Mostrar mensagens com a etiqueta é tão bom ser livre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta é tão bom ser livre. Mostrar todas as mensagens

19 de setembro de 2012

Meu querido mês de Setembro - adenda

As caminhadas e as saladinhas frescas todos os dias nestas férias resultaram numa perda de peso de 2,5 kg!

E deram-me motivação para ir tirar a bicla da arrecadação e desempoeirá-la das teias!
Para a ir empoeirar por esses caminhos e trilhos fora!

18 de setembro de 2012

Meu querido mês de Setembro

É o mês que elegi há largos anos para fazer as minhas férias. Primeiro por dificuldade do G. em conseguir marcar férias noutro dos meses de verão. A cada ano que passava fomos descobrindo que este é sem dúvida o melhor mês para descansar e poder finalmente apreciar a nossa região, sem as enormes enchentes de turistas que por cá aparecem em Julho e Agosto.
E este ano não foi excepção!

O tempo esteve absolutamente fantástico e eu pude finalmente fazer uma série de coisas que só com a liberdade de umas férias se consegue fazer.

Houve tempo para arrumações, destralhares e pintura de paredes em tons de lilás suave.

Houve tempo e vontade de caminhar quase todas as manhãs ao som de uma banda sonora condizente, com uma excelente paisagem em pano de fundo.

Houve tempo para matar saudades de andar de mota e da sensação de liberdade extrema que isso traz! Ah que saudades de sentir o vento na cara e os cabelos esvoaçantes e um olhar bem mais nítido da paisagem que desfila perante nós! Apesar do pequeno percalço de ser picada por uma abelha na palma da mão a cerca de 20 km de casa, já no regresso...

Houve tempo para me sentar sem pressas numa esplanada e ler até me fartar ou já ser hora de almoço!

Houve tempo para costuras e para fazer o gosto à agulha do crochet.

Mas principalmente houve tempo para estar na casa que os meus avós me deixaram, onde vivi de um modo pacato, minimalista até dizer basta. Até voltei a cozinhar num fogão a gás e não senti falta do micro-ondas.
Houve tempo para ir ao mercado municipal de Aljezur e encontrar um dos meus peixes preferidos, que não encontro em mais nenhum mercado, comer umas sardinhas assadas na brasa no barbecue artesanal feito da corriqueira jante de carro!
Houve tempo para cozinhar de forma simples e saudável.
Mas principalmente houve tempo para estarmos os três juntos, em família e fazer praia como há uns anos não fazíamos. Pelo menos não de uma forma assim tão consistente!

O Falipe correu, saltou, pulou, brincou, deu mergulhos, quase sempre atabalhoados e andou à “raboleta” nas ondas. Fizemos castelos e piscinas na areia.
A água estava fantasticamente agradável, ao contrário de outras épocas balneares em que primava pelo frio-gelado-de-quase-partir-ossos!
Falipe mostrou ter pilhas inesgotáveis, acordando invariavelmente às 8h, sem dormir a sesta em dia nenhum e às 22h30 parecia fresco que nem uma alface e pronto para a noitada...
Entrou claramente na fase dos porquês e assim agora, cada frase dele termina com o inevitável “p' quê?” mesmo muito depois de eu e o pai termos esgotado todas as explicações.

Pude fazer a minha ligação-à-terra, com apenas as gaivotas e um casal na praia por companhia. Pude assim finalmente recentrar-me, alinhar ideias e organizar projectos na minha cabeça e desmistificar receios infundados. Ah, que saudades de encontrar um pouco de equilíbrio nesta Arrifana, que pode não ter sido considerada uma das 7 Maravilhas, mas será sempre a minha maravilha de eleição! Constatei que me ausentei daqui por demasiado tempo...

Pude desligar-me da internet e das redes sociais por uns dias e permanecer um tanto ou quanto imune ao turbilhão depressivo provocado pelas medidas estapafúrdias de um governo que quer à força empobrecer um país inteiro. Não havia tempo a perder com debates políticos fúteis e retivemos apenas o importante: que temos que lutar, porque assim desta maneira não vamos lá!

No fim de tudo, foram umas staycation do melhor que tive há uns anos a esta parte!













17 de setembro de 2012

Ainda em modo férias...

Regressei hoje ao trabalho.
Mas queria ainda estar lá... onde estive nestas férias que foram um bálsamo para mente e corpo!

30 de agosto de 2012

Contagem decrescente #2


Haverá tempo para estar pacificamente com os pés dentro de água. se o pequenote nos deixar estar sossegados mais do que dez minutos...
Não importa se é doce ou salgada.
Importa que seja limpa e refrescante!

