Recorda-me os dias da minha infância em Aljezur.
Recorda-me da barbearia do Sr. Leote, o barbeiro onde o meu pai ia sempre cortar o cabelo.
Da cadeira de barbeiro verde, das navalhas de barbeiro e dos pincéis dispostos em cima do balcão. Da escova para sacudir os cabelos cortados.
Do som trac-trac da tesoura do Sr. Leote, que ia cortando cabelo com tal certeza na mão, que não era preciso ver o que estava a fazer e por isso ia dando dois dedos de conversa com quem estava sentado à espera de vez.
A barbearia do Sr. Leote também ficava numa casa térrea e tinha uma porta de madeira com postigo, como esta.
A barbearia do Sr. Leote fechou há muitos anos e nem sei se ele ainda será vivo... se fôr, deve ser da idade do barbeiro que mantém esta porta aberta, bem no centro da minha cidade.
A barbearia do Sr. Leote também ficava numa casa térrea e tinha uma porta de madeira com postigo, como esta.
A barbearia do Sr. Leote fechou há muitos anos e nem sei se ele ainda será vivo... se fôr, deve ser da idade do barbeiro que mantém esta porta aberta, bem no centro da minha cidade.

