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22 de outubro de 2015
37, a idade de ter juízo...!
Pois é, na semana passada, no dia 14 mais precisamente completei 37 anos.
Chegada a esta idade, não me sinto velha (apesar dos muitos brancos, muitos mesmo!) nem acabada ou com receio de que os quarenta estão quase aí.
No entanto, sinto o "peso" do peso excessivo e do efeito que isso tem na minha vida. Já não é a primeira vez que fico com excesso de peso, mas desta feita são já demasiados quilos. São os que ficaram da gravidez do Filipe (e que apesar de ter perdido mais de metade dos 18 kg...) e mais os do "luto adiado" do meu pai (quase 6 kg adquiridos em apenas 1 mês) e mais uns 3/4 kgs que ficaram da gravidez do Ricardo e que teimam em permanecer.
E sinto esse peso (cerca de 20 kg) de todas as formas, na imagem que o espelho me devolve, sempre com um queixo duplo, e a bóia de salvação que encima e se debruça sobre o cós das calças, mas também no cansaço permanente, que me deixa sem fôlego sempre que subo um ou dois lanços de escadas. E já nem falo nas dores e dorzinhas que parecem viajar por várias partes do meu corpo.
Chegada aqui, aos 37 anos, tornou-se por demais evidente que está na altura de tomar uma atitude, para bem da minha saúde e do meu corpo, à semelhança do que fiz no passado, quando senti isto mesmo. Não porque aspire a ser magra como as modelos das revistas, mas ambiciono e quero ser alguém que se sente bem com o seu peso e com o seu corpo e com a imagem reflectida no espelho.
Não fiquem já a pensar que me vou meter em dietas malucas ou coisa assim, vou sim mudar hábitos alimentares e reduzir consideravelmente no consumo de açúcar, que é e sempre será o meu calcanhar de Aquiles. Ter visto este documentário ajudou também a abrir um pouco a "pestana", mas sem qualquer alarmismo ou fundamentalismos. É bom termos consciência de certas coisas. Não me vou tornar vegetariana, ou vegan, ou abolir o glúten ou fazer a dieta paleo ou coisa que me valha. Vou tentar sim, manter uma alimentação equilibrada, evitando ingerir as quantidades descomunais de comida que embutia até há uns dias atrás e fazer escolhas saudáveis, mais na linha da dieta mediterrânica, que era a que sempre se praticou na casa dos meus pais, antes mesmo de ser considerada fantástica por toda a gente e mais alguma.
O exercício físico é algo a que quero voltar, depois de anos e anos e anos de inércia. Mas este capítulo é mais complicado de conseguir tendo em conta o meu contexto familiar e os horários do G. completamente irregulares e muitas vezes incompatíveis com os meus, e os meus horários e os dos miúdos...
Espero daqui por uns meses poder responder à questão que o Filipe me colocou há uns dias atrás e que apenas contribuiu para cimentar a decisão que tomara no meu íntimo, pois não só foi um murro bem forte mas ao mesmo tempo uma tremenda chamada de atenção:
- Mamã, quando deixas de ser gordinha?
Obrigada filho por seres sincero e verbalizares aquilo que a mãe está farta de saber e sobre a qual pouco tem feito... mas a mãe percebeu que tem que fazer algo sobre isso, por si mesma, para seu bem e porque gosta de si mesma!
18 de junho de 2015
Casas
Quando fui buscar os miúdos à escola, cruzo-me com um pai que foi buscar o seu filho, que não teria mais que 4 anos.
A funcionária entregava-lhe um papel com uma explicação qualquer, presumo que relacionado com a festa de fim de ano lectivo.
O homem parecia aborrecido e cheio de pressa e com pouca paciência para papéis com instruções.
Passado uns 10 minutos, vinha a chegar ao carro com os miúdos e encontro de novo o homem com o filho ao lado.
O homem parecia incomodado, à procura dum número no telemóvel. O filho cirandava junto dele, como que a pedir a atenção do pai.
Ao passar por eles, ouço o menino dizer suplicante:
- Pai, eu quero ir mais um bocadinho para a tua casa. Depois logo me levas para a casa da mãe!!
O meu coração parou uns milissegundos...
A funcionária entregava-lhe um papel com uma explicação qualquer, presumo que relacionado com a festa de fim de ano lectivo.
O homem parecia aborrecido e cheio de pressa e com pouca paciência para papéis com instruções.
Passado uns 10 minutos, vinha a chegar ao carro com os miúdos e encontro de novo o homem com o filho ao lado.
