não posso dizer que agora sei de certeza o que fazer... não posso afirmar que me vou "dedicar à agricultura"...
Mas uma certeza guardo comigo!
Um dia voltarei aqui!!
Um dia esta será a minha vista todos os dias, esta será a minha morada permanente.
No meio do paraíso, apenas interrompido pelo brummmm dos carros que passam na estrada municipal.
Um dia, vou restaurar a casa, colocar um novo telhado, em vigas de madeira e telha portuguesa. Um dia vou reforçar as paredes de taipa e reorganizar a cozinha e colocar uma lareira de dupla face.
As janelas serão à mesma de madeira e a porta continuará a ter postigo envidraçado, mantendo toda a traça arquitectónica da casa.
O fogão de lenha e o forno de cozer pão serão preservados religiosamente e serão integrados na cozinha nova.
O espaço onde fica hoje a cozinha será o meu espaço de costuras e afins. E na lateral da casa haverá um telheiro em madeira, e um barbecue.
Nas paredes haverá a decorar os candeeiros a petróleo, o relógio de ponteiros, a lanterna de palheiro recuperada e os ferros de engomar antigos, e a balança de pratos e os pesos. A velhinha Singer regressará novamente a esta casa, após 26 anos de ter saído dali.
Num dos quartos, a enfeitar a parede haverá uma manta de retalhos que a minha avó Alzira mandou tecer num tear, na vila, há mais de 5 décadas.
A figueira braçajote vai ser mantida livre de silvas e a grinalda de noiva prosperá, assim como a roseira branca. E o zambujeiro em frente à porta será finalmente enxertado em oliveira! Em homenagem ao apelido do meu avô!
Apanharei as pinhas do pinheiro manso que cresce imponente nas traseiras da casa para atear lume na lareira e aquecer as noites mais frias.
E aos fins de semana, os meus filhos hão-de vir ver os pais, como os meus pais e eu íamos visitar o meu avô.
6 de setembro de 2014
Cada filho é uma promessa de longevidade
Quando se tem um filho, preocupamo-nos com o seu bem-estar, com o seu crescimento, e se serão felizes. Depois logo pensamos no que se irão tornar... médicos, bombeiros ou outra coisa qualquer...
No meu caso, desde que fui mãe pela primeira vez, passei a ter medo.
Medo por mim, pela minha integridade física e mental, pela minha vida. Porque isso agora era importante. Não porque tenha passado a ter medo da morte, ou de sofrer (pronto, eu até tenho porque sou uma piegas com pouca tolerância à dor...), mas porque passei a recear não estar cá para os meus filhos. Porque sei o que é crescer sem ter mãe... porque eu sei a falta que faz uma mãe na vida de qualquer pessoa!
Mas passei a viver com um medo tremendo de perder o meu filho, medo esse agora acrescentado duplamente.
Sim, eu tenho medo que uma doença má se abata sobre eles! Como qualquer mãe que ame os seus filhos! Porque na minha família o historial médico de doenças geneticamente "herdáveis" é negro!
E porque, como qualquer mãe ou pai, não quero nunca saber a dor que é perder um filho...
E esse medo sempre esteve bem presente em mim porque uma das imagens que guardo com mais nitidez na minha mente das vezes que acompanhei a minha mãe ao IPOFG, é a do rosto de um menino que não teria mais de 3 anos, na sala de espera para fazer análises. Recordo a cor do seu rosto, pálido, macerado e sem cor, mas principalmente da falta de brilho nos seus olhos que deveriam ser de um verde profundo, antes do diagnóstico e de todos os químicos de tratamento. O boné escondia a falta de cabelo, provocada pela quimio. Mas principalmente recordo a falta de vontade de brincar daquele menino, ali no meio daquela sala, cheia de gente doente e onde a falta de esperança e o medo do desfecho da doença gritavam num tom ensurdecedor, que só quem sente na pele, consegue ouvir!
