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21 de junho de 2011

O prazer da condução!

Gosto de conduzir, adoro mesmo! 
Gosto da sensação de liberdade e movimento que me dá!
Gosto de saber que, por conduzir, posso deslocar-me sem depender de ninguém para ir de A para B e de B para C e de C para A e assim por aí fora, por estradas, caminhos, auto-estradas, IC's e IP's, para qualquer destino que necessite ou só porque me apetece!
Sempre, desde miúda, o meu sonho era saber conduzir, sempre quis fazê-lo! Porque na minha família só o meu pai sabia conduzir, e desde miúda que tinha interesse no que significavam os sinais de trânsito! As viagens entre a minha casa e a casa dos meus avós, aos fins de semana, eram invariavelmente marcadas por perguntas incessantes ao meu pai: "pai, o que significa aquele sinal do triângulo com a vaquinha? e este redondo, branco por dentro e com uma risca vermelha no rebordo?"
E havia sempre a declaração da praxe, firme e decidida: "eu assim que tiver 18 anos vou tirar a carta de condução!" ao que que o meu pai também respondia invariavelmente: "quando quiseres tirar a carta de condução, o pai paga-ta!"
Mas tal não sucedeu... nem fui logo tirar a carta aos 18 anos e nem foi o meu pai que a pagou... Só comecei a tirar a carta tinha mais de 19 anos e levei sensivelmente um ano a tirá-la entre avanços e recuos, por causa da agenda da escola de condução, por causa das férias da universidade, depois de 5 instrutores de condução: dois deles eram umas bestas autênticas! Um dizia-me que nas descidas devíamos carregar no pedal da embraiagem - devia ser para eu me estatelar no cruzamento ao fundo da descida mais depressa!!
O outro, berrava mesmo comigo! Inclusivamente mandava-me ir para a direita, eu virava à direita e ele dizia que me tinha mandado virar à esquerda e porque raio tinha eu virado à direita?! E depois ainda dizem que as mulheres é que não distinguem a esquerda da direita...
A este senhor, cheguei a pedir para mudar de instrutor, porque assim com aquele tipo de ensinamento nunca iria aprender!
Depois tive um instrutor muito bom, mas que (sem nunca me faltar ao respeito) me contava que via filmes porno nos canais da parabólica, sem que a mulher soubesse... mas com este senhor aprendi muito do que sei hoje de conduzir. Chegámos a ter um acidente os dois e tudo, levámos uma estampa por trás, porque eu parei numa passadeira e o fulano que vinha atrás ia a olhar para uma gaja no passeio. Eu gozei com a situação e dizia: "assim fico mesmo ensinada! Até fico a saber como agir em caso de acidentes!!"
Passei no código à primeira, mas na condução só passei à 3.ª... porque nos dois primeiros exames tive duas examinadores mais antipáticas que uma porta, que gritavam comigo! Uma delas chegou mesmo a afirmar que eu, para ver se vinham carros da direita ou da esquerda, tinha que virar o pescoço 90º...
Mas vi passarem pessoas que nunca seriam capazes para andar no trânsito: um não sabia estacionar o carro nem com 10 metros de espaço livre, e a outra senhora em vez de reduzir de 4.ª para 3.ª numa desaceleração; aumentava para 5.ª deixando o carro ir quase abaixo à saída dum IC... enfim!!
Mas tirei a carta!! Depois veio o drama...! Conduzir com o meu pai ao lado... era um filme!!! Levava o tempo todo a implicar comigo, que ia muito em cima da berma, e não vás tão depressa, estás a mexer nas mudanças para quê??!! olha que vais bater! E coisas assim parecidas... até ao dia em que me saltou a tampa com ele: obrigou-me a parar o carro num cruzamento e passar para o lado do pendura, porque a estrada dali para a frente era má e estreita! E eu passei-me porque para aprender temos que conduzir em qualquer estrada, estreita ou larga, com ou sem buracos! E jurei naquele momento a mim e a ele que nunca mais tocaria no volante dum carro que não fosse meu!!!
