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4 de março de 2015

Escrever o amor

Porque ainda há românticos incuráveis. (eu)
Porque ainda há quem escreva cartas de amor. (eu)

Porque é importante escrever a alguém a dizer que os amamos e que nos fazem felizes.

26 de fevereiro de 2015

9 meses e 6 dias

Carinha laroca!
Cada dia mais laroca, com as bochechas mais lindas e rechonchudas de que há memória.

Tens o sorriso mais fácil e rasgado do mundo, é um sorriso espontâneo e franco, que te sai com uma naturalidade maior, apenas e só porque te dirigiram a atenção.

Gostas muito que te dirijam a palavra, gostas de atenção, gostas que conversem contigo e na maior parte das vezes, palras em resposta.

Adoras os teus pés. Minto, tens uma verdadeira fixação por eles, o que me dificulta a muda de fralda.

Chuchas no dedo (maioritariamente o polegar). Nos dedos, os que houverem disponíveis. Os teus, os meus, os do teu pai e só não chuchas nos do teu irmão porque ele simplesmente não deixa.

Aprendeste a atirar tudo para o chão. Ou melhor, a deixar cair graciosamente para o lado da cadeira, como que indirectamente a dizer: "podes apanhar"!

És sossegado e calmo. A maior parte do tempo. Quando nada te incomoda. Consegues estar sossegado e calmo bastante tempo. Mas tem dias... porque depois há dias em que passas mais tempo a chorar e aos gritos do que propriamente sossegado.

Gostas de palrar. Vais ser um tagarela, certamente. Provavelmente ainda mais que o teu irmão, que já leva bolas vermelhas de mau comportamento, porque é incapaz de permanecer em silêncio, sem tagarelar mais do que dois minutos.

Aprendeste a bater palmas e eu emocionei-me como uma garotinha a primeira vez que te vi chocar as palmas, com tamanha certeza e precisão.

Não gostas nada que te deixem sozinho numa sala, nem que seja por dois ou três minutos. Há dias em que basta que eu te vire as costas, nem que seja para ir ali ao lado, para tu começares numa gritaria estridente que me atordoa os sentidos.

Dormes sestas de 45 minutos durante o dia e à noite a coisa não é nada pacífica, para minha grande desgraça. Os teus sonos intermitentes são o maior contributo teu para as minhas tremendas olheiras e valentes dores de cabeça, que me acompanham durante o dia.

Adoras a hora do banho, especialmente porque agora descobriste que consegues baldear mais de metade da água da banheira para fora!

Idolatras o teu irmão e queres estar sempre perto dele e agarrá-lo.

Ficas hipnotizado com o piscar da luz do comando da televisão. Com o meu telemóvel e o do teu pai. Quando o teu irmão jogas jogos no tablet atiras-te a ele e ao tablet a querer abarcá-los aos dois, o que enerva o teu irmão profundamente.

És um rechonchudo de primeira, e o pediatra ficou feliz por finalmente teres parado de "aumentar de péso como un foguéte", (como ele diz no seu espanhol aportuguesado), tão diferente do bebé sapinho, que nasceu com apenas 2010 gr. A minha coluna e ombros agradecem também por isso. Mas eu adoro a tua barriguinha e pernocas maciças, que dá vontade de apertar carinhosamente e cobrir de beijos.

És o meu carinha laroca, o meu (pica)xuxo, o meu Rica.
És o meu menino fofo, por quem o meu coração transborda de amor verdadeiro.
És uma benção maior que recebi!

29 de abril de 2013

Falipices #39

Sempre me preocupei em ser boa mãe.
Sinto que o sou!
Tenho os meus defeitos e não há mães perfeitas.

Mas fico com a certeza que sou boa mãe para o Falipe, sempre que o ouço dizer-me espontaneamente, sem segundas intenções ou água-no-bico, enquanto me abraça e afunda o rosto perfeito na minha barriga:

- Gosto muito de ti mãe!