Por isso, não pude ficar indiferente à notícia da partida da Princesa Nonô! Como não fiquei indiferente à partida de outras tantas crianças, meninos e meninas que lutavam contra as garras dessa maldita doença que não escolhe género, idade, cor da pele...
Porque de cada vez que sei de um caso novo, é sempre daquele menino na sala de espera para análises do IPOFG que me recordo. Só o vi daquela vez, não sei se venceu a luta ou não...
E quando soube ontem da partida da Princesa Nonô, o meu primeiro pensamento foi para os seus pais e familiares. Porque apesar de conhecer a dor de perder alguém para o cancro, não sei da dor de perder um filho... e porque morro de medo de algum dia me ver perante a materialização dessa realidade...
Para verem ao ponto a que o medo me tolhe... há dias dei por mim a dar graças por ter tido apenas rapazes, porque assim a "espada" do cancro de mama tem menores probabilidades de desferir golpes na minha prole. É estúpido, eu sei... mas ter a noção do perigo faz-nos ter estes pensamentos aparvatados assim!
No meu caso, desde que fui mãe pela primeira vez, passei a ter medo.
Medo por mim, pela minha integridade física e mental, pela minha vida. Porque isso agora era importante. Não porque tenha passado a ter medo da morte, ou de sofrer (pronto, eu até tenho porque sou uma piegas com pouca tolerância à dor...), mas porque passei a recear não estar cá para os meus filhos. Porque sei o que é crescer sem ter mãe... porque eu sei a falta que faz uma mãe na vida de qualquer pessoa!
Mas passei a viver com um medo tremendo de perder o meu filho, medo esse agora acrescentado duplamente.
Sim, eu tenho medo que uma doença má se abata sobre eles! Como qualquer mãe que ame os seus filhos! Porque na minha família o historial médico de doenças geneticamente "herdáveis" é negro!
E porque, como qualquer mãe ou pai, não quero nunca saber a dor que é perder um filho...
E esse medo sempre esteve bem presente em mim porque uma das imagens que guardo com mais nitidez na minha mente das vezes que acompanhei a minha mãe ao IPOFG, é a do rosto de um menino que não teria mais de 3 anos, na sala de espera para fazer análises. Recordo a cor do seu rosto, pálido, macerado e sem cor, mas principalmente da falta de brilho nos seus olhos que deveriam ser de um verde profundo, antes do diagnóstico e de todos os químicos de tratamento. O boné escondia a falta de cabelo, provocada pela quimio. Mas principalmente recordo a falta de vontade de brincar daquele menino, ali no meio daquela sala, cheia de gente doente e onde a falta de esperança e o medo do desfecho da doença gritavam num tom ensurdecedor, que só quem sente na pele, consegue ouvir!
Por isso, não pude ficar indiferente à notícia da partida da Princesa Nonô! Como não fiquei indiferente à partida de outras tantas crianças, meninos e meninas que lutavam contra as garras dessa maldita doença que não escolhe género, idade, cor da pele...
Porque de cada vez que sei de um caso novo, é sempre daquele menino na sala de espera para análises do IPOFG que me recordo. Só o vi daquela vez, não sei se venceu a luta ou não...
E quando soube ontem da partida da Princesa Nonô, o meu primeiro pensamento foi para os seus pais e familiares. Porque apesar de conhecer a dor de perder alguém para o cancro, não sei da dor de perder um filho... e porque morro de medo de algum dia me ver perante a materialização dessa realidade...
Para verem ao ponto a que o medo me tolhe... há dias dei por mim a dar graças por ter tido apenas rapazes, porque assim a "espada" do cancro de mama tem menores probabilidades de desferir golpes na minha prole. É estúpido, eu sei... mas ter a noção do perigo faz-nos ter estes pensamentos aparvatados assim!
7 de janeiro de 2014
O doce sabor do silêncio
Desta vez, não quis gritar aos quatro ventos.
Não quis espalhar a novidade por família, amigos, conhecidos e demais transeuntes.
