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9 de dezembro de 2014

O SNS em estado comatoso

Terceira data marcada para a cirurgia aos adenóides do Falipe.

Os adenóides que inflamam e lhe afectam terrivelmente a audição.

Duas datas marcadas, desmarcadas e remarcadas por "falta de anestesista".

Datas essas em que o Falipe deveria estar em perfeitas condições de saúde, leia-se: sem ranho, sem tosse, sem expectoração.

Difícil de conseguir nos dias frios e cinzentos que se sucedem desde finais de Outubro, por mais que o resguarde ou o leve a fazer haloterapia.

Finalmente, a data chegou sem desmarcações, nem desculpas de falta de anestesistas.
Falipe reune minimamente os requisitos exigidos para a cirurgia.

Os nervos crescem, apesar de saber que é uma cirurgia sem grandes complicações... mas crescem e agigantam-se. É uma anestesia geral e eu tenho medo... é o meu menino pequenino, que já é grande, quase-quase do meu tamanho.

Os nervos sobem de tom quando chega a hora de lhe colocar o penso anestésico onde irão inserir o cateter... ele recusa-se firmemente e nenhum argumento o convence, não restando alternativa a não ser manietá-lo e colocar o penso à força no braço do meu menino que se debate qual fera enjaulada.

Chegar ao hospital já atrasada e receosa pelos 20 minutos perdidos a tentar colocar o penso anestésico, que deveria ter estado colocado pelo menos 1h antes.

30 minutos do meu menino a perguntar se vai levar "uma pica" e que "eu não quero levar uma pica" (ainda paira na sua memória a dor das vacinas dos 5 anos...).

A enfermeira é um doce de pessoa e apesar de tudo, o meu menino tem que ser algo manietado para deixar colocar o cateter... O meu coração dói, porque sei que ele precisa desta cirurgia para poder ouvir como deve ser e não como se estivesse dentro dum aquário. Abraço-o e tento acalmá-lo e explicar que tudo vai correr bem.

1h20 minutos de cateter inserido na veia  do meu menino a debitar soro.
Falipe manifesta firmemente a sua vontade de não retornar ao hospital, nunca mais.

1h20 minutos depois do cateter inserido na veia a debitar soro, a chefe do serviço ambulatório comunica que o anestesista teve "uma imprevisto familiar inadiável" e como tal teve que se ir embora, pelo que a cirurgia terá que ser noutro dia, porque o serviço ambulatório "vai ser encerrado".

A cirurgia é cancelada porque o anestesista teve um imprevisto familiar inadiável e é o ÚNICO anestesista que o hospital tem. Não há mais nenhum médico disponível...

Um hospital que serve 5 concelhos e não sei quantos milhares de utentes.

O meu menino pequenino, já grande quase-quase do meu tamanho, vai ter que passar por tudo isto de novo...

11 de março de 2014

Os nossos filhos quase perfeitos

Ser mãe é olhar para os nossos filhos e vê-los com uns óculos especiais, que descartam toda e qualquer imperfeição, que obscurecem qualquer traço de fealdade (grande ou pequeno), que permitem ignorar deliberada e inconscientemente as principais características de feitio menos agradáveis desculpabilizando a nossa cria por ser teimosa, voluntariosa ou outra coisa qualquer terminada em "osa"... apelidando esses traços como "personalidade forte".

Ser mãe é querer e logo assumir que os nossos filhos são seres perfeitos, exemplares, magníficos, sumidades de inteligência e modelos de beleza. Aos nossos olhos eles são e sempre serão absolutamente perfeitos!

No fundo, nós sabemos que eles certamente terão imperfeições e é preciso algum esforço de reconhecimento dessas mesmas pequeninas falhas ou defeitos.

Bem dentro de nós acalentamos o desejo de que nenhum mal caia sobre eles, que nada os magoe ou lhes traga sofrimento, por menor que seja. Preferimos olhar para eles e ver apenas o que de bom herdaram de nós (do pai e da mãe e até mesmo dos avós) e atirar para trás das costas a possibilidade de trazerem dentro de si alguma herança genética ou "personalística" que se possa assemelhar aos nossos piores defeitos, incapacidades e imperfeições.

Ora isto é convicção para dar azo a muitos choques e desilusões. Especialmente quando descobrimos que apesar de sermos ceguetas de um olho e precisarmos de óculos desde tenra idade e para o resto da vida, fomos incapazes de perceber que o nosso filho encerra a herança genética de hipermétrope, mas num nível agravado. Queremos que eles continuem perfeitos e duvidamos do diagnóstico, incrédulos perante a nossa própria cegueira incapacitante, que não nos deixou ver que ele escondia um problema de visão que o fará usar óculos desde tenra idade e para o resto da vida.

