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8 de junho de 2017

Os amigos do Filipe

Há uns meses atrás, fui levar o Filipe a uma festa de anos de um amigo da escola.

Quando depois o fui buscar, fiquei por lá uns 15/20 minutos.

Assim do nada, sem mais nem menos, um dos amigos dele, assim o mais espevitado vira-se para mim e diz-me:

- Sabe que o Filipe é o mais inteligente da turma toda?

- Ai sim?!

- É verdade! - respondeu ele totalmente convicto.


Por acaso desconfiava, mas com esta pergunta fiquei com a certeza!

E completamente babada!

20 de maio de 2015

1 ano = 12 meses = 365 dias

De vida.
Da tua vida.
De ti na minha vida, na vida do teu pai e do teu mano.

Hoje completas um ano e eu ainda estou incrédula.
A tua entrada no mundo foi antecipada, inesperada, atribulada e cheia de ansiedade (minha).

Os teus primeiros 6 dias de vida foram passados num berço na Neonatologia do hospital. Por isso, esta manhã percorri aquele longo corredor que fiz tantas vezes em apenas 6 dias, para ir deixar uma lembrança ao pessoal da unidade, em jeito de agradecimento por toda a ajuda que te deram (e me deram) naqueles 6 dias, mistos de receio, de dores, de medos, de esperança.

Às vezes, enquanto dormes nos meus braços, olho para ti e sinto um pânico enorme, porque de repente me recordo que poderias não ter singrado, e que eu poderia ter-te perdido. Mesmo depois de te ter conhecido! Mesmo depois de me ter apaixonado instantaneamente por ti, tão exactamente igual ao teu irmão, 6 anos antes.

Os dias em que estive na maternidade foram complicados. Estar numa enfermaria, na cama do meio, ladeada por duas mulheres cujos  berços estavam cheios, enquanto o meu permanecia vazio não foi uma realidade fácil de assimilar. Os olhares das visitas, com aquele ar de espanto e curiosidade davam cabo de mim e eu, que só queria estar perto de ti, percorria aquele longo corredor, a passinhos lentos, para não forçar a costura da cesariana, e sentava-me numa cadeira desconfortável durante horas, as que mediavam entre as refeições na enfermaria. Olhava para ti, tão pequenino, com apenas 2010 gr., que depois se reduziram às 1915 gr., e observava os fios ligados a ti, enquanto tu dormias placidamente.
Na primeira visita que te fiz depois de teres sido internado na Neonatologia, perguntei à enfermeira se te podia pegar ao colo, como que a pedir autorização, como se não fosses meu... e eu segurei-te no meu colo durante mais de 1h até ficar com os braços dormentes, não porque pesasses muito, mas porque te segurava com os braços em suspensão, como se nunca tivesse segurado um bebé meu nos braços.

Os teus primeiros três meses foram muito complicados para mim, e ainda hoje recordo esse tempo como um tempo enevoado, que não sei se vivi ou se apenas passei por ele, porque tu querias mamar de 1h30 em 1h30 (dia e noite) e choravas a bom chorar nos intervalos, aflito porque querias bolsar e nem sempre conseguias, apesar de arrotares com facilidade.
E é esta a sensação que tenho do teu primeiro ano, que foram dias e meses muito complicados para mim, na gestão da tremenda privação de sono, na gestão do teu choro compulsivo, e aos gritos, que me fez desesperar tantas e tantas vezes, que me arrasa e deixa de rastos.

Têm sido dias e meses agridoces, porque és um bebé lindíssimo, quando bem disposto exibes o maior e mais lindo sorriso, a toda a gente sem excepção. És dono duma força física tremenda e tens uma genica sem igual.
Os teus olhos como duas azeitonas pretas, com umas pestanas longas derretem-me o coração e as bochechas rechonchudas com os lábios perfeitos fazem o resto!
Os teus dois dentes completam o quadro de menino lindo e fofo, que me torna na mãe mais babada à face da terra.
És tagarela desde cedo, e apesar de só tardiamente teres aprendido a gatinhar, caramba... assim que aprendeste o conceito de auto-mobilidade, tem sido um ver-se-te-avias e creio que daqui por poucos dias estarás a andar pelo teu próprio pé sem necessidade nenhuma de apoio.
Antevejo já que será melhor começar a colocar trancas nas gavetas e armários, porque tu já ficas maluco quando abro um armário da cozinha diante dos teus olhos, como se tivesses ganho a lotaria!
És louco pelo teu irmão, mas és safadolas e puxas-lhe os cabelos e querer morder-lhe, apesar de seres "bi-dente".
Gostas muito de mim, mas preferes claramente o colo do teu pai, seu vendido!
És um reguila tremendo, que me tem pregado vários sustos nestes 12 meses. Presumo que vais ser ainda mais teimoso e voluntarioso que o teu irmão, que a meu ver, agora é um santo!