E ao final do dia apreciar o sol a "ir dumir", como diz o Falipe.


29 de agosto de 2012

Contagem decrescente #3


Disclaimer - confesso que os cartazes do Keep Calm já me aborrecem há imenso tempo, há um para tudo e mais um par de botas, mas este assenta-me que nem uma luva!

Por isso, será o meu lema nas férias!
Vou ser o mais "algarvéua" que conseguir!
Ir à praia se possível em horas de afugentar gaivotas, esplanadar, dormir a sesta se me aprouver e apreciar o que a minha terra e a minha região têm de melhor!

28 de agosto de 2012

Contagem decrescente #4



Nas férias haverá tempo para cozinhar com calma e vontade. 
Sem ser sempre por rotina e obrigação, só porque temos de almoçar e jantar todos os dias.
Haverá peixe grelhado e lulas recheadas, bolos de alfarroba (ao que parece fizeram sucesso entre alguns colegas do G., que perguntaram quando ia fazer mais...) e o que der na gana fazer no momento, só porque sim e tenho tempo!
E se não me apetecer fazer, comemos frutas e qualquer coisa mais leve, porque afinal de contas, nas férias não há rigidez nenhuma, senão isto não teria a menor piada!

27 de agosto de 2012

Contagem decrescente #5

Faltam cinco dias para entrar no período grande das minhas férias este ano.
Sinto necessidade delas como de água para a boca! 
No ano passado, devido a ter mudado de emprego, perdi a possibilidade de gozar o período de férias que faço questão de marcar sempre em Setembro. Por isso, andei a gozar dias de férias de uma forma errática e um tanto avulsa...
Anseio por elas para poder fazer uma série de coisas que dificilmente posso fazer estando a trabalhar.
Uma delas é tratar de remodelações na minha casa. Vai haver pinturas de paredes e rearranjo de mobílias e algum destralhar de coisas que já não fazem falta e que por pura preguicite, teimo em ir encostando ao lado, para mais tarde decidir o que fazer, apesar de saber que o melhor é livrar-me delas!
Depois das tarefas cumpridas, espero sentar-me debaixo do meu telheiro, e apreciar a brisa fresca debaixo do meu telheiro, ao final de cada dia e ver o meu filho andar de triciclo às voltas no quintal!

31 de julho de 2012

Bicharada

Já havia algum tempo que estava a pensar em levar o Falipe à Quinta Pedagógica, apesar de ele ocasionalmente ir à "quinta pedagógica" em casa dos primos, onde há toda a variedade de coisas semeadas e recentemente o primo D. construiu uma capoeira onde há galinhas, perus e até montou um pombal.
No sábado de manhã decidi levá-lo lá, para ele poder ter uma actividade diferente e não estarmos sempre em casa ao fim de semana.
Ele gostou bastante e só queria ver mais e mais!
Eu fui-lhe explicando tudo o que pude e sabia e ele ouvia com uma atenção curiosa.
Na Quinta Pedagógica há cabras, ovelhas, vacas, patos, galinhas, pavões, galinhas-da-índia, coelhos (e caçapos), cães e até uma chinchila.







17 de julho de 2012

Prazeres ao final da tarde

Com o início do tempo de verão, aproveitam-se os finais de tarde da melhor maneira.
Procuramos locais calmos, com água para refrescar. 
Esta estava bem fresca e soube bem estar de pézinho de molho!
 