E cumpri a promessa... ou quase! Estive mais de dois anos sem conduzir! E só conduzi o carro do meu pai, uma carrinha mista de passageiros, quando por necessidade tinha que o visitar no hospital, que ficava a mais de 1 km de casa e não havia na altura rede de transportes!
Pedi a um amigo meu para me acompanhar, porque eu tinha receio de asneirar! Não conduzia havia mais de 2 anos e nunca tinha conduzido um carro tão comprido e grande. Logo no primeiro teste, ele diz-me sem mais nem quê: mas queres que eu te acompanhe para quê se sabes conduzir perfeitamente?!
E foi assim, comecei a conduzir e nunca mais deixei de o fazer! Hoje conduzo todo o tipo de carros! Grandes, pequenos, a gasolina ou a gasóleo! E com o passar dos anos e depois de o meu pai me ter oferecido o meu primeiro carro, ele deixou de dizer que eu era "bruta" a conduzir e afirmava já com orgulho: "a minha filha saiu uma grande mulher para conduzir!". Chegou mesmo a entregar-me a chave da carrinha para eu conduzir inúmeras vezes! Principalmente, porque muitas coisas no código da estrada mudaram e agora era eu que tinha que explicar ao meu pai o significado de muitos sinais de trânsito, que eram agora completa novidade para ele...
E ainda hoje, mesmo depois de 1 mega-despiste e 2 acidentes (sem culpa) nunca perdi o medo! E continuo igualmente uma acelera, mesmo depois do meu filho nascer... é claro que quando conduzo com ele modero-me um pouco...
Adoro fazer grandes viagens e há sempre uma certa disputa pelo volante, quando a família vai em viagem!...
Mas às vezes, conduzir é desgastante... porque eu posso não ser nenhum supra-sumo da condução e com certeza que não o sou! Mas tenho por hábito respeitar as regras de trânsito, os sinais, ter respeito pelos restantes condutores e se há coisas que eu detesto que façam na estrada é:
1. não dar piscas quando mudam de direcção! Por acaso o vosso carro foi mais barato??! Não traz sinais de piscas??!! Ah, então deve ser porque não querem que os outros saibam para onde vão... ou é mesmo porque são burros e preguiçosos e acham que andam na estrada sozinhos??!!;
2. que se colem à traseira do meu carro! Deve ser porque cheiro bem, não? Acham que eu ando mais depressa se se colarem a mim? Ou nunca ouviram falar da "distância de segurança"???? Quando me fazem isto, tenho por hábito ir dando uns cheirinhos no travão, a ver se percebem que caso eu trave mais a fundo, há um encontro imediato do focinho deles, com a traseira do meu carro!
3. pessoas que aceleram quando os começo a ultrapassar! Afinal, andas ou desandas?! Lembraste-te agora que tens um pedal que serve para acelerar, foi??!!
4. pessoas que não sabem bem para onde querem ir... e vão tão devagar e sem se aperceberem que há uma fila descomunal atrás de si...
5. malta que faz asneiras das grossas e depois ainda nos manda pró sítio! Devem pensar que são todos parvos e maus condutores como eles...
6. malta que gosta de atirar as beatas em andamento! Devem pensar que o meu carro é um cinzeiro, não? O teu carro também deve ter sido mais barato, não veio com o cinzeiro... a estes senhores, devia de existir um sistema de ricochete que fizesse a beata acertar-lhe de volta, em cheio no meio da testa! E acesa de preferência!
7. malta que estaciona o carro a ocupar 2 lugares (quando não são 3...)! Não há mais ninguém a precisar de estacionar o carro, pois não?!!
8. malta que estaciona o carro no lugar dos deficientes, sem o ser! Quer-se dizer, devem ser de certeza, da cabeça!!!
9. malta que gosta de andar com os máximos e os faróis de nevoeiro ligados sem ser preciso (alguns até mesmo de dia...). Sofrem de miopia agravada?? Ou estão numa cruzada para cegar os demais?
10. pessoas que têm carros de cores manhosas que não se vêem em dias cinzentos ou de nevoeiro e não sabem que devem ligar as luzes... Vocês sabem que o carro tem luzes, não sabem? Ou acham que isso é só para usar de noite escuro como o breu? É que os restantes não têm visão RX...
 