Queremos ouvir segundas, terceiras, quartas e infinitésimas opiniões, se isso significar que nos digam que afinal eles não vão ter que passar pelo estigma do "quatro-olhos", do "pitosga", do "menino dos óculos de lentes de fundo de garrafão", nem se vão aborrecer sempre que as lentes ficarem embaciadas porque andaram a correr que nem uns doidos no recreio, nem ter que justificar cabisbaixos aos pais como partiram as hastes.

Depois do choque inicial e da percepção exacta da realidade começar a assentar no nosso pensamento, percebemos que usar óculos é de somenos, porque há problemas bem piores na vida. E heranças genéticas bem mais pesadas que não convém nada carregar...

13 de julho de 2013

Coração de mãe temporariamente parado...

Naqueles dois ou três segundos que mediaram eu ter desviado o olhar de ti, mesmo ao meu lado, sentado no bordo da piscina, e o te ter visto no fundo da piscina, qual boneco que foi lentamente ao fundo... 

O meu corpo reagiu instintiva e instantaneamente para te agarrar os braços que tinhas ao alto, a pedir socorro!

Assim que te retirei da piscina, o teu coração pulava descompassado do susto e algo receoso que eu te ralhasse por teres ignorado os meus avisos sucessivos e cada vez mais veementes de que tivesses cuidado, para não escorregares do bordo da piscina. 

O teu corpinho de menino tremia assustado por conta da água que engoliste, na tentativa vã de respirar...

Não estiveste na água mais do que dois ou três segundos, mas foram os suficientes para o meu coração de mãe se suspender temporariamente!

Apesar disso, o meu corpo reagiu em piloto automático, enquanto te tentava acalmar e fazer com que o susto te passasse.

Foi só quando te vi a saltar dentro do castelo insuflável, feliz e já esquecido do percalço aquático, que o meu coração se acelerou erraticamente e caí em mim e no perigo em que estiveste... e comecei a tremer que nem varas verdes por dentro!

tirada da APSI

22 de outubro de 2012

Morte em pequenas doses

Morre lentamente

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

Lê, relê e repete até à exaustão, para nunca esquecer aquilo que sempre consideraste importante, Naná!!!

5 de março de 2012

Dia 5 - Foto

Hoje não trago fotografias bonitas...
Hoje trago uma das fotos que mais me prendeu, pelas piores razões... fiquei não sei quanto tempo com o olhar fixo... como que hipnotizada e nem consigo listar a quantidade de sentimentos que perpassaram por mim enquanto ali estive, a olhar...
Porque a fome existe, porque há vidas que não são "pacíficas" como a nossa é... que são sofridas desde o primeiro segundo até ao último...
E a dor e sofrimento do ser humano é algo que me sobressalta sempre que o vejo e me faz valorizar a vida que tenho!! Cada minuto dela!!!
Talvez por isso, não seja habitual ouvirem eu queixar-me da crise... porque eu tenho casa para morar abrigada, roupa para vestir, comida para comer e tanta outra riqueza!

Nota: não aconselho a quem seja mais sensível, pôr os olhos nisto...


25 de maio de 2011

Há pessoas que ganham a minha admiração em 5 segundos!

E a Sandra foi uma delas!
É impossível ficar indiferente a este tema e não admirar a capacidade de superar algo de tão terrível!
Sempre tive que lidar com a morte, desde muito cedo... demasiado cedo soube o que era perder definitivamente alguém que amamos com todas as nossas entranhas, ser, cérebro e coração e cada centímetro da nossa alma e do nosso corpo!
Por isso sei o que é uma dor que não existe mas quase nos mata!
Mas por mais que saiba e vá saber e sentir até ao fim dos meus dias, seria incapaz de lidar com o que a Sandra tão bem testemunha aqui...
Sandra, como já disse, tens toda a minha admiração! Fiquei profundamente tocada!! E mais não sou capaz de dizer agora...