25 de abril de 2012

O dia da liberdade

Não vivi nos tempos da ditadura, por isso não sei como foi...
Os meus pais viveram mais de metade das suas vidas durante o regime salazarista, mas o meu pai costumava dizer que nas zonas mais "interiores" o jugo do autoritarismo não se sentia tanto.
Mas sentia-se a miséria e, em muitas casas a escassez e mesmo a fome, um pouco o que sucedia na casa dos meus avós paternos. Na casa dos avós maternos havia mais abundância porque eram pessoas ditas ricas e os campos sempre deram frutos suficientes.
Os meus pais falavam pouco dos tempos do fascismo e nunca houve grande comemoração em torno do 25 de Abril e do que isso trouxe.
Na escola, nunca aprendi propriamente os factos históricos da revolução como aconteceu com outras épocas históricas, isto porque quando o ano lectivo estava prestes a terminar era quando finalmente abríamos o capítulo do manual de história relativo à história contemporânea de Portugal. Talvez por isso, tenha dificuldade em acertar factos e personalidades dos tempos de ditadura... 
Quando se falava da ditadura e do fascismo em casa, eu ia registando o que meus pais iam dizendo e somando tudo isso, cada dia posso concluir mais firmemente que teria sido muito infeliz se tivesse vivido nesse tempo.
Num tempo em que havia censura, em que não tínhamos liberdade de dizer o que pensávamos, especialmente se isso contrariasse os princípios do regime. 
Num tempo em que não haviam eleições e ninguém era livre de votar ou se pronunciar sobre os destinos da nação...
Num tempo em que a mulher perfeita era invariavelmente a que era submissa e se subjugava à vontade do pai, do irmão ou do marido.
Num tempo em que às mulheres era vedado o uso de calças em público, entre outras coisas...
Nos tempos em que cá se passava fome, porque as colheitas da terra eram obrigatoriamente entregues ao Estado Novo, para ser despachado para o "esforço de guerra", o sabão, o açúcar e o sal eram racionados ou então apenas adquiridos com muito risco no mercado negro.
Num tempo em que quem tivesse um vizinho mais invejoso e pejado de malícia poderia facilmente ser denunciado à PIDE e eram levados sem apelo nem agravo para o posto/esquadra ou para a prisão e poderiam ser torturados sem que houvesse acusação formal, por tempo indeterminado...
Num tempo em que quem tinha convicções políticas diferentes das do regime era torturado ou forçado a emigrar ou a viver clandestinamente... isto quando não eram exilados e obrigados a viver longe da sua família.
Num tempo em que jovens rapazes, na flor da sua juventude acabada de entrar na maioridade, eram despachados para a guerra colonial, para combater nem sabiam bem o quê ou em nome de quem...

Se hoje se vive em liberdade e em democracia, como era o objectivo dos Capitães de Abril? 
Isso depende do que se entende por democracia, que a meu ver está cada dia mais decadente, moribunda e em algumas áreas mesmo putrefacta...
Mas ao menos pode dizer-se que se vive em liberdade, mesmo que relativa, porque podemos falar aberta e livremente sobre o que pensamos, a nível social e político, sem medos, sem receios de sermos recolhidos por qualquer força policial para sermos sovados enquanto lhes aprouver...
Porque hoje a mulher foi conquistando um papel cada vez mais significativo em vários quadrantes deste nosso país desorientado e mal governado... e eu sei do que falo, porque afinal das contas trabalhei oito anos num mundo eminentemente masculino e onde dificilmente uma mulher entraria, quanto mais para trabalhar.
Por todos estes factos, posso dizer que cada vez mais encontro significado e valorizo mais a revolução que ocorreu em 25 de Abril de 1974. 
Mas ainda há um longo caminho a percorrer neste país à beira mar plantado, especialmente no que diz respeito à educação cívica e à responsabilização política dos nossos gestores e governantes.

Além disso, valorizo a liberdade um pouco também porque posso usar saias apenas e só quando me apetecer!

3 de agosto de 2011

É tão bom!

Reencontrar "velhos" amigos, que não vemos há algum tempo, com quem já não podemos estar sempre que nos der na real gana, porque a distância geográfica isso nos impõe.
É bom poder ficar à conversa, como se os anos não se tivessem passado! 
Porque quando nos encontramos é como se estivéssemos iguais ao que éramos, dez anos antes, quando a licenciatura terminou e fomos cada um em busca do futuro, tão incerto...
Parece que o tempo não passou por nós, como se a essência de quem somos e de quem éramos permanecesse ali, intacta, intocada!
Há experiências a partilhar, novidades a contar, filhos que crescem nos entre-meios destes encontros fugazes e a contra-relógio!
Então gostava de voltar atrás no tempo, nem que fosse por umas duas ou três horas. Voltar a abancar na esplanada do Café Tropical, beber um capuccino calma e languidamente, enquanto cortamos na casaca deste ou do outro professor, ou comentamos as notícias do Blitz, debatemos os concertos que queremos ver e as bandas que vêm ao nosso país, a matéria que temos que estudar para este ou aquele exame que se avizinha. Combinam-se cafés e encontros nocturnos num qualquer estabelecimento de diversão nocturna, para beber uns copos e continuar a apreciar as coisas boas que a liberdade da nossa juventude nos têm a oferecer!
É tão bom quase poder agarrar uma centelha dos tempos que já lá vão! Enchem-nos o ego novamente e por uns momentos, somos novinhos e cheios de sonhos e projectos uma vez mais!

19 de julho de 2011

Oprimida

Às vezes, quando as palavras nos oprimem, o melhor é permanecer no silêncio...!

8 de julho de 2011

Eu adoro as novas tecnologias!