Desta vez, senti o apelo da introspecção. Do guardar segredo. De acarinhar esta nova vida como um tesouro só meu.
Como se pronunciá-lo em voz alta pudesse roubar este desejo concretizado e a felicidade correspondente e deixar-me despojada de uma nova maternidade.
Senti a felicidade de uma forma diferente da primeira vez. Mais serena, mais calma, menos esfusiante. Mas igualmente feliz, em pleno!
Mas é real, verdadeiro e está aqui, comigo. Dentro de mim!
Dentro em breve, a minha família será aquela com que eu sempre sonhei, que sempre visualizei, com quatro elementos.
(*) - queria agradecer a todos os comentários de felicitações e carinho que me deixaram. Encheram o meu coração mais um bocadinho! Muito obrigada!!
1 de janeiro de 2014
Ano Novo, Vida Nova!
Se tudo correr bem, 2014 será um ano mesmo importante!
Será o ano em que serei mamã de novo!
E o Falipe vai ter um irmão/ã!
10 de dezembro de 2013
Olhos azuis que não vêem
Nasceu em 1923.
A Margarida (ou Margaridinha como eu lhe chamo) tem 90 anos. Pensava eu que eram ainda 88...
Tem o cabelo todo branco como a neve quase desde que a conheço, desde que era miúda e adorava passar as tardes na casa dela. É a única mulher da minha família que possui olhos azuis. Dum azul água, a igualar as águas do mar duma qualquer ilha paradisíaca da Polinésia, Bora-Bora ou coisa assim.
A Margaridinha é uma mulher de estatura pequenina, tal como era o meu avô Manuel, o seu irmão preferido. Andavam sempre juntos, eram unha com carne. Da irmandade de nove, a Margaridinha é a minha tia-avó preferida! É aquela que escolhi como minha "avó", porque perdi as minhas muito cedo.
Levanta-se ao nascer do sol e deita-se "com as galinhas". Toda a vida foi assim!
Sempre que a visito, há sempre um biscoito ou uma bolacha à minha espera, e longe vão os dias em que ia a casa dela lanchar pão com marmelada (a única que alguma vez gostei!) e fazia os melhores fritos que alguma vez comi!
A Margaridinha tem 90 anos e sorri quando ouve a minha voz e chama pelo meu nome com um tom carinhoso que não conheço a mais ninguém.
A Margaridinha caminha em torno da sua casa, de onde se recusa a sair, com a ajuda dum bordão. Porque ela não vê... os seus olhos azuis de água do mar das ilhas polinésias mexem-se mas não conseguem ver... porque a diabetes deu cabo deles.
A Margaridinha mexe os seus olhos azuis, mas não consegue ver, porque apenas consegue vislumbrar sombras...
Nunca se esquece do meu aniversário, e engata sempre alguém para marcar os números do meu telemóvel no seu telefone fixo, porque não consegue ver os números no teclado... E eu sorrio sempre ouço a sua voz do outro lado da linha a dar-me os parabéns!
Porque a Margaridinha é a minha "velhota" de olhos azuis água do mar e cabelos brancos como a neve, que desde os seus 80 anos diz que já tem "avondo" de viver, que são já demasiados anos para cá andar, e que pergunta sempre retoricamente "o que é eu ainda ando cá fazendo?!"
Ao que eu respondo sempre da mesma forma: "deixe-se estar por cá mais uns anos. Não se vá embora já!"
14 de outubro de 2013
O grande 35
No ido ano de 1978, pelas 22h10 nascia no Hospital Distrital da cidade uma menina, 5 minutos depois de um rapaz e 10 minutos antes de dois outros rapazes.
Ela era esguia e levezinha. Dormiu a santa noite embalada pelo choro incessante dos outros três meninos...
Ela foi a maior alegria da vida da sua mãe e o pai não cabia em si de contente!
Não herdou o nome de sua avó Alzira, mas recebeu um nome invulgar, dizem que de origem aristocrática, já que os trovadores lhes (às damas) dedicavam trovas e canções de amor!
