Mostrar mensagens com a etiqueta dias especiais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dias especiais. Mostrar todas as mensagens

22 de outubro de 2015

37, a idade de ter juízo...!



Pois é, na semana passada, no dia 14 mais precisamente completei 37 anos.

Chegada a esta idade, não me sinto velha (apesar dos muitos brancos, muitos mesmo!) nem acabada ou com receio de que os quarenta estão quase aí.

No entanto, sinto o "peso" do peso excessivo e do efeito que isso tem na minha vida. Já não é a primeira vez que fico com excesso de peso, mas desta feita são já demasiados quilos. São os que ficaram da gravidez do Filipe (e que apesar de ter perdido mais de metade dos 18 kg...) e mais os do "luto adiado" do meu pai (quase 6 kg adquiridos em apenas 1 mês) e mais uns 3/4 kgs que ficaram da gravidez do Ricardo e que teimam em permanecer.

E sinto esse peso (cerca de 20 kg) de todas as formas, na imagem que o espelho me devolve, sempre com um queixo duplo, e a bóia de salvação que encima e se debruça sobre o cós das calças, mas também no cansaço permanente, que me deixa sem fôlego sempre que subo um ou dois lanços de escadas. E já nem falo nas dores e dorzinhas que parecem viajar por várias partes do meu corpo.

Chegada aqui, aos 37 anos, tornou-se por demais evidente que está na altura de tomar uma atitude, para bem da minha saúde e do meu corpo, à semelhança do que fiz no passado, quando senti isto mesmo. Não porque aspire a ser magra como as modelos das revistas, mas ambiciono e quero ser alguém que se sente bem com o seu peso e com o seu corpo e com a imagem reflectida no espelho.

Não fiquem já a pensar que me vou meter em dietas malucas ou coisa assim, vou sim mudar hábitos alimentares e reduzir consideravelmente no consumo de açúcar, que é e sempre será o meu calcanhar de Aquiles. Ter visto este documentário ajudou também a abrir um pouco a "pestana", mas sem qualquer alarmismo ou fundamentalismos. É bom termos consciência de certas coisas. Não me vou tornar vegetariana, ou vegan, ou abolir o glúten ou fazer a dieta paleo ou coisa que me valha. Vou tentar sim, manter uma alimentação equilibrada, evitando ingerir as quantidades descomunais de comida que embutia até há uns dias atrás e fazer escolhas saudáveis, mais na linha da dieta mediterrânica, que era a que sempre se praticou na casa dos meus pais, antes mesmo de ser considerada fantástica por toda a gente e mais alguma.

O exercício físico é algo a que quero voltar, depois de anos e anos e anos de inércia. Mas este capítulo é mais complicado de conseguir tendo em conta o meu contexto familiar e os horários do G. completamente irregulares e muitas vezes incompatíveis com os meus, e os meus horários e os dos miúdos...

Espero daqui por uns meses poder responder à questão que o Filipe me colocou há uns dias atrás e que apenas contribuiu para cimentar a decisão que tomara no meu íntimo, pois não só foi um murro bem forte mas ao mesmo tempo uma tremenda chamada de atenção:

- Mamã, quando deixas de ser gordinha?

Obrigada filho por seres sincero e verbalizares aquilo que a mãe está farta de saber e sobre a qual pouco tem feito... mas a mãe percebeu que tem que fazer algo sobre isso, por si mesma, para seu bem e porque gosta de si mesma!

1 de outubro de 2014

O tempo foge à velocidade luz

Faltam 16 dias para terminar a minha licença de maternidade.

Se por um lado tento aproveitar ao máximo estes dias e absorver tudo o que posso deste meu filho, que é um sorridente nato por sinal, um bem disposto de primeiro linha, por outro lado sinto-me cada dia mais f&$/&%% aborrecida por pagar impostos como uma nórdica e não usufruir dos direitos parentais como uma nórdica...

A ideia de regressar ao trabalho entristece-me, porque apesar de saber que preciso trabalhar para sobreviver, e me poder dar a certos pequenos luxos, significa que vai haver uma série de etapas de crescimento e evolução do Ricardo que acontecerão com ou sem a minha presença. Significa que todas as gracinhas, todas as conquistas e aprendizagens dele virão quase pela certa a acontecer na minha ausência.

Ontem ele descobriu os "gritinhos" e eu senti o meu coração crescer e inundar-se dum sentimento que não sei descrever.

