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17 de julho de 2012

Prazeres ao final da tarde

Com o início do tempo de verão, aproveitam-se os finais de tarde da melhor maneira.
Procuramos locais calmos, com água para refrescar. 
Esta estava bem fresca e soube bem estar de pézinho de molho!
 












16 de maio de 2012

Praia da Arrifana, uma maravilha de Portugal

Seria um crime eu não votar na Praia da Arrifana, essa mesma que sempre me deu e dá refúgio e santuário desde que me conheço por gente, e que dá nome a este meu blog.

Podem fazê-lo, se o entenderem por telefone ou online, aqui. Não se sintam influenciados por mim, não.... nada disso!

De caminho aproveitei e votei em outras praias que conheço, noutras categorias, claro!

4 de maio de 2012

Santuário

Porque às vezes me esqueço do que é essencial, perco-me no emaranhado de outras vidas, de outras vontades, de outras opiniões.
Porque me desoriento e perco a noção de onde fica o norte, para me orientar o rumo e o caminho.
Porque às vezes escorrego no rodopio que é este mundo carregado de estímulos excessivos, que nos fazem perder a noção de que há coisas que têm que andar a outra velocidade, a nossa!
Porque às vezes rendo-me ao ruído que me tolhe o pensamento, em vez de nele encontrar refúgio...

Porque às vezes parece que me perco de mim mesma, nada como regressar aqui, para recalibrar o espírito e reposicionar a alma e o coração!
Porque aqui é onde encontro o santuário, que me faz perceber a ordem das coisas e perceber que eu sou como sou, como tenho que ser e que tudo está bem, que não há problemas e dramas nenhuns, eu é que os inventei...


3 de março de 2012

Dia 3 - Local

Nem poderia escolher outro local...
É aquele onde sempre volto, onde encontro o meu rumo, o meu norte, onde encontro a paz e recupero energias!

27 de fevereiro de 2012

Revisitar

Ontem fomos "paxear a Álzur" como diz o Falipe!
Revisitei a minha Arrifana e enchi os pulmões de ar puro. 
Lavei os olhos da alma com o azul do mar e o verde dos meus campos, apesar de se notar os efeitos da falta de chuva e a queda sucessiva de geadas, que deixam tudo queimado à passagem...
Abri portas e janelas, arejei a minha casinha, fechada há já mais de dois meses e recordei o quanto ela significa para mim. 
Parei a ouvir os pássaros e senti aquele apelo, como que uma voz, quem sabe dos meus antepassados, a chamar por mim e a dizer-me sussurrando "é aqui que pertences... volta!!"...
Silenciosamente fiz planos, vi onde um dia mandarei construir uma lareira, onde ficará o meu espaço de costuras, onde será o escritório e como renovarei a cozinha e mandarei erguer um telheiro com o barbecue ao canto. 
Vi onde colocarei a mesa comprida ladeada de bancos corridos, onde receberei familiares e amigos e senti a diversão e alegria que será estarmos juntos, na paz e no sossego do campo... apenas interrompido pelo som dos carros a passar, de tempos a tempos, na estrada municipal!
É tão bom sonhar!













23 de fevereiro de 2012

Dia 23 - Your Home

Tem uma parede na sala, revestida em pedra, que fez com que me apaixonasse pela casa, apesar de não apreciar particularmente a sua localização geoigráfica...
Esta foi a casa onde finalmente pude ter o meu "ninho", já a 3, e sentir-me em paz. 
Onde não tenho que sofrer com vizinhos desequilibrados, que não têm noção de respeito pelos demais...



Mas o meu lar será sempre esta casa!
Onde quero passar a minha velhice!
Onde vivi boa parte da minha infância feliz, onde estão as minhas origens e raízes!