Cresceu rebelde, travessurenta e meiga. Viveu o bom da cidade e conheceu o melhor da vida no campo! Soube o que era viver numa casa onde as paredes eram de taipa caiadas, chão de terra que tinha que ser "ogado" e não havia electricidade ou água canalizada.
Sempre com os seus óculos por companhia... desde os 3 anos de idade. Até aos 16, quando passou por dois anos de revolta... e recusa em usar óculos!
Fascinada pelo seu avô materno, respingava com a avó paterna, que lhe estava sempre a ralhar, e a quem ela levantava a mão em sinal de intenção de dar uma palmada...
Foi uma adolescente tímida, bem comportada, segunda melhor aluna da turma, que lhe valeu a alcunha de marrona com elevada aptidão para a língua estrangeira e para a disciplina de História, mas vocação quase nula para a educação física, com excepção do serviço no voleibol e o guardar das redes no andebol. Correr e saltar em altura ou comprimento não eram com ela e fazia quase invariavelmente má figura...
Dos 13 aos 16 anos viveu juntamente com o seu pai o inferno drama pelo qual a sua mãe passou, por sofrer de cancro de mama, quimioterapia, mastectomia total e radioterapia com tudo o que isso implicou...
No último dia de escola do seu 11.º ano viu a sua mãe partir finalmente, após 4 meses a definhar agonizantemente, apesar das doses cavalares de morfina e comprimidos para dormir.
Viu o pai enclausurar-se em sofrimento por ter perdido a sua grande e eterna companheira e decidiu naquele momento que iria procurar consolo na praia da Arrifana e afastar a tristeza da falta da sua mãe, ocupando-se a trabalhar a servir à mesa no restaurante propriedade da sua prima.
Viu o pai enclausurar-se em sofrimento por ter perdido a sua grande e eterna companheira e decidiu naquele momento que iria procurar consolo na praia da Arrifana e afastar a tristeza da falta da sua mãe, ocupando-se a trabalhar a servir à mesa no restaurante propriedade da sua prima.
Preparou-se para concretizar o sonho que a sua mãe tinha para si, e um mês antes de completar os 18 anos, começou as aulas na universidade, a 500 km de casa. Deixou-se da timidez e decidiu abraçar o seu lado de algarvia marafada, extrovertida, bem disposta e de gargalhada fácil e sonora!
Completou a licenciatura com notas medianas, a contrastar com os habituais 17/18 na pauta dos tempos do secundário. Mas nesses quatro anos e meio em que foi estudante do ensino superior sentiu que cresceu dez ou cem tamanhos em horizontes, no abandonar de preconceitos e na aceitação dos outros e na tolerância perante opiniões diferentes das suas! Faz amigos para o resto da vida!
Pouco depois dos 22 anos defendeu a tese de licenciatura sobre o conflito israelo-árabe com nota final de 15, da qual muito se orgulha.
Chega a ingressar em mestrado na mesma área de licenciatura, o que a traz à capital. Após cinco meses de agonizante lavagem ao cérebro durante as aulas, praticada por docentes claramente de ideologia de extrema centro direita, regressa à terra natal para ter um qualquer emprego que lhe dê sustento, porque trabalhar na sua área académica só de borla e por se sentir como cordeiro para a matança todos os dias que entrava num qualquer transporte público.
Após dois anos de trabalhos precários, e farta de se sentir imprestável, frustrada e um parasita da sociedade, decide que é melhor pegar no "canudo" e metê-lo na gaveta e ir fazer formação profissional que lhe permita a empregabilidade e que faça com que ouça constantemente nas entrevistas de emprego que tem habilitações literárias a mais, mas que lhe falta experiência profissional.