Hoje cortámos mais um pouco o "cordão umbilical" invisível e ele experimentou a primeira sopa dele. É sempre um misto de alegria e uma certa nostalgia, porque eu sei que ele está a crescer e é uma evolução natural, mas isso significa ao mesmo tempo que ele vai deixando cada vez de ser "meu", só meu!



16 de junho de 2014

Músicas especiais


Esta tocava à hora que nasceu o Ricardo.

E esta cantei para comigo enquanto estava internada no bloco de partos, e depois, para o Ricardo quando o vi pela primeira vez, quando o segurei nos meus braços.

10 de dezembro de 2013

Olhos azuis que não vêem

Nasceu em 1923.

A Margarida (ou Margaridinha como eu lhe chamo) tem 90 anos. Pensava eu que eram ainda 88...

Tem o cabelo todo branco como a neve quase desde que a conheço, desde que era miúda e adorava passar as tardes na casa dela. É a única mulher da minha família que possui olhos azuis. Dum azul água, a igualar as águas do mar duma qualquer ilha paradisíaca da Polinésia, Bora-Bora ou coisa assim.

A Margaridinha é uma mulher de estatura pequenina, tal como era o meu avô Manuel, o seu irmão preferido. Andavam sempre juntos, eram unha com carne. Da irmandade de nove, a Margaridinha é a minha tia-avó preferida! É aquela que escolhi como minha "avó", porque perdi as minhas muito cedo.

Levanta-se ao nascer do sol e deita-se "com as galinhas". Toda a vida foi assim!
Sempre que a visito, há sempre um biscoito ou uma bolacha à minha espera, e longe vão os dias em que ia a casa dela lanchar pão com marmelada (a única que alguma vez gostei!) e fazia os melhores fritos que alguma vez comi!
 
A Margaridinha tem 90 anos e sorri quando ouve a minha voz e chama pelo meu nome com um tom carinhoso que não conheço a mais ninguém. 

A Margaridinha caminha em torno da sua casa, de onde se recusa a sair, com a ajuda dum bordão. Porque ela não vê... os seus olhos azuis de água do mar das ilhas polinésias mexem-se mas não conseguem ver... porque a diabetes deu cabo deles.
A Margaridinha mexe os seus olhos azuis, mas não consegue ver, porque apenas consegue vislumbrar sombras... 
Nunca se esquece do meu aniversário, e engata sempre alguém para marcar os números do meu telemóvel no seu telefone fixo, porque não consegue ver os números no teclado... E eu sorrio sempre ouço a sua voz do outro lado da linha a dar-me os parabéns!

Porque a Margaridinha é a minha "velhota" de olhos azuis água do mar e cabelos brancos como a neve, que desde os seus 80 anos diz que já tem "avondo" de viver, que são já demasiados anos para cá andar, e que pergunta sempre retoricamente "o que é eu ainda ando cá fazendo?!"

Ao que eu respondo sempre da mesma forma: "deixe-se estar por cá mais uns anos. Não se vá embora já!"

29 de junho de 2012

Dos dias felizes

Hoje nasceu o R., filho da minha prima M., a quem quero mais que uma irmã!
Estou feliz por eles e principalmente porque é tão bom ver a nossa pequenina família crescer!
A esperança de renovação e no perpetuar da nossa família residia apenas em mim e na M., ambas filhas únicas.
Curiosamente, ambas tivémos rapazes e assim o Falipe vai ter um primo com quem partilhar brincadeiras.
Espero que o R. e o Falipe partilhem a mesma relação de profunda amizade que eu e a M. temos!

Hoje é um dia muito feliz e eu não caibo em mim de felicidade pelos papás e pelos avós!