O homem parecia incomodado, à procura dum número no telemóvel. O filho cirandava junto dele, como que a pedir a atenção do pai.
Ao passar por eles, ouço o menino dizer suplicante:
- Pai, eu quero ir mais um bocadinho para a tua casa. Depois logo me levas para a casa da mãe!!
O meu coração parou uns milissegundos...
5 de outubro de 2014
Uma vida feliz
Às vezes, tudo o que precisamos para perceber o quão felizes somos é um slide-show das fotografias de família, aquelas que ilustram sorrisos, gargalhadas, abraços, beijos, caretas dentolas e olhares marotos.
Mas também aquelas que gravaram para a posteridade um sobrolho levantado, porque estamos aborrecidas com uma qualquer atitude, ou as birras dos filhos, ou um ar sério e compenetrado.
Basta ver desfilar aleatoriamente no écrã do computador as fotografias das férias, dos fins-de-semana, ou até de um final de tarde na praia, ou duma galhofada em casa, para percebermos que tudo o que sempre desejámos para ser felizes está aqui!
Está gravado naquelas fotografias!
Que mais não são do que registos duplicados e bidimensionais das nossas recordações. Porque essas têm cheiros, têm música, sentimentos e emoções!
Basta olhar para as fotografias que se vão sucedendo a cada 20 segundos, para percebermos que somos tão ricos, por nos termos a nós o quatro. Que começámos como dois seres individuais, depois passámos a casal, e a família aumentou para três e agora quatro.
Somos ricos pelos momentos que vivemos juntos, por todos os locais que fomos conhecendo, os passeios, os momentos de lazer.
Somos ricos por sermos felizes assim!
Nãi importa que haja birras e jantares demorados e desassossegados, com comida espalhada e migalhas pelo chão, que haja choros de bebés que nos deixam o cérebro feito em papas, que há dores nas costas e muito cansaço e privação de sono.
Não importa que um filho tente chamar a nossa atenção enquanto o outro berra a pleno pulmão.
Não importa que não sejamos capazes de conversar um com o outro porque há filhos a chamar a atenção ou a berrar estridentemente.
Importa apenas que estamos juntos e que com tanto ou tão pouco, somos felizes!
1 de outubro de 2014
O tempo foge à velocidade luz
Faltam 16 dias para terminar a minha licença de maternidade.
Se por um lado tento aproveitar ao máximo estes dias e absorver tudo o que posso deste meu filho, que é um sorridente nato por sinal, um bem disposto de primeiro linha, por outro lado sinto-me cada dia maisf&$/&%% aborrecida por pagar impostos como uma nórdica e não usufruir dos direitos parentais como uma nórdica...
A ideia de regressar ao trabalho entristece-me, porque apesar de saber que preciso trabalhar para sobreviver, e me poder dar a certos pequenos luxos, significa que vai haver uma série de etapas de crescimento e evolução do Ricardo que acontecerão com ou sem a minha presença. Significa que todas as gracinhas, todas as conquistas e aprendizagens dele virão quase pela certa a acontecer na minha ausência.
Ontem ele descobriu os "gritinhos" e eu senti o meu coração crescer e inundar-se dum sentimento que não sei descrever.
Hoje cortámos mais um pouco o "cordão umbilical" invisível e ele experimentou a primeira sopa dele. É sempre um misto de alegria e uma certa nostalgia, porque eu sei que ele está a crescer e é uma evolução natural, mas isso significa ao mesmo tempo que ele vai deixando cada vez de ser "meu", só meu!
Se por um lado tento aproveitar ao máximo estes dias e absorver tudo o que posso deste meu filho, que é um sorridente nato por sinal, um bem disposto de primeiro linha, por outro lado sinto-me cada dia mais
A ideia de regressar ao trabalho entristece-me, porque apesar de saber que preciso trabalhar para sobreviver, e me poder dar a certos pequenos luxos, significa que vai haver uma série de etapas de crescimento e evolução do Ricardo que acontecerão com ou sem a minha presença. Significa que todas as gracinhas, todas as conquistas e aprendizagens dele virão quase pela certa a acontecer na minha ausência.
Ontem ele descobriu os "gritinhos" e eu senti o meu coração crescer e inundar-se dum sentimento que não sei descrever.
Hoje cortámos mais um pouco o "cordão umbilical" invisível e ele experimentou a primeira sopa dele. É sempre um misto de alegria e uma certa nostalgia, porque eu sei que ele está a crescer e é uma evolução natural, mas isso significa ao mesmo tempo que ele vai deixando cada vez de ser "meu", só meu!