18 de janeiro de 2012

A história repete-se

Agora que o Falipe já tem uma cama de solteiro, ao fim de semana por vezes junto-me a ele na cama dele e ficamos os dois a fazer ronha (acho que me vou arrepender mais tarde de lhe ensinar este conceito tão cedo...).
Há uns fins-de-semana atrás experimentei uma brincadeira com ele, para ver a reacção. 
Tapei-nos aos dois com o lençol e sussurei-lhe: xiuuu, estamos escondidos!
Ali ficámos os dois um pouco debaixo do lençol um pouco. 
Depois destapamo-nos e fizemos cou-cou!
Ele delirou por completo!!
Quanto mais voltávamos a ficar escondidos debaixo do lençol mais ele ria à gargalhada! E mais queria fazer cou-cou e voltar a esconder-se!
Não só adorou a brincadeira, como este fim de semana que passou, pediu-me para ficarmos "condidos" de novo! Eu claro, adorei que ele tivesse gostado da brincadeira ao ponto de querer repeti-la.
A meio da brincadeira, senti um misto de alegria incontida e nostalgia disfarçada, porque me recordei dos meus tempos de menina de 5/6 anos, quando a minha mãe fazia esta mesma brincadeira comigo e eu delirava como o Falipe e ria à gargalhada da mesma forma.

6 de janeiro de 2012

Matar saudades




Da praia que sempre, o meu refúgio!
Nas férias ainda fui lá de fugida olhá-la cá do alto.
Só não tive possibilidade de descalçar-me e sentir a areia fresca nos meus pés...

21 de dezembro de 2011

Férias... porque eu mereço!

Estou a minutos de ir de férias!
Bem preciso... tive uma semana em Março e outra em Novembro... 
Nunca tive hábito de tirar férias nesta época, mas desde que o F. foi para o infantário, e este fecha apenas uma semana no ano, a última de Dezembro, tirar férias depois do Natal passou a ser a norma.
Não me importo nada!
Além de ter o prazer de estar com o meu filhote, sabe bem ficar em casa no quentinho!
Por isso, trabalhar?!
Agora só para o ano!

16 de dezembro de 2011

28 de outubro de 2011

Solidão doseada

Quem não gosta de um pouco de solidão??!!
Eu gosto e por vezes sinto-lhe mesmo a falta!
Desde pequena que sempre estive habituada a passar largas horas sozinha, com os meus botões.
Por isso, em certos dias, sinto falta de tempo e espaço para poder monologar com os meus botões!
De preferência com uma vista destas!

Porque às vezes o ruído dos outros torna-se por demais ensurdecedor...

13 de setembro de 2011

Pelos caminhos de Portugal

Há dias em que me apetece sair do trabalho e percorrer caminhos desconhecidos... explorar, encher o peito de ar puro e apreciar a beleza singela de locais que não conheço!
Este caminho é conhecido, e há muito, mas nunca cesso de me surpreender com ele e sorrio sempre que o percorro e constato a sua beleza!

30 de agosto de 2011

O Banho do 29

Sempre foi tradição na terra dos meus pais, o Banho do 29!
E até há uns anos atrás cumpria a tradição de ir ao mar, tomar um banho na noite do dia 29 de Agosto, como que para lavar os pecados e afastar as preocupações e "más energias"!
E era tão bom, apesar de a água fria do Atlântico quase enregelar os nossos ossos... mas sabia bem, e tinha mesmo aquela sensação de ficar de "alma lavada"!
Há já uns anos que não cumpro esta tradição, mas este ano senti falta. Apeteceu-me ir ao mar e ao Banho do 29!

24 de junho de 2011

Momentos perfeitos!

By Naná

Apesar da saudade a martelar no coração, há momentos perfeitos!
Quando por momentos, paro e observo a minha família e concluo que tenho uma família linda!
E não há nada que seja mais importante do que isso!

15 de junho de 2011

Porque sonhar é preciso!