25 de dezembro de 2011

25 de Dezembro de 2008

25 de Dezembro 2008

Nasceste tu, F., o "meu" Menino Jesus!
Eu bem te avisei para não nasceres neste dia, para te aguentares as 3 semanas que ainda faltavam até ao dia previsto, porque este era um dia não muito bom para nascer...
Só vais receber uma prenda em vez de duas (mas da mãe e do pai haverão sempre duas: uma para cada ocasião) e quando fores maior, os teus amigos não irão contigo para os copos, porque os bares e as discotecas estarão fechadas e os teus amigos estarão todos em casa das respectivas famílias... eu bem te avisei!
Mas tu estavas cheio de pressa para nos conhecer, aos pais e a este mundo meio maluco em que vivemos.
Como nasceste apressado, contigo nada pode esperar... tem que ser tudo na hora!
Fizeste-me ir para o hospital no dia do ano em que eu menos queria ir lá... Receava ir num dia que se quer de festa, e sermos recebidos por profissionais de mau humor e de má vontade por estarem a trabalhar num dia que é de festejar em família. 
Depois receava não haver anestesista, não fosse eu gritar por uma epidural... quando as contracções apertassem mais.
Mas fui ao Hospital, sozinha a conduzir, às 6h da manhã, por causa duma hemorragia. Nunca pensei que 5h depois estaria a olhar para o teu rosto, que é o mais lindo que conheço!
O teu pai estava a trabalhar e não me atendia o telefone... liguei à prima M. que se despachou às pressas para ir ter comigo, mas desencontrámo-nos por minutos.
Eu nunca pensei que ia ficar logo internada no Bloco de Partos. Vá lá que acabei de fazer o saco para a maternidade antes de sair de casa, não fosse ser preciso (pois é... fomos receber as prendas na Consoada, para meter logo no saco e pôr a uso).
Depois de ter chegado lá, durante uma hora ainda andaram a ver se querias mesmo nascer e chegaram a acusar-me levemente de ser uma parturiente que desconhecia sinais de parto. Mas eu só lá fui por causa da hemorragia... nunca afirmei estar em trabalho de parto. Quando viram que eu estava a falar a sério, lá me pediram desculpa e disseram que ainda bem que tinha lá ido...
O teu pai chegou às 7h a cair de sono e cansaço, porque em 48h apenas tinha dormido 4h... ainda me deu um valente raspanete por ter ido sozinha a conduzir para o hospital. Mas se eu não me doía nada... (e com isto ficas a saber que a tua mãe é mulher desenrascada!)
Às 7h30, o enfermeiro mal encarado dizia-me que era falso alarme, e que eu não estava em trabalho de parto, porque o CTG dizia que eu tinha contracções muito fortes e que era suposto estar aos gritos, mas eu estava bem disposta e a rir! (era deste tipo de mau humor que te falava...)
Às 8h mudou o staff todo e vejo entrar o Dr. FG, o médico obstetra que te seguiu e que relatava com incontido entusiasmo a tua evolução, quase como se fosses filho dele...
Às 9h e pouco caiu-me a ficha... não tinha nem o muda-fraldas com banheira incorporada, nem carro de bebé e nem a cadeirinha do carro... tínhamos deixado tudo para o fim, afinal era suposto nasceres dali a 3 semanas...
Por essa altura prepararam-me para levar a epidural, caso a pedisse. Eu ainda conseguia suportar bem a coisa e estava alegre e contente.
Por volta das 10h as contracções começaram a aumentar consideravelmente e eu já tentava aplicar os conhecimentos que tinha aprendido nas aulas de PPP, mas aquilo não estava a servir para aliviar nada, apenas me distraía ligeiramente das dores que quase me "partiam" a coluna na zona renal... nesse momento, lembrei-me do conselho que me tinham dado de não ir para lá demasiado cedo. Arrependi-me um bocado por ter sido impulsiva... mas continuei bem disposta e alegre! 
Meti na cabeça que tudo iria correr bem, porque a tua avó nasceu em casa e se a tua bisavó conseguiu, eu também conseguia!
Às tantas, a enfermeira e a parteira começaram a andar de volta de mim, com uma tal pressa que as águas rebentassem, quando a dilatação ia tão no início. Não falavam noutra coisa... achei estranho... mas as águas rebentaram mesmo cerca de 15 minutos depois, como um dilúvio! As expressões de cara de ambas as senhoras eram algo preocupantes. Vem de lá dr. FG que depois duma breve eco, me diz categoricamente: 
- Vamos para o bloco operatório, vais fazer uma cesariana!
Eu respondi automaticamente:
- Então está bem!
Só depois é que ele me disse que tu tinhas o cordão umbilical em torno do pescoço e que não ia esperar para eu acabar a dilatação, porque não sabia quanto tempo eu ia levar nesse processo. Aí relacionei tudo, com a expressão de cara da enfermeira e da parteira quando viram as águas...
O anestesista veio injectar a epidural, fria e gelada nas minhas veias. Acompanhou-me no percurso até ao bloco operatório e deve ter-me perguntado 50 vezes se estava nervosa. Eu 50 vezes repeti que estava calma (aliás, quem me estava a dar nos nervos era ele aquela pergunta tanta vez repetida!! cheguei a querer bater-lhe a ver se ele se calava com aquilo...) e ele 50 vezes me disse que não ficasse nervosa, que ia ver-te dentro em breve!
Cheguei à entrada do bloco operatório e encontro a S., minha vizinha desde que éramos pequenas e fiquei ainda mais descansada porque sabia que ia estar bem acompanhada!
Andei nuns tapetes rolantes super fixes e gelados, para passar duma marquesa para outra.
A S. esteve sempre ao meu lado e explicou-me tudo, que era normal sentir isto ou aquilo, que gritasse se doesse. 
Assisti a tudo, quer dizer... ouvi tudo, porque havia um pano azul a tapar-me a visão.
A epidural deu-me alguma sonolência, mas eu arregalei os olhos para estar atenta. Ouvi o dr. FG pedir a tesoura, as compressas, os clamps, os agrafes, ouvi ele dizer ao colega para não fechar que ainda tinha compressas "lá dentro"... parecia que estava num episódio da Anatomia de Grey, mas a doente era eu...
Nasceste às 11h!
E depois vi-te!!! Nunca mais esquecerei o teu rosto naquele preciso momento, às 11h e qualquer coisa... embrulhado na manta azul e cinzenta do hospital, com o gorrinho azul que te comprei!
Parecias um anjo, olhos fechados e calmo, pele branca, sem borbulhas e aqueles lábios... os que eu tinha pedido e desejado que tivesses, iguais aos do teu pai, quase como que decalcados a papel químico!
Curiosamente não me recordo de te ouvir chorar...
Quando a S. te pôs cara a cara comigo, quis tocar-te, abraçar-te, mas não pude... estava de braços abertos, qual Cristo na cruz, ligada a tubos e fios por todo o lado. A máquina dos sinais vitais começou a apitar insistentemente, a dar sinal que estava a ter um episódio de hipertensão. A S. disse que ia levar-te ao teu pai e eu apenas consegui assentir com a cabeça, porque tinha tanto, mas tanto sono...
Passei quase 2h no recobro, a querer dormitar mas sem conseguir porque apesar das 5 mantas que me tapavam, tremia com frio e batia os dentes como se estivesse ao relento... Acho que foi a descompressão...
Depois levaram-me para junto de ti e pude tocar-te, acariciar-te, beijar-te e principalmente contemplar-te enquanto te alimentei pela primeira vez!
O meu coração estava inundado de uma felicidade até então desconhecida e o teu pai... esse ostentava um sorriso como nunca lhe vira até então! Um sorriso que encerrava toda a felicidade e alegria possível de quem acabou de se tornar pai!
E a tua mãe lembrou-se que no meio da burrice, deixou a máquina fotográfica em casa, com medo de a perder no hospital...
Nesse dia, começou um percurso lindo a três! Cansativo por vezes, é certo... mas o amor que sinto por ti não tem limites, assim  como o do teu pai!