15 de junho de 2011

Porque sonhar é preciso!

tirada da net
Às vezes, acontece passar por um casal de velhotes nas ruas do centro da cidade, que seguem juntos, lado a lado de mão dada, com a mesma candura com que o faziam quando eram novos e o amor começava a despontar!
E quando olho para eles, não consigo deixar de me sentir comovida! E sonho no meu coração, que um dia vou ser uma velhinha assim, a passear de mão dada, com o meu G., mais velhinhos, mais enrugados, mais corcundas e com um andar mais lento e arrastado! E eu vou continuar a caminhar ao lado dele, "debaixo do braço"...
Porque para mim, o amor só faz sentido se for para a vida... porque foi isso que os meus pais me transmitiram com o seu amor, simples e bonito! 
Se a minha mãe não tivesse partido tão prematuramente, ainda hoje os veria juntos, velhinhos e de cabelos brancos, nas suas lides na horta. 
Não haveria grande exibição de amor, mas ele estava lá! Forte como sempre foi...
Porque a maior dor do meu pai, logo a seguir à da perda da minha mãe, foi que com ela partiram também os seus sonhos de velhice!...
E se perguntarem porque acho que o amor é para vida, como posso ter a certeza...? Eu não tenho certezas nenhumas, mas o meu coração estremece sempre que por milissegundos me perpassa pelo pensamento a hipótese de um dia perder o G. É este o meu barómetro do amor...Eu sei que nesse dia, tudo fará menos (nenhum) sentido!
Porque se isso acontecer, perderei muito mais que um marido ou um "amante"... perderei o meu companheiro, o meu melhor e maior amigo, perderei a pessoa que me escuta, a pessoa que me abraça mesmo que não entenda o que se passa comigo! Perderei quem nunca deixou de acreditar em mim, quem me ampara e me dá forças, quem me chama à razão e me diz para ir em frente... ou para ter cautela!
E porque imagino-me na minha velhice a fazer exactamente o mesmo que fazíamos quando nos conhecemos e começámos a construir a nossa relação e que é nada mais que isto:

Sentar num banco, a contemplar o mar e a conversar sobre tudo e coisa alguma!
tirada da net

5 de abril de 2011

Memórias gravadas

Gostava de ter uma máquina fotográfica ou de filmar em cada minuto que estou contigo, sempre a funcionar, para poder gravar tudo de ti! Para poder registar toda a tua doçura, espontaneidade, as tuas expressões faciais. 
Cada alegria, cada espanto perante uma nova descoberta! 
Cada sorriso de felicidade por cada nova aprendizagem. 
Cada grito estridente de conquista. 
Cada entusiasmo com um desenho animado ou um utensílio novo de cozinha. 
Cada sobrolho levantado de suspeita e desconfiança (tão semelhante ao meu...). 
Cada beicinho a tentar convencer-nos a voltar atrás num "não"... 
Cada gesto de meiguice e cada gargalhada de satisfação com as nossas brincadeiras! 
Cada palavra nova aldrabada pela tua linguagem de menino a crescer! 
Todos os semblantes pacíficos quando adormeces nos meus braços enquanto te embalo suavemente, tentando colar-me o mais possível a esse teu corpo que um dia guardei no quentinho do meu ventre.
És uma criança linda, doce e brincalhona.
És o meu filho adorado e eu amo cada milímetro de ti e do teu ser com todas a forças do meu coração!

Por isso, queria gravar tudo de ti, para não permitir que a força do desvanecer da memória provocada pelo correr do tempo, vá enublando todos os momentos de ti!
Porque sempre te amei e amarei, e não quero perder um único segundo da tua presença na minha vida!!

1 de janeiro de 2011

A tradição jão é o que era...

Todos os anos, por esta altura da passagem de ano, tinha alguns "tiques" de tradição que costumava cumprir sempre!...
Consistia em olhar para a minha lista de desejos do ano anterior, picar os que tinham sido alcançados, os que não tinham sido atingidos porque ou perdera interesse nisso ou porque deixaram de fazer sentido ou porque as circunstâncias não o tinham possibilitado.
E com base nisso redigia de novo uma lista de 12 desejos.
À medida que o dia  ia avançando ia sentindo um "frisson" na barriga, como que borboletas no estômago, como que a antecipar a alegria que ia sentir no momento das doze badaladas.
Para as doze badaladas reservava sempre 12 passas, como que a simbolizar cada desejo formulado.
Este ano não fiz a lista e nem reservei passas nenhumas... comprei uma garrafa de espumante que ainda permanece intacta no frigorifico.

Apesar de achar que isto das passagens de ano, como diz o Miguel e bem, não muda nada, porque no dia seguinte as coisas boas permanecem lá, assim como as menos boas, costumava fazer balanços e sempre encarei este momento como um momento de renovação de energia, em que a positiva se sobrepõe à negativa.

