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14 de novembro de 2011

Tal e qualmente...

Podia ter sido eu a escrever isto, mas não fui!
Mas exprime bem aquilo que se passa comigo! A Ana. esteve ausente, mas regressou em grande, sem dúvida!

"Quanto menos trabalho num dia, menos vontade tenho de trabalhar no dia seguinte.
Quanto menos me armo em carochinha cá em casa, menos vontade tenho de passar roupa, limpar chão e lavar janelas (!).
Quanto menos vou ao ginásio, menos vontade tenho de ir.
Quanto menos escrevo, leio, ouço música, menos vontade tenho de ler, escrever, ouvir música.
E o mesmo se verifica com os doces que como. Triste, eu sei."

Tirando só a parte de comer doces... que quanto menos como, mais vontade tenho de os comer!!

Mas a Ana. descreve bem um aspecto importante da minha personalidade... eu quanto mais tempo tenho em mãos, pior sou a geri-lo! Deixo sempre para o fim do prazo, à boa maneira "tuga".
Sou péssima a impor-me limites, prazos, datas, metas!
E isto sucede mais ainda no campo profissional do que no campo pessoal.
Gosto que me imponham datas, prazos, objectivos! Trabalho muito melhor sob pressão e com muitas tarefas para desenvolver em simultâneo. Parece que sou acometida duma lucidez e capacidade de gestão abissais, que por vezes me assustam a mim própria.
Se tivesse que ser a minha própria patroa, seria um autêntico desastre ou então teria que desenvolver forçadamente uma capacidade de auto-gestão e auto-controlo, para não me deixar cair no relaxe autêntico. 
Já aqui tinha falado do meu defeito de procrastinar... e ele continua ao rubro. Um pouco por falta de me darem directrizes, guidelines, de me imporem prazos. 
Por vezes, sou acometida dum enorme sentido de responsabilidade e desenvolvo trabalho e submeto-o a aprovação, debate e discussão, mas quando não se ouve "eco" em relação a isso... torna-se complicado manter um grau de profissionalismo que sempre me orgulhei de possuir...
Não me sinto bem assim, vivo um dilema interior profundo, um combate feroz no meu cérebro: inércia versus responsabilidade e bom profissionalismo!
Não me orgulho desta Naná que se tem ido entregando lenta e conscientemente à preguicite e ao conformismo... anseio por voltar a bufar de stress por ter 50 coisas para terminar e sem saber a qual acudir primeiro. (nessa altura sei que seria capaz de distinguir com olhos de lince) 
Porque aí seria capaz de estar perfeitamente à altura das expectativas elevadas que têm relativamente a mim e ao meu desempenho aqui no local de trabalho...

22 de setembro de 2011

Ide! Ide roubar para a estrada, sim?!

tirada da net

Há dias fui ao agente de fornecimento de gás natural, pagar a conta de casa do meu falecido pai. Aproveitei para colocar a questão sobre que trâmites deveria tomar para retirar o nome do meu pai do contrato, uma vez que acho que nomes de pessoas falecidas não devem constar como titulares de contratos, sejam eles quais forem.
A sr.ª que me atendeu diz-me então que teria que levar a escritura de habilitação de herdeiros para comprovar que sou a herdeira legal. Até aqui tudo normal, nada de novo!
Mas não pude esconder a minha indignação durante o diálogo que se seguiu, sempre polido e educado:
Sr.ª do Gás - Depois connosco não tem que pagar nada pela alteração do titular do contrato, mas tem que pagar 55€ à empresa independente que tem que ir fazer a reinspecção.
Naná (de olhos arregalados e com ar de "será que ouvi bem!?") - diga?! Reinspecção??!
Sr.ª do Gás - sim, porque como há alteração de contrato, tem que ser feita nova inspecção à instalação.
Naná (ainda a tentar perceber se tinha ouvido bem...) - mas inspecção à instalação porquê? Eu não alterei nem um milímetro na instalação. Só quero passar o contrato para meu nome...
Sr.ª do Gás -pois, eu sei, minha senhora. Mas a ERSE diz que em caso de mudança de titulares de contrato tem que ser feita uma nova inspecção à instalação, por empresa de técnicos especializados. E isso custa 55€.
Naná (já tinha atingido que queriam chulá-la de forma descarada) - desculpa mas isso é um roubo, para não lhe chamar outra coisa menos agradável - calma e serena, com um sorriso nos lábios.
Sr.ª do Gás - pois, mas não somos nós que determinamos isso. É a ERSE, que é a entidade reguladora. Diz que a instalação tem que ser reinspeccionada...
Naná - sabe, acho piada às entidades reguladoras e ainda acho mais piada a essas inspecções por técnicos especializados. No meu último apartamento, na 1.ª inspecção chumbou porque os níveis eram elevados e disseram-nos que teríamos que instalar sistemas de ventilação para o exterior (os vulgares respiradouros) de forma a evitar que os níveis fossem elevados. Nós seguimos o que nos disse o "técnico especializado" e gastámos dinheiro a fazer a ventilação. Quando vieram fazer a reinspecção, mandaram-nos fechar os respiradouros, porque não podiam fazer a inspecção com a ventilação para o exterior aberta! E passaram a instalação da 2.ª vez... agora vai-me dizer onde é que isto tem cabimento?!
(deixem-me esclarecer que tenho o mau hábito de demonstrar que tenho razão, contando um qualquer outro episódio da minha vida)
Sr.ª do Gás (a começar a ficar encavacada) - pois, isso não faz muito sentido. mas é como lhe digo... se quiser alterar o nome do titular do contrato, tem que pedir uma reinspecção e custa 55€...
Naná (resoluta) - olhe então deixe estar! Fica no nome do meu pai, porque eu recuso-me a pagar essa quantia para irem inspeccionar uma coisa que não sofreu alterações rigorosamente nenhumas. Prefiro deixar no nome de alguém que já não está cá, e vou pagando eu, como fiz desde que o meu pai faleceu...
Sr.ª do Gás - pois, sabe é que o certificado de aprovação da instalação está no nome do seu pai. Para poder passar para o seu, você tem que pedir a reinspecção.
Naná (já numa de ironia) - pois, mas concerteza o técnico especializado não inspeccionou o meu falecido pai... inspeccionou a instalação e logo, o certificado deveria estar no nome do local da instalação. Bem, mas deixe estar... não se preocupe mais com isso... fica como está! Obrigada pela informação! Boa tarde

É claro que saí de lá indignadíssima, não com a pobre funcionária, que se limitou a dar-me a informação. E não é ela que ditou estas regras... Mas não posso deixar de ficar irritada ao máximo com o descaramento com que se fazem regulamentos de fornecimento de bens como estes... 
Razão pela qual já deixei um pedido de esclarecimento no site da ERSE, cuja resposta aguardo com alguma curiosidade. Sempre quero ver como justificam uma coisa destas...