Após uma especialização em SHST, vai trabalhar para as "obras" e aprende (novamente!) que os mais educados não são os que têm maior grau académico. Convive profissionalmente com pessoas dos mais diversos quadrantes e mais diversas nacionalidades e sente-se realizada profissionalmente, apesar de sentir na pele um latente desprezo de engenheiros por "doutores"... logo ela, que nunca mediu as pessoas pelo título académico que precede o nome de cada um! Ganha estaleca, e conquista algum respeito entre os seus colegas de trabalho que por vezes se esquecem que ela é mulher, coisa que ela até agradece! Obstinada e teimosa, por gostar de levar a sua avante e não se calar quando tem algo engasgatado, ganha a alcunha de "furacão".
Aos 22 anos conhece aquele que escolheu para seu companheiro e aos 27 anos amantizam-se, segundo palavras de seu pai.
Após um jantar de Consoada e abertura da prendas, é mãe aos 30 anos, no dia 25 de Dezembro, dum menino doce e lindo. Abranda no mau feitio, porque a maternidade lhe trouxe nova perspectiva sobre a vida, fazendo-lhe ver que afinal a realização profissional não é de todo o mais importante, mas sim um meio para atingir um fim: pagar contas!
Por essa altura decide começar um blog, que lhe permite conhecer pessoas fantásticas e com quem sente que se enriqueceu pessoal e culturalmente!
Pouco depois dos 31 vive o drama de ter o seu pai internado na capital com um tumor cerebral, ficando em coma durante quase dois meses, na sequência da cirurgia para o remover.
Antes do seu filho completar um ano, fica irremediavelmente orfã de pais e quase sem vestígios dos seus antepassados. Mas é herdeira de património...
Aos 32 muda de emprego e larga as "obras" que já lhe tinham trazido tanto desgaste, cabelo branco e aversão a condições climatéricas extremas.
Por essa altura, ganha interesse por artes e lavores e descobre que ainda sabe fazer crochet e costurar à máquina. Nessa altura aprende finalmente a tricotar. Por conta disso, abre um outro blog, orientado para as artes manuais e conhece mais pessoas fantásticas e aprende imenso.
Vive uma vida rotineira, paga contas, paga impostos de monta, sente a crise na pele como qualquer português.
Completa 35 anos neste dia, na companhia do seu companheiro e do seu filho, que são a sua família amada!
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| tirado de www.weheartit.com |
19 de julho de 2013
5 de abril de 2013
O que queres ser quando fores grande?!
Não me lembro nunca de ter sabido com toda a certeza, daquela que vem do profundo das entranhas, o que queria ser quando crescesse.
Recordo-me mesmo de que estava sempre a mudar de profissão, ou não fosse a indecisão uma das minhas características.
Mas só sou indecisa quando aquilo que está "em cima da mesa" para ser decidido, não me inspira a 100%, quando há algo que suscita mais dúvidas que certezas, passe a redundância do raciocínio.
Quando há algo que quero muito, a indecisão nem sequer se apresenta, não há dúvidas, há apenas aquela convicção firme, instantânea e espontânea, quase como se fosse uma realidade predeterminística (esta palavra existe?!)
Não sei se foi por nunca saber ao certo o que queria ser quando fosse grande que já mudei de rumo profissional umas quantas vezes, saltitando duma profissão para outra... houve uns tempos em que senti que aquele título profissional específico me definia, que se encaixava, que me identificava. Até ter mudado novamente de emprego e como tal de título profissional.
Hoje em dia, sinto-me uma espécie de híbrido... nem sou carne nem sou peixe, e nem me aparento a um legume...
Hoje em dia, estou absolutamente convicta de que ainda saltitarei para outra qualquer ocupação profissional. E para já é essa a certeza mais acertada que tenho!