Mas apesar de existir muita gente que anda na estrada como se fossem os únicos eu continuo a adorar conduzir, a adorar ter controlo sobre uma máquina que me permite ir onde eu quero! Às vezes, ponho-me a pensar que se tivesse vivido nos tempos do faroeste, teria que ter de certezinha um cavalo... só que esses parecem ser mais complicados de "conduzir e manobrar"...

20 de junho de 2011

007

Eu nunca teria perfil para ser uma espiã... para ser uma 007!
Porque se há coisa que a maternidade veio confirmar é que eu, em estado de privação de sono, não funciono bem... faço coisas um tanto ou quanto irracionais!
Por isso, se eu fosse uma espiã, e me apanhassem e torturassem, bastaria para isso deixarem-me sem dormir um ou dois dias, ou então, que me acordassem de hora a hora durante um período de tempo (nem precisa ser assim muito longo...), para eu imediatamente entregar o "ouro ao bandido", desde que em troca, me desamparassem a loja e me deixassem dormir, só dormir!...

3 de junho de 2011

A violência gratuita virou moda...

Não consigo ter palavras para descrever o turbilhão de sentimentos que tenho tido quando de há umas semanas para cá, pululam vídeos na televisão nacional, sobre agressões gratuitas e violência direccionada.
São adolescentes que dão uma sova de meia-noite numa miúda, perante os olhares indiferentes e jocosos de um outro adolescente, que nem mexe uma palha para a socorrer e ainda se regozija colocando a filmagem no perfil do FB.

São colegas de companhia nos Fuzileiros que espancam um pobre desgraçado, incluindo humilhações com uma esfregona carregada de porcaria e bactérias e micróbios, durante uns valentes minutos, só porque ele não tem "espírito de sacríficio" e "faz parte da praxe militar"
E agora, vêm a publico imagens que me deixaram atarantada, sobre uma senhora que devia era ser amarrada a um poste e chicoteada violentamente, por maltratar deliberada e gratuitamente crianças pequenas, que nem sabem porque lhes batem daquela forma, e que no seu íntimo devem estar a perguntar-se porque razão recebem pancadaria em vez de carinho e amor!
E nestes momentos, vejo o quanto o ser humano é vil e cruel! 
E pergunto-me que prazer têm estas pessoas em infligir dor e sofrimento físico e psicológico a outros, invariavelmente mais fracos!?
Imagens reais de pessoas a sofrerem agressões, sejam crianças, adolescentes, adultos ou idosos fazem-me tremer! De nervos, de raiva, de medo, de indignação e de tristeza! Porque há pessoas que não têm coração!!!!
Este vídeo desta ama traz ao de cima dúvidas e questões muito complexas... já tinha visto há um ano atrás uma ama, nos EUA a agredir uma bebé de 6 meses com uma violência extrema e outra senhora, "cuidadora" e "prestadora de cuidados primários" a agredir brutalmente uma pobre velhota indefesa de cerca de 80 anos, que mal se conseguia mexer... (pobre senhora, que nunca deve ter sonhado que iria depender de alguém tão cruel, nos seus últimos dias...)

Andei desorientada durante horas e dias com aquelas imagens gravadas na minha cabeça... porque nos pode acontecer a nós, como mães (numa ama, infantário ou creche) de bebés, como mães de rapazes e raparigas em idade escolar ou quando chegarmos à velhice e os nossos filhos tiverem que trabalhar para se sustentar e não puderem tomar conta de nós...
Como combatemos e como punimos este tipo de coisas???? Como podemos fazer justiça a quem é tão injusto??!!!

16 de maio de 2011

Isto é que seria serviço público!...

Antes das conferências de imprensa dos vários partidos políticos, dar-lhes disfarçadamente uma boa dose de pentotal de sódio (conhecido como soro da verdade) a ver o que eles diziam!
Eu sei que não está provada a eficácia do dito soro, mas se desse resultado... isso é que era serviço público!
Podia ser que ficássemos a saber as verdadeiras intenções de cada um dos senhores que ou nos (des)governam ou nos querem (des)governar!...

11 de maio de 2011

Gosto de ti com todos os teus defeitos!

Era uma frase que estava escrita em francês numa caneca de leite duma colega minha de faculdade, com quem partilhei casa durante 2 dos anos que estive em Coimbra. A caneca era giríssima, porque tinha sido feita propositadamente com imensos defeitos. Não era cilindrica, nem para lá perto! E eu achava que aquela frase encerrava uma tremenda verdade!
Quem gosta de nós, a sério, mas mesmo a sério, a valer, gosta de nós como somos, com as nossas imensas qualidades, mas também tolera e aceita que não somos perfeitos, e por isso, gosta de nós com os defeitos que temos.
E como gosto de pensar que sou realista (para uns uma qualidade, para outros um defeito...) decidi que vou listar alguns dos meus:
- teimosa - mesmo mesmo, a minha dizia que eu até para nascer tinha sido teimosa! - mas como alguém que eu conheço, costuma dizer: para teimar são precisos dois!
- preguiçosa - há dias em que não me apetece fazer mais nada do que estar a "pastar a vaca", se bem que este defeito é ocasional e temporário...;
- impulsiva - já me custou alguns dissabores!
- frontal - outra que me custou alguns dissabores - isto de se dizer o que se pensa, no exacto momento em que se pensou, sem querer saber quais as consequências ou a quem dói, nem sempre é bem aceite;
- "procrastinadora" - quando algo não me agrada prefiro adiar indefinidamente, a ver se a coisa se resolve por si só, e de preferência sem que eu tenha que me envolver muito;
- reajo mal a criticas - sejam elas boas ou más! fico logo na defensiva... isso, em parte devo-o um pouco ao meu pai, que era uma pessoa sempre pronta para apontar os defeitos aos demais, e a mim então... (sei que ele não fazia por mal, mas estar sempre a ser apontados os meus defeitos, reais ou imaginados por ele, custa!)
- fala-barato ou matraca como me auto-apelido! estou sempre "blá-blá-blá" - às vezes têm mesmo que me mandar calar...
-tenho o mau hábito de interromper as pessoas quando estão a falar, porque me surgiu uma ideia ou porque tenho uma história que vem mesmo a propósito - já fui inclusivamente chamada à atenção no local de trabalho... e tenho vindo a fazer progressos nesse sentido!
Ingénua - acredito demasiado nas pessoas, acho sempre que elas são boas e têm princípios e valores morais, o que já me granjeou algumas desilusões bem grandes, porque nem todos são pessoas com carácter...