16 de agosto de 2014
A vida depois do Instagram
Desde sempre que gosto de fotografia.
Recordo-me inclusivamente de ter considerado a hipótese de tirar fotografia profissional após ter visto a foto dum poste de electricidade no meio duma seara, por um fotógrafo profissional que foi dar uma sessão de esclarecimento na semana das profissões, estava eu no final do 11.º ano, altura em que tínhamos que começar a pensar em escolher o nosso percurso futuro.
Acabei por não seguir essa viadesejo.
Mas ainda hoje gosto de registar momentos com a objectiva, pequenos pormenores que me chamam a atenção.
Posso ser apenas uma wannabe, armada ao pingarelho, com uma máquina fotográfica... mas dá-me prazer tirar fotografias de perspectivas diferentes, momentos que mais tarde me farão sorrir ao lembrar daquela tarde ou daquela manhã em que disparei.
No entanto, o Instragram a meu ver, veio alterar por completo essa percepção de fotografia. Fez-me ficar mais desperta ainda para os pormenores quotidianos, coisas que talvez de outra forma nunca chegaria a reparar. Hoje em dia parece que olhamos o mundo com olhos de ver-e-reparar, e há tantas coisas que se tornaram fotografáveis, que outrora nem sequer consideraríamos fotografar...
Tento não ser levada ao exagero, e registo coisas que me chamaram a atenção, que achei bonitas ou diferentes. Serei sempre uma fotógrafa wannabe, ou então quem sabe, aos 50 anos me dê uma crise identitária e vá finalmente tirar um curso de fotografia profissional...
Só por isso, por ser capaz de estar mais atenta e alerta para o mundo que me rodeia (algumas coisas sempre estiveram lá e eu não as via mesmo...) valeu a pena aderir ao Instagram!
Recordo-me inclusivamente de ter considerado a hipótese de tirar fotografia profissional após ter visto a foto dum poste de electricidade no meio duma seara, por um fotógrafo profissional que foi dar uma sessão de esclarecimento na semana das profissões, estava eu no final do 11.º ano, altura em que tínhamos que começar a pensar em escolher o nosso percurso futuro.
Acabei por não seguir essa via
Mas ainda hoje gosto de registar momentos com a objectiva, pequenos pormenores que me chamam a atenção.
Posso ser apenas uma wannabe, armada ao pingarelho, com uma máquina fotográfica... mas dá-me prazer tirar fotografias de perspectivas diferentes, momentos que mais tarde me farão sorrir ao lembrar daquela tarde ou daquela manhã em que disparei.
No entanto, o Instragram a meu ver, veio alterar por completo essa percepção de fotografia. Fez-me ficar mais desperta ainda para os pormenores quotidianos, coisas que talvez de outra forma nunca chegaria a reparar. Hoje em dia parece que olhamos o mundo com olhos de ver-e-reparar, e há tantas coisas que se tornaram fotografáveis, que outrora nem sequer consideraríamos fotografar...
Tento não ser levada ao exagero, e registo coisas que me chamaram a atenção, que achei bonitas ou diferentes. Serei sempre uma fotógrafa wannabe, ou então quem sabe, aos 50 anos me dê uma crise identitária e vá finalmente tirar um curso de fotografia profissional...
Só por isso, por ser capaz de estar mais atenta e alerta para o mundo que me rodeia (algumas coisas sempre estiveram lá e eu não as via mesmo...) valeu a pena aderir ao Instagram!
1 de maio de 2014
Falipices #72 - lá em casa tudo bem
Fui buscar Falipe ao ATL e assim que lhe pergunto se correu tudo bem na escola da pré, ele desata a desbobinar tudo o que esteve a fazer a propósito do dia da mãe que se avizinha: o que desenhou, o meu nome que escreveu direitinho (o que não se afigura tarefa fácil, mas ele sabe fazer para meu enorme orgulho! baba... muita baba!), as lembranças que fez para me presentear.
Um desbocado este meu filho que não sabe guardar segredo, para a surpresa que se impunha, creio eu...
Nisto, sem que eu percebesse muito bem como é que a conversa tomou este rumo, ele sai-se com esta tirada que me deixou ainda mais babada e orgulhosa deste meu doce menino de cinco anos:
- Mãe, lá em casa, não és só tu que tu que fazes tudo. O papá também faz muitas coisas!