E não é só porque os tempos de hoje se caracterizam por já não existirem empregos para a vida. Eu bem sei que sempre me senti grata por essa realidade... descobri isso naqueles 4 dias que fui fazer um biscate numa empresa de cerâmica conimbricense, a tirar pratos dos moldes (a bater punho para ajudar o meu pai a pagar propinas, como diria o Miguel Gonçalves...) e por isso dei graças aos meus pais por terem investido na minha educação, o que me abriu um leque muito maior de escolhas no campo profissional, em vez de ter que me cingir a empregos cuja progressão profissional era completamente diminuta... não que os menospreze, nada disso! Todos os trabalhos são dignos e temos que dignificar quem os realiza. Mas naqueles quatro dias agradeci por ter a possibilidade de escolher entre ter um emprego a tirar pratos dos moldes para o resto da vida ou fazer outra coisa qualquer que me desse mais prazer!
No entanto, sempre soube com toda a certeza que não queria ser bailarina... apesar de ficar horas a ver a boneca da caixa de música da minha mãe, que veio da Índia, rodar sobre si mesma, sempre ao som dos mesmos acordes.
4 de abril de 2013
Inspiração, motivação, empreendorismo
Muito melhor que o Miguel Gonçalves, muito menos pretencioso, muito menos carregado de preconceitos e perspectivas pejorativas sobre os demais.
Uma visão muito mais realista, sem nunca perder de vista a mensagem que importa, que é a de continuarmos a lutar por aquilo que devemos, para concretizar projectos e sonhos.
E com um excelente sentido de humor!
http://youtu.be/fQgPy5WHTWo
6 de março de 2013
22 de janeiro de 2013
2 de janeiro de 2013
31 de dezembro de 2012
Resoluções de bolso para 2013
Apesar do sentimento um tanto desesperaçado de que fui acometida à entrada deste novo ano, e quiçá de um novo ciclo que se iniciou em 21 de Dezembro de 2012 (os maias lá saberiam o que previam...), não posso deixar de registar algumas pequenas resoluções para que 2013 seja diferente do cinzento ano de 2012, em que me senti assoberbada pela angústia, por um certo estado deprimente e alguma ansiedade, sem que lhe conhecesse a origem ou a causa...
Bem, mas vamos lá:
1. Preferir a comida vegetariana à que inclui carne;
2. Tentar integrar-me de forma consistente num programa de voluntariado. Gostava de conseguir vencer a relutância que sinto em ser voluntária junto de pessoas com cancro, pela minha auto-preservação pessoal, dada a experiência pessoal anterior e a minha absoluta incapacidade de não me ligar profundamente de forma emocional às pessoas... mas talvez possa encontrar uma forma de ajudar o próximo, de forma consistente! Não importa a forma de que se reveste...
3. Mexer o corpinho de forma mais frequente e sem preguiças. Agora já não há desculpas, porque até o Falipe já tem uma bicicleta e podemos ir dar umas voltinhas ao quarteirão!
4. Tirar mais tempo para ler ainda mais livros
5. Voltar a encontrar tempo para ir ao cinema (apesar de estar pela hora da morte!)
6. Tratar de arranjar gana para fazer todas as decorações em casa que sempre magico na minha mente, mas que não saem daí... afixar as molduras todas com as fotos, as aguarelas, os pensamentos inspiradores e até aquele diploma da Universidade de Coimbra que sempre achaste que não irias ostentar!
7. Comprar um cabaz de legumes, fruta e ovos aos teus primos, já que eles têm uma horta grande e muitas galinhas. Se vais gastar dinheiro nisso, em vez de dares os € ao tio Belmiro, vai à horta do Cotifo!
8. Reciclar pelo menos um móvel para colocar na casa de campo! Dá trabalho, mas aposto que vai ser altamente gratificante!
9. Arrendar de uma vez por todas a casa dos meus pais e deixar o sentimento de posse onde ele deve ficar, em lugar nenhum!
10. Tratar de deixar de preguiçar e procrastinar e arregaçar as mangas como sempre fizeste e luta por aquilo que desejas!
11. Reduzir drasticamente a visualização de notícias diárias, seja na televisão, nos jornais online ou em papel. O mote é: mais ignorante, mas infinitamente mais feliz!
12. aproveitar as praias a 5 minutos para organizar ideias com mais frequência.