Uma das coisas que mais gosto no facto de viver nos tempos em que vivo, além da possibilidade de ser livre de me expressar e dizer o que bem entendo e ser livre de fazer o que quero, enquanto mulher (se tivesse vivido nos tempos em que o papel da mulher era de submissão em todos os níveis, teria sido com toda a certeza profundamente infeliz!!) é poder usufruir do desenvolvimento tecnológico dos dias que correm!
A internet começou a dar os seus primeiros passos quando fui para a faculdade e ainda me lembro de usar o Navigator, que era lentinho... e de criar a minha primeira conta de e-mail no Hotmail.
Depois passado um ano comprei o meu primeiro telemóvel... um autêntico tijolo, mas que me permitia falar com meu pai.
Passado mais um ano surgiu a primeira forma de conversa on-line, o mIRC, ao qual eu aderi, mas com algum receio e ponta de desconfiança.
Era tudo ainda uma novidade, mas permitia-me fazer coisas à distância que não poderia fazer, se tivesse que me deslocar fisicamente... quer dizer, poderia! Mas seria sem dúvida mais complicado.
Assisti à evolução tecnológica a todos os níveis:
  • internet (e-mail, chat, internet banking, compras on-line de tudo e mais alguma coisa, blogs e redes sociais),
  • telemóveis cada vez mais pequenos e com mais funções (quando comprei o meu primeiro tijolo nunca pensei vir a ter um smartphone, com todas as funcionalidades que lhe estão associadas...);
  • máquinas fotográficas cada vez mais avançadas (que contrastam com a minha velhinha Konica analógica de puxar o rolo à mão! Ai os rolos fotográficos... parecem da idade da pedra agora!) e que ainda conjugam o vídeo e permite que não seja preciso andar com a máquina e a câmara de vídeo às costas;
  • as disquetes foram substituidas por CD, DVD, cartões de memória e pen's USB com cada vez mais e mais capacidade de armazenar informação;
  • deixei de ser obrigada a levantar dinheiro no balcão do banco ou a ir lá para fazer transferências e pagamentos! Agora faço tudo com o "dinheiro de plástico" e pelo internet banking, no conforto do meu sofá;
  • os computadores então foi a loucura... hoje há portáteis, netbooks, ipads e outros que tais, que nos permitem fazer coisas em qualquer lado, sem um trambolho de caixote e de ecrã de visualização e; até há discos externos com terabites de memória de levar num qualquer bolso ou numa pasta pequena;
  • molduras digitais que nos possibilitam ver 250 ou 500 fotos, sem ser preciso estar a escolher aquela foto para pôr na parede... aliás, hoje compram-se molduras para pôr outras coisas que não fotografias...
  • há GPS que nos facilitam a vida, e evitam que nos percamos no caminho e que não tenhamos que nos afundar numa enormidade de mapas de estradas (se bem que eu continuo a gostar dos velhinhos mapas e acho que são mesmo fiáveis!);
  • robot's de cozinha que nos livram de estarmos de roda do fogão, para ver se a comida não se queima...
  • as televisões agora são slim, e LCD e plasma e qualquer dia são da grossura de um dedo...
E podia continuar indefinidamente a enumerar coisas que resultam do avanço da tecnologia e que nos facilitam tremendamente a vida.
No entanto, no meio disto tudo, tenho que ressalvar que aquela que mais me apraz é mesmo a internet com tudo o que tem de bom! O mau também existe, é certo; e eu tenho noção dos perigos... mas ter a facilidade que tenho em comprar tudo e mais alguma na internet e acreditem que já lá comprei de tudo: livros, tecidos, máquina de café, telemóveis, máquinas fotográficas, computadores, roupa, enfim!
Poder pagar as minhas contas sem ser preciso ir a 10 sítios diferentes e sem saír do meu sofá, poder entregar a declaração do IRS sem ter que enfrentar filas descomunais na repartição de finanças; poder consultar a minha carreira contributiva na Segurança Social sem ser preciso tirar a 326ª senha de atendimento; poder jogar no Euromihões, sem ser preciso papéis e talões e papelinhos e não andar sempre a copiar as mesmas cruzes; enfim! Tudo o que a internet nos permite poupar em tempo e deslocações...
Mas a internet trouxe-me isso e muito mais! E aí entram a blogosfera e as redes sociais... "conheci" pessoas através destes dois meios que, de outra forma não se cruzariam na minha vida, para minha grande pena e pesar (porque sou mais rica hoje por tê-las conhecido!).
Reencontrei pessoas a quem pensei ter perdido completamente o rasto e posso "estar" diariamente com amigos que vivem longe!
E por tudo isso, sou uma tremenda fã do Facebook!! Quando criei a conta, no primeiro mês da minha licença de maternidade, fi-lo de forma muito, mas muito reticente... já tinha encerrado a minha conta no Hi5 (que também foi criada sem grande entusiasmo...) porque achava aquilo uma patetice e as mais das vezes, eram só bugs, spam e links manhosos e menos decorosos a embelezar a minha página na dita rede...
Mas depois de ter criado a conta no "Facebocas" como lhe chamo, apercebi-me do contacto em tempo real que podia ter com pessoas com quem não tinha contacto havia anos mesmo...
Também podia contactar com amigas do peito que vivem geograficamente longe de mim! E isso "viciou-me"!!
Por isso sou adepta das redes sociais, mas mantendo sempre algum grau de reserva: tenho alguma renitência em colocar fotos do meu filho, por exemplo... já lá pus algumas, mas faço-o de forma algo controlada e com definições de privacidade que permitem apenas a visualização a pessoas que considero de bem!
Aprendi tanto com os blogs e com o FB ao nível dos meus passatempos – costura e crochet - e os fóruns de casas e de carros ajudaram imenso na tomada de algumas decisões sobre estas duas matérias.
A internet é para mim incontornável e às vezes penso que falo mais com pessoas por estas vias, de frente para um ecrã de visualização, em vez de estar cara a cara com as pessoas. É impessoal... eu sei!
Mas quando não se tem tempo para andar propriamente a sentar na esplanada com os amigos, que continuo a achar indispensável e imprescindível, esta é uma boa forma de dizer olá e saber que aqueles de quem gostamos, estão bem!

Por tudo isto e muito mais, adoro viver no séc. XXI!

6 de julho de 2011

O tempo não estica...

image: http://artactually.wordpress.com/2010/05/

Parece que só encolhe...!

Quando tudo me fazia crer que por ter mudado de emprego, isso me permitiria ter mais tempo para mim, para me dedicar a coisas que até então nem sequer equacionava, porque as punha de parte automaticamente por saber que não dispunha de tempo e energia porque andava sempre cansada e fatigada, eis que continuo no mesmo "drama"...
Por mim, os dias podiam muito bem ter 36 ou 48 horas!
Porque agora tenho mais tempo disponível, pois sim, porque agora saio sempre a horas e não sabe-se lá quando...
Mas por ter mais tempo disponível, também quero fazer muitas mais coisas... e como boa menina impaciente que sou... quero conseguir fazer tudo ao mesmo tempo!
Quero voltar a ter tempo para me dedicar aos livros, a ficar 1h ou 2h a ler um bom livro. Havia 2 anos que não comprava livros novos, porque sabia que depois iam ficar empilhados na mesa de cabeceira a "chamar por mim" e a apelarem a que lhes dedicasse tempo e atenção.
Quero ter tempo para me dedicar aos meus novos passatempos: o croché e a costura... mas isso requer mesmo tempo e obviamente sossego, o que nem sempre se consegue com um filho pequeno em casa... Assim, dou por mim com projectos começados, outros a meio e outros à espera de uma horinha para os finalizar...
Queria poder ter tempo para estar uma tarde na esplanada a rever amigos e sem ter que ir sempre acompanhada do meu filhote, que é um doce, mas que não pára quieto um minuto e assim nem consigo manter uma conversa coerente durante mais de dez minutos... E as saudades que tenho de falar com os meus amigos?! Eu que sempre necessitei da presença física das pessoas... É claro que gosto de falar com os meus amigos por telefone, sms e FB mas estar com a pessoa, falar com ela, interagir, ver a sua expressão facial perante o que digo... isso é para mim essencial!
Preciso de tempo para me dedicar às reparações em ambas as casas que recebi de herança, a fim de as manter longe da degradação... 
Quero poder ir ver uma sessão de cinema, coisa que não faço vai para cima de dois anos...
Quero tempo para poder ir a formações e workshops interessantes... tanto para alargar conhecimentos profissionais, como adquirir técnicas para dar largas aos meus passatempos!

Por isso, por mim os dias podiam ter o dobro do tempo que acho que mesmo assim não chegava...

Desculpem os leitores, mas a neura abunda por aqui... e quando começo a pensar em tudo o que quero fazer, no tempo que me é dado... sinto-me numa "urgência" de querer mais e mais...! E entro num loop de pensamentos e ideias que me toldam o raciocínio lógico...

21 de junho de 2011

O prazer da condução!

Gosto de conduzir, adoro mesmo! 
Gosto da sensação de liberdade e movimento que me dá!
Gosto de saber que, por conduzir, posso deslocar-me sem depender de ninguém para ir de A para B e de B para C e de C para A e assim por aí fora, por estradas, caminhos, auto-estradas, IC's e IP's, para qualquer destino que necessite ou só porque me apetece!
Sempre, desde miúda, o meu sonho era saber conduzir, sempre quis fazê-lo! Porque na minha família só o meu pai sabia conduzir, e desde miúda que tinha interesse no que significavam os sinais de trânsito! As viagens entre a minha casa e a casa dos meus avós, aos fins de semana, eram invariavelmente marcadas por perguntas incessantes ao meu pai: "pai, o que significa aquele sinal do triângulo com a vaquinha? e este redondo, branco por dentro e com uma risca vermelha no rebordo?"
E havia sempre a declaração da praxe, firme e decidida: "eu assim que tiver 18 anos vou tirar a carta de condução!" ao que que o meu pai também respondia invariavelmente: "quando quiseres tirar a carta de condução, o pai paga-ta!"
Mas tal não sucedeu... nem fui logo tirar a carta aos 18 anos e nem foi o meu pai que a pagou... Só comecei a tirar a carta tinha mais de 19 anos e levei sensivelmente um ano a tirá-la entre avanços e recuos, por causa da agenda da escola de condução, por causa das férias da universidade, depois de 5 instrutores de condução: dois deles eram umas bestas autênticas! Um dizia-me que nas descidas devíamos carregar no pedal da embraiagem - devia ser para eu me estatelar no cruzamento ao fundo da descida mais depressa!!
O outro, berrava mesmo comigo! Inclusivamente mandava-me ir para a direita, eu virava à direita e ele dizia que me tinha mandado virar à esquerda e porque raio tinha eu virado à direita?! E depois ainda dizem que as mulheres é que não distinguem a esquerda da direita...
A este senhor, cheguei a pedir para mudar de instrutor, porque assim com aquele tipo de ensinamento nunca iria aprender!
Depois tive um instrutor muito bom, mas que (sem nunca me faltar ao respeito) me contava que via filmes porno nos canais da parabólica, sem que a mulher soubesse... mas com este senhor aprendi muito do que sei hoje de conduzir. Chegámos a ter um acidente os dois e tudo, levámos uma estampa por trás, porque eu parei numa passadeira e o fulano que vinha atrás ia a olhar para uma gaja no passeio. Eu gozei com a situação e dizia: "assim fico mesmo ensinada! Até fico a saber como agir em caso de acidentes!!"
Passei no código à primeira, mas na condução só passei à 3.ª... porque nos dois primeiros exames tive duas examinadores mais antipáticas que uma porta, que gritavam comigo! Uma delas chegou mesmo a afirmar que eu, para ver se vinham carros da direita ou da esquerda, tinha que virar o pescoço 90º...
Mas vi passarem pessoas que nunca seriam capazes para andar no trânsito: um não sabia estacionar o carro nem com 10 metros de espaço livre, e a outra senhora em vez de reduzir de 4.ª para 3.ª numa desaceleração; aumentava para 5.ª deixando o carro ir quase abaixo à saída dum IC... enfim!!
Mas tirei a carta!! Depois veio o drama...! Conduzir com o meu pai ao lado... era um filme!!! Levava o tempo todo a implicar comigo, que ia muito em cima da berma, e não vás tão depressa, estás a mexer nas mudanças para quê??!! olha que vais bater! E coisas assim parecidas... até ao dia em que me saltou a tampa com ele: obrigou-me a parar o carro num cruzamento e passar para o lado do pendura, porque a estrada dali para a frente era má e estreita! E eu passei-me porque para aprender temos que conduzir em qualquer estrada, estreita ou larga, com ou sem buracos! E jurei naquele momento a mim e a ele que nunca mais tocaria no volante dum carro que não fosse meu!!!