É tão bom saber que ele percebe que em nossa casa, eu e o pai repartimos tarefas. Que nos revezamos nas coisas que têm que ser feitas, desde cozinhar refeições à faxina, a tratar de roupa e loiça. Fiquei mesmo feliz por perceber que ele tem perspicácia suficiente para ver que em nossa casa não existem tarefas exclusivas do pai ou da mãe, sem que nós tenhamos que estar a dizer-lhe ou a explicar-lhe.
É bom saber que ele percebeu por si mesmo o exemplo que nós lhe damos, numa base diária.
Que melhor prenda de dia da mãe podia eu desejar?!
Um desbocado este meu filho que não sabe guardar segredo, para a surpresa que se impunha, creio eu...
Nisto, sem que eu percebesse muito bem como é que a conversa tomou este rumo, ele sai-se com esta tirada que me deixou ainda mais babada e orgulhosa deste meu doce menino de cinco anos:
- Mãe, lá em casa, não és só tu que tu que fazes tudo. O papá também faz muitas coisas!
É tão bom saber que ele percebe que em nossa casa, eu e o pai repartimos tarefas. Que nos revezamos nas coisas que têm que ser feitas, desde cozinhar refeições à faxina, a tratar de roupa e loiça. Fiquei mesmo feliz por perceber que ele tem perspicácia suficiente para ver que em nossa casa não existem tarefas exclusivas do pai ou da mãe, sem que nós tenhamos que estar a dizer-lhe ou a explicar-lhe.
É bom saber que ele percebeu por si mesmo o exemplo que nós lhe damos, numa base diária.
Que melhor prenda de dia da mãe podia eu desejar?!
16 de janeiro de 2014
Gata preta, gata preta
Foi em 2004 que adoptei a Joy, a minha gata preta. Trouxe-a para casa tinha ela dois meses, a granel dentro do meu antigo Peugeot 106 (a insconsciência de fazer um percurso de 4 km com um animal bebé à solta dentro do carro ainda hoje me envergonha...)
A Joy foi um animal de estimação "desafiante".
Meiga quando lhe aprazia, arisca até demais, já que apreciava morder a valer e foram mais que muitas as vezes que nos chocámos por conta da mania dela de se pôr em posição de ataque subitamente, sem que nada contribuísse para que se sentisse em perigo...
Mau feitio que contrastava com o facto de ela se sentar à porta de casa, à minha espera, cinco minutos antes de eu meter a chave à porta, segundo relatos do meu pai, que ficava abismado perante a infalibilidade de ela prever que eu estava a chegar.
Há dois Verões a Joy finalmente partiu. Deixou o meu coração partido e o do G., contrariamente ao que ele supusera, visto nunca ter apreciado felinos na generalidade e a Joy, em particular. A tristeza foi tamanha, e juntamente com a dificuldade em explicar ao Falipe o seu desaparecimento, que nos levou a jurar um ao outro nunca mais ter um animal.
Mas o G. apesar de não apreciar particularmente a Joy, uns seis meses antes da sua morte, construiu-lhe uma casota toda xpto, com todo o esmero e dedicação, de forma a dar-lhe maior conforto nas noites mais frias.
Quando a casota ficou vazia, considerei a hipótese de a doar a uma associação de protecção animal, mas a inércia foi-me vencendo...
Há coisa de dois meses para cá, a casota passou a ser residência ocasional de uma jovem gata preta (ou será gato?). O facto de este felino conseguir entrar e sair do meu quintal, transpondo as grades da vedação metálica cuja altura ronda os dois metros e meio deixa-me boquiaberta... visto que outros gatos extraviados que frequentam a urbanização nunca o terem conseguido com sucesso, mesmo quando a Joy arrulhava com o cio...
Há quem me diga que os felinos são animais de protecção e eu confesso que tenho uma certa superstição com os gatos pretos, porque acho que afastam as más energias e que além disso, escolhem os donos...
Eu acho que este bichano simplesmente escolheu dormir mais confortável, no recato da casa xpto que o G. fez. Isso não me incomoda nem um bocadinho e até fico satisfeita por ver que afinal a casota tem utilização.
O G. diz que tenho que começar a cobrar "renda"...
O Falipe diz que é uma gata preta igual à "outra gata preta"... e eu sorrio quando a vejo!
8 de julho de 2013
Cara de castelo!
Os programas não planeados são os que sabem melhor, são os que nos fazem melhor ao espírito e ao corpo!