15 de dezembro de 2011

15 Dezembro 1911

Foi neste dia que nasceu uma das pessoas mais bonitas e sábias que tive o prazer de conhecer!
Era meu avô materno e chamava-se Manuel de Oliveira.
Era um homem baixo de apenas 1,52 cm, atarracado, seco, com a tez crestada das intempéries de quem trabalhou a vida toda no campo.
Era cego de um olho e usava um de vidro. Perdeu-o cedo na vida, devido a um pedaço duma enxada que foi projectada depois de ter embatido numa pedra, enquanto cavava.
Era teimoso e convicto.
Era generoso e paciente até mais não (principalmente comigo).
Era um bom irmão, no seio duma irmandade de um total de 9.
Gostava de beber um copito de aguardente de medronho por volta do meio da tarde.
Era trabalhador e orientado na vida, já que foi gerindo e aumentando o seu património, que hoje é meu...
Não sabia ler nem escrever, mas fazia cálculos matemáticos de cabeça como ninguém e ensinou-me coisas da vida que nunca encontrarei em livros nenhuns!
Era um homem justo e sensato.
Topava vigarices e aldrabões a milhas e ninguém o conseguia convencer do contrário quando assim pensasse. (acabei por confirmar que ele tinha razão).
Era um homem que aceitava o que a vida lhe deu, nunca baixou os braços em face das dificuldades.
Nunca me levantou a voz uma única vez sequer, mesmo com as maiores diabruras que eu lhe fazia! Sempre me ensinou e explicou tudo com uma candura enorme.
Era brincalhão e dono duma calma enorme!
Aos 76 anos percorria 8 km a pé (com ladeiras íngremes pelo meio) para vir da vila para casa, porque lhe aborrecia esperar pela cáminete das 16h30 e ele tinha mais que fazer!