tirada da net
Às vezes, acontece passar por um casal de velhotes nas ruas do centro da cidade, que seguem juntos, lado a lado de mão dada, com a mesma candura com que o faziam quando eram novos e o amor começava a despontar!
E quando olho para eles, não consigo deixar de me sentir comovida! E sonho no meu coração, que um dia vou ser uma velhinha assim, a passear de mão dada, com o meu G., mais velhinhos, mais enrugados, mais corcundas e com um andar mais lento e arrastado! E eu vou continuar a caminhar ao lado dele, "debaixo do braço"...
Porque para mim, o amor só faz sentido se for para a vida... porque foi isso que os meus pais me transmitiram com o seu amor, simples e bonito! 
Se a minha mãe não tivesse partido tão prematuramente, ainda hoje os veria juntos, velhinhos e de cabelos brancos, nas suas lides na horta. 
Não haveria grande exibição de amor, mas ele estava lá! Forte como sempre foi...
Porque a maior dor do meu pai, logo a seguir à da perda da minha mãe, foi que com ela partiram também os seus sonhos de velhice!...
E se perguntarem porque acho que o amor é para vida, como posso ter a certeza...? Eu não tenho certezas nenhumas, mas o meu coração estremece sempre que por milissegundos me perpassa pelo pensamento a hipótese de um dia perder o G. É este o meu barómetro do amor...Eu sei que nesse dia, tudo fará menos (nenhum) sentido!
Porque se isso acontecer, perderei muito mais que um marido ou um "amante"... perderei o meu companheiro, o meu melhor e maior amigo, perderei a pessoa que me escuta, a pessoa que me abraça mesmo que não entenda o que se passa comigo! Perderei quem nunca deixou de acreditar em mim, quem me ampara e me dá forças, quem me chama à razão e me diz para ir em frente... ou para ter cautela!
E porque imagino-me na minha velhice a fazer exactamente o mesmo que fazíamos quando nos conhecemos e começámos a construir a nossa relação e que é nada mais que isto:

Sentar num banco, a contemplar o mar e a conversar sobre tudo e coisa alguma!
tirada da net

8 de junho de 2011

Suave embalar


Quando era miúda, numa ida a casa duma colega da minha mãe, para brincar com o filho, que era da minha idade, vi pela primeira vez uma cadeira de baloiço. Era linda, imponente e destacava-se claramente numa sala cheia de mobília igualmente clássica. Quando a Dr.ª Antónia percebeu o meu fascínio, convidou-me a sentar, para experimentar a sensação. E assim que comecei a sentir aquele ritmo cadente decidi mentalmente na minha cabeça, com pouco mais de 6 anos que na minha casa, quando fosse grande, iria obrigatoriamente existir uma!
Vi muitas ao longo dos anos que se seguiram em feiras de artesanato, e que me deixaram especada em contemplação...
E sim, na minha casa existe uma cadeira de baloiço. Mas que foi comprada pela combinação daquela decisão mental na infância e a necessidade de poupar a minha coluna, quando o meu filhote nasceu.
Comprámo-la no preciso dia em que o F. completou dois meses, e fomos ao Ikea de Sevilha propositadamente para a comprar. Eu que sempre tinha imaginado uma cadeira de baloiço clássica, acabei a comprar uma toda monernaça e simplista.
E ontem, enquanto embalava o F. para dormir como fazemos eu e o pai, todas as noites desde que ele tinha 4 meses, apercebi-me que aquela cadeira, muito mais do que um desejo de criança ou uma necessidade, é um elemento fundamental na minha relação com o meu filho.
Dizem os bons conselhos que não se deve embalar uma criança para dormir, e que devemos simplesmente colocá-la na cama, para ela aprender a dormir sozinha, porque depois não quer outra coisa, etc, etc, etc, etc...
Mas o facto é que eu adoro aqueles 5 a 10 minutos em que me sento com o meu filho nos braços e o vejo adormecer lentamente ao ritmo cadente daquela cadeira, que acabou por se tornar um espaço de intimidade sui generis entre mim e o meu filho. Acho que vou para sempre gravar na memória, todas as noites de embalo do F. como momentos de paz, sossego e harmonia.
E por mais que a sabedoria e o bom senso digam para não embalar o menino, eu digo que quero embalá-lo! E hei-de fazê-lo enquanto puder e o F. quiser que eu o faça... 

(mais problemático será quando um dia tiver um segundo filho, e o F. continuar a querer o seu lugar de destaque, na cadeira de baloiço...)

30 de maio de 2011

Família é...

Quando o F. nos pede para o levarmos pela mão a subir as escadas até ao piso de cima, e na primeira escada do segundo lanço, se senta e diz:
- Senta, mamã!
- Senta, papá!
Enquanto aponta a cada um o espaço, de cada um dos seus lados.
E sorri com o rosto mais bonito do mundo, quando nos sentados junto a ele, um de cada lado. E ele encolhe-se no meio de nós os dois, porque estamos assim juntinhos!
E aquele sorriso simples, sereno e carregado de simbolismo, diz-me que ele já sabe o significado exacto de "família"!!!
E nesse momento eu sei, sinto o quão feliz e sortuda sou, por ter uma família assim... bonita e unida!

8 de abril de 2011

Dos pequenos prazeres da vida

Sempre gostei de estar ocupada e sempre tive hobbies, passatempos, o que lhe queiram chamar...
Uns permaneceram imutáveis, outros foram assumindo cada vez maior projecção na minha vida, outros foram sol da pouca dura, como dizia a minha mãe. (aliás, ela dizia que eu era uma pessoa de interesses fugazes e pouco duradouros... tão depressa me interessava, como logo de seguida os votava ao mais absoluto abandono e desprezo!)
Depois, a vida quotidiana foi tomando conta de mim, quando terminei o percurso académico e ingressei na vida activa. Alguns perderam-se por falta de interesse, outros por falta mesmo de tempo para lhes dedicar...
Com a vida amorosa a progredir, mais uns quantos se perderam e outros foram adquiridos, por influência e por confluência de interesses comuns.
Com a vida a dois em pleno, mais uns quantos se desvaneceram e ficaram apenas aqueles do núcleo duro, de sempre, que me acompanharam, como amigos de longa data.
Com a chegada do filhote, ganharam-se interesses aos quais apenas podia devotar tempo reduzido e aos bochechos, por virtude da atenção que o filhote precisava.
No regresso ao trabalho e no meio da tentativa de conciliação entre trabalho e maternidade, o tempo como que se sumiu e dei por mim a não ter tempo para me dedicar mesmo aos prazeres do núcleo duro, ou quando tempo havia, o cansaço vencia-me e ia adiando, adiando...
Mas agora consegui um equilíbrio e posso agora dedicar-me a alguns prazeres, só que agora são tantos em simultâneo que nem sei a qual me dedique primeiro... se bem que alguns posso desfrutar em simultâneo!
A saber:
Escrever - este sempre fez parte de mim, nunca me abandonou, e foi um drama nos tempos em que não me podia dedicar a ele...
Sentar na esplanada a beber um café enquanto admiro a paisagem - este também sempre me acompanhou e quase costumariamente combinado com o anterior. Era ver-me a escrever sentada na esplanada! (cheguei a ler um livro com um título sugestivo que achei que se adequava: "Toma um café contigo mesmo!");
Ver televisão - este é quase um vício, mas agora tenho vindo a reduzi-lo drasticamente, porque começo a entender que já pouco aprendo com o que passa na caixinha preta;
Ler - um que quase aboli, por pura falta de tempo e de força anímica, mas que agora tenho ido recuperando aos poucos;
Fotografia - outro que foi relegado para segundo plano, mas agora tenho ido retomando;
Estar com amigos - este foi o que mais falta me fez nos últimos anos, mas que tive que arranjar substitutos como o FB e o e-mail;
Bricolage; crochet, tricot, costura e afins - este adquiri recentemente e só lamento não me poder dedicar a ele com mais alma e coração, mas não se pode abarcar o mundo... mas curiosamente sempre tinha prometido a mim mesma que quando "fosse mais velha", que me havia de debruçar sobre ele;
Agricultura de trazer por casa - este foi um prazer inesperado, mas que surgiu duma sugestão quase insignificante, mas que de algum modo ficou cravado nalguma molécula do meu cérebro. Ainda só me dedico à cultura de ervas aromáticas, mas pode ser que um dia destes me vire para as flores, para colorir o meu quintal!
Mas o maior e principal prazer é obviamente brincar com o meu filhote e vê-lo crescer a cada instante!
No entanto, só lamento que os dias não fossem assim mais compridos, para eu lhes poder dedicar o mesmo grau de atenção e não ter que definir prioridades... porque isso assim parece mais uma obrigação e não um prazer...