É por conta de finais de tarde como o de ontem que eu sou tão grata por ter o privilégio de viver onde vivo, com a praia ali à "mão de semear"!
Falipe delirou com as ondas, o coração batia tão descompassado e num tal aceleramento, que julguei que o coração ia pular fora da caixa torácica a qualquer instante. Os sorrisos felizes do meu pequeno filho encheram-me a alma!
Eu para variar, decidi ignorar as ordens da otorrina e optei por não esperar as duas semanas recomendadas para poder começar a dar mergulhos terapêuticos no mar e, a água de temperatura maravilhosa limpou-me os pensamentos mais negros, que teimam em me assolar, especialmente depois da semana de incredulidade perante o (des)governo.
Não trabalhei para o bronze, mas afinal de contas a melhor hora para estar na praia é e sempre será das 18h às 20h30!!! Digam lá o que disserem...
É caso para se dizer: que bem que se está no Algarve!
7 de junho de 2013
A recuperar...
Duma cirurgia ao nariz.
Era suposto ser só alinhar o septo nasal, mas os adenóides tiveram que sair e andaram a mexer-me nos "cornetos" (isto configura toda uma nova perspectiva sobre os gelados desse nome!).
Só vos posso dizer que isto não é lá muito agradável... Posso mesmo sem sombra de dúvida afirmar que a cesariana pela qual passei foi uma brincadeira de meninos comparada com esta cirurgia, em termos de recuperação. Pode até ser por causa de todas as hormonas maravilhosas da maternidade, mas raios-partam-que-isto-dói muito mais!
Resta-me o conforto de poder comer gelados e gelatina à discrição!
Salvam-me as drogas legais!
6 de março de 2013
Vida examinada
O relógio marca 8h55.
Por cima da sala de exame, há um olho de boi pequeno de cor vermelha.
Na sala ao lado, há um cartaz informativo cheio de sinalética amarela e avermelhada e gravo na mente a palavra "Magneton" e um qualquer aviso de proibição.
As cadeiras plásticas são desconfortáveis e rangem ao mínimo mudar de posição.
A auxiliar empurra uma maca e diz ao Sr. António "já o venho buscar". Como se ele, deitado naquela maca, ligado a dois fios que lhe metem na veia líquidos translúcidos, pudesse sair dali.
O olhar do Sr. António é vago e o seu rosto acusa o peso dos muitos anos de idade e espelha o cansaço e a enfermidade nas olheiras fundas que se cavam por baixo dos olhos sem brilho.
Penso comigo, sobre que estará ele a pensar... será que está a medir a dimensão da sua mortalidade?! Será que está a maldizer o seu destino ou a imaginar o que irá fazer quando abandonar aquela maca.
A sala de exame abre-se e o Sr. António é empurrado na maca que o segura. Passados uns instantes, o olho de boi avermelhado ilumina-se uma vez, e depois outra.
A auxiliar acompanha o Sr. Agostinho, que caminha pelo seu pé e cujo único vestígio de ter passado pela urgência hospitalar é a entrada do catéter, cravado nas costas da mão.
O Sr. Agostinho senta-se mas parece inquieto. Pensei que estivesse nervoso, mas afinal ele pergunta-me se sei onde é a casa-de banho.
O Sr. Agostinho senta-se mas parece inquieto. Pensei que estivesse nervoso, mas afinal ele pergunta-me se sei onde é a casa-de banho.
Outros dois homens são empurrados deitados em macas, um dorme indiferente às pessoas que cruzam o corredor, enquanto o outro, de nacionalidade estrangeira tenta encaixar o seu metro e noventa na maca, que não deve ir além dessa medida.
Na sala de exame n.º 2 ouço a técnica de radiologia dizer: "não respire, Sr. Artur!" e minha memória musical leva-me aos tempos de faculdade, sorrio para mim mesma e penso se o Sérgio Godinho se inspirou nesta ordem para escrever aquele música linda que diz "não respire... pode respirar!"
O Sr. Agostinho regressa do WC mais descontraído, e eis que a funcionário da sala Magneton lhe ordena "vá-se sentar" como quem ralha com uma criança que se portou mal e saiu do castigo, nem sequer disposta a ouvir o argumento que o Sr. Agostinho tenta proferir.
O Sr. Agostinho senta-se duas cadeiras distantes de mim, mas agora está mais sereno e sorri para mim. Reparo que tem um sorriso bonito e uns olhos azulados cor de água. E penso comigo que em novo ele devia ser um homem bem parecido...