Mas agora que parei e faço o balanço, porque esse tenho sempre que o fazer, porque sou assim mesmo e não seria euzinha se o não fizesse, tomei consciência de uma coisa: há uma nota comum no meu estado de espírito hoje e há precisamente um ano atrás, quando me despedi de um 2009 doloroso e acolhi 2010 com alguma esperança renovada! Há um sentimento que é comum: a tristeza.
No ínicio de 2010, sentia-me triste pela perda física de alguém que me acompanhou sempre e que foi uma das razões de eu existir. Agora no ínicio de 2011, sinto-me triste pela perda emocional de uma pessoa que me conhece bem mas que parece já não estar disponível para mim, mesmo quando eu continuo disponível para ela. Infelizmente já aprendi a lidar melhor com a primeira situação do que com a segunda...

Mas isso não quer dizer que não tenha esperança no ano que agora começou a correr o seu curso... aliás, pelo contrário! O número 11 sempre me trouxe muito bons auspicios, mesmo! Senpre o encarei como um número que me traz sorte e coisas boas. Por isso, acho que este ano vai ser um ano bom, mas acima de tudo: diferente!
Acho que muita coisa na minha vida vai mudar!! Estou quase certa... vá lá, digamos a 98,9%... mas porque já me conheço e sei que levo um certo tempo a ambientar-me às mudanças (mesmo as boas, mesmo boas!) é que esteja talvez assim mais macambúzia, também!
Mas que 2011 não vai deixar nada igual para mim, ai isso não vai!

P.S. - Bem, parece que já começo a ganhar ânimo para escrever alguns desejos, mesmo que não cheguem aos 12... e assim também é bem capaz de ser mais fácil ver o que alcancei e fazer o tal balançozinho do costume!...

18 de outubro de 2010

O último adeus...

Foi precisamente há um ano atrás que dissémos adeus um ao outro... que trocámos as últimas palavras. Sem sabermos que seriam as últimas palavras que iríamos trocar...!
Foi precisamente há um ano que te visitei no hospital na véspera da tua cirurgia, e que te desejei toda a sorte do mundo!

E tu, um pouco ignorante da gravidade da tua situação, minimizaste a coisa, dizendo que não ficasse preocupada, porque ia tudo correr bem! E e eu estava receosa, o meu coração estava apertadíssimo pois qualquer coisa que pudesse correr mal, significaria um desfecho muito negro...

E as últimas palavras que trocámos para mim nunca chegaram para aquilo que te queria dizer numa despedida... nunca chegarão e não me conformo que me tenhas assegurado que tudo iria correr bem e que dali a 15 dias ias estar comigo a comer uma sardinhada na casa de Aljezur... E não me resigno e quero voltar atrás e agarrar-me a ti, para não te deixar entrar naquele bloco operatório, onde tudo correu mal!!!

Depois da operação, nunca mais falaste, nunca mais recuperaste a consciência. Ou se ainda a tinhas estava completamente adormecida...

Ainda falei muito contigo, mas sem obter respostas... a não ser um outro aperto na minha mão quando to pedia e nem sempre era garantido que assim fosse.

Ainda falei muito contigo, quando te ia visitar, contava-te as novidades dos meus dias mas principalmente falava do teu neto, as gracinhas, as coisas novas que tinha alcançado e ainda foram muitas as vezes que reagiste ao que eu te dizia...
Mas nunca mais ouvi o entusiasmo quando me vias e dizeres "minha querida filha" ou então "minha caganita" como me chamavas afectuosamente desde que eu era pequenina! Nunca mais te ouvi dizer que estavas cheio do saudades do teu neto quando ficavas uma semana sem o ver... Nunca mais senti os teus beijos repenicados prolongadamente...

Nunca mais ouvi o som da tua voz e eu tenho saudades, tantas saudades...!

11 de outubro de 2010

11 de Outubro de 1969

Este dia, o 11 de Outubro, sempre foi um dia comemorado em minha casa e apesar de as pessoas em causa não estarem mais entre nós para o poderem assinalar, não posso deixar de recordar um dia que sempre foi especial no seio da minha família:
O dia do casamento dos meus pais, corria o ano de 1969!

1 de setembro de 2010

Porque tudo na vida muda... - Parte II

E eis que hoje lá fui deixá-lo no novo infantário e correu tudo bem!!
Ou seja, como eu previa, o meu filhote é uma criatura muito social e arranjou logo um amiguinho que quis jogar à bola com ele e até lhe emprestou o boneco de peluche.
Para ele, a novidade de tudo na escola nova foi o suficiente para ele nem dar por eu me vir embora!...

