Ao ver o filme Filomena (*), ocorreu-me...
As mães dão-nos um sentido de pertença, de sermos parte de algo, dum local, de alguém, de uma história de família...
Por mais que a vida dê voltas, será sempre a esse sentido de pertença, a essa origem, que voltaremos para nos situarmos, quando estamos perdidos, ou quando queremos decidir um caminho.
(*) - escusado será dizer que chorei que nem uma Madalena...
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7 de outubro de 2016
21 de julho de 2016
Tiny beauty
Nos dias de caos desorganizado que é a minha vida actualmente, nem sempre consigo apreciar pequenos prazeres ou as coisas belas que o mundo que me rodeia encerra...
Sinto uma feroz falta de tempo, de paz, de serenidade e de tempo para respirar e olhar com olhos de ver.
Estar em comunhão com o que me rodeia sempre foi uma parte intrínseca de mim, poder parar e observar, absorver a cor, o som, a imagem rica do mundo à minha volta.
Por estes dias sinto-me um autómato, com uma rotina tirana, mecanizando a minha vida, sempre em correria ansiosa e até quiçá histérica para chegar a tudo e a todos os que me ditam vontades e necessidades e desejos que é necessário cumprir, sem que tenha tempo para parar e ouvir, ouvir-me, a mim, à minha vontade, à minha necessidade e ao meu desejo, por muito insignificante que seja...
Sinto-me devorada pelo mundo e pela rotina e afogada em cansaço e desgaste constante, persistente e diário...
Mas há beleza à minha volta, nas mais pequenas coisas... basta parar e olhar!
Sinto uma feroz falta de tempo, de paz, de serenidade e de tempo para respirar e olhar com olhos de ver.
Estar em comunhão com o que me rodeia sempre foi uma parte intrínseca de mim, poder parar e observar, absorver a cor, o som, a imagem rica do mundo à minha volta.
Por estes dias sinto-me um autómato, com uma rotina tirana, mecanizando a minha vida, sempre em correria ansiosa e até quiçá histérica para chegar a tudo e a todos os que me ditam vontades e necessidades e desejos que é necessário cumprir, sem que tenha tempo para parar e ouvir, ouvir-me, a mim, à minha vontade, à minha necessidade e ao meu desejo, por muito insignificante que seja...
Sinto-me devorada pelo mundo e pela rotina e afogada em cansaço e desgaste constante, persistente e diário...
Mas há beleza à minha volta, nas mais pequenas coisas... basta parar e olhar!
17 de abril de 2015
{this moment}
{this moment} ~ A Friday ritual. A single
photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special,
extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If
you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the
comments for all to find and see.
. . . . . . . . . .
Inspirada na SouleMama
Esclarecimento: é pena que esta imagem não seja desta semana...
14 de abril de 2015
Mães de cesariana
Nunca fui defensora de um determinado tipo de parto, apesar de pela web pulalarem por estes dias (diria mesmo anos) resmas de textos a exaltarem o parto natural, naturalíssimo, sem qualquer intervenção médica, como se fosse o melhor e mais fantástico método para trazer uma criança ao mundo.
Nada contra. No entanto, estas posições sempre me pareceram um tanto ou quanto fundamentalistas e um pouco irrealistas, para não dizer outra coisa. Nestas matérias, não gosto muito de me entregar a juízos de valor, porque entendo que cada um sabe de si, e do que acha que é melhor para si.
Quando fiquei grávida pela primeira vez, não perdi muito tempo a pensar no tipo de parto que queria para mim. Sabia que queria ter segurança suficiente para que tudo corresse pelo melhor, e se isso significasse intervenção médica, em maior ou menor grau, então que assim fosse.
Tentei não fazer do momento do parto um bicho de sete cabeças e optei por encarar a coisa da seguinte forma: o parto será como tiver que ser!
Após o meu primeiro filho ter nascido, por via duma cesariana de emergência, comecei a perceber que os demais nos olham um bocadinho de soslaio quando dizemos que foi cesariana. Um pouco como se houvesse algo de errado conosco, por não termos sido capazes de pôr uma criança no mundo da forma "normal".
Na web então, este feeling é muito mais real. A imagem que é passada duma mulher que fez uma cesariana é a de que possivelmente terá optado pela forma "fácil e cómoda" de parir.
Sim, eu sei que há mulheres que programam cesarianas, para não "terem tantas dores" e até por motivos mais fúteis. Sim, sim, esse tema daria discussão para várias horas...
Nunca me senti inferior ou superior por ter feito cesariana. Não fiz apenas uma, foram duas. Ambas de emergência. Porque no primeiro, ele estava em risco. E eu também,mas ninguém fez menção disso para não me assustarem... Na segunda, eu estava em risco. Com a agravante do risco que correra na primeira cesariana.
No pós parto, veio a confirmação da minha suspeita: que toda e qualquer gravidez que eu tive ou que venha a ter terá sempre o mesmo desfecho: parto por intervenção cirúrgica.
Sempre me senti em paz com essa realidade e é com algum orgulho que ostento uma cicatriz na minha barriga, porque ela conta a história de como os meus filhos entraram no mundo.
Por isso, foi com alguma emoção que li este texto, que finalmente conta um bocadinho o lado de quem não tem, porque não pode ou não quer, um parto natural ou normal.
Não há mães melhores ou piores a parir, há simplesmente mães que põem os seus filhos no mundo, da melhor forma que conseguem.
Nada contra. No entanto, estas posições sempre me pareceram um tanto ou quanto fundamentalistas e um pouco irrealistas, para não dizer outra coisa. Nestas matérias, não gosto muito de me entregar a juízos de valor, porque entendo que cada um sabe de si, e do que acha que é melhor para si.
Quando fiquei grávida pela primeira vez, não perdi muito tempo a pensar no tipo de parto que queria para mim. Sabia que queria ter segurança suficiente para que tudo corresse pelo melhor, e se isso significasse intervenção médica, em maior ou menor grau, então que assim fosse.
Tentei não fazer do momento do parto um bicho de sete cabeças e optei por encarar a coisa da seguinte forma: o parto será como tiver que ser!
Após o meu primeiro filho ter nascido, por via duma cesariana de emergência, comecei a perceber que os demais nos olham um bocadinho de soslaio quando dizemos que foi cesariana. Um pouco como se houvesse algo de errado conosco, por não termos sido capazes de pôr uma criança no mundo da forma "normal".
Na web então, este feeling é muito mais real. A imagem que é passada duma mulher que fez uma cesariana é a de que possivelmente terá optado pela forma "fácil e cómoda" de parir.
Sim, eu sei que há mulheres que programam cesarianas, para não "terem tantas dores" e até por motivos mais fúteis. Sim, sim, esse tema daria discussão para várias horas...
Nunca me senti inferior ou superior por ter feito cesariana. Não fiz apenas uma, foram duas. Ambas de emergência. Porque no primeiro, ele estava em risco. E eu também,
No pós parto, veio a confirmação da minha suspeita: que toda e qualquer gravidez que eu tive ou que venha a ter terá sempre o mesmo desfecho: parto por intervenção cirúrgica.
Sempre me senti em paz com essa realidade e é com algum orgulho que ostento uma cicatriz na minha barriga, porque ela conta a história de como os meus filhos entraram no mundo.
Por isso, foi com alguma emoção que li este texto, que finalmente conta um bocadinho o lado de quem não tem, porque não pode ou não quer, um parto natural ou normal.
Não há mães melhores ou piores a parir, há simplesmente mães que põem os seus filhos no mundo, da melhor forma que conseguem.
13 de março de 2015
{this moment}
{this moment} ~ A Friday ritual. A single
photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special,
extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If
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inspirada na Soulemama
26 de janeiro de 2015
Em sintonia com a natureza
A clareira do pinhal permanece a mesma.
Há demasiados anos que ali não me colocava imóvel, escutando o som das copas dos pinheiros bravos a roçarem-se em cadência, ao sabor do vento, ouvindo o tilintar das pinhas quando se tocam.
Olhei à minha volta e regressei 30 anos atrás, aos tempos da infância, em que ia para ali pela mão do meu avô, passando a vinha, subindo a encosta pelo meio das estevas.
Os pinheiros estão mais altos. Mas são os mesmos.
Por momentos, vejo que há vestígios de malta que por ali pernoita, suspeito que sejamhippies grupos de pessoas que vivem desprendidas da vida em sociedade, e em pseudo-comunhão com a natureza, porque há muitos relatos de conhecidos, de que eles ali ficam tempos sem fim, sem pedido de autorização ou mera informação.
Só gostava que esses "caríssimos" seres humanos, tão "amigos" da vida em sintonia com o mundo e a natureza se dignassem respeitá-la e levassem consigo as carradas de lixo e entulho que produziram durante a estadia.
Podeis pernoitar, ora essa, sejam meus convidados.
Mas tende a dignidade de não poluir a natureza que tanta clamam que prezam!Mais que os outros...
Há demasiados anos que ali não me colocava imóvel, escutando o som das copas dos pinheiros bravos a roçarem-se em cadência, ao sabor do vento, ouvindo o tilintar das pinhas quando se tocam.
Olhei à minha volta e regressei 30 anos atrás, aos tempos da infância, em que ia para ali pela mão do meu avô, passando a vinha, subindo a encosta pelo meio das estevas.
Os pinheiros estão mais altos. Mas são os mesmos.
Por momentos, vejo que há vestígios de malta que por ali pernoita, suspeito que sejam
Só gostava que esses "caríssimos" seres humanos, tão "amigos" da vida em sintonia com o mundo e a natureza se dignassem respeitá-la e levassem consigo as carradas de lixo e entulho que produziram durante a estadia.
Podeis pernoitar, ora essa, sejam meus convidados.
Mas tende a dignidade de não poluir a natureza que tanta clamam que prezam!
19 de setembro de 2014
Instagramando por aí #2
Um pardal amistoso, despojado de qualquer timidez ou receio do "bicho Homem".
Rebéubéu... pardais na esplanada!
Rebéubéu... pardais na esplanada!
30 de abril de 2014
Cabra fotogénica!
Esta, que encontrei no alto da Fóia.
Digam lá que não ficaram logo curiosas a pensar quem seria que eu estava a insultar?!
28 de abril de 2014
Música que a natureza nos dá
Da qual sentia e sinto tanto a falta!
Parar por um bocado e simplesmente ficar a ouvir e registar o som calmante duma nascente de água.
Não há nada mais terapêutico.
Parar por um bocado e simplesmente ficar a ouvir e registar o som calmante duma nascente de água.
Não há nada mais terapêutico.
7 de abril de 2014
Esquizofrenia climatérica
No espaço de pouco mais de seis dias passamos de um extremo ao outro, no que ao clima diz respeito.
Na terça-feira andava ensopada com o temporal, fiquei que nem um pinto depois de andar debaixo de chuva torrencial e tive que atravessar duas inundações, onde a água me chegava aos joelhos.
No domingo, estava um calor de verão, que me permitiu envergar manga curta e ir até à praia e demolhar os meus pés deliciosamente na água fresquinha, e ficar ali com água a chegar pelos joelhos, a refrescar-me!
Que chatice viver no Algarve...
2 de abril de 2014
No meio da tempestade... boas notícias!
Pois que a irritação passou-me, não sem antes descobrir que a minha médica de família se tinha mesmo esquecido de fazer novo pedido de marcação de consulta, situação para a qual se me desfez em desculpas.
Mas como eu sou moça de criticar quando é para criticar, e sou moça de elogiar quando é para elogiar, tenho que bendizer os serviços do hospital quando ontem pela manhã, me ligaram a dizer que o pedido de consulta tinha chegado, que havia uma desistência e que se eu quisesse aproveitar, era estar no serviço até às 13h.
Nem pestanejei! Nem me importei com o temporal que se começara a formar, com o negrume das nuvens que se avolumava e que resultou no dilúvio debaixo do qual me meti, para ir buscar o Falipe à escola, e ir buscar resultados dos exames a casa e seguir para o hospital antes da hora derradeira.
Fiquei ensopada da cabeça aos pés, tal não foi a tromba de água que apanhei... as minhas botas chiavam de tão encharcadas de água, depois de terem atravessado uma "ribeira" mesmo à porta da escola do miúdo. As calças estavam ensopadinhas até aos joelhos e nas costas uma mancha molhada por conta das goteiras do guarda-chuva. Restou-me depois mudar completamente de roupa, apesar de ter estado quase 1h30 com a roupa molhada a secar no corpinho...
O meu carrito não se afogou quando teve que atravessar duas maresias de inundação, respondendo às minhas preces.
Consegui conduzir no meio de uma invisibilidade tremenda, praguejando contra todos os senhores automobilistas a quem deve ter saído a carta de condução na farinha amparo, já que no meio dum temporal daqueles nem sequer tiveram a dignidade de acender as luzes dos seus carros para se tornarem visíveis...
O S. Pedro parecia apostado em dissuadir-me de me aventurar debaixo da tempestade, mas eu ontem era uma "mãe numa missão"!
Mas pude finalmente confirmar que as minhas suspeitas de o Falipe ter problemas de audição eram infundadas. Sim, há que levá-lo muito à praia (quando o verão chegar, se chegar... por este andar da carroça), e limpar-lhe sempre o nariz entupido com água do mar, mas pelo menos não há problema de maior.
Ensopadinha até aos ossos, pude respirar de alívio!
7 de fevereiro de 2014
29 de agosto de 2013
28 de agosto de 2013
Baú da felicidade #14
Ver a figueira dar os seus frutos mesmo que eu não os coma, porque detesto...
Recordar o meu pai com a sua faca de bolso a apanhar figos e comê-los ali mesmo ao lado da árvore. Ou dos jantares dele, apenas de figos com pão.
Recordar as histórias que a minha mãe contava dos seus tempos de moça nova, da sua gulodice por figos a levar a subir às figueiras e comer todos quantos apanhasse antes de chegar a casa.
Ouvir a minha mãe dizer que a coisa mais díficil que tivera que suportar durante a gravidez de mim foi estar proibida de comer figos, porque estava a engordar mais da conta.
23 de agosto de 2013
21 de agosto de 2013
12 de agosto de 2013
8 de agosto de 2013
Dizem que o amor (de mãe) é cego...
O amor de mãe é cego.
Nasce muito antes de ela ser mãe efectivamente, antes de conhecer o rosto do seu filho.
Cresce à medida do crescimento da barriga, onde o bebé se estende e revolve.
Aumenta exponencialmente nesse primeiro encontro, e transforma-se num amor profundo, acrescentado a cada dia que passa.
O amor de mãe é cego, diante de noites mal dormidas, sonos interrompidos a intervalos de poucas horas, choros cuja causa ainda não entende muito bem.
O amor de mãe não conhece obstáculos ou fronteiras.
Não esmorece perante as manhas ou as birras do pequeno ser que gerou.
Faz encolher milhões de vezes o coração à mais pequena maleita ou dói-dói da sua cria.
O amor de mãe é cego e não guarda ressentimento, pois perdoa instantaneamente e esquece em apenas um minuto as tropelias, teimosias, chantagens e asneiras praticadas por seres de palmo e meio.
Aumenta essa cegueira a cada nova conquista, a cada novo conhecimento adquirido, a cada aprendizagem, a cada nova etapa e principalmente quando o seu filho aprende a dominar a arte do elogio e do sorriso.
O amor de mãe é cego pois desconhece o que o seu filho se tornará no futuro, tendo apenas a firme certeza de que independentemente das escolhas de vida, pessoal e profissional, que ele venha a fazer, o amará com todas as fibras do seu corpo e todos os milímetros do seu coração.
O amor é cego e torna-se surdo selectivamente quando ele pretende reclamar independência.
O amor de mãe é cego a ponto de aceitar o que não compreende, mesmo consciente de que as escolhas foram más e terão resultados desastrosos.
O amor de mãe é cego porque apenas tem um objectivo em mente: que o seu filho seja feliz!
1 de agosto de 2013
Baú da felicidade #6
Há quem chame de azeiteiro, há quem chame de caga-azeite, mas eu cresci a chamar de libelinha.
Esta aterrou na varanda do meu gabinete um destes dias...
Eu fiquei ali quieta a olhar para ela ou ele... e recordei tempos da minha infância em que eu ficava pasmada a olhar para as cores lindas das libelinhas que sobrevoavam o tanque da casa do meu avô.
30 de julho de 2013
Baú da felicidadade #5
São as "romaneiras" (como se diz em algarvéu) todas floridas!
O que significa que daqui por pouco mais de um mês e meio já me poderei deliciar com esta fruta maravilhosa!
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