Bem, devo ter outros, mas agora estes são os que me saltam mais à vista!

Mas por outro lado, gosto de pensar que tenho qualidades: gosto de ser justa, e se achar que me enganei, dou a mão à palmatória, e peço desculpa!

2 de maio de 2011

Ainda o dia da Mãe...

tirada da net

Se há coisas que mexem profundamente comigo, uma delas é a falta de amor e carinho de certas filha/os em relação às suas mães!
Eu dava um bracinho e mais alguma parte do meu corpo só para poder ter a minha mãe comigo, mas há pessoas que têm as mães ali, mesmo ao seu lado e nada fazem para desfrutar desse privilégio que é tê-las!
Espantam-me aquelas pessoas que, além de não saberem dar o devido valor, ainda espezinham a sua mãe! Que optam deliberadamente por magoá-las, por espicaçá-las e fazê-las sofrer, porque estão de mal com a vida! Como se a culpa disso fosse dela, da mãe...
Que além de não as saberem valorizar, acarinhar, abraçar, respeitar, só contribuem para lhes trazer tristeza e dor, numa idade que é tudo menos própria a suportar isso!
Fico furiosa quando me apercebo que existem pessoas, que para se aliviarem dos seus próprios sofrimentos, optem por inflingir dor e sofrimento aos outros, magoando quem sempre lhe deu amor e tudo o quanto pôde, de material e emocional, e que vejam nisso a melhor forma de saírem temporariamente dos infernos pessoais em que se meteram, por ignorância, burrice, inércia ou mesmo vontade-própria!
Apetece-me espancar e esbofetear estas pessoas, dizer-lhes de minha justiça! 
Dizer-lhes que se querem ser infelizes, que o sejam, mas sem magoar e castigar quem os ama, pelo caminho! Que se querem destruir alguém, se resignem a si mesmos e não destruam os demais!
Apetece-me abaná-las e dizer-lhes que se façam à vida, que cresçam e apareçam! Porque até podem ter o dobro da minha idade, mas comportam-se pior do que muitos delinquentes juvenis... mas a esses podemos castigá-los e penalizá-los, de forma a corrigirem o seu mau comportamento.
A estes bully's maternais, acho que nem com um par de bofetadas a coisa lá vai!...
E isso enfurece-me e entristece-me!...
Porque sou mãe e tive uma mãe que me ensinou a saber o que uma mãe sacrifica, nas pequenas e grandes coisas, para ver os seus filhos felizes. Porque sei que qualquer mãe, por mais que erre, ama sempre os seus filhos e só quer fazer tudo para os sentir alegres e realizados. Porque sei que uma mãe dificilmente vira as costas a um filho/a, por muito mal que este lhe faça... dói-me ver a tristeza estampada no rosto duma mãe, por tanto desaforo ouvido e tantas más acções recebidas, mas que vai inexoravelmente, continuar a amar os seus filhos!

26 de abril de 2011

Trabalho é trabalho... conhaque é conhaque!