Eu sempre te disse que queria que vivesses até aos 100 anos. Seria hoje...

Se isso tivesse acontecido, terias conhecido a tua neta adulta e o teu bisneto pequeno.
Todo o tempo que passei contigo foi pouco!
Chorava que nem uma Madalena todos os domingos à noite quando vínhamos para a nossa casa na cidade, porque ficava com medo de que ficasses triste e sozinho... à sexta feira, pulava de alegria e ansiedade por ir passar o fim de semana contigo, dormir na mesma cama contigo e pregar-te a bela da travessura de te roubar a almofada!
Quando o primeiro AVC te roubou a lucidez, eu era a única a quem reconhecias!
Guardei o teu chapéu de feltro preto, o teu colete, a tua samarra, o teu olho de vidro e o teu relógio de bolso. Mas o tempo e a humidade estragaram os primeiros, e hoje apenas guardo os dois últimos com um carinho enorme.
O segundo nome do meu filho é o teu, porque assim prometi que seria!

Foi um prazer ser tua neta, Manuel de Oliveira!
Quem me dera que tivesses mesmo vivido para assinalar este dia...

14 de outubro de 2011

Tlinta-e-tlês

tirada da net

E hoje conto mais um ano desta minha vida atribulada, recheada de coisas boas, menos boas e outras assim-assim!
E vai ser só passeio!

Há 33 anos atrás estava a minha mãe de manhã no Hospital a dizer que ia nascer, ia nascer!
O médico dizia que só iria nascer dali a 15 dias!
Mas não... foi mesmo naquele dia!
Nascemos 4, eu e mais 3 rapazes, com intervalos de 5 minutos.
A minha mãe diz que só entrou em pânico quando percebeu que as enfermeiras e a parteira não sabiam a qual das parturientes haviam de acudir primeiro...
Os 3 rapazes berraram a noite toda, eu dormi que nem um anjinho!
A minha mãe dizia que eu fui logo teimosa para nascer: ela fazia força para eu sair e eu parecia que fazia força para ficar lá dentro.


7 de outubro de 2011

Amantizada

Hoje assinala-se o dia em que eu e o G. nos "amantizámos" efectivamente, há 6 anos! (xiiiii na pá, já são meia dúzia!)
Não nos casámos oficialmente, mas para mim este será sempre o dia em que me "casei" e no dia que der o nó (pelo civil e basta!) gostaria que fosse neste preciso dia!

E porque digo que nos "amantizámos"??!!
Eu explico!
O meu pai, homem generoso, mas deveras conservador e de tradições morais arreigadas, usou esta mesma expressão, numa vez em que, em pleno almoço, falávamos de planos para a minha vida futura.
Eu era então uma estudante universitária e livre de quaisquer compromissos afectivos, mas sabia perfeitamente o que queria para a minha vida amorosa!
E quando proferi categoricamente que "antes de me casar mesmo, junto os trapos!", a resposta pronta, carregada de um tom de homem escandalizado, não se fez esperar:
- "O quê??!! Tu vais-te amantizar?! Nem penses nisso... a vergonha que isso é?!"
Ao que eu, sagaz e espertalhona, apelei ao lado mais... como dizer?... «sagorro» (não se escandalizem, eu sei que ele já não está cá, mas era verdade...) do meu pai e respondi:
"-Então pensa lá bem: para me casar tenho que gastar uma dinheirama no casório, para juntar os trapos não gasto nada! Se o casamento correr mal, tenho que me divorciar, mais dinheiro gasto. Se estiver só junta, tão depressa me separo como me juntei e não gasto dinheiro nenhum!"
Resposta pronta do sr. Abel:
"- Ah bom, se estás a ver as coisas por esse prima... és capaz de ter razão!"

Escusado será dizer que ele manteve esta postura ainda durante mais uns anos, mas depois acabou por se render e antes mesmo de eu ter ido viver com o G., um dia disse-me que eu estava a pensar bem, em fazer a "experiência" primeiro e depois um dia quem sabe, logo oficializava a coisa.
E nunca mais me criticou por esta opção que tomei e com a qual sou perfeitamente feliz, sempre me apoiou, nunca deu sinais de estar incomodado perante a situação!

9 de setembro de 2011

10 anos


Após 10 anos de união, esta música continua a fazer perfeito sentido!
Crescemos juntos, chorámos juntos, rimos juntos, viajámos juntos, tivemos um filho lindo juntos, aborrecemo-nos um ao outro, discutimos um com o outro, fizemos as pazes um com o outro, fomos e somos felizes juntos!
E eu não mudaria nada deste nosso caminho juntos!

