Às vezes, sinto saudades dos meus tempos de final de adolescência e começo de vida como jovem adulta.
O que me faz mais falta são as saídas com os amigos (que ainda hoje mantenho), a liberdade de poder ir se me apetecesse ou ficar se assim o entendesse.
E a música, essa está sempre lá, sempre presente. Não há nada de mais gratificante na vida de jovem adulta livre e desimpedida do que estar no meio duma multidão simplesmente a curtir a música, que se entranha no corpo e na mente.
E essas recordações são valiosas. A tal ponto que basta ouvir isto para em 1 segundo apenas, os pelos se eriçarem e sentir o mesmo arrepio de felicidade percorrer-me o corpo!
E esta cantei para comigo enquanto estava internada no bloco de partos, e depois, para o Ricardo quando o vi pela primeira vez, quando o segurei nos meus braços.
Eu prefiro esta música no seu original, apesar de muitos a conhecerem na versão de José Gonzalez.
Como por estas bandas há muitos batimentos cardíacos e regabofe constante, nada como ter a banda sonora apropriada, para o miúdo se ir habituando... há que educar o ouvido à criança.
Os pais preferem as versões originais (não desfazendo das covers), especialmente se forem de bandas de indie music.
E como a neura abunda por estes lados, juntamente com hormonas instáveis e um certo "jet lag" primaveril que teima em ficar por conta deste tempo invernoso... mais vale mudar o disco e ouvir algo que nos apazigue as más energias!
Gosto de ir a concertos, ouvir música ao vivo.
Já não ia a um concerto há uns dois anos.
Não podia deixar de ir a este.
O som das cordas a ecoarem nos meus ouvidos sedentos de música foi um festim!
Há anos que conheço esta cover que os U2 fizeram dum original da Patti Smith e desde que a ouvi pela primeira vez que ela sempre me acompanha, para ouvir em momentos em que preciso sentir-me feliz, porque me fartei do cinzentismo e de uma certa auto-comiseração. Uso-a para me recordar do quanto posso e sei ser feliz! Uso-a para me recordar a mim mesma de que está tudo bem!
Lembro-me dela quando quero comemorar uma conquista e ficar ainda mais feliz por ter conseguido concretizar objectivos!
E enquanto a ouço, a imagem que se constrói na minha cabeça de que estou a dançar descalça na areia, numa praia deserta, faz-me sentir um tanto pateta e ao mesmo tempo uma criança inocente e desprovida de medo de que alguém veja a figura que estou a fazer!
E sei que se me quero alegrar, basta dançar sem sair do lugar! Porque afinal de contas tenho a música perfeita para acompanhar.
Pode parecer uma escolha estranha, mas desde que no Natal passado, esta música vinha no CD de Natal da Leopoldina (a pobre galinha que foi despedida para dar a vaga à hipopótama vamp), que chegada esta altura, esta é a música que melhor me assenta para uns dias que são um misto de Natal e de Aniversário!
E digo-vos mais, não me importava de ir a caminho de Viseu... há lá duas amigas e um menino irreverente que eu gostava de rever!
Esta nunca foi uma banda que me cativasse particularmente, mas desde que ouvi a voz da vocalista dos The Knife e Fever aqui, acho esta música perfeita e os meus ouvidos agradecem-me!
Após 10 anos de união, esta música continua a fazer perfeito sentido!
Crescemos juntos, chorámos juntos, rimos juntos, viajámos juntos, tivemos um filho lindo juntos, aborrecemo-nos um ao outro, discutimos um com o outro, fizemos as pazes um com o outro, fomos e somos felizes juntos!