E cumpri a promessa... ou quase! Estive mais de dois anos sem conduzir! E só conduzi o carro do meu pai, uma carrinha mista de passageiros, quando por necessidade tinha que o visitar no hospital, que ficava a mais de 1 km de casa e não havia na altura rede de transportes!
Pedi a um amigo meu para me acompanhar, porque eu tinha receio de asneirar! Não conduzia havia mais de 2 anos e nunca tinha conduzido um carro tão comprido e grande. Logo no primeiro teste, ele diz-me sem mais nem quê: mas queres que eu te acompanhe para quê se sabes conduzir perfeitamente?!
E foi assim, comecei a conduzir e nunca mais deixei de o fazer! Hoje conduzo todo o tipo de carros! Grandes, pequenos, a gasolina ou a gasóleo! E com o passar dos anos e depois de o meu pai me ter oferecido o meu primeiro carro, ele deixou de dizer que eu era "bruta" a conduzir e afirmava já com orgulho: "a minha filha saiu uma grande mulher para conduzir!". Chegou mesmo a entregar-me a chave da carrinha para eu conduzir inúmeras vezes! Principalmente, porque muitas coisas no código da estrada mudaram e agora era eu que tinha que explicar ao meu pai o significado de muitos sinais de trânsito, que eram agora completa novidade para ele...
E ainda hoje, mesmo depois de 1 mega-despiste e 2 acidentes (sem culpa) nunca perdi o medo! E continuo igualmente uma acelera, mesmo depois do meu filho nascer... é claro que quando conduzo com ele modero-me um pouco...
Adoro fazer grandes viagens e há sempre uma certa disputa pelo volante, quando a família vai em viagem!...
Mas às vezes, conduzir é desgastante... porque eu posso não ser nenhum supra-sumo da condução e com certeza que não o sou! Mas tenho por hábito respeitar as regras de trânsito, os sinais, ter respeito pelos restantes condutores e se há coisas que eu detesto que façam na estrada é:
1. não dar piscas quando mudam de direcção! Por acaso o vosso carro foi mais barato??! Não traz sinais de piscas??!! Ah, então deve ser porque não querem que os outros saibam para onde vão... ou é mesmo porque são burros e preguiçosos e acham que andam na estrada sozinhos??!!;
2. que se colem à traseira do meu carro! Deve ser porque cheiro bem, não? Acham que eu ando mais depressa se se colarem a mim? Ou nunca ouviram falar da "distância de segurança"???? Quando me fazem isto, tenho por hábito ir dando uns cheirinhos no travão, a ver se percebem que caso eu trave mais a fundo, há um encontro imediato do focinho deles, com a traseira do meu carro!
3. pessoas que aceleram quando os começo a ultrapassar! Afinal, andas ou desandas?! Lembraste-te agora que tens um pedal que serve para acelerar, foi??!!
4. pessoas que não sabem bem para onde querem ir... e vão tão devagar e sem se aperceberem que há uma fila descomunal atrás de si...
5. malta que faz asneiras das grossas e depois ainda nos manda pró sítio! Devem pensar que são todos parvos e maus condutores como eles...
6. malta que gosta de atirar as beatas em andamento! Devem pensar que o meu carro é um cinzeiro, não? O teu carro também deve ter sido mais barato, não veio com o cinzeiro... a estes senhores, devia de existir um sistema de ricochete que fizesse a beata acertar-lhe de volta, em cheio no meio da testa! E acesa de preferência!
7. malta que estaciona o carro a ocupar 2 lugares (quando não são 3...)! Não há mais ninguém a precisar de estacionar o carro, pois não?!!
8. malta que estaciona o carro no lugar dos deficientes, sem o ser! Quer-se dizer, devem ser de certeza, da cabeça!!!
9. malta que gosta de andar com os máximos e os faróis de nevoeiro ligados sem ser preciso (alguns até mesmo de dia...). Sofrem de miopia agravada?? Ou estão numa cruzada para cegar os demais?
10. pessoas que têm carros de cores manhosas que não se vêem em dias cinzentos ou de nevoeiro e não sabem que devem ligar as luzes... Vocês sabem que o carro tem luzes, não sabem? Ou acham que isso é só para usar de noite escuro como o breu? É que os restantes não têm visão RX...
 