1 de junho de 2011

Dia de ser Criança

Sempre adorei o Dia da Criança!
Porque nesses dias, a minha mãe acordava-me sempre com um bombom e uma quadra, que deixava em cima da minha mesa de cabeceira! E eu ansiava por aquilo sempre...
Nunca perdi algumas das minhas facetas de criança, como dar uma boa gargalhada e alinhar sempre em partidas engraçadas com colegas e amigos!
Confesso que às vezes, passo por um parque infantil com baloiços e me apetece simplesmente sentar-me e balançar-me neles um bocadinho...
Nos dias que correm, sou criança todos os dias um bocadinho, enquanto partilho brincadeiras com o meu filho!

3 de março de 2011

10 anos

tirada da net

Há dez anos neste dia, estava numa festa de aniversário super aborrecida quando uma amiga me convidou para irmos beber um copo a uma terra ali ao lado, juntamente com uma colega de escola.

Essa colega de escola fez-se acompanhar do seu namorado de então, e este convidou um colega de trabalho, que pensava que ia só beber um copo com um amigo.

Quando chegámos lá, aquilo que seria para mim uma saída de gajas e aquilo que para o amigo seria uma saída de gajos, tornou-se numa saída em grupo!

Nem houve grandes apresentações e quando nos abancámos, curiosamente ficámos sentados um ao lado do outro, sem sequer sabermos o nome um do outro.

Só que eu sempre fui mais extrovertida e quando ouço o "Roads" dos Portishead num bar onde nunca pensaria que sequer conhecessem tal banda, comento "adoro esta música!!"

E isso levou-me a mim e ao amigo do namorado da colega da minha amiga a encetar uma conversa de mais de 1h e meia, sobre bandas de rock alternativo, hoje denominado por indie.

Mas a minha amiga estava cansada e cheia de sono e com uma vontade de ir embora e eu não tive alternativa se não ir com ela, porque estava apeada.

Despedimo-nos todos e eu saí do bar.

Quando me apercebo que não tínhamos trocado n.º de contacto...

E uma vozinha dentro de mim disse baixinho: este podia ser o homem da tua vida e tu nem lhe pediste ou deste o teu n.º!!!

Logo seguido de "por mim, teria ficado ali o resto da noite a conversar com ele...!"

Dez anos depois, só posso dizer que aquela vozinha estava 1000% certa, porque o amigo, o G., é o meu companheiro, o meu amor, o meu amigo, o meu confidente!

São dez anos marcados por amor, paixão, desejo, respeito mútuo, confiança, partilha, cumplicidade!!

Lado a lado, temos partilhado alegrias, felicidades, tristezas, angústias, dificuldades. Às vezes, aborrecemo-nos um ao outro, mas temos ultrapassado tudo!

E a nossa união já deu frutos, o F., que é a criança mais linda do mundo!

29 de dezembro de 2010

Promessas são promessas...

A vida tem ironizado comigo! E muito...

Há 15 anos e meio, quando a minha mãe faleceu, prometi a mim mesma que só voltaria a comemorar o Natal com o espírito correspondente quando ele voltasse a ter significado de família para mim, e chamem-me maluca, aos 16 anos, achava que isso só seria possível no dia que tivesse um filho.
Por isso, ao longo dos últimos 15 anos, não mais montei árvore de Natal, não mais houve presépio em minnha casa, nem luzes, nem nada assim parecido.
A pouca família que me resta sempre me acolheu a mim e ao meu pai nas festas natalícias e isso para mim bastava-me! Sem desmerecer a minha família, que têm sido um pilar na minha existência e todo o meu apoio além do meu companheiro, o Natal mesmo assim não era comemorado, pelo menos por mim, com aquela vontade, aquele entusiasmo de antes... porque alguém me faltava, para preencher um vazio que ficou com a partida da minha mãe!
Ela embelezava os meus Natais de uma forma muito simples, mas quando isso desapareceu, percebi a dimensão da importância que tinham na minha vida. Ela comprava as minhas prendas quase 1 ou 2 meses antes e tentava sempre esconder onde eu não descobrisse, mas eu encontrava-as sempre, sempre! E abria-as... com muito cuidado, sem danificar o papel de embrulho. Via o que era (matava a minha curiosidade) e depois punha tudo de novo no seu lugar! É claro que ela percebia sempre que eu já tinha ido abrir o presente... lembro-me de uma boneca linda, que eu adorei tanto, que me custou voltar a por na caixa... e nesse Natal, o dia 25 parecia nunca mais chegar...
E depois no Natal, a minha mãe fazia sempre pastéis de batata doce, que me fazem água na boca até dizer basta!
E com ela isso desvaneceu-se!
Por isso, jurei! Só voltaria a montar o pinheiro quando tivesse um filho, porque aí sim, teria razões bastantes para comemorar!
E realmente tenho!!! Todas e mais algumas... porque sim, já tive um filho. E porque ele nasceu no dia de Natal! Por isso, mesmo que não quisesse assinalar o dia, como poderia não haver festa em minha casa???!!!
Por isso, este ano houve pinheiro de Natal (com luzes e tudo!) e presépio e os pastéis de batata doce... bem, esses... uma amiga minha, há uns anos "tramou-me" e convenceu-me a ensinar-lhe a receita dos pastéis da minha mãe, e então de há 6 anos para cá há sempre pasteladas!