Sorrio de volta. Como gostaria de pensar que alguém sorriu ao meu pai naquela noite de 3 de Outubro de 2009 em que esteve naquele mesmo piso, para fazer o mesmo exacto exame.
O senhor estrangeiro ao entrar na sala de exame apenas consegue dizer "I'm not feeling so well" e a técnica de exame exaspera-se excessivamente. A luz vermelha do olho de boi volta a piscar. Uma vez. Depois outra.
E eis que chega a vez do Sr. Agostinho. A técnica de exame antes exasperada, trata-o agora com toda a dignidade e uma genuína simpatia. A luz por cima da porta acende-se uma vez, duas vezes...
O Sr. Agostinho sai da sala e olha em seu redor, para a esquerda e para a direita. Fica indeciso. Senta-se a uma cadeira de distância de mim e volta a sorrir-me, com um semblante ainda mais aberto. E eu sorrio de volta e digo à laia de pergunta/afirmação: "agora tem que esperar pela acompanhante!?".
Não sei há quantas horas ele ali está, nem há quanto tempo ninguém entabula conversa com ele, sem ser por questões médicas. Não lhe quis perguntar porque estava ali, mas continuei a conversar com ele, conversa de circunstância. Enquanto converso com ele, reparo que quando o Sr. Agostinho sorri, todo o rosto dele sorri, vincando ainda mais as rugas. Olho por momentos para o casaco de flanela grossa axadrezada e lembro-me que o meu pai tinha um parecido e por milissegundos, volto a perguntar-me como terá sido naquela manhã do dia 3 de Outubro de 2009...
Na sala de exame, ouço chamar pelo meu nome. E eu levanto-me instintivamente.
O Sr. Agostinho fica sentado, porque está à espera da auxiliar o levar de volta à sala de diagnóstico da urgência hospitalar. Porque não sabe o caminho no emaranhado labirinto de corredores e elevadores.
E eu faço apenas um ligeiro aceno de bom dia e as melhoras...
Quando saio da sala de exame, olho para o relógio.
Marca 9h50.
14 de dezembro de 2012
Sinais de envelhecimento da população
Quando descubro que o primeiro infantário que o meu filho frequentou, foi reconvertido em lar de idosos.
14 de novembro de 2012
Pequenas ilações
Sabes que estás toda encarquilhada nos músculos e articulações quando tentas fazer esta posição de Hatha Ioga e não consegues...
Ou melhor, consegues, mas com imensas dificuldades e imensas dores...
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| tirada daqui |
27 de julho de 2012
O sol nasce todos os dias!
O espírito está mais animado hoje!
Obrigada pela vossa preocupação e votos de que melhores dia venham!
Ainda não consegui o descanso de que necessito, mas já consegui pelo menos recuperar um pouco da energia positiva que por norma me acompanha...
O fim de semana está à porta e eu quero tentar aproveitá-lo ao máximo!
O Falipe tem sido uma enorme fonte de força e energia muito positiva para mim.
Dou por mim a observá-lo nas suas brincadeiras e reparo em como ele está alto! Acho que apanhou os genes do papá e vai ser um homem grande.
Adoro a maneira como agora repara que as "ráves" (árvores) estão paradas ou a mexer e que isso é o vento que faz! Gosto de vê-lo segurar a caneta com a mão esquerda e fazer rabiscos nos panfletos publicitários que nos deixam na caixa do correio, a tentar imitar-nos a escrever!
Às vezes olho para os seus rabiscos, que ele escreve da direita para a esquerda, e digo na brincadeira que ele teria sido um grande escritor nos tempos da Cleópatra! É que alguns são mesmo parecidos com os hieróglifos das pirâmides do Egipto.
Oh para mim mãe babada, como sempre!
2 de janeiro de 2012
Retrospectiva: 2011
Não foi dos piores anos para mim.
Já tive muito piores, muito mais negros e turbulentos...
Este ano foi para mim marcado por mudança, sendo esta a palavra que melhor caracteriza 2011:
- mudei de emprego e para melhor! Isto numa altura em que arranjar emprego já era difícil - aliás, o ano começou com esta boa notícia!
- como mudei para melhor, passei a ter um vencimento melhor e logo mais desafogo financeiro;
- deixei de trabalhar no mundo das obras, que era algo que já desejava há algum tempo;
- passei a entrar e a sair a horas, que era coisa inexequível quando trabalhava em obra;
- passei a ter um cenário menos stressante no trabalho, porque as obras são um "bico de obra";
- encontrei colegas novos com quem travei amizade, e outros que já conhecia
- consegui dar uma cara lavada à casa do meu avô e ficou tão linda!