É uma grande máxima que sempre ouvi.
Nunca pensei foi de a ver posta em prática com uma classe tremenda por uma amiga minha, no meu actual local de trabalho...
Sei bem que não estamos no trabalho para fazer amigos ou para estarmos com os amigos como se estivéssemos na esplanada a beber uns copos.
Sei bem que é melhor "ser profissional", não dar confianças e deixar a vida pessoal à porta da entrada do local de trabalho.
Essa tem sido uma lição que tenho ido aprendendo à minha própria custa, já me valeu alguns dissabores e alguns sapos engolidos por conta de tentar ser "amiga" no local de trabalho. Às vezes, levamos chapadas na cara, daquelas de luva branca...
E por conta disso, fui aprendendo a analisar primeiro e a confiar depois, e não o contrário, como sempre estive habituada a fazer.
Mas desculpem lá se eu sou incapaz de ter a frieza necessária a conseguir separar certas águas. Sou incapaz para manter as relações humanas, mesmo que profissionais, "strickly professional"... Não sou capaz de me relacionar com as pessoas e não me "conectar" com elas... sem que haja alguma cumplicidade, companheirismo. Acho que as coisas funcionam melhor assim, dão melhores resultados, e para mim é fundamental que isto exista no local de trabalho, se quero um ambiente de trabalho que me motive e me faça sentir feliz por me levantar cedo e vir trabalhar!
E sim, admito, tenho feito amizades bastante sólidas com colegas de trabalho, pessoas com quem acabei por partilhar muito de mim, do meu ser, da minha vida pessoal, e com quem me encontro regularmente fora do local de trabalho, como se de um amigo de infância se tratasse.
Porque quer queiramos quer não, passamos mais horas no local de trabalho, e a relacionarmo-nos com pessoas do que propriamente com a nossa cara metade ou com os nossos pais ou filhos, e amigos de longa data!
Por isso, fiquei espantada quando vim trabalhar para este novo local, onde encontrei amigas de longa data, com quem fiz amizade nos "tempos dos afonsinhos" e uma delas me trata com a mesma frieza desprendida de quem se cruza com uma ilustre desconhecida... quase a roçar o tratamento "faz-de-conta-que-nunca-me-viste-mais-gorda-na-vida!"
Mas lá está, uns quantos tabefes de luva branca depois, aprendi: se é assim que me queres tratar, é assim que eu te tratarei!
Mas aquilo que eu sou aqui dentro, também o serei lá fora, por isso admito que dificilmente me sentarei a beber copos na esplanada com esta menina, com a mesma cumplicidade de antes...
Porque eu infelizmente não sei distanciar-me o suficiente a esse ponto, e aquilo que sou lá fora (do trabalho) sou cá dentro, e vice-versa! Isto é, se aqui dentro somos ilustres desconhecidas, concerteza que o serei de igual modo lá fora, porque o meu botão on-off não funciona com a mesma exactidão que o desta menina.

Nota de esclarecimento - percebo as razões que ela possa ter para isso, e respeito, cada qual sabe de si e faz o que melhor sente para estar bem na vida pessoal e profissional, só não sou capaz de fazer o mesmo...

15 de fevereiro de 2011

Anunciozinho irritante

É o que me apraz dizer da campanha publicitária do Pingo Doce!!!!

E sem falar no facto de que aquilo passa na rádio e na televisão cerca de 1 vez por minuto, o que a meu ver, deve violar aindas umas quantas leis da concorrência (leal)!
Além da guerrinha dos hipermercados já aborrecer até o mais paciente dos mortais, conseguiram inventar um jingle estúpido, com uma melodia extremamente enervante, que ainda não me chega a provocar uma urticária, mas pouco deverá faltar...

Ora se a musiquinha é a coisa mais irritante que me lembro de terem inventado na televisão nacional, mais irritante se torna, se tudo quanto é rádio e canal de comunicação social o fizerem passar 50 vezes num intervalo de 10 minutos!

Dada a aversão monstruosa que ganhei ao dito anúncio, o meu indicador já se torna um "Speedy Gonzalez" a carregar noutro botão do comando da tv ou da consola do rádio do carro, para simplesmente bloquear a existência daquele jingle da treta no meu cérebro, que entra em estado de agressividade passivo-agressiva-maníaca! Até o ouvido já reconhece os suaves primeiros acordes e transmite a necessidade de carregar noutro botão ao dedo indicador com uma rapidez tão grande, apenas comparável à de um relâmpago a faiscar pelos ares!

Por isso, deixo aqui um desafio aos srs. da rádio e da televisão: façam um estudo de descida de audiências, no preciso momento em que o anúncio é transmitido e pode ser que tenham uma surpresa (desagradável), porque estou convicta, que como eu, devem existir muitos mais ouvintes já azucrinados com dita lenga-lenga!!! E que tal como eu, têm a mesma reacção física e mudam de posto!!

29 de novembro de 2010

Tiros de tinta

Este fim de semana fui jogar paintball com amigos e família.
Sempre tive imensa curiosidade em participar num jogo destes, porque eu detesto pronunciar-me sobre um assunto sem ter razões válidas para fazê-lo!
E posso dizer que não fiquei fã da coisa...
Fomos jogar num terreno com uma casa velha, que servia de ponto fulcral para a equipa que atacava e de esconderijo ou "último reduto" para a equipa que defendia.
As "armas" ou marcadores são pesadotas e eu estava super cansada duma semana inteira a dormir pouco mais de 4h por noite... subir e descer pelas encostas onde o terreno se espraiava só serviram para me fadigar ainda mais.
Mas o pior foi quando comecei a levar os "tiros"... dóiem para burro! Ora eu que nunca fui muito dada a masoquismos, comecei a achar que levar "stickadas" em qualquer parte do corpo é uma actividade que de diversão deve ter muito pouco!!
Mas comecei mesmo a não encontrar piada naquilo, porque além de me aperceber das figuras que eu, uma mulher adulta e já mãe, andava fazendo e como aquilo devia parecer ridículo a quem nos visse, comecei a pensar comigo: ora eu que sempre fui contra armas e recuso terminantemente que o meu marido compre uma, para ter em casa, para defesa e protecção (isso é matéria para outro post, noutra ocasião...) que raio faço eu a fingir que ando com uma arma a atirar a "matar"??!!
E mais ainda, entrei numa espiral de dúvidas existenciais ou evidências da realidade, chamemos-lhe assim, de que deve haver muita gente por este mundo que é obrigada a andar de arma em punho e a fazer depender dela a sua sobrevivência. E aquele receio miudinho que eu tinha, de ser "vista" pela equipa adversária e como tal um alvo a "abater"... há-de haver centenas de pessoas que sentem o stress na pele de poderem ser atingidos por balas e morrerem...!
E eu acho que não há diversão nenhuma em imitar uma coisa que não tem piada nenhuma e que é a guerra! Porque ali era tudo inocente, mas por esse mundo fora, a guerra mata, separa famílias, provoca dor e sofrimento a muita gente e faz a fome grassar!
Por isso, acho que esta actividade lúdica não leva os meus louvores!

26 de novembro de 2010

Não gosto nada...

De desistir dos projectos em que me meto!

Por isso e quase dois anos passados, tenho andado a fazer tudo por tudo para entregar um projecto de fim de curso que tirei em 2007 e que devia ter concluído em 2008.

Por isso, ando a deitar-me a horas indecentes (para os meus padrões de mãe e mulher trabalhadora...) e ando quase a dar cabeçadas no monitor do trabalho e arrasto-me diariamente. Mas ao final do dia, tenho ganho forças para conseguir terminar aquilo, porque me comprometi comigo mesma! E dou comigo a recusar passar tempo na internet e gravo as minhas séries televisivas preferidas para ver quando puder!
Nunca tive uma tão grande força de vontade ou vontade férrea em me dedicar a uma coisa de cabo a rabo...

E por isso mesmo, não é que pela primeira vez na minha já longa vida de "estudante", consegui terminar um trabalho de grande magnitude (pelo menos pelos meus parâmetros) cerca de 5 dias antes do prazo terminar???!!!

Mas uma coisa vos garanto: agora que está pronto e que apenas aguardo opinião do orientador, acho que esta noite vou dormir antes do meu filhote... e vou rezar para que ele seja o menino lindo que costuma ser, e dormir a noite toda e boa parte da manhã, como tem feito aos fins-de-semana!

E amanhã, para libertar do stress disto tudo, vou dar uns tiros de paintball!

30 de julho de 2010

Curiosidade mórbida

O ser humano tem uma característica estranha que me faz muita confusão... a chamada curiosidade mórbida!

Refiro-me àquela curiosidade que demonstram sempre que passam pelo local de um acidente... aquela ansiedade de querer saber o que se passou, quantos são, quantos foram, quantos carros, motas ou outro veículo, e morreram, e partiram braços, ou pernas????
E de súbito parece que estão a querer assistir a um espectáculo...!
Não entendo, juro que não entendo...!
Eu quando passo pelo local de um acidente esforço-me ao máximo por desviar o olhar ou então concentro-me na estrada. Porque acho que as pessoas envolvidas merecem respeito e não morbidez! Porque sei que se fosse eu a sinistrada não quereria ter 50 mil olhos postos em mim, como se eu fosse uma peça em exibição.

Como trabalho na construção, infelizmente já tive que ir algumas vezes a locais de acidentes de trabalho e sempre num papel ingrato: o de "investigadora" do acidente. Tenho que tentar saber logo em primeira mão o que se passou... e isso incomoda-me, porque a pessoa está ali em sofrimento e não quer ser bombardeada com perguntas e muito menos quer ser vista com a "piedade" dos curiosos!
E o que sempre tentei fazer nestes casos foi manter a dignidade daquela pessoa que está ali a sofrer e possivelmente assustada com o desfecho que tudo aquilo vai ter...

8 de julho de 2010

Do calor e de saunas...