Ah, e não te esqueças:
- pagar IUC's, IMI's, IRS e demais pagamentos ao Estado apenas e só no no último dia disponível! Paga como sempre pagaste, mas sempre no último dia!
11. Reduzir drasticamente a visualização de notícias diárias, seja na televisão, nos jornais online ou em papel. O mote é: mais ignorante, mas infinitamente mais feliz!
12. aproveitar as praias a 5 minutos para organizar ideias com mais frequência.
Ah, e não te esqueças:
- pagar IUC's, IMI's, IRS e demais pagamentos ao Estado apenas e só no no último dia disponível! Paga como sempre pagaste, mas sempre no último dia!
30 de dezembro de 2012
Porque em 2012 nem tudo foi mau...
Apesar de ter sido aquilo a que chamo o "ano de seca" ou "o ano da travessia no deserto", porque os dias sucederam-se numa cadência vulgar, repetitiva e sem grandes mudanças, é claro que nem tudo foi mau ou menos bom! Houve é claro momentos de felicidade, de paz e de serenidade.
Mas o sentimento geral não foi dos melhores...
Mas o sentimento geral não foi dos melhores...
Foi um ano que senti ser de marasmo, estagnação, de marcar passo, sem nunca retroceder ou avançar. Senti-me amarrada e amordaçada por correntes e cordas invisíveis, mas que me impediram totalmente de progredir ou de avançar em qualquer direcção!
Foi um ano em que tive a sensação de vazio sempre presente e de falta de realização pessoal e profissional.
Foi um ano em que me senti embrutecer lentamente, de dia para dia, e senti-me impotente para contrariar essa maré, apesar de estar plenamente consciente dela.
Foi um ano de introspecção e isolamento, umas vezes auto-imposto, outras vezes forçado, pela indiferença e falta de atenção dos demais ao essencial, o que acabava forçosamente por me atirar para mais auto-isolamento, numa espécie de círculo vicioso.
Foi um ano de luta feroz entre eu e mim mesma e isso teve os seus efeitos benéficos, nomeadamente o de finalmente conseguir encerrar o luto pelo meu pai. Mas o facto de me digladiar diariamente comigo mesma teve efeitos perniciosos na minha pessoa habitualmente bem disposta socialmente predisposta e optimista.
Foi um ano em que me tornei mais caseira, mais comedida nos gastos e inclusivamente comecei a poupar de forma consistente e persistente. Foi o ano em que apesar de não ser funcionária pública, senti na pele todos os cortes impostos à classe, e fui-me encolhendo sobre mim mesma do ponto de vista financeiro e fiscal, agradecendo apenas a dádiva de ter emprego e ordenado pago a tempo e horas, sem excepção!
Foi o ano em que aprendi artes manuais, com especial ênfase no tricot, e completei projectos com as minhas mãos que não sonhara que seria capaz de fazer um dia. Escusado será dizer que foi nestas artes que encontrei boa parte dos momentos de paz e serenidade.
Foi um ano em que vi o meu filho crescer a olhos vistos, num ritmo muito mais rápido do que aquele que foi caracterizando os meus dias e foi com espanto que o vi abotoar o seu primeiro botão, no pijama, e desligar o computador carregando em todos os botões correctos e mexer-se no youtube com mais perspicácia e sabedoria do que eu própria. Os melhores momentos foram certamente aqueles em que ele correu para mim, com o seu mais feliz e me disse espontaneamente "gosto de ti, mamã!".
Foi o ano em que a minha família se alargou e demos as boas vindas ao bebé R. e vi a minha prima M. tornar-se mãe, como sempre sonhara!
Foi o ano em que fiz uma semana de férias a 3 na minha adorada Arrifana e aí sim, obtive um dos maiores momentos de alegria, serenidade e boa vida!