- tomei uma decisão difícil que andava a adiar por mais de 18 meses: meter obras no apartamento do meu pai, para o poder arrendar;
- redescobri o crochet e percebi o quanto prazer poderia retirar daí;
- descobri que costurar é algo que gosto de fazer e que isso me dá prazer;
- experimentei a prática do karaté e adorei!
- conheci pessoas especiais, algumas delas mesmo que apenas virtualmente, para já - sim tu és uma delas, Tanita - e que têm sido importantes na minha vida!
- mas as maiores mudanças foram trazidas pelo meu pequeno filho, que neste ano que passou me mostrou um mundo tão novo, diferente. Primeiro foi o desfralde, depois a retirada da chupeta, a mudança da cama de grades para a grande. Mas a maior surpresa é ele ter aprendido o alfabeto todo antes de ter completado 3 anos e por estes dias já associa letras a palavras. Com uma série de avanços e recuos na aprendizagem dos números, já conta correctamente até 13, sem que eu o pai o tenhamos forçado para aprender... ele demonstra uma curiosidade sequiosa em aprender, em descobrir! E por fim, depois de vários meses a testar os limites da nossa paciência com as birras próprias da idade, veio a recompensa enorme que é a meiguice natural e a compreensão das coisas, quando lhe explicamos tudo tim-tim por tim-tim!
No geral, não me recordo assim de nenhum acontecimento propriamente que me faça desgostar de 2011... tirando apenas o facto de este ano não ter gozado férias nenhumas no meu Setembro de eleição, mas este ano vai haver novo Setembro!
E alguns aborrecimentos com o andamento das obras, mas isso já seria de esperar...
9 de novembro de 2011
Sui generis
Há dias, fui almoçar a uma casa de sandes porque estava à pressa e já não havia tempo para muito mais.
A atender estava um rapaz que enquanto olhava para mim, ia falando com duas adolescentes que estavam na fila atrás de mim, sem que eu sequer me tivesse apercebido.
Logo para começar estranhei estar a tratar-me por tu, sem que nunca me tivesse visto mais gorda ou mais magra na vida...
Por momentos, pensei se ele estaria a falar numa língua desconhecida para mim, porque eu queria era escolher a bendita da sandes rapidamente e só o ouvia:
- "foste lá este fim-de-semana?"
- "estava fixe o ambiente?"
Eu, quando finalmente percebi que o interlocutor dele não era eu, apesar de ser eu a primeira da fila, fiz o meu olhar n.º 14 (sério, mas ainda com um sorriso a atirar para o esgar, como que a dizer: "eu devo ser transparente ou tu não me estás a ver?), ao que ele olhou para mim e diz:
- "Diga!"
Eu vou para começar a debitar os cinco ingredientes a colocar na sandes e ele volta a levantar a cabeça da baguete que segurava na mão e continua a falar com uma das mocinhas atrás de mim... eu simplesmente pus o meu olhar n.º 42 - "mas fazes o favor de me atender ou tenho que pedir para falar com a supervisora?!" e lentamente olhei para trás apenas para confirmar que as duas miúdas atrás de mim eram umas teenagers com uns pedaços ínfimos de roupa vestida e que aquilo deviam ser conhecimentos de noitada... e rodei a cabeça tão lentamente como que a dar a entender: vê lá se preferes atendê-las primeiro, já que parece que estás mais interessado nas amigas da night do que em atender bem um cliente...
Acho que o rapaz lá percebeu a dica e acabou de me atender, mas fê-lo de má vontade e eu nunca me senti tão mal atendida na minha vida!
(Quer dizer, se não contarmos com uma vez em Lisboa, que fui atendida por um senhor numa tabacaria, que conseguiu vender-me uma revista sem nunca levantar os olhos do jornal que estava pacatamente a ler e sem dizer bom dia ou obrigado... até o troco fez sem sequer olhar para mim!)
Sou daquelas pessoas que não se queixa assim muito do atendimento, se demora ou não, porque já fui empregada de mesa num restaurante e sei bem o que é estar do outro lado... e acreditem que as pessoas quando esfomeadas são capazes duma extrema falta de paciência e de educação...