Mas apesar de existir muita gente que anda na estrada como se fossem os únicos eu continuo a adorar conduzir, a adorar ter controlo sobre uma máquina que me permite ir onde eu quero! Às vezes, ponho-me a pensar que se tivesse vivido nos tempos do faroeste, teria que ter de certezinha um cavalo... só que esses parecem ser mais complicados de "conduzir e manobrar"...

1 de junho de 2011

Dia de ser Criança

Sempre adorei o Dia da Criança!
Porque nesses dias, a minha mãe acordava-me sempre com um bombom e uma quadra, que deixava em cima da minha mesa de cabeceira! E eu ansiava por aquilo sempre...
Nunca perdi algumas das minhas facetas de criança, como dar uma boa gargalhada e alinhar sempre em partidas engraçadas com colegas e amigos!
Confesso que às vezes, passo por um parque infantil com baloiços e me apetece simplesmente sentar-me e balançar-me neles um bocadinho...
Nos dias que correm, sou criança todos os dias um bocadinho, enquanto partilho brincadeiras com o meu filho!

27 de maio de 2011

Casa de Gelados n.º 1

tirada da net


Ontem, depois de sair do trabalho, vinha a passar na zona ribeirinha da cidade que me viu nascer e crescer, quando decido parar o carro e ir comer um sorvete à Casa de Gelados n.º 1. 
Sentei-me num banco de jardim e enquanto me deliciava com aqueles sabores (pistachio e iogurte e chocolate e baunilha) contemplei o lago em frente, com o seu repuxo e o rio que borbulhava lentamente ao meu lado esquerdo, com os barquinhos a ondular...
E relembrei tanto de há tantos anos atrás...
Quando era uma menina de apenas 5 ou 6 anos, de vez em quando a minha mãe ia-me buscar à ama e levava-me aos "Baloiços", o parque infantil da minha eleição, bem no centro da cidade, que já não existe e do qual apenas me restam as memórias de momentos muito bem passados e um quadro pintado a guache que encontrei numa loja de souvenirs em Faro há uns 8 anos atrás (quando o vi, reconheci logo o parque dos baloiços e do escorrega grande). Quando lá íamos, eu fazia sempre o pedido do costume: "mãe, vamos comer um gelado ao Largo da Casa Inglesa!" e a minha mãe quase sempre acedia ao meu pedido!
Na altura, comíamos sempre um sorvete da Casa de Gelados n.º 1, que era praticamente a única que lá havia, só tendo tido concorrência de uma gelataria, teria eu uns 8 anos... Eu sabia que íamos lá comer o sorvete porque era onde ficava mais barato. Mal sabia eu que era também onde eram melhores, mais deliciosos!
A dúvida quando lá chegava era sempre a mesma: escolher entre os dois/quatro sabores disponíveis! Chocolate e baunilha ou Morango e Chantilly...
Já adolescente, passei lá com amigos, para ficar a saber com toda a satisfação que já podíamos combinar os dois sabores (ou quatro...) num só gelado. E há poucos anos atrás descubro, ainda com mais satisfação, que eles tinham "criado" mais um sabor: pistachio e iogurte! O meu sabor preferido de todos...
Por isso, ontem resolvi parar um pouco e pôr a azáfama diária da rotina quotidiana, e durante 10 minutos saborear um sorvete! Tirei aqueles 10 minutos só para mim, sem correrias, sem relógios a fazerem tique-taque!
E sem dúvida, a Casa de Gelados n.º 1 mantém-se a minha casa de sorvetes de eleição, porque os sabores continuam os mesmos desde que me conheço por gente!!

20 de maio de 2011

Feitios

Como dizem por aí: se eu podia ter melhor feitio?!

Poder, até podia...

Mas não seria a mesma pessoa!

Não seria a Naná!!

19 de maio de 2011

Porque gosto tanto da minha terra!

Porque me posso dar ao luxo de decidir em cima do joelho ir almoçar a um restaurante típico, que existe numa ruela há mais de 30 anos, por sugestão e com a companhia de um colega de trabalho.
Quando lá chego, descubro que fica na mesma exacta ruela da padaria de bolos onde desde miúda a minha mãe me levava, fosse para comer um pastelinho de nata ou para encomendar o meu bolo de aniversário (escusado será dizer que regressei no tempo mais de 20 anos e aquele cheiro característico dos bolos voltou a povoar-me o espírito, abrindo-me o apetite! - como é que eu hei-de emagrecer assim?!)
Quando saio do restaurante, onde me regalei com umas pataniscas de bacalhau (mais uma vez: como é que eu hei-de emagrecer??!!), cai uma bela chuvada e enquanto nos abrigávamos numa rua do centro, comento com o meu colega: ouvi dizer que ali a Casa da Isabel é muito gira e tem muitas iguarias docinhas e boas!
E ele ao perceber que eu nunca tinha entrada numa das mais míticas casa e salões de chá da cidade que me viu nascer, diz-me: "vamos lá entrar!"
E pronto, foi assim que conheci um salão de chá pequenino, acolhedor, típico e cheiiiiiiioooooooooooo de bolos e bolinhos e doces regionais, daqueles que me fazem ficar derretida a olhar para a montra a tentar decidir qual irei escolher!
tirada daqui

E não podia deixar de escolher o docinho que acho que melhor caracteriza a minha região, e que estava de comer e chorar por mais: D. Rodrigo!!

Mas fiquei logo de olho num bolo de alfarroba, negro luzidio, como se quer!