Agora digam lá que não é ironia??!!

14 de outubro de 2010

Parabéns

E hoje é o meu dia!!!

Nasci na melhor das castas, a de 78!!!

Nestes dias, os meus pais habituaram-me a ser acordada por eles e levar um puxão de orelhas, puxadas por cima, para ajudar a "crescer"...

Estou feliz e grata por todos estes anos que já assinalei, encho-me sempre de felicidade e alegria! Houve mesmo anos em que sentia um "frisson" por fazer anos...

Acho que a idade me foi amadurecendo e encaro este dia como um dia que deve ser vivido serenamente e de preferência rodeada de pessoas queridas e bem dispostas!

Hoje sinto-me feliz, almocei com a praia de pano de fundo acompanhada por pessoas que me querem bem e demos gargalhadas juntos!

A minha prima Marta fez-me uma surpresa linda e mandou-me uma foto de nós as duas quando tinhamos apenas 5/6 anos e que eu nunca tinha visto...! Foi uma emoção!

O dia há-de continuar feliz, quando me reunir à minha família, aos meus dois homens, o grande e o pequeno, que são o pilar da minha vida!

Só sinto uma pontinha de nostalgia porque este é o primeiro aniversário que comemoro em que não tenho nenhum dos meus pais para me puxar as orelhas! (sim, eu sei que já não cresço, mas vale pelo gesto!!!)

Por tudo isto e muito mais, parabéns a mim! :)

18 de agosto de 2010

Entre amigas

A velocidade que a vida assume, sempre cada vez mais rápida, mais acelerada, vai-nos progressivamente limitando nalgumas coisas que sempre gostámos de fazer, como por exemplo estar horas perdidas na companhia de amigos.
Eu então era absolutamente viciada em estar sempre rodeada deles e delas! Gosto do convívio, da presença física, da troca de ideias, sentimentos, emoções.
Os amigos e amigas fazem-nos crescer, melhorar, alterar comportamentos, umas vezes no bom sentido, outras nem tanto... mas isso depende dos amigos, claro e isso é uma outra conversa totalmente aparte!
No meu caso, sempre agradeci pelo facto de ter muitos amigos e amigas. Daqueles que estão presentes! Nos bons momentos, para disfrutarem da nossa alegria e felicidade. E nos maus momentos, para nos darem um ombro, uma mão, palavras de apoio e principalmente para nos contrariarem quando acham que não temos razão, a ver se "abrimos a pestana". Para mim, esses são os melhores amigos, estes que sabem ser honestos connosco e são capazes de dizer abertamente aquilo que pensam mesmo que isso não seja aquilo que queremos ouvir...
E para mim estar entre amigas como estive ontem é muito bom! É o bálsamo que eu preciso de vez em quando, para escapar à rotina que a vida nos vai impondo subrepticiamente...
Aquelas horas em que nos sentamos a uma mesa qualquer, a comer e a beber e vamos lentamente discorrendo sobre as nossas vidas, as novidades, as chatices, os aborrecimentos, as conquistas, as banalidades, enfim tudo!
E ao fim de uns anos, tomamos consciência de quem são mesmo os nossos amigos. A vida quotidiana e a rotina encarregam-se disso... São aqueles e aquelas que vão estando sempre presentes mesmo que a distância geográfica nos aparte. São os que independentemente de terem passado semanas, falam connosco como se ainda ontem tivéssemos estado juntos!
Sem cobranças nenhumas, sem desculpas para não ter enviado uma mensagem ou feito um telefonema... são aqueles que quando nos falam ou nos vêem só querem saber como nós estamos e nos contam como estão!
E eu sou uma felizarda nesse aspecto, porque os dedos das minhas mãos não chegam para os contar todos!