Eu que sempre adorei o sol, o calor, o verão, a praia, o bom tempo, ultimamente dei por mim a maldizer o sol e o calor!
Continuo a gostar de praia, mas não da mesma forma, de ir e ficar horas "espernangada" na toalha ao sol, a ler um livrinho e ouvir música nos phones e estar meias-horas de molho na água, por muito fria que estivesse!
Agora vou para a praia logo de manhãzinha e às 11h sinto-me a esturricar e a bufar de tanto calor que sinto e só me quero vir embora!
Continuo também a gostar de bom tempo, mas a minha noção do que é isso mudou um tanto radicalmente... já não é sinónimo de sol e calor abrasador... para mim, o bom tempo agora significa um dia de solinho tímido, com nuvenzinhas brancas fofas e sempre acompanhado de brisa fresquinha!
Mas o calor anda a tirar-me o sossego e a serenidade... ando irritadiça a maior parte do tempo e eu que ansiava pela chegada del verano, porque tanta chuva e tanto inverno já aborreciam!
A minha casa nova parece um forno, assim a tirar para uma sauna gigante... não consigo dormir sem perspirar copiosamente, não adianta abrir ou fechar janelas e persianas... a temperatura é elevada e o ar pesado, abafado... dificulta a respiração e a vontade é estar sempre debaixo do chuveiro!
Depois o local de trabalho, que até tem um aparelho de climatização, é outra sauna, um pouco mais fácil de tolerar, mas igualmente sufocante e quente... somos demasiadas pessoas e equipamentos produtores de calor conjugados no mesmo (pequeno) espaço e o AC por mais boa vontade que tenha, não consegue fazer milagres e refrescar a malta toda.
Por isso, nestes últimos dias, posso garantidamente afirmar que o único local onde me sinto bem climatizada é... dentro do carro!...

20 de maio de 2010

Ainda sobre tralhedo e quinquilharia

Não satisfeita com aquele tralhedo e quinquilharia que tinha no apartamento e que já não sabia bem o que fazer com ele... ontem fui comprar mais umas quantas peças para acrescentar à já larga colecção!
Quando saí da loja, só pensei para comigo: é assim é que eu nunca mais mudo de casa até ao fim dos meus dias!

19 de maio de 2010

Como é possível

Duas pessoas juntarem tanto tralhedo em apenas 4.5 anos???
Tanta bugiganga... tanto copo e tanta panela, e tanto pinchavelho que às tantas nem sabemos bem para que serve e porque razão o arranjámos ou achámos que tinha utilidade...??
Quando se muda de casa e se tem que encaixotar, ensacar e carregar ao lombo tanto deste tralhedo, tomamos consciência da quantidade de quinquilharia que nós, bichinhos homens/mulheres somos capazes de coleccionar em apenas 4 anos e meio...
Nem quero imaginar se tivéssemos que mudar de casa após 10 ou 15 anos... seria a loucura concerteza!
E chegamos à conclusão que até temos uma costela chata e estúpida que ainda nos instiga a guardar e a manter algum desse tralhedo... ou por questões meramente sentimentalonas ou por alguma vã esperança de que aquele pinchavelho venha a ter alguma utilidade que agora neste momento não vislumbramos, mas que quem sabe... podemos estar a desperdiçar um item que pode ser mesmo mesmo útil, e assim poupa-se dinheiro, guardando aquela relíquia!
E depois de acartar tudo dentro de caixotes e sacos e carregar tudo de uma casa para a outra, ter tudo atafulhado e ter que fazer o processo inverso? Desencaixotar, desensacar e arrumar tudo??!! E arranjar uma gaveta ou uma prateleira para colocar aquilo tudo...?
É perante este cenário que em certos dias me irrito comigo mesma e me pergunto porque raio tenho a mania de guardar tudo e além disso... é nestas alturas que tomo consciência de a maior parte das coisas que tenho "coleccionado" ao longo de minha não assim tão longa vida, são supérfluas... e como é que chego a esta conclusão??!!
Porque me pergunto o que levaria comigo sem falta se houvesse uma catástrofe... o que nunca deixaria para trás???
E concluo que levaria aquilo que mais necessito: roupa, sapatos, comida e algumas fotos de família e o meu livrinho da "escrita" (sim, porque eu sou mesmo uma sentimentalona...!). Todos os livros, cd's, dvd's que achava que tinha que ter para ser alguém mais "rico" teriam que ficar para trás...

4 de setembro de 2009

To do nas vacances!

  • Dormir e descansar (oh que díficil...)
  • Ir à praia ao final do dia com os meus homens (que grande sacrifício!...que chatice!)
  • Comer sardinhadas e carnitas grelhadas na brasa todos os dias (isto é mesmo uma chatice...)
  • Ir visitar a minha ouriquenha graviducha (passeata, ohó! matar saudades ohó!)
  • Pôr a leitura dos livros em dia, porque já se amontoam na mesa de cabeceira! (lá terá mesmo que ser...!)
  • Engomar as 50 mil peças de roupa que estão em monte...! (mau... isto assim começa a perder a piada...)
  • Ajudar o mariducho nas obras de reparação da casa de campo (então, mas não era para descansar??!!)
  • Terminar o projecto de fim de curso da pós-graduação (ai ai ai...!)
  • Ir à Segurança Social explicar aos srs. que o meu vencimento não é aquele... (cada vez mais me parece menos férias...)

