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6 de março de 2014

Amour

Eu sabia que não devia ter visto este filme... eu sabia que ver este filme traria ao de cima recordações passadas.

Achei curioso que a RTP tenha achado por bem informar antecipadamente que o filme continha cenas susceptíveis de ferir os mais sensíveis. É pena que lhe tenha aplicado uma bolinha vermelha no canto superior direito... à imagem de um qualquer filme violento, com cenas de nudez ou sexo explícito ou palavreado menos "adequado".

Este filme fere os mais sensíveis, sim! Porque retrata de uma forma bastante fiel e objectiva a nossa própria mortalidade, a (in)dignidade da velhice e os problemas a ela associados, a decrepitude do corpo de um qualquer ser humano e a tristeza que é ter um fim de vida sobre o qual não temos qualquer controlo.

Este filme merece ser visto! Mas preparem-se, porque não há cá floreados nem dourar de pílula sobre a nossa finitude.


24 de fevereiro de 2014

Recuar no tempo

Nunca fui pessoa de arrependimentos. 
Foram poucas as situações em que sinto que deixei algo por dizer ou por fazer. Admito que em algumas situações fui até demasiado bruta...

Se me perguntassem a que momento da minha vida gostaria de recuar, se pudesse regressar só a um momento, sei bem a que momento quereria regressar.
Não tanto por sentir necessidade de fazer algo diferente, corrigir alguma acção ou palavras. Quer dizer... há uns dois ou três momentos que vivi com o Falipe que se pudesse refazer tudo, fá-lo-ia certamente de maneira diferente!

Mas quereria regressar apenas e só para o poder viver de novo, da mesma forma. Para matar saudades. Para o reviver mais do que apenas uma recordação na minha mente.

Sei que regressaria certamente à infância, a uma das muitas noites em que me enroscava no colo da minha mãe pequenina. 

Como não o posso fazer, há dias apercebi-me que existe uma certa forma de fazer o tempo recuar. Sempre que envolvo o meu filho meu colo, depois de lhe ler uma história.

E vocês, se pudessem regressar atrás no tempo, na vossa vida... o que mudariam?


17 de fevereiro de 2014

A grande rede global que nos liga

Um filme sobre os perigos da internet, das redes sociais, dos chats, de tudo o que nos liga online e do que lá fazemos numa base regular.

Perturba porque nos permite perceber que certas coisas que fazemos já de forma natural, aparentemente inofensiva, encerra perigos vários...

Não sendo um filme espectacular, tem um argumento muito bem construído e por isso aconselho vivamente que o vejam.

Penso é que poderiam ter aprofundado tanto mais... porque apenas aborda uma ínfima parte do que é a nossa vida online e dos riscos que corremos, perfeitamente inocentes.

6 de dezembro de 2012

Cloud Atlas

tirada da net

Muito existencialista.
Excelente trabalho de caracterização!
Um grande filme, em todos os sentidos! Até nas 3h que dura.

Eu já tinha saudades de ir ao cinema e ver um bom filme.

20 de novembro de 2012

O Diário da Nossa Paixão

Há anos que ouço esta música, gravada no meu leitor de Mp3, pelo G., que como sempre me mostrou a boa música dos The National. 
Ontem finalmente vi o filme "The Notebook"... 
É bom acreditar que há amores assim, que nunca se apartam, independentemente das dificuldades e das voltas que a vida dá...
É bom poder acreditar que há quem ame até ao último dia, como o meu pai amou a minha mãe!

19 de outubro de 2012

O Caminho da Felicidade


Este é um dos melhores filmes que vi ao longo da minha vida. Despretensioso, realista, inspirador e uma grande lição.
Baseado na história de Chris Gardner, um homem que lutou por uma vida melhor, e conseguiu, mesmo contra todas as circunstâncias que não jogavam nada a favor dele.
Há tanto que se pode tirar deste filme e da história deste homem.
Do que é o amor verdadeiro por um filho.
Do que é não baixar os braços perante a adversidade e o pessimismo dos outros.
Do que é querer ser e fazer mais do que somos e fazemos.
De que ter um trabalho remunerado não significa que isso permita pagar uma casa e todas as despesas básicas, como comer e vestir. De que ter um emprego não impede alguém de vir a ser sem-abrigo. Algo que por estes dias começa a ser uma realidade bem presente no nosso país.
Fiquei tão impressionada com isto que fui pesquisar mais sobre este homem e perceber até que ponto a história era verídica ou ficcionada. Conclui que a realidade foi bem pior do que o retratado no filme.

8 de outubro de 2012

Melissa inspired #3 mas ao contrário

A história parece um tanto inverosímil, mas eu romântica incurável assumida, vi neste filme muito mais do que o amor "um-num-milhão" entre uma estrela de cinema e um tipo normal, dono de uma livraria.
Acho que o filme tem momentos absolutamente deliciosos (como o jantar de aniversário em que eles decidem fazer um concurso para ver quem consegue ser mais patético para ganhar um muffin) e se nos esquecermos um pouco do romance entre as personagens encarnadas pela Julia Roberts e Hugh Grant, no filme há dois bons exemplos de que há relações amorosas lindas e muito simples.

E o que melhor ilustra isto de que falo é a cena em que eles entram no jardim de noite e encontram um banco com uma inscrição linda e que descreve perfeitamente a minha visão romântica de uma relação duradoura entre duas pessoas
 
"For June who loved this garden, from Joseph who always sat beside her" 



21 de junho de 2012

Melissa inspired #2


Fui ver este filme sozinha, como outros tantos... mas este marcou-me!
E esta é uma das cenas que me fez nunca mais esquecer esta história. 
Porque nem todas as mulheres foram talhadas para a maternidade, para uma vida de esposa dedicada e de doméstica perfeita, mãe extremosa e afectuosa, segundo os cânones instituídos.
Este é um filme no feminino, que fala de escolhas, de decisões importantes e de como há pessoas que não são capazes de suportar a existência da mesma forma como os demais, que não suportam viver segundo as exigências da sociedade e do que é expectável, para se ser aceite.


16 de março de 2012

Dia 16 - Filme

Segurem-se porque este é um tema que dá pano para mangas e eu posso fazer aqui uma lista interminável dos filmes que me encheram as medidas!
Não tenho nenhum preferido assim acima de todos, mas tenho uma lista de filmes preferidos enorme!
Já aqui tinha falado destes dois:
- Snatch - Porcos e Diamantes que posso rever 1000 vezes que me vou rir sempre
- The Curious case of Benjamin Button que me deixou lavadinha em lágrimas, qual Madalena...

Mas depois temos mais estes:
Gato Preto Gato Branco
 Que é de ir às lágrimas com algumas cenas!

Fabuloso Destino de Amélie
Doce, lindo, mágico! Lembro-me que estavam 5 pessoas na sala de cinema e 2 delas levantaram-se assim que perceberam que era um filme francês.

Dancer in  the Dark
Que é um dramalhão, só aliviado pelo facto de ser um musical...

Amistad
Chorei baba e ranho e amaldiçoei-me por ser portuguesa e ter na história do meu país o maior contributo para a escravatura e escravização de toda uma raça...

Leaving Las Vegas
Chorei a bom chorar numa que foi a melhor prestação do Nicholas Cage

Mystic River
 Um excelente filme sobre pormenores pequenos na vida de uma pessoa que podem fazer toda a diferença... e se tivesse sido eu e não tu?!

Babel
 Um dos melhores filmes sobre a era global e como mundos à parte se tocam... fiquei siderada!

As Horas
 Mais um filme que fui ver sozinha e vim de lá completamente anestesiada com a hsitória de 3 mulheres em épocas diferentes e como tudo se cruza!

The Tree of Life
 Mais um filme que poucos gostam, mas que a mim me disse muito... o que está subentendido no filme é o que me cativou!

Os Idiotas
 Não tenho palavras para descrever este filme, só sei que andei uma semana com ele na cabeça e tenho dificuldade em revê-lo, porque me marcou!

Notting Hill
 Aliviando um pouco, este é para mim a melhor comédia romântica! Eu romântica incurável me assumo... já vi isto tanta vezes e nunca me esqueço do "Woops a Daisy"...

As Serviçais
 Vi este filme na semana passada e é impossível ficar indiferente à mensagem que este filme transmite!