9 de maio de 2011

Intuição, crise, pessimismo, dificuldades

Nos dias que correm é complicado manter um lado meu, que sempre me caracterizou, de forma intacta e intocada, que é o optimismo!
Parece que o facto de estarmos a viver uma crise economico-financeira sem precedentes é sinómino de que temos de adoptar uma postura cabisbaixa, constantemente carregada de preocupações com o que "por aí vem" e sombria, como a de um doente que espera um diagnóstico tenebroso.
Nunca fui pessoa de me deixar levar pelo pessimismo, e sinceramente, luto contra isso com todas as minhas forças!
Sim, vivemos tempos difíceis, eu sei! Sim, as coisas vão piorar, eu também sei, e em boa verdade, estou farta, fartinha de tanto ouvir isso, até à exaustão!... Acho que anda todo o mundo a gastar as energias a martelar nesta mesma tecla, em vez de as empregar em soluções e formas de sairmos deste buraco que nos metemos ou nos meteram, sei lá!... Porque agora que o leite está derramado, não vale a pena estar a chorar, temos que arregaçar as mangas e limpá-lo e arranjar dinheiro para comprar mais! (nunca um ditado popular fez tanto sentido como este faz agora!)
Eu sei que temos que poupar e que ponderar despesas e gastos extras (até o PR o adverte), mas que querem que faça... os meus instintos, a minha intuição dizem-me que agora é tempo também para investir. E que o momento para o fazer é agora e não daqui a uns meses...
Sim, deveria agarrar-me às poupanças que tenho no banco e não as enterrar a fazer arranjos numa casa, que depois poderei arrendar. Mas eu olho para a realidade à minha volta e vejo que os bancos já não emprestam a ninguém, mas as pessoas continuam a precisar de viver em algum lado, por isso recorrem ao arrendamento.
Porque eu também sei que agora vou lá gastar dinheiro, mas creio que talvez daqui por um ano, o dinheiro do arrendamento pode dar-me alguma margem, e poderei com alguma boa dose de rigor e auto-controlo, ir repondo aquilo que tirei agora do banco, a título de investimento. Porque sejamos francos, as taxas de juro de depósitos não estão nada atractivas...
Por isso e ao contrário dos conselhos que me dão, que me tentam chamar "à razão" e "fazer ver que os tempos não estão para aventuras", eu não acho que vender uma casa para com o dinheiro da venda amortizar outra seja uma boa opção, pelo menos para já não... Não vejo que venha daí nenhum ganho... porque provavelmente iria ter a casa à venda tempos infinitos (lá está, os bancos já não emprestam), e se a vendesse seria por uma bagatela... Assim, se a arranjar agora para arrendamento, também a valorizo em termos de valor de venda. Daí acreditar que gastar dinheiro agora, pode ser sinónimo de rentabilidade no futuro.
Eu sei que vamos ter que viver com menos, e sei que serei perfeitamente capaz de o fazer, mas neste preciso momento, acho que há coisas que ainda são absolutamente desnecessárias, estar a fazer sacrificios sem saber ao certo para que servirão... e prefiro nem sequer remexer muito nas medidas da Troika, porque senão começava já a deixar de dormir, a pensar se não ficarei no desemprego (com eles a quererem cortar nos contratos a termo para a administração local e a quererem extinguir empresas públicas...)
E por isso, vou tentanto resistir a este mundo entristecido e deprimido, com o meu optimismo e com a minha dose de esperança no futuro: sim vamos viver com muitas dificuldades, mas vamos viver e havemos de sobreviver, de alguma maneira!

29 de abril de 2011

Hoje acordei assim como a trovoada!

Há muito tempo, mas muito mesmo que não recordava tantos pormenores do teu sofrimento lento e degradante.
Quando me reporto aos teus últimos meses de vida, sinto uma pontada de tristeza profunda e dor que se foi apaziguando com as máscaras da distância temporal.
Refundi para cantos recônditos e obscuros as recordações que hoje vieram à superfície sem que eu as evocasse... ou as quisesse evocar!
No meio do som dos trovões que se ouviam lá fora, surgiu-me cravada na mente a tua imagem de dor agonizante e incessante, à qual a morfina já não dava resposta cabal.
Relembrei o esforço sobre-humano que fazias para abafar os gritos de dor que querias dar, mas que insistias em calar, para não me assustar.
Revi novamente o teu corpo que ia dando os sinais visíveis de degradação e apodrecimento interior!...
E recuperei a imagem da tua luta já perdida, em continuar a viver, para me poderes acompanhar, porque não me querias deixar sozinha, desamparada e desorientada, eu que era uma adolescente...
Recordo-te sempre pela mulher inteligente, doce e paciente que sempre foste, por todo o carinho e o amor que sempre me dedicaste!
E a saudade que me corrói pela falta que me fazes, por não poder partilhar contigo tanto da minha vida, do meu quotidiano, das minhas conquistas, das minhas dificuldades, das minhas alegrias e das minhas preocupações e; do orgulho que sinto em ser mãe, de como isso me tornou uma mulher feliz e plena!
Mas há muitos anos que não recordava o quão terríveis e amargos foram os teus últimos seis meses de vida...!
Por isso, o dia que se assinala no próximo domingo, traz sempre encerrada a sombra da tristeza por já não estares cá para te beijar e abraçar, mãe...
Esta sombra só se dissipou quando finalmente tive um filho que me beija e abraça neste dia!!

25 de fevereiro de 2011

Quando se põe a feminilidade de lado...

tirada da net
Foi o que acabei por fazer, devido à minha profissão.
O mundo das obras não se coaduna com certos "dress codes" adequados a mulheres, onde vogam as pulseiras, os berloques, os fios e colares compridos, a maquilhagem, etc.
As saias podem não ser interditas, mas dariam margem para muito olhar descarado, algum espaço de manobra para piropos e assobios e; tendo em conta que o meu objectivo é prevenir acidentes, talvez se viesse trabalhar de mini-saia a coisa podia não ser conseguida a 100%...
Portanto, ir a uma loja comprar vestidos, saias e sapatos de salto alto deixou de fazer parte do meu roteiro habitual de compras, porque seria um investimento que teria pouco retorno, tendo em conta que para vir trabalhar escolhi um look discreto, casual e prático de calças de ganga, pullover's e camisas, de preferência sem grandes penduricalhos ou berloques que se possam prender numa ou outra armadura de ferro e deixar-me literalmente atracada à estrutura da obra...
Também não adiantaria muito vir um tanto ou quanto espampanante, porque o efeito seria claramente relativizado pelo uso obrigatório de colete reflector...
Por essas e por outras, acabei por em muitas ocasiões ter pena de não poder calçar a minha sandália fresquinha no verão, por muito fashion que fosse e nem andar de pernocas ao léu com uma saia cuja altura fosse mais ousada...
E como tal, durante os últimos anos, posso afirmar que não me senti minimamente escrava da moda... mas senti-me escassamente feminina... em certos dias, tive a sensação de ser uma "maria-rapaz"!
No entanto, e correndo o risco de usar um tremendo cliché, agora que vou mudar um pouco de ramo de actividade e onde posso "espraiar-me" mais no que toca a vestimentas, olho para o meu guarda-roupa e por mais que tente, apercebo-me de que não tenho nada de jeito para vestir... (cá está o dito cliché...)
Mas como gosto de ver as coisas pela positiva, concluo que esta será uma excelente oportunidade para renovar o meu guarda-roupa "cinzento e monocórdico", variar um pouco mais e agora sim, começar a investir em roupa que mostra que sou feminina qb!
E ainda vendo isto pela positiva: se tivesse investido em vestidos e saias e sapatos, por mais que agora os fosse usar, poderiam estar claramente demodé...
Só espero agora é não ir de um extremo ao outro, em que o que vestia não interessava se estava na moda; para agora ter que me dedicar a variar consoante as novas tendências vão mudando...

17 de fevereiro de 2011

Geração (à) Rasca

Ora eu que sempre me vi incluída na dita "Geração Rasca", concluí ontem, depois de ter visto a reportagem da SIC, que também integro a chamada Geração à Rasca... ou melhor, já a integrei, durante 3 largos anos.

Fiquei um pouco a tentar entender se este fenómeno da geração à rasca só começou há pouco tempo ou se só agora acordaram para isso...
A minha dúvida baseia-se no facto de que eu, quando saí da faculdade em Janeiro de 2001, licenciadinha de fresco, cheia da ilusões e pronta para engrossar a população activa de peito aberto e cabeça erguida, também me debati com a dificuldade em arranjar trabalho, assim como muitos outros dos meus anos e de anos anteriores.
E sim, senti a desilusão e a frustração de viver num país com um baixo índice de pessoas licenciadas e como tal qualificadas, mas cujo mercado de trabalho não tinha lugar para pessoas com as habilitações... e sim, andei 3 anos aos tombos, a tentar encontrar trabalho válido, pago e estável. E sim, também trabalhei uns tempos as recibos verdes e sim; também estive 8 meses no desemprego sem receber qualquer tipo de subsídio, e sim! Só saí de casa dos meus pais aos 27 anos e só fui mãe aos 30, porque antes de os completar não tinha estabilidade economico-financeira para tal tarefa!!

Ora, se eu em 2001, tal como tantos outros licenciados, já ouvia tiradas nas entrevistas de "você não tem experiência profissional para ocupar a vaga" ou "tem habilitações a mais" ou "não vamos investir em formação consigo, porque você vai sempre tentar procurar outro trabalho melhor", isso significa que a geração da qual faço parte já está à rasca vai para 10 ou 15 anos... fiquei espantada quando vi a preocupação da comunicação social com este fenómeno social...
Então a malta só agora abriu os olhos e percebeu que a massa qualificada está quase toda, invariavelmente no desemprego, ou num emprego altamente precário!!??

Mas ainda fiquei mais abismada com as declarações dum sr. que foi entrevistado em representação do Técnico de Lisboa, em que afirmava com grande convicção que há uma grande empregabilidade para os engenheiros e arquitectos... é que eu trabalho no sector da construção e "chovem" engenheiros que aceitam trabalhar por 600 euros ou pouco mais, sem falar dos arquitectos que fazem estágios de 4 ou 5 anos a receberem cerca de 400 ou 500 euros (os que chegam a receber...?!).
E sem falar do valor do diploma do Técnico... pensava que o que valia era o que se aprendia no curso durante 4 ou 5 anos (ou serão agora só 3???). E que a elevada empregabilidade do Técnico se deve a mais de 100 anos de saber acumulado... então nem quero imaginar o valor dum diploma da Faculdade de Eng.ª da Universidade de Coimbra, que conta com mais de 400 anos de saber acumulado...

E sim, trabalho no sector da construção, mas não sou nem engenheira nem arquitecta, e não, nunca nos meus anos de estudante pensei por momentos que não iria trabalhar no Corpo Diplomatico do MNE, mas sim em diversas obras... porque já dizia um professor meu de mestrado (o qual abandonei, porque já me "chegavam" de habilitações a mais...) que as únicas pessoas que ainda tinham ilusões eram os jovens universitários...!!

Para me poder integrar no mercado de trabalho tive que arregaçar mais umas mangas e requalificar-me profissionalmente, e fazer um curso de especialização.
Actualmente e antecipando a crise que vai no sector da construção, já fui fazer outra especialização, não vá o Diabo tecê-las e eu ter que me requalificar profissionalmente de novo e mudar de ramo, antes que vá novamente engrossar as filas do centro de emprego e ajudar a aumentar a taxa de desemprego nacional, já que resido na região onde a taxa é mais elevada...

8 de fevereiro de 2011

Se arrependimento matasse...

tirada da net

Eu já teria quinado há que séculos...!
Quando era miúda, a minha mãe tentou frustradamente e em vão ensinar-me toda a sua sabedoria de artes manuais, como lhe costumo chamar.
Ela que era mestra em costura, em bordados e crochet, tentou transmitir-me todo o seu saber, mas eu era demasiado impaciente e impulsiva e como não atinava com aquilo logo à primeira e além disso, achava na minha jovem e rebelde mente, que aquilo nunca me iria servir para nada na vida e como tal, não via qualquer interesse em levar horas a fazer e ensaiar o ponto corrido ou outro qualquer que agora não me lembro...fazer sempre o mesmo ponto era uma seca! E eu, que já nessa altura, mostrava laivos de perfeccionismo, irritava-me rapidamente com o facto de não saber fazer a linha do ponto certinha que nem uma régua...
O crochet ainda me seduziu, porque achava lindos os sapatinhos e os chapéuzinhos e as alcofinhas com flores coloridas que ela sabia fazer e vendia ocasionalmente para algumas lojas de artesanato portimonenses. Eram lindos que só vendo e faziam as delícias dos estrangeiros que nos visitavam!
Mas passados tantos anos, acho que já nem os pontos de crochet ainda sei fazer e presumo que em vez de rendas, o que saíria seria uma manta de retalhos a imitar o crochet...
Quanto ao tricot... bem, isso foi o maior cavalo de batalha que ela teve e acabou por desistir peremptoriamente, quando eu tinha 8 anos! Ainda voltei a insistir anos mais tarde, mas ela foi incisiva e recusou, porque as tentativas foram tantas e sempre falhadas... eu irritava-me porque não conseguia passar a malha de uma agulha para a outra e chegava a ter acessos de fúria, porque me sentia uma incapaz...
No entanto, sempre me dei bem nos trabalhos manuais e tudo o que faço com as minhas mãos saem sempre bem!
Mas o facto reside... não sei costurar, nem talhar roupa como a minha mãe sabia, não sei fazer tricot, bordar nem sequer tentei... e o crochet já está refundido nas memórias recônditas do meu cérebro.
O que é uma pena... porque até tenho uma velhinha Singer, que era da minha avó Alzira (essa então era mestra do bordado) e que a minha mãe usava e cujo pedalar inconfundivel chegou a embalar-me para dormir! Ainda hoje, olho para a máquina, religiosamente guardada e que ainda funciona bastante bem, tirando só algumas vezes que encrava a linha...
E como me lembro dos pedacinhos de sabão que a minha mãe usava para marcar os tecidos...
Por isso, e anos tão tarde, arrependo-me!!! Arrependo-me porque penso em como podia fazer alguma roupa para mim, e tenho tantas ideias giras!! E coisas para o meu filhote...
E ainda me arrependo mais quando vejo coisas lindas feitas com tecidos como estas ou estas e estas!!!
Por isso, das duas uma: ou aprendo através de manuais tirados da internet ou então vou tirar um curso de formação, para aprender aquilo que já podia saber e praticar há anos e que me teria sido ensinado com amor!...