Foi o ano em que me atulhei de comida para dar de "beber à dor" que sentia algures dentro da minha alma, e por fim, descobri que tinha uma compulsão com a comida e que era altura de simplesmente parar de me agredir! No dia em que alguém me fez duas perguntas bastante simples: "porque é que continua a boicotar-se?" e "porque é que se levanta da cama todos os dias?"
Foi o ano em que li Záfon, John Green, Chris Cleeve e mais uma série de livros e reconciliei-me com a leitura! Graças à blogsfera, ao facebook e ao Goodreads!
Foi o ano em que a amizade virtual passou para o real e com isso reforçou-se! Mais uma cortesia da blogosfera!
Foi o ano em que plantei tomates e pimentos e nenhum deu frutos, mas colhi espinafres suficientes para uma sopa e alface suficiente para uma salada!
Foi o ano em que percebi que mais depressa se adquire um mau hábito do que se consegue enraizar um bom hábito, e em que lutei ferozmente para contrariar essa tendência!
Foi um ano em que muito sucedeu, mas que sinto que não fui muito longe, vá-se lá saber porquê...
Foi um ano em que me tornei mais caseira, mais comedida nos gastos e inclusivamente comecei a poupar de forma consistente e persistente. Foi o ano em que apesar de não ser funcionária pública, senti na pele todos os cortes impostos à classe, e fui-me encolhendo sobre mim mesma do ponto de vista financeiro e fiscal, agradecendo apenas a dádiva de ter emprego e ordenado pago a tempo e horas, sem excepção!
Foi o ano em que aprendi artes manuais, com especial ênfase no tricot, e completei projectos com as minhas mãos que não sonhara que seria capaz de fazer um dia. Escusado será dizer que foi nestas artes que encontrei boa parte dos momentos de paz e serenidade.
Foi um ano em que vi o meu filho crescer a olhos vistos, num ritmo muito mais rápido do que aquele que foi caracterizando os meus dias e foi com espanto que o vi abotoar o seu primeiro botão, no pijama, e desligar o computador carregando em todos os botões correctos e mexer-se no youtube com mais perspicácia e sabedoria do que eu própria. Os melhores momentos foram certamente aqueles em que ele correu para mim, com o seu mais feliz e me disse espontaneamente "gosto de ti, mamã!".
Foi o ano em que a minha família se alargou e demos as boas vindas ao bebé R. e vi a minha prima M. tornar-se mãe, como sempre sonhara!
Foi o ano em que fiz uma semana de férias a 3 na minha adorada Arrifana e aí sim, obtive um dos maiores momentos de alegria, serenidade e boa vida!
Foi o ano em que me atulhei de comida para dar de "beber à dor" que sentia algures dentro da minha alma, e por fim, descobri que tinha uma compulsão com a comida e que era altura de simplesmente parar de me agredir! No dia em que alguém me fez duas perguntas bastante simples: "porque é que continua a boicotar-se?" e "porque é que se levanta da cama todos os dias?"
Foi o ano em que li Záfon, John Green, Chris Cleeve e mais uma série de livros e reconciliei-me com a leitura! Graças à blogsfera, ao facebook e ao Goodreads!
Foi o ano em que a amizade virtual passou para o real e com isso reforçou-se! Mais uma cortesia da blogosfera!
Foi o ano em que plantei tomates e pimentos e nenhum deu frutos, mas colhi espinafres suficientes para uma sopa e alface suficiente para uma salada!
Foi o ano em que percebi que mais depressa se adquire um mau hábito do que se consegue enraizar um bom hábito, e em que lutei ferozmente para contrariar essa tendência!
Foi um ano em que muito sucedeu, mas que sinto que não fui muito longe, vá-se lá saber porquê...
27 de novembro de 2012
Imagens que me fazem sorrir
Na hora de almoço, passar por um casal de estrangeiros, na casa dos 60, na paragem do autocarro, abraçados um ao outro, com ela aninhada ao pescoço dele, enquanto ele a protege do vento agrestemente frio!
Quis parar para registar aquele momento de "ohhh, tão fofos!", mas estava no meio do trânsito...
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