E por fim, que isto já vai longo (eu avisei!), eis o único filme que fui ver ao cinema e quis vir-me embora a meio... não porque o filme não seja bom... mas por tudo o que lhe está subjacente, por tudo o que representa. Convém contextualizar que tinha acabado a licenciatura em Relações Internacionais e estava pronta para entrar na vida diplomática e este filme, baseado em relatos de acontecimentos reais na intervenção americana na Somália, mostrava toda a podridão que existe nesse mundo em que eu queria entrar! Mostrava aquilo que é a realidade do relativismo cultural, de como as intervenções militares são feitas, de como os soldados não são mais que carne para canhão e principalmente a indiferença e a postura sobranceira que nós; ocidentais; votamos aos povos do continente africano... e outros pelo mundo que não se rejam pelos mesmos princípios políticos, sociais e religiosos!

Black Hawk Down - Cercados
E ficam tantos que adorei por colocar nesta lista!

13 de fevereiro de 2012

Assim vale a pena pagar bilhete!

tirada da net
Fui ver ontem.
Andava em pulgas para ver como seria o filme que adaptou ao cinema um livro que tive imenso prazer em ler. Mesmo!
E não ficou aquém das minhas expectativas, nem um pouco!
A acrescentar, a um elenco muito bem escolhido para cada um dos papéis, especialmente a Rooney Mara que desempenha o papel de Lisbeth Salander!
Havia dois anos e meio que não ia ver um filme ao cinema... quando a sr.ª me pediu 6,50€ por cada bilhete ia tendo um fanico (não admira que haja menino a fazer downloads a torto e a direito e as salas de cinema estejam às moscas...), mas depois de ter visto o filme, valeu bem o dinheiro!
Agora não sei quando lá volto... espero que não seja só daqui a outros dois anos e meio...!

7 de janeiro de 2012

Filmes da minha vida #2

tirada da net

Este filme do ex da Madonna, Guy Ritchie, arrebatou-me!
Fui vê-lo poucos dias antes de sair de exibição da última sala de cinema em território nacional. Aproveitei uma ida ao Porto, para ir ver o filme ao Arrábida Shopping, numa sessão da tarde, onde além de mim, estava apenas um casal.
Tinha ouvido falar imensamente bem deste filme, mas superou toda e qualquer expectativa que pudesse ter.
Uma história rocambolesca, carregada dum humor tipicamente british, tal como eu gosto. 
Com figurões autênticos, representados por grandes figuras do cinema e outras bem menos dadas à fama... 
Tenho que destacar claramente o Brad Pitt (por acaso é mera coincidência falar aqui nesta rubrica de dois filmes em que ele entra...), que faz um papelão na pele dum pikey, como os ingleses chamam aos ciganos. Confesso que acho que foi o melhor papel em que o vi, mesmo depois de o ter visto no "Lendas de Paixão", "Meet Joe Black" ou no "Kalifornia"...
O filme é tão bom em termos de enredo que ficamos presos por um fio a tentar perceber o desfecho do filme, sem conseguir...
Acresce uma boa banda sonora, que complementa algumas cenas absolutamente insólitas.
Uma pérola do cinema, a meu ver!

9 de dezembro de 2011

Filmes da minha vida

tirada da net

Este não será de certeza o primeiro da minha longa lista, mas revi-o na semana em que estive que férias.
A primeira vez que o vi, nunca mais esquecerei! O F. tinha nascido havia apenas 15 dias e eu estava frágil e ainda com baby-blues. 
Chorei convulsivamente sem exagero nos últimos trinta minutos do filme, quando ele começa a ficar criança. O G. até ficou assustado comigo e eu só lhe disse: "não foi a altura mais indicada para ver este filme..."
Pensei que quase decorridos 3 anos, não teria certamente a mesma reacção, e além disso já conhecia o filme e já sabia a história.
Enganei-me e chorei novamente, quase com a mesma pungência que da primeira vez! 
Não pelos baby-blues... mas porque desta vez assimilei a mensagem que transmite sobre o que é isto da mortalidade, da velhice e da juventude! De como o nosso corpo se vai deteriorando e ficando decrépito... 
Continuarei a ser fã deste filme, não só pelo desempenho do Brad Pitt (actor de quem gosto desde que o vi pela primeira vez no Thelma & Louise), mas pela história que conta, pela perspectiva diferente que traz daquilo que é nascer, viver e morrer!
Sinceramente, acho que é mesmo melhor vivermos a nossa vida como é natural: nascer bebés e morrer velhos, do que ser bebé num corpo de velho e velho num corpo de bebé!