E ao menos assim saí de lá de coração apreensivo, mas não como uma "Madalena arrependida", como receava que acontecesse...

No entanto, não posso é dizer que a despedida do anterior infantário tenha sido pacífica... tive que reter as lágrimas até ao sair da porta, e não pronunciar as palavras de agradecimento por um excelente trabalho que fizeram com o meu filho durante estes 9 meses, porque senão o "dique" que aguentava as lágrimas teria rebentado antes mesmo de chegar ao átrio antes da porta da saída...
Todos encheram o meu filhote de beijos de despedida e foram muitas a palavras de "boa sorte" e "venha cá fazer-nos uma visita, para irmos vendo o F." e isso fez-me ver ainda mais aquilo que sempre soube: que o meu filhote era muito acarinhado por todos no infantário que frequentava.
E ao contrário de hoje, ontem chorei que nem uma Madalena, desde que saí à porta e até muito depois de ter chegado a casa. Apesar das 50 mil tentativas de controlar um choro algo patético e não demonstrar ao meu filho que às vezes tenho assim atitudes parvas...
Pior, pior, foi mesmo quando abri a mochila dele e encontro um postal de despedida feito pelas funcionárias e com a impressão das mãos de todos os coleguinhas da sala dele!
Eu sei que a despedida seria mais dele do que minha, mas que querem???...
A idade anda a tornar-me mais lamechenta e pouco resistente a despedidas...

17 de agosto de 2010

Aos avós

Hoje ao ler o post do MFC, voltei atrás no tempo e veio-me à ideia escrever sobre algo que há dias recordava sobre o meu avô Manuel de Oliveira (eu costumava achar piada o facto de o meu avô ser homónimo do famoso realizador de cinema português).
No entanto, ele era mais conhecido por Manuel Prudêncio, por ser filho do Prudêncio Miguel...

Ia eu a caminho de casa quando passei por um campo de milho e de repente recordei tempos tão felizes que passei com o meu avô Manuel, que foi o único avô que ainda tive tempo de conhecer e apreciar!

Lembrei-me da visita anual à Casa do Povo de Aljezur, em que ele ia pagar a contribuição autárquica, o que para mim, por alguma razão que ainda hoje não entendo, era sinónimo de aventura e descoberta com o meu avô. Talvez por ele ser uma pessoa bastante conhecida na terra e cumprimentar não sei quantas pessoas naquele tão pouco espaço de tempo que passávamos na vila.

Mas o que eu adorava mesmo era quando o milho que o meu avô plantava começava a crescer e a ficar mais alto que eu. E assim que isso acontecia, eu não largava o meu avô todos os fins de semana com a pergunta, repleta de excitação: "avô, quando é que vamos tirar as bandeiras ao milho??". E eu ia sempre com ele, tinha que ir!!! Porque enquanto ele tirava as bandeiras ao milho, eu brincava a descobrir de que cor iriam ficar as barbas das maçarocas do milho. E eu sentia-me tão feliz!
Acho que por essa razão, hoje já adulta, quando me deparo com um campo de milho crescido, sou atacada por uma vontade súbita de me ir enfiar lá dentro e percorrer os corredores de pézeiras! Sentir o cheio, passar as mãos nas barbas do milho, mirar os bicharocos que sempre abundam!

Outra coisa que recordo do meu avô são os jogos de cartas, em que ele me deixava invariavelmente ganhar, só para me ver feliz!
E eu, que era uma travessurenta em pequena, adorava pregar-lhe partidas com a almofada à hora de deitar e roubava-lha sempre e depois ria-me que nem uma perdida...

Mas o que mais tenho saudades dele e que me marcou profundamente neste relacionamento com aquele homem de metro e meio, cego de um olho (usava um olho de vidro) por causa de uma enxada, era a sua sabedoria e infindável paciência. Em cerca de 9 anos que convivemos juntos nunca o ouvi levantar-me a voz sequer, nem para me ralhar quando fazia travessuras e tropelias. Tinha uma forma tão pacata e serena de explicar que eu errara, que me portara mal! Eu sei que os avôs são sempre muito benevolentes com os netos, mas o meu avô tinha uma ciência para dar raspanetes, para mostrar a lição a aprender  com o erro cometido.
E o que mais admiro nele é o facto de ele saber coisas que muita gente hoje não sabe, desconhece por completo, e ser analfabeto. O meu avô sabia fazer cálculos matemáticos que eu nunca consegui fazer, mesmo sem conhecer os números, e conhecia unidades de medida que muitos desconhecem.
O meu avô era teimoso, mas sabia dar a mão à palmatória quando se enganava.
Com ele aprendi valores como o da justiça e o da generosidade. Pena que não tenha aprendido ou herdado a sua paciência serena...!
O meu avô era assim!...

28 de julho de 2010

Carta ao filho

A Ana C. propôs um desafio que achei muito interessante e decidi desde logo aceitar... escrever uma carta a um filho ou a alguém que nos preenche o coração.
Antes mesmo de o F. ter nascido escrevi-lhe cartas e de vez em quando continuo a fazê-lo, quando posso, quando tenho tempo...!

Por isso, aqui transcrevo a primeira carta que escrevi ao meu filhote F.

"22 de Novembro de 2008,

F.
Olá, eu sou a tua mãe! Chamo-me N. e o teu pai G.! Ainda não te conheço, mas já te amo muito, há muito tempo que te desejo, por isso ficas a saber que és muito amado e desejado! Há 32 semanas que te carrego na minha barriga, com muito carinho e felicidade, e sinto-me a mulher mais cheia de sorte por esse privilégio: o de ser tua mãe!
Converso contigo todos os dias para que conheças a minha voz antes mesmo de nasceres e conto-te pormenores da minha vida diária, de mim e do teu pai.
Eu e o teu papá já te adoramos tanto, mesmo contigo "escondido" na minha barriga e, estamos a preparar tudo para te receber entre nós com todo o conforto e amor.
Queremos que sintas o quanto gostamos de ti e que sintas o quanto os teus papás são felizes juntos um com o outro, o quanto nos amamos um ao outro, o quanto somos companheiros.
Eu e o teu papá desejamos que sejas um menino muito saudável, feliz e cheio de sorte e vamos fazer de tudo para que assim sejas!
Queremos transmitir-te todos os valores e princípios que nos orientam para que cresças alegre e digno!
Já conseguimos "ver-te" algumas vezes, através do monitor da ecografia e nem imaginas como ficámos felizes, ao ver-te ali tão pequenino!
E como ficamos quietos e silenciosos quando te sentimos a mexer dentro da minha barriga, todos os teus pontapés são uma sensação espectacular e são momentos de alegria para mim, como se fosse a forma de falares comigo!
Aguardo calmamente pelo dia do teu nascimento, que está previsto para 15 de Janeiro de 2009, por isso, meu filhote querido, nada de seres apressadinho e quereres nascer no Natal ou no Ano Novo!... Aproveita o calor e o conforto da barriguinha da mamã!
Neste momento há tanta coisa que te queria dizer e contar, sobre mim, sobre o teu pai, sobre o mundo, os nossos familiares e amigos e todos os que estão felizes por sentirem a minha felicidade e a do teu pai, por sabermos que vens aí, para nos fazeres ainda mais felizes!
Tenho muito para te contar, por isso, esta é a primeira de muitas cartas que te hei-de escrever!
És o maior tesouro que eu e o teu pai temos!
Amo-te muito F."

Nota: escusado será dizer que o F. ignorou o pedido da mãe e nasceu exactamente no dia de Natal de 2008...

1 de junho de 2010

Dia Mundial da Criança

Hoje é o Dia Mundial da Criança...
E isso levou-me para o meu imaginário de infância.
Nos dias em que a minha mãe me acordava com um verso na mesa de cabeceira acompanhado de um bombom ou de um chocolate!
E eu era uma criança tão mais feliz!
Por isso, para haver crianças felizes no mundo, têm que existir pais e mães, avôs e avós, tios e tias, e adultos que tenham gestos de amor e carinho para com elas!!

27 de maio de 2010

"Des-avó-zados"

Há dias, enquanto conduzia, a minha mente passeou pelo vazio (um tanto perigoso, eu sei...) e apercebi-me que eu e o meu filho partilhamos uma coisa em comum...
Eu quando nasci já não tinha dois avós: a avó materna e o avô paterno.
O meu filho quando nasceu também já tinha dois avós a menos: a avó materna e o avô paterno.
Aos meus 3 anos perdi a minha avó paterna e o meu avô paterno ainda tive o tremendo prazer de conhecer e brincar e aprender tanto (e queria ter aprendido outro tanto ou mais...) até aos meus oito anos...
O meu filho perdeu o avô paterno ainda nem tinha completado um ano de idade, portanto nem se vai lembrar do avô Abel, da mesma forma que eu mal me recordo da avó Inácia...
Ao meu filho resta-lhe apenas a avó Conceição, que ele reconhece e bate palmas de alegria sempre que a vê...
Só não sei se ele vai ter o prazer de a conhecer e de aprender com ela e de rir das piadas espontâneas e tão simples dela!
Espero que possa pelo máximo de tempo possível...
Isto tudo porque um colega meu de trabalho me disse que tinha morrido a avó da esposa e ele já tem filhos... por isso, ao contrário de mim e do meu filho, há pessoas que hoje conservam avós e bisavós e nem se apercebem da sorte tremenda que têm de poderem conviver e conhecer os seus antepassados.
Porque eu tenho muita pena de não ter conhecido os meus... a generosidade e mau génio que caracterizavam a minha avó Alzira (de quem iria em principio herdar o nome, não fosse ela ter morrido poucos meses antes de eu vir ao mundo) e a boa memória e a pacatez do meu avô José.
Do que depender de mim, o meu pequenote há-de saber tudo o que eu sei da avó Vera e do avô Abel e o papá concerteza há-de contar-lhe tudo do avô Manuel.
Porque eu acho que importa saber de onde viemos!

31 de agosto de 2009

Amor que cresce sem se ver...

Assim é o amor que sinto pelo meu filho!...
A cada dia que passa me sinto mais "enamorada" daquele pequeno ser.
Sinto-me progressivamente mais babada e orgulhosa de ser mãe e principalmente daquele menino de olhos doces, boca perfeita e ainda mais quando esboça o sorriso rasgado quando me vê chegar do trabalho!
Que me enche a alma de alegria e felicidade transbordantes quando ri à gargalhada comigo!
Sempre soube que queria ter filhos e que ser mãe seria concerteza um dos pontos altos da minha vida, mas agora percebo o porquê de ter esse feeling!
E fico surpresa por não só não me ter enganado, como a experiência superou a minha expectativa de todas as maneiras possíveis!!!
Nunca pensei que pudesse ficar cada dia mais e mais rendida a um amor incondicional como este.
Eu devo ser uma encarnação perfeita da mãe babada até mais não...
Acho que 50 mil maços de lenços de papel não chegarão...!

12 de agosto de 2009

AV-90-98

Essa era a matrícula do primeiro carro que conheci aos meus pais... um Fiat 127 azul escuro lindo! Um verdadeiro carrão...
Dormi tantas vezes naquele banco de trás nas incontáveis viagens aos fins de semana entre Portimão e Aljezur, para ir ver o meu avô Manuel...
Este carro faz parte do meu imaginário de infância a tal ponto que há uns meses atrás vi um em Portalegre, verde, e quase me vieram as lágrimas aos olhos... da saudade!
Ainda hoje sinto o mesmo aperto no coração que senti no dia em que o meu pai o vendeu e ao entregar o carro, a sr.ª que o comprou ao sair de nossa casa, leva uma espeta e o "meu" adorado Fiat 127 ficou com uma mossa enorme... Ainda estava a tentar acalmar o meu coração galopante da dor da separação, e fiquei com a angústia de o ver "ferido"! Uma coisa que nunca tinha acontecido nos 12 anos que o meu pai o teve, nunca bateu, nunca teve nenhuma mossa...
E foi assim, que ao mudar de dono, ficou logo amachucado!
Porque eu cresci com aquele carro, e envelhecemos juntos os dois, ele até aos 12 anos e eu até aos meus oito, quase ao fim da minha infância e da minha inocência!
Ainda hoje fico de lágrimas nos olhos quando recordo a tristeza de o ver afastar-se para longe, de "asa caída" e com o "orgulho ferido"...
Por isso, srs. da Fiat, se fizerem um «remake» ou coisa do género com o 127 como fizeram com o 600 ou os da Mercedes com o Mini, acreditem que eu vou tentar tirar coelhos da cartola para arranjar dinheiro para comprar um!
É claro que nunca será como o AV-90-98, mas concerteza será um «revival» da minha infância feliz, da qual ele fez parte integrante!
Como não podia deixar de ser, comprei esta miniatura que tenho no móvel da minha sala, para mostrar a todos o orgulho que tenho de ter tido um Fiat 127, pena era não haver em azul... o sr. do quiosque que mo vendeu, quando perguntei se não tinha azul, contou-me que tinha aparecido um rapaz da minha idade a comprar e fez a pergunta se não tinha amarelo, porque era essa a cor do dele...

19 de julho de 2009

Já não consigo imaginar...

Como seria a minha vida sem ti...!
Desejei-te no meu âmago e tu acabaste por aparecer, subitamente, sem mais nem menos... quando eu não esperava.
Quando entraste na minha vida provocaste um turbilhão de sentimentos, todos eles fortes, marcantes e inesquecíveis!
Invadiste o meu coração e tomaste o teu lugar, permanente!
E agora não há nada que eu faça que não te tenha no meu pensamento, e não há nada que eu pense que não te envolva, porque tu arrebataste-me e eu sem ti ficaria perdida!...

6 de maio de 2009

Saudade...

A quem me mostrou o mundo como ele é...
A quem me ensinou a caminhar mais além...
A quem me fez evoluir... e ambicionar algo mais...
A quem me ensinou a não baixar a cabeça perante as dificuldades...
A quem me induziu a sonhar... e a lutar para concretizar os meus sonhos...
A quem me transmitiu esperança!
A quem me incutiu força!
A quem me mostrou a perseverança!
A quem me fez viver!!!
A quem muito admiro,
A quem hei-de manter a memória viva,
A quem agora presto homenagem:

À minha mãe!

(esta foi a dedicatória que escrevi na minha tese de licenciatura, em 2001, porque foi a minha mãe que me encorajou a estudar, para ter «um futuro melhor», dizia ela...)

Esta homenagem faço-a todos os dias, mas hoje em particular, porque a minha mãe, Vera C. completaria hoje 69 anos de idade...

E porque eu não abdico da tua memória, de todas as boas recordações que me deixaste e dos valores que me transmitiste e que guiam a minha vida e definem boa parte de quem sou, hás-de perdurar para sempre enquanto eu manter a chama da tua lembrança viva!
Depois de toda a tristeza da tua perda, ficou uma enorme saudade...!

3 de maio de 2009

Dia da Mãe

tirada da net


Hoje assinala-se o dia da mãe!...
Durante 13 longos anos não tive razões nenhumas para assinalar este dia... aliás, era sem dúvida um dia tremendamente triste para mim...! Porque me recordava que a minha mãe já não estava cá para eu lhe poder oferecer um ramo de flores ou um postal lamechas a dizer clichés habituais desta ocasião...
Hoje volto a ter razão para assinalar este dia: porque agora sou eu que sou mãe!...
E finalmente sei a alegria que isso representa!
É claro que o meu pequenote é muito novo para me oferecer flores ou oferecer postais, ou até mesmo para dizer: "feliz dia, mãe!"...
Mas ao menos, assinalo este dia num misto de saudade da minha mãe e de sensação de plenitude por ser mamã!
Feliz dia para todas as mães, as presentes e as ausentes!
Mãe, onde quer que estejas, adoro-te e sinto a tua falta, para me ajudares e ensinares a ser mãe...!

18 de abril de 2009

O que é o amor...?!

Há uns dias atrás enviaram-me um mail com várias definições de amor, de crianças de tenra idade.
É incrivel como as crianças são inocentes... mas ao mesmo tempo conseguem ser de um simplicidade e de uma perspicácia a toda a prova!
De todas as que li aquela com que me identifiquei mais foi com esta de um menino chamado Tommy, de 6 anos:
"O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem."
Acho que a minha ideia romântica e idílica do amor é mesmo esta, que quando se chega a velhinhos ainda somos amigos e nos aceitamos com todos os defeitos e mais alguns!
Eu quero chegar a velhinha e continuar a ser amiga do meu amor, tal como foi a amizade que antecipou o nosso amor.
Mas ontem à noite, veio-me à ideia ainda outra definição possível de amor:
"É termos guardados todos os postais, cartas e e-mails que nos escrevemos dentro duma pastinha e reler tudo passados alguns anos e tudo o que está escrito continuar a fazer sentido, talvez agora mais do que nunca! É ficar desorientado quando não se pode estar fisicamente juntos para se poder conversar sobre «como foi o teu dia??». É estar juntos em silêncio e de alguma forma conseguir comunicar! É sentir que não estamos completos sem o outro!"