14 de outubro de 2009

O verdadeiro 31...

Agora é que sim... que entrei no verdadeiro 31!...
Nesse ano lindo de 1978, nasci eu... teimosa logo, segundo dizia a minha mãe!
Uma boa casta a de 1978!
Por isso, parabéns a mim...!

20 de julho de 2009

Bruxices!...

Eu e umas amigas minhas decidimos uma noite qualquer, há já uns anitos, começar a fazer umas jantaradas e denominá-las de "jantar de bruxas"...
Lembro-me bem que foi num restaurante muito bom, o "Taberna da Maré", apesar de eu detestar comer acotovelada e abafada em calor no verão...
Lembro-me que decidimos fazer jantares para estarmos «entre gajas»!
Mas se querem que vos diga onde fomos desencantar a ideia de «bruxas», já não me lembro bem ao certo (deve ter sido da sangria bem regada...), mas o facto é que cada uma de nós as 5 (na altura... porque devido a circunstâncias menos agradáveis, ficámos 4 boas bruxas!) tínhamos assim uma veia de bruxinhas... às vezes, adivinhamos quando certas coisas estão para acontecer, temos malícia qb, mas sempre bem intencionada, claro! E no fundo, temos um sexto sentido que nos faz procurar-nos umas às outras quando os momentos são mesmo muito bons ou mesmo muito maus!
Digamos que há uma comunhão de almas, por assim dizer, algo de místico nos une! E apesar de passarmos longas temporadas sem nos vermos ou estarmos juntas, sempre que precisamos de recarregar baterias do caos do quotidiano, lá marcamos uma «jantarada de bruxas»!
E nessa noite, somos só nós a entrar na maluqueira do resto do mundo!
E o engraçado é que até temos nomes de bruxas para cada uma... e somos todas tão diferentes, mas compomos cá um ramalhete!
Há quem olhe para nós e diga que somos doidas, loucas varridas... eu digo que nós somos bruxas disfarçadas, porque não andamos de vassoura e nem temos caldeirão...!

6 de maio de 2009

Saudade...

A quem me mostrou o mundo como ele é...
A quem me ensinou a caminhar mais além...
A quem me fez evoluir... e ambicionar algo mais...
A quem me ensinou a não baixar a cabeça perante as dificuldades...
A quem me induziu a sonhar... e a lutar para concretizar os meus sonhos...
A quem me transmitiu esperança!
A quem me incutiu força!
A quem me mostrou a perseverança!
A quem me fez viver!!!
A quem muito admiro,
A quem hei-de manter a memória viva,
A quem agora presto homenagem:

À minha mãe!

(esta foi a dedicatória que escrevi na minha tese de licenciatura, em 2001, porque foi a minha mãe que me encorajou a estudar, para ter «um futuro melhor», dizia ela...)

Esta homenagem faço-a todos os dias, mas hoje em particular, porque a minha mãe, Vera C. completaria hoje 69 anos de idade...

E porque eu não abdico da tua memória, de todas as boas recordações que me deixaste e dos valores que me transmitiste e que guiam a minha vida e definem boa parte de quem sou, hás-de perdurar para sempre enquanto eu manter a chama da tua lembrança viva!
Depois de toda a tristeza da tua perda, ficou uma enorme saudade...!

19 de março de 2009

Feliz dia do pai


Ao meu Pai, que sempre me apoiou e me ajudou a ser feliz pessoal e profissionalmente!

Posso concerteza afirmar que o meu pai é um modelo para mim, no que tem de bom e nos valores que me ensinou é o meu herói, mas em tudo o que tem de menos bom é exactamente aquilo que eu nunca procurei num companheiro e que faço questão de nunca passar ao meu filhote!
Ou seja, como ninguém é perfeito, os nossos papás também não o são e o meu papá tem muitos defeitos que me têm feito chorar muito e sentir pouco valorizada.
Mas em termos de balanço final, foi ele que me deu vida, que me criou, que assegurou que nunca me faltasse nada dentro da medida das suas possibilidades e me transmitiu os valores morais e pessoais pelos quais me rejo na minha vida diária e que fazem de mim uma pessoa de quem me posso «orgulhar».
Por isso, Pai, amo-te!

Foto retirada de: http://olhares.aeiou.pt/amor_de_pai_foto1846951.html