E eu adoro-te com toda a fibra do meu ser!
Parabéns, meu cachucho reguila.

31 de outubro de 2014

Donkey business



Estás enorme, mas continuas a ser (e assim será até eu morrer bem velhinha e de cabelos brancos) o meu menino, o meu bebé, o meu "caluxo".

És meigo, inteligente, divertido, teimoso (porque raio havias de herdar isto de mim??!!), extrovertido e às vezes meio palhacinho.

És um tagarela, e tens cócegas. A televisão hipnotiza-te por completo (bolas, já são duas coisas que herdaste...) e eu posso chamar por ti que tu não me ouves nem um segundo.

Adoras o teu irmão e ajudas-me quando ele choraminga e eu não o posso atender logo.

E eu vejo que andas carente. Que queres e precisas de um pouco mais da minha atenção. Porque és uma criança sensível, e com uma memória de elefante (isto herdaste do teu bisavô José!) e às vezes só te descoses passados uns dias... e eu caio em mim. E só me apetece espancar-me a mim mesma por não ter percebido no momento.

Eu sabia que teria dificuldade em abarcar o mundo, como quero sempre fazer, mas há dias em que me sinto mesmo assoberbada e por mais que veja que precisas de mim e do meu colo, não consigo fazer mais que o que faço.

Às vezes gostava de ter poderes mágicos e fazer o tempo esticar, mas outras só desejo que pudesses ter uma infância mais semelhante à minha, que foi muito mais slow-motion, muito mais liberta de stress e de correrias e de afazeres e azáfamas e tarefas e actividades.

Às vezes sonho que consigo dar-te um pouco da felicidade que eu vivi quando era pequena e sinto-me esperançosa de que os bons momentos que sempre tento proporcionar-te te ficarão gravados nesse disco rígido que é a tua moleirinha, e que um dia te ouça recordá-los com alegria.

23 de outubro de 2014

Ricardices #2

O Ricardo parece cada vez mais estar a treinar a comunicação.
Se o Filipe é um tagarela de primeira, estou a ver que o Ricardo não lhe vai ficar atrás... estou bem tramada!
De há uns dias para cá, o Ricardo aprendeu a fazer sons como estalidos e brr's e dá gritinhos. Ontem deixei-o no berço uns minutos e aquilo ia para ali uma converseta...
Será que se o levar ao Zoomarine ele será capaz de se entender com os golfinhos?! 
É que os gritinhos e estalidos dele parecem mesmo um golfinho, assim como este...

30 de janeiro de 2014

Momento "mãe babada" do mês

Aquele que eu tive ontem de manhã, ao ir levar o Falipe à "escola da pré" (como ele lhe chama) e encontrar-me com a professora, que me diz:

- Olhe que o seu filho já está praticamente a saber ler!

Que orgulho que senti no meu filhote!

No seu enorme interesse por tudo o que envolva letras, sílabas e palavras.

Este momento foi ainda melhor porque na noite antes, enquanto lhe lia ao dormir o "Mãe que Chovia", ele subitamente identificou sozinho a palavra "osso" na palavra "posso"...

14 de novembro de 2013

Carta de mãe

Gosto de te observar.

De ficar quieta e imóvel apenas e só a "absorver-te", os teus gestos, a forma como respiras, o teu olhar preso de atenção ao televisor. Os teus olhos castanho escuro, em tudo iguais aos do "teu pai", como proclamas.

Gosto de ver os teus olhos cerrados num sono suave e doce, logo pela manhã, quando o teu pai te deposita na nossa cama, ao meu lado, e eu faço ronha por mais cinco ou dez minutos. Olho para o teu rosto angelical, de pele clara e macia e fico sempre espantada ao constatar que tens umas pestanas enormes e lindas.

Por vezes, estendes a tua mão na minha direcção e afagas o meu rosto, como que dando a entender que percebes que eu estou fixamente a observar-te, