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12 de dezembro de 2011

As obras...

tirada do weheartit.com
Estão a ir... devagar ou paradas!
Aguentei duas semanas a ver a banda passar, a ouvir desculpas umas atrás das outras... a repetir as mesmas coisas, que isto tem que ser feito, que falta fazer o outro, sempre com a minha calma diplomática.
Até à semana passada, em que me saltou a tampa e diplomaticamente dei um puxão de orelhas figurado se bem que me apetecia ter sido mesmo ao empreiteiro por ter levado três dias a fazer o rejuntamento dos quartos - um quarto rejuntado por dia... 
Se eu não tivesse trabalhado nas obras cerca de 8 anos, até podia achar que esse tempo era perfeitamente normal. Mas não é... em média leva 2/3h a fazer!
Paguei metade dos trabalhos mas ainda não tenho metade dos trabalhos executados... pensava ter a obra pronta lá para final deste mês, princípio do próximo. Actualmente, posso dizer que se estiver pronta em meados de Fevereiro, serei uma mulher cheia de sorte.
Quanto à qualidade de execução, não é má, mas podia ser melhor... acho que não era preciso ser eu a chamar a atenção de que os rodapés estão cheios de arestas vivas e irregulares e que têm que ser passados a rebarbadora!
Os senhores das cozinhas receberam 80% do valor total da cozinha e nunca mais disseram nem ai nem ui... estão com sorte, porque tenho a cozinha atrasada. No entanto, quando eu rodar a baiana, pode ser que não hajam mortos nem feridos. Porque eu sou uma gaja muita porreira, mas saiam da frente quando me chega a mostarda ao nariz! 
Sou uma cliente até bastante dócil, se me souberem levar, mas abotoarem-se com o meu dinheiro e nem darem o ar da graça "olhe a sua cozinha está em execução" ou "não se preocupe que não está esquecida"... é coisa para me fazer ferver o sangue!
Os materiais que comprei (pavimentos cerâmicos e revestimentos) foram outra... a dona da casa que me recomendaram com os maiores louvores, é uma daquelas vendedoras de palmatória e deu-nos uma bela duma banhada que levei duas semanas a topar. Disse que me fazia descontos por estar a encomendar quantidades consideráveis de material e que me fazia preço final 8.80€/m2, quando na realidade aplicou-lhe IVA a 23% por cima, e eu acabei por gramar uma bucha superior a 300€ dos tais descontos que nunca me fez! Quando a confrontámos com a coisa, disse-nos na maior das latas que nós é que tínhamos ouvido/entendido mal. 
Oh cara senhora aldrabona, se me diz que 8.80€ é preço final, isso só significa uma coisa: que o IVA já está incluído!! 
Apesar de ter respirado fundo e optado por não me chatear com o roubo encapotado nos preços, eis que me pregam mais uma: escolhi um pavimento para as casas-de banho no início de Setembro que deveria ter sido entregue no início de Outubro. Quando na primeira semana de Novembro pergunto a razão do atraso na entrega dizem-me que não podem e não vão entregar porque a fábrica entrou em ruptura de stock. Ao que eu barafustei e como cliente cabra disse que se desenmerdassem, porque encomendei o material dois meses antes e, já tinham tido tempo mais que suficiente para me avisarem da ruptura de stock na fábrica.
Diziam-me que não podiam fazer nada! Não aceitei isso como resposta, porque me andaram a dar abébias durante três semanas, que o material ia ser entregue. O resultado foi que tive que escolher outra peça (por acaso, acabou por ser uma escolha bem melhor que a inicial..) por um preço mais barato, o que me permitiu poupar quase 100€ e fez com que o rombo da banhada do IVA não fosse tão grande nos meus bolsos...
Em suma, aqueles senhores de mim vão ter as piores recomendações! Fiz-lhes uma cruz!
Depois admiram-se das queixas que têm, que isto está mau... que há crise! Em vez de fidelizarem o cliente, preferem enganá-lo e levá-lo à certa! Grande estratégia, sim senhora!
Enfim... a saga vai continuar... falta saber até quando é que a minha paciência se vai aguentar!

28 de setembro de 2011

Não admira que estejamos em crise...

tirada da net

Este fim de semana que passou meti obras de alteração em minha casa. Decidimos aproveitar um canto morto da sala e construir uma parede em forma de L e aumentar a despensa para o dobro, e criar uma espécie de segunda despensa, que servirá como zona de arrumos.
Pedimos um orçamento para a realização dos trabalhos de erguer uma parede em tijolo, reboco e abrir uma "porta" da parede da actual despensa para a nova arrecadação. Uma coisa simples, sem grandes confusões.
O material ficaria por nossa conta, e pedi orçamento na loja de materiais onde já tinha encomendado materiais para a remodelação do apartamento do meu pai e que tem sido onde temos encontrado os preços mais competitivos e acessíveis aos nossos bolsos, que têm algum dinheiro para gastar, mas de forma ponderada e pensada e repensada.
Tínhamos contado que iríamos gastar sensivelmente 400/450€ para esta obra, o que não nos pareceu de todo descabido.
Mas depois da obra feita, posso assegurar-vos que tão cedo não me meto noutra semelhante, pelo menos em minha casa não!
Passo a explicar as razões:
1. nunca pensámos que abrir uma pequena porta fosse produzir toneladas de um pó branco que se espalhou pela casa toda, o primeiro piso incluído... tínhamos comprado plásticos para cobrir os móveis, mas apenas cobrimos os que estavam nas imediações das obras, deixando um dos sofás descobertos... Grande erro! Nem vos conto a trabalheira que foi limpar tudo durante a tarde de domingo, a contra-relógio... e tentar manter o F. o mais longe possível da zona da poeira??!!
2. o fornecedor de material enganou-se e subestimou as quantidades de argamassa que iriam ser necessárias. apesar de na fase de orçamento ter fornecido as dimensões da parede a ser construída, os sacos de argamassa que nos venderam eram insuficientes. Confirmámos que ainda faltava assentar metade da parede em tijolo e já não havia argamassa, o que significa que calcularam aquilo pela metade... Primeira derrapagem nas contas!
3. a argamassa que me diziam ser boa para assentar tijolo e igualmente boa para fazer o reboco, comprovou-se que era demasiado grossa e que teríamos que comprar argamassa de reboco mais fina. Segunda derrapem nas contas!
4. ao partir a parede para fazer a "porta" entre a despensa e a arrecadação acertámos em cheio com o local onde passavam as tubagens da aspiração central que iam para o 1.º piso. Que raio de sítio para se lembrarem de pôr aquilo?! Isto significou que tivemos que chamar um electricista para fazer o desvio das cablagens eléctricas, porque fazermos nós isso seria má ideia, podíamos arruinar toda a instalação eléctrica... Terceira derrapagem nas contas!
5. Quando o reboco ficou acabado, apercebemo-nos que na junção com uma das paredes existentes, a diferença entre o reboco e a parede estucada era enorme e que nunca iríamos conseguir disfarçar essa diferença apenas com primário e tinta... acabámos por ter que passar barramento fino para uniformizar as duas paredes, o que implicou mais materiais e mais horas de mão-de-obra... Quarta derrapagem nas contas!

Como podem ver, o que começou com um orçamento inicial de 400/450€ vai acabar por ficar em cerca de 800/850€, quase o dobro! É certo que foram feitos trabalhos que inicialmente não tínhamos previsto e que como tal não foram orçamentados, mas o azar da instalação de aspiração central e o erro no orçamento das quantidades de materiais foram os que maior derrapagem provocaram!
É claro que isto ligou o meu sistema de alerta quando revi os orçamentos que me deram para trabalhos e materiais para o apartamento do meu pai... e fez-me questionar todos os pontinhos e mais alguns! E quando comecei a ouvir: "ah mas isso não está incluído, mas faz-se e fica barato!" começo logo a ficar azul e com urticária. Detesto coisas pouco transparentes e até me senti um tanto estúpida, visto que já devia saber que é sempre assim, porque afinal de contas trabalhei 7 anos num empreiteiro geral e sempre ouvi falar de "trabalhos-a-mais"...

Mas nem tudo foi negativo: fiquei com um espaço de arrumação bem bom, e que me vai ser super útil. 
A sala, ao ter eliminado aquele "canto morto" ficou com uma disposição diferente e, como tal a reformulação da disposição dos móveis dá-lhe um ar muito mais acolhedor e agradável!
...

26 de setembro de 2011

Misto de sensações

Foi o que senti quando fui levantar os meus pertences, que apareceram na berma da A22, e que foram entregues na GNR em Loulé.
Em primeiro lugar, estava cansada, tinha dormido pouco, porque deitei-me tarde e tive que acordar na mesma às 7h30, como todos os dias (logo eu que sou uma dorminhoca e aproveito o fim de semana para repor horas de sono...) porque iam começar obras de remodelação dentro de minha casa.
Quando lá cheguei confrontam-me logo com a hipótese de ter feito a viagem para nada, porque se não estivesse ninguém na secretaria a dar expediente tinha que voltar em dia de semana... estava a preparar-me para ripostar e dizer que tinha lá ido a mando do Sargento-Chefe Silva que ligou ao G.; depois de ter encontrado o cartão da SAD-GNR do F. na minha carteira. 
Só um aparte - tenho cá para mim que se acaso não tivesse um cartão de "sócio" da GNR dentro da minha carteira, ainda lá estaria, jogadinha às traças... 
Mas afinal haviam 3 pessoas na secretaria e havia expediente.
O processo que se seguiu de me passarem o organizador de mala que eu costurara um mês antes do assalto (a mala nem vê-la, mas isso não faz mal nenhum, já que nem era das minhas preferidas), foi algo estranho. Tentar perceber tudo o que conseguiram recuperar... a carteira estava vazia e toda estropiadinha, rebentaram com ela, talvez ao tentarem encontrar algum compartimento secreto que pudesse ter algo de valor. Depois estavam todos os meus documentos pessoais, todinhos mesmo! E os do F. também, o que é óptimo, porque assim sempre poupo os 8€ do CC. A minha carta de condução também lá estava, o que significa que não vou gastar 30€ numa nova e nem passar 2h na fila no IMTT de Faro.
Estavam as minhas fotos todas, do F. e do G. que tinha dentro da carteira. Deixaram um cartão de de crédito, mas isso de pouco serve, porque foi cancelado.
Deixaram cartões de visita e os de cliente de lojas diversas... Dá jeito, porque não ia pedir segundas vias concerteza...
Deixaram todas as minhas chaves, o que também dá jeito!
Deixaram o me porta-moedas de estimação e as moedas de plástico para os carrinhos das compras do hipermercado.
E deixaram uma peça da máquina de costura...
(E não, Tanita, não estava o carrinho do F., o Faísca McQueen... )
Se por um lado fiquei feliz por reencontrar tudo aquilo, não posso negar que a decepção que senti quando não encontrei o meu caderninho preto da Moleskine, com as minhas notas pessoais, pensamentos avulsos e afins, foi maior. 
Tem-se sempre esperança quando nos dizem que recuperaram pertences roubados, e eu empolei a minha nesse aspecto e sobre esse objecto em particular. 
Por isso, fiquei contente, mas assim-assim!...

Depois seguiram-se os trâmites legais todos: assinar declarações a dizer que tinha levantado isto e mais aquilo... e assinar a declaração a dizer que continuava a desejar procedimento judicial!
Pois claro que quero!! Raizosparta por me terem despojado das minhas coisinhas que podiam não ser nada de especial, mas eram minhas. Eram na sua maioria prendas e algumas delas, poupei para as ter!
Mas acrescentei: se bem que a justiça comigo tem funcionado pouco... os últimos que roubaram, foram julgados e condenados e andam à solta na mesma!
Ao que o GNR que gentilmente me atendeu, replicou: "pois apanhá-los é uma coisa, depois a justiça é outra coisa...", como que a confirmar aquilo que eu tinha acabado de dizer.

13 de janeiro de 2011

Já nem o mar me serena...

O mar sempre foi um "fiel companheiro" nos bons e maus momentos que tenho passado na minha vida...
O seu som ondulante sempre me pacificou o espírito e serenou a alma, e o contacto com o mar, com aquela visão magnificente de algo maior que nós, de alguma forma ajudava-me a organizar ideias, racionalizar sentimentos e até mesmo a tomar decisões importantes. De algum modo, era como se perante o mar tudo se encaixasse, tudo passasse a fazer sentido!

No entanto, a rapidez frenética da vida e da rotina quotidiana fizeram com que eu fosse perdendo o contacto com este "amigo silencioso" que sempre me ajudou na gestão da minha lucidez.

E ontem quando tentei encontrar algum conforto e conseguir alguma paz de espirito enquanto olhava esperançosa aquela linha do horizonte, que sempre me fascinou, e absorvia o calorzinho fugaz do espelho da luz do sol reflectida no azul profundo do mar, senti-me estranha...! por momentos, senti que não havia "resposta"... não mais o mar me auxiliou a organizar as minhas ideias e muito menos ajudou a sossegar o meu coração destroçado por alguém que se afastou de mim e depois ainda fez de mim a "má da fita"...
Foi como se o meu pedido de ajuda tivesse caído no vazio e não sentisse qualquer eco do meu "amigo silencioso"...

Descobri mais tarde, que bastou uma festinha das mãozinhas do meu pequeno filho passadas pelo meu rosto inundado em lágrimas, para tudo fazer sentido e para eu remendar o meu coração feito em fanicos. E apesar de me entristecer que o meu filho me visse naquele estado, não pude deixar de me sentir feliz por ele, mesmo tão pequenino, ter a exacta percepção de que eu não estava bem, que eu estava triste, para me vir acarinhar e dar mimo!!

1 de janeiro de 2011

A tradição jão é o que era...

Todos os anos, por esta altura da passagem de ano, tinha alguns "tiques" de tradição que costumava cumprir sempre!...
Consistia em olhar para a minha lista de desejos do ano anterior, picar os que tinham sido alcançados, os que não tinham sido atingidos porque ou perdera interesse nisso ou porque deixaram de fazer sentido ou porque as circunstâncias não o tinham possibilitado.
E com base nisso redigia de novo uma lista de 12 desejos.
À medida que o dia  ia avançando ia sentindo um "frisson" na barriga, como que borboletas no estômago, como que a antecipar a alegria que ia sentir no momento das doze badaladas.
Para as doze badaladas reservava sempre 12 passas, como que a simbolizar cada desejo formulado.
Este ano não fiz a lista e nem reservei passas nenhumas... comprei uma garrafa de espumante que ainda permanece intacta no frigorifico.

Apesar de achar que isto das passagens de ano, como diz o Miguel e bem, não muda nada, porque no dia seguinte as coisas boas permanecem lá, assim como as menos boas, costumava fazer balanços e sempre encarei este momento como um momento de renovação de energia, em que a positiva se sobrepõe à negativa.

Mas agora que parei e faço o balanço, porque esse tenho sempre que o fazer, porque sou assim mesmo e não seria euzinha se o não fizesse, tomei consciência de uma coisa: há uma nota comum no meu estado de espírito hoje e há precisamente um ano atrás, quando me despedi de um 2009 doloroso e acolhi 2010 com alguma esperança renovada! Há um sentimento que é comum: a tristeza.
No ínicio de 2010, sentia-me triste pela perda física de alguém que me acompanhou sempre e que foi uma das razões de eu existir. Agora no ínicio de 2011, sinto-me triste pela perda emocional de uma pessoa que me conhece bem mas que parece já não estar disponível para mim, mesmo quando eu continuo disponível para ela. Infelizmente já aprendi a lidar melhor com a primeira situação do que com a segunda...

Mas isso não quer dizer que não tenha esperança no ano que agora começou a correr o seu curso... aliás, pelo contrário! O número 11 sempre me trouxe muito bons auspicios, mesmo! Senpre o encarei como um número que me traz sorte e coisas boas. Por isso, acho que este ano vai ser um ano bom, mas acima de tudo: diferente!
Acho que muita coisa na minha vida vai mudar!! Estou quase certa... vá lá, digamos a 98,9%... mas porque já me conheço e sei que levo um certo tempo a ambientar-me às mudanças (mesmo as boas, mesmo boas!) é que esteja talvez assim mais macambúzia, também!
Mas que 2011 não vai deixar nada igual para mim, ai isso não vai!

P.S. - Bem, parece que já começo a ganhar ânimo para escrever alguns desejos, mesmo que não cheguem aos 12... e assim também é bem capaz de ser mais fácil ver o que alcancei e fazer o tal balançozinho do costume!...

31 de dezembro de 2010

Expectativas elevadas resultam em desilusões ainda maiores...

Às vezes, não precisamos de muito para nos sentirmos apoiados, acarinhados e queridos por aqueles que consideramos amigos.
Às vezes, só precisamos de um pouco de tempo, de um minuto de atenção, um sinal de que somos importantes!
Mas por vezes, acabamos por nos desiludir, e ficar profundamente magoados quando somos sucessivamente relegados para segundo plano, por esta ou aquela razão...
E questionamos o que de errado fizémos.
E depois de muito matar a cabeça concluímos que apenas o que fizémos foi entregar o nosso coração e amizade sem reservas, mas que a pessoa a quem o oferecemos altruisticamente, o deixou pelo caminho... abandonado e feito em frangalhos...!