Será que as duas semanas chegam??

Disco sound

tirada da net

Há certos dias em que acordo estremunhada e com vontade de ainda estar na cama a sornar, em vez de a caminho de mais um dia de trabalho...


Mas a meio do caminho ouço uma música qualquer no rádio, que vai sempre a tocar, e que me dá um arrepio e me faz sentir saudades de uma boa noitade numa qualquer discoteca a abanar o capacete até me doerem as cruzes, e rir toda a noite com os amigos!

10 de maio de 2009

A violência está nas nossas cabeças...

tirada da net

Ontem fiquei abismada com um documentário da BBC... de vez em quando escolhem temas bastante interessantes, sem dúvida!

O que vi ontem era sobre violência e agressividade no ser humano, um tema que me despertou desde logo a curiosidade.

O jornalista, pacifista de convicção, um pouco como eu, queria entender porque há pessoas que gostam da violência e conseguem até mesmo retirar prazer de infligir dor e sofrimento a outro ser humano.

E as conclusões a que ele conseguiu chegar foram para mim perturbadoras, sob vários prismas. Porque eu a cada passo que o documentário avançava, tentava extrapolar para a minha vida quotidiana...

Primeiro, fiquei completamente incomodada com as imagens de um evento anual na Colômbia, chamado Tinku, em que pessoas da mesma idade e tamanho se desafiavam e andavam literalmente à porrada, chegando a haver mortes daí decorrentes. O que mais me chocou, além do facto de aquilo ser natural para aquela aldeia colombiana como forma de resolução de disputas, foi a noção de violência ser exaltada e ser incutido em crianças de tenra idade... quando extrapolei, fiquei perturbada a sério, porque tenho um bebé pequeno e só quero é defendê-lo de toda a dor e sofrimento, e como tal de todas as formas de violência - física e psicológica!

Depois, o jornalista opta por outra abordagem: a de que todos nós nascemos com a agressividade «impregnada e gravada» no nosso cérebro, mas que com a socialização, aprendemos a reprimir a agressividade, porque a paz é um valor da maior parte das sociedades. Ou seja, qualquer criança até aos 3 anos de idade, é incapaz de controlar os seus impulsos agressivos. Mas com a aprendizagem de que a agressividade tem que ser controlada e reprimida, o nosso cérebro cria mudanças físicas no nosso cortéx central.

No entanto, se a agressividade for estimulada, o córtex central produz dopamina a ponto de viciar como o sexo e as drogas! Aqui perguntei-me como é que alguém fica «viciado» em violência??

Mas as duas abordagens seguintes foram ainda mais perturbadoras para mim:

- a de que a privação de sono ou a submissão constante a situações de stress podem quebrar as ligações no córtex central que permitem controlar os impulsos agressivos, e uma pessoa perfeitamente pacífica pode ter um "acesso" de agressividade e dar um tiro num vizinho incomodativo por exemplo...

- a de que se tivermos um acidente de viação ou outro qualquer que afecte o córtex central, uma pessoa perfeitamente pacífica pode efectivamente perder toda a noção dos limites da agressividade - um sr. que teve um acidente de carro e sofreu danos irreversíveis no córtex central, após uma discussão insignificante com a esposa, pegou numa arma e matou-a e aos filhos a tiro!...

E para concluir a coisa: um estudo em que numa experiência científica, as pessoas testadas eram capazes de infligir uma potência eléctrica de 450 volts a outra pessoa, apenas por pensarem que isso seria importante para o desenvolvimento da Ciência, mesmo ouvindo o desgraçado gritar (ficticiamente, claro!) com as dores dos choques eléctricos... Dos 12 testados, só 3 foram capazes de desistir da experiência por se sentirem mal ao estarem a infligir dor a outra pessoa... os outros 9 deram a descarga máxima sem a menor das preocupações, como se fosse natural...!


Isto incomodou-me deveras porque se há coisa que nunca compreendi é como é que alguém é capaz de magoar fisica e psicologicamente outra pessoa, e ainda mais se for de forma deliberada... mas acho arrepiante a ideia de que se dormir pouquíssimo durante muito tempo ou se levar uma qualquer paulada na cabeça posso simplesmente transformar-me numa «agressora» ou até mesmo numa «assassina»!...

E vai que um dia nos deparamos com um doido/a qualquer cujos «controladores» de agressividade pifaram??

Pode um Ghandi transformar-se num Mr. Hyde sem mais nem menos???