Mas quando me pisam os calos, ficou piursa! Se eu sou simpática, digo "bom dia, boa tarde, se faz favor, agradecia", o mínimo que podem fazer é atender-me bem, com o mesmo grau de simpatia e pelo menos naqueles 2 minutos prestarem atenção ao que estou a pedir para comer!
Só não fiz reclamação porque estava mesmo à pressa!...
8 de novembro de 2011
Procrastinar
![]() |
| tirada daqui |
Ultimamente este tem sido o meu pior defeito, com o qual tenho combatido mais e mais...
Sem grande sucesso, tenho que admitir...
Logo eu, que sempre fui uma mulher de acção... agora sinto-me tolhida!
Ando entre o ponto 2 e o 4...
21 de outubro de 2011
Bem-vindo sejas!
![]() |
| tirado do site oficial da marca |
Agora que fazes parte desta família, espero que te sintas bem acolhido!
Da tua parte espero esmero, empenho, eficácia e eficiência (ou não fosse eu uma Gestora de QSA) e principalmente que me ajudes a reduzir o tempo que passo dedicada à tábua de engomar e à roupa.
Para te ajudar, vou fazer um esforço e tratar de reduzir drasticamente a quantidade de trabalho (roupa) que ficará a teu cargo!
Espero que faças jus ao teu nome de família, já que o teu antecessor tem o mesmo título. E ele nunca me deixou ficar mal, mas claro que começou a dar sinais de cansaço e fadiga, próprios de muitas provas dadas.
Por isso, posso garantir-te que vamos passar horas juntos, mas menos do que as que eu passava com o teu antecessor!
30 de setembro de 2011
23 de setembro de 2011
George Clooney casou-se!!
Este anúncio fez-me sorrir logo de manhã!
Eu já disse que gosto de publicidade criativa, não disse?!
1 de setembro de 2011
Casamentos de "rajada"
Houve uma altura em que os meus amigos se estavam todos a casar, o que significava que tinha pelo menos um ou dois convites para ir a casamentos por ano.
Mas de há sete anos para cá que não recebia nenhum convite para bodas, porque muitos dos meus amigos optaram também pelo mesmo estado civil que eu: unida de facto ou como o meu pai dizia, "amantizada"!
O facto de não receber convites para casamento não me incomodou. Aliás, bem pelo contrário! Agradeci mesmo... porque só o gastadoiro que representa para quem é convidado, ir a um casamento é de loucos!
Este ano, que apesar de ser de crise, tem sido pródigo em convites para uniões matrimoniais, até demais! Ainda por cima, porque são de pessoas a quem não se pode propriamente recusar comparecer neste tipo de acontecimento.
E eis que assim no espaço de um mês, fui convidada para ir a dois casamentos, ainda por cima com uma semana de intervalo um do outro: um já depois de amanhã e o outro no próximo fim de semana! Assim, sem respirar...
Se pensar que vou poupar dinheiro na farpela, minha, do G. e do F., porque como são de pessoas completamente desconhecidas, podemos envergar a mesma indumentária, já me começo a sentir melhor!...
Mas depois, num ano que é de crise e que convém apertar o cinto, recordo-me que tenho que presentear os casais nubentes.
Quando penso nisso até me dói na alma, porque não se dá meia dúzia de tostões de prenda. E não, não dá para oferecer uma coisa comprada, porque ambos os casais têm casas montadas e não precisam de mais traquitana para embelezar a casa. O que significa que teremos que recorrer a oferecer aquela coisa impessoal que é uma soma em dinheiro!
O G. tem andado de cabeça virada do avesso porque simplesmente é "alérgico" a casamentos, acha que são uma seca e muitos deles, considera mesmo uma fantochada, que servem apenas o propósito de fazer gastar resmas de centenas de euros a todos os que participam, no espaço curto de um dia.
Eu não desgosto de casamentos, porque acho que é um dia importante na vida daquelas pessoas, mas para vos ser sincera, os últimos dois a que fui, não me correram lá muito bem... acabei por ficar tremendamente aborrecida ou desapontada com certas atitudes das noivas (ambas amigas minhas de infância) para comigo, que acharam que eu era boa para descarregarem o nervoso miudinho em mim, da pior maneira!
Desta vez, penso que não aconteça o mesmo e eu estou numa onda de ir lá para me divertir bastante!
O que também se afigurará complicado, tendo em conta que estes dois serão os primeiros casamentos em que vou na condição de mãe dum rapaz altamente enérgico!
E nem me vou por a pensar que o meu governo lá de casa se vai destrambelhar todo, porque estar ausente o fim de semana quase todo...
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