13 de janeiro de 2011

Já nem o mar me serena...

O mar sempre foi um "fiel companheiro" nos bons e maus momentos que tenho passado na minha vida...
O seu som ondulante sempre me pacificou o espírito e serenou a alma, e o contacto com o mar, com aquela visão magnificente de algo maior que nós, de alguma forma ajudava-me a organizar ideias, racionalizar sentimentos e até mesmo a tomar decisões importantes. De algum modo, era como se perante o mar tudo se encaixasse, tudo passasse a fazer sentido!

No entanto, a rapidez frenética da vida e da rotina quotidiana fizeram com que eu fosse perdendo o contacto com este "amigo silencioso" que sempre me ajudou na gestão da minha lucidez.

E ontem quando tentei encontrar algum conforto e conseguir alguma paz de espirito enquanto olhava esperançosa aquela linha do horizonte, que sempre me fascinou, e absorvia o calorzinho fugaz do espelho da luz do sol reflectida no azul profundo do mar, senti-me estranha...! por momentos, senti que não havia "resposta"... não mais o mar me auxiliou a organizar as minhas ideias e muito menos ajudou a sossegar o meu coração destroçado por alguém que se afastou de mim e depois ainda fez de mim a "má da fita"...
Foi como se o meu pedido de ajuda tivesse caído no vazio e não sentisse qualquer eco do meu "amigo silencioso"...

Descobri mais tarde, que bastou uma festinha das mãozinhas do meu pequeno filho passadas pelo meu rosto inundado em lágrimas, para tudo fazer sentido e para eu remendar o meu coração feito em fanicos. E apesar de me entristecer que o meu filho me visse naquele estado, não pude deixar de me sentir feliz por ele, mesmo tão pequenino, ter a exacta percepção de que eu não estava bem, que eu estava triste, para me vir acarinhar e dar mimo!!

1 de janeiro de 2011

A tradição jão é o que era...

Todos os anos, por esta altura da passagem de ano, tinha alguns "tiques" de tradição que costumava cumprir sempre!...
Consistia em olhar para a minha lista de desejos do ano anterior, picar os que tinham sido alcançados, os que não tinham sido atingidos porque ou perdera interesse nisso ou porque deixaram de fazer sentido ou porque as circunstâncias não o tinham possibilitado.
E com base nisso redigia de novo uma lista de 12 desejos.
À medida que o dia  ia avançando ia sentindo um "frisson" na barriga, como que borboletas no estômago, como que a antecipar a alegria que ia sentir no momento das doze badaladas.
Para as doze badaladas reservava sempre 12 passas, como que a simbolizar cada desejo formulado.
Este ano não fiz a lista e nem reservei passas nenhumas... comprei uma garrafa de espumante que ainda permanece intacta no frigorifico.

Apesar de achar que isto das passagens de ano, como diz o Miguel e bem, não muda nada, porque no dia seguinte as coisas boas permanecem lá, assim como as menos boas, costumava fazer balanços e sempre encarei este momento como um momento de renovação de energia, em que a positiva se sobrepõe à negativa.

Mas agora que parei e faço o balanço, porque esse tenho sempre que o fazer, porque sou assim mesmo e não seria euzinha se o não fizesse, tomei consciência de uma coisa: há uma nota comum no meu estado de espírito hoje e há precisamente um ano atrás, quando me despedi de um 2009 doloroso e acolhi 2010 com alguma esperança renovada! Há um sentimento que é comum: a tristeza.
No ínicio de 2010, sentia-me triste pela perda física de alguém que me acompanhou sempre e que foi uma das razões de eu existir. Agora no ínicio de 2011, sinto-me triste pela perda emocional de uma pessoa que me conhece bem mas que parece já não estar disponível para mim, mesmo quando eu continuo disponível para ela. Infelizmente já aprendi a lidar melhor com a primeira situação do que com a segunda...

Mas isso não quer dizer que não tenha esperança no ano que agora começou a correr o seu curso... aliás, pelo contrário! O número 11 sempre me trouxe muito bons auspicios, mesmo! Senpre o encarei como um número que me traz sorte e coisas boas. Por isso, acho que este ano vai ser um ano bom, mas acima de tudo: diferente!
Acho que muita coisa na minha vida vai mudar!! Estou quase certa... vá lá, digamos a 98,9%... mas porque já me conheço e sei que levo um certo tempo a ambientar-me às mudanças (mesmo as boas, mesmo boas!) é que esteja talvez assim mais macambúzia, também!
Mas que 2011 não vai deixar nada igual para mim, ai isso não vai!

P.S. - Bem, parece que já começo a ganhar ânimo para escrever alguns desejos, mesmo que não cheguem aos 12... e assim também é bem capaz de ser mais fácil ver o que alcancei e fazer o tal balançozinho do costume!...

31 de dezembro de 2010

Expectativas elevadas resultam em desilusões ainda maiores...

Às vezes, não precisamos de muito para nos sentirmos apoiados, acarinhados e queridos por aqueles que consideramos amigos.
Às vezes, só precisamos de um pouco de tempo, de um minuto de atenção, um sinal de que somos importantes!
Mas por vezes, acabamos por nos desiludir, e ficar profundamente magoados quando somos sucessivamente relegados para segundo plano, por esta ou aquela razão...
E questionamos o que de errado fizémos.
E depois de muito matar a cabeça concluímos que apenas o que fizémos foi entregar o nosso coração e amizade sem reservas, mas que a pessoa a quem o oferecemos altruisticamente, o deixou pelo caminho... abandonado e feito em frangalhos...!

15 de dezembro de 2010

Mais um adeus...

Hoje fui a um funeral. Mais um... na minha assim nem tão longa vida.
Mais um adeus, mais um caixão depositado numa cova a sete palmos de profundidade...
E no meio daquela tristeza, tomei consciência mais uma vez de que só me resta um único familiar de sangue directo: o meu filho!
Claro que tenho ainda uma tia e primos é o que não me falta e estão sempre lá para mim! E são todo o meu apoio, juntamente com a minha cara metade.
Mas o facto permanece... não tenho avós e avôs e os meus pais também já partiram... e como nunca tive irmãos ou irmãs... resto eu e o meu filho!
E enquanto tomava consciência disto, senti uma pontadinha de inveja de todos aqueles que são 10, 15 e 20 anos mais velhos do que eu e ainda têm pais, mesmo que sejam uns chatos e já estejam a ficar caquenhos e marrecos...

29 de novembro de 2010

Tiros de tinta

Este fim de semana fui jogar paintball com amigos e família.
Sempre tive imensa curiosidade em participar num jogo destes, porque eu detesto pronunciar-me sobre um assunto sem ter razões válidas para fazê-lo!
E posso dizer que não fiquei fã da coisa...
Fomos jogar num terreno com uma casa velha, que servia de ponto fulcral para a equipa que atacava e de esconderijo ou "último reduto" para a equipa que defendia.
As "armas" ou marcadores são pesadotas e eu estava super cansada duma semana inteira a dormir pouco mais de 4h por noite... subir e descer pelas encostas onde o terreno se espraiava só serviram para me fadigar ainda mais.
Mas o pior foi quando comecei a levar os "tiros"... dóiem para burro! Ora eu que nunca fui muito dada a masoquismos, comecei a achar que levar "stickadas" em qualquer parte do corpo é uma actividade que de diversão deve ter muito pouco!!
Mas comecei mesmo a não encontrar piada naquilo, porque além de me aperceber das figuras que eu, uma mulher adulta e já mãe, andava fazendo e como aquilo devia parecer ridículo a quem nos visse, comecei a pensar comigo: ora eu que sempre fui contra armas e recuso terminantemente que o meu marido compre uma, para ter em casa, para defesa e protecção (isso é matéria para outro post, noutra ocasião...) que raio faço eu a fingir que ando com uma arma a atirar a "matar"??!!
E mais ainda, entrei numa espiral de dúvidas existenciais ou evidências da realidade, chamemos-lhe assim, de que deve haver muita gente por este mundo que é obrigada a andar de arma em punho e a fazer depender dela a sua sobrevivência. E aquele receio miudinho que eu tinha, de ser "vista" pela equipa adversária e como tal um alvo a "abater"... há-de haver centenas de pessoas que sentem o stress na pele de poderem ser atingidos por balas e morrerem...!
E eu acho que não há diversão nenhuma em imitar uma coisa que não tem piada nenhuma e que é a guerra! Porque ali era tudo inocente, mas por esse mundo fora, a guerra mata, separa famílias, provoca dor e sofrimento a muita gente e faz a fome grassar!
Por isso, acho que esta actividade lúdica não leva os meus louvores!

26 de novembro de 2010

Não gosto nada...

De desistir dos projectos em que me meto!

Por isso e quase dois anos passados, tenho andado a fazer tudo por tudo para entregar um projecto de fim de curso que tirei em 2007 e que devia ter concluído em 2008.

Por isso, ando a deitar-me a horas indecentes (para os meus padrões de mãe e mulher trabalhadora...) e ando quase a dar cabeçadas no monitor do trabalho e arrasto-me diariamente. Mas ao final do dia, tenho ganho forças para conseguir terminar aquilo, porque me comprometi comigo mesma! E dou comigo a recusar passar tempo na internet e gravo as minhas séries televisivas preferidas para ver quando puder!
Nunca tive uma tão grande força de vontade ou vontade férrea em me dedicar a uma coisa de cabo a rabo...

E por isso mesmo, não é que pela primeira vez na minha já longa vida de "estudante", consegui terminar um trabalho de grande magnitude (pelo menos pelos meus parâmetros) cerca de 5 dias antes do prazo terminar???!!!

Mas uma coisa vos garanto: agora que está pronto e que apenas aguardo opinião do orientador, acho que esta noite vou dormir antes do meu filhote... e vou rezar para que ele seja o menino lindo que costuma ser, e dormir a noite toda e boa parte da manhã, como tem feito aos fins-de-semana!

E amanhã, para libertar do stress disto tudo, vou dar uns tiros de paintball!

31 de outubro de 2010

O primeiro passo está dado

Para perder os 12 kg que me atormentam e teimam em não me abandonar...

Inscrevi-me no ginásio!!

Por isso, agora que decidi começar a mexer o rabiosque, a ver se consigo, em paralelo, coser a boquinha e renegar o vício que me atormenta desde que me conheço por gente: o açucar!

25 de outubro de 2010

Conversar até que a voz nos doa...

Uma vez li algures que os casais deviam fomentar a conversa entre si... deviam aprender a conversar um com o outro, sobre tudo e mais alguma coisa. Porque quando a beleza se desvanecer, o desejo esmorecer e o vigor sexual fraquejar, é tudo o que eles podem continuar a fazer.
Pode parecer redutor, mas concordo em absoluto!
Porque comecei a amar o meu companheiro ao longo de conversas que nunca pareciam ter fim!
Porque quando deixamos de conversar um com o outro, por falta de tempo ou de oportunidade... os meus dias tornam-se mais cinzentos!
Posso conversar com muitas pessoas, mas se não conversar com o G. aquilo que me vai na alma, sinto-me tristonha, sozinha, uma flor murcha...
Porque as nossas conversas por mais insignificantes que sejam, são o que alimenta o nosso amor e o nosso companheirismo e nos tornam mais próximos e cumplices um do outro!...
Por isso, havemos de conversar um com o outro até que voz nos doa!

18 de outubro de 2010

O último adeus...

Foi precisamente há um ano atrás que dissémos adeus um ao outro... que trocámos as últimas palavras. Sem sabermos que seriam as últimas palavras que iríamos trocar...!
Foi precisamente há um ano que te visitei no hospital na véspera da tua cirurgia, e que te desejei toda a sorte do mundo!

E tu, um pouco ignorante da gravidade da tua situação, minimizaste a coisa, dizendo que não ficasse preocupada, porque ia tudo correr bem! E e eu estava receosa, o meu coração estava apertadíssimo pois qualquer coisa que pudesse correr mal, significaria um desfecho muito negro...

E as últimas palavras que trocámos para mim nunca chegaram para aquilo que te queria dizer numa despedida... nunca chegarão e não me conformo que me tenhas assegurado que tudo iria correr bem e que dali a 15 dias ias estar comigo a comer uma sardinhada na casa de Aljezur... E não me resigno e quero voltar atrás e agarrar-me a ti, para não te deixar entrar naquele bloco operatório, onde tudo correu mal!!!

Depois da operação, nunca mais falaste, nunca mais recuperaste a consciência. Ou se ainda a tinhas estava completamente adormecida...

Ainda falei muito contigo, mas sem obter respostas... a não ser um outro aperto na minha mão quando to pedia e nem sempre era garantido que assim fosse.

Ainda falei muito contigo, quando te ia visitar, contava-te as novidades dos meus dias mas principalmente falava do teu neto, as gracinhas, as coisas novas que tinha alcançado e ainda foram muitas as vezes que reagiste ao que eu te dizia...
Mas nunca mais ouvi o entusiasmo quando me vias e dizeres "minha querida filha" ou então "minha caganita" como me chamavas afectuosamente desde que eu era pequenina! Nunca mais te ouvi dizer que estavas cheio do saudades do teu neto quando ficavas uma semana sem o ver... Nunca mais senti os teus beijos repenicados prolongadamente...

Nunca mais ouvi o som da tua voz e eu tenho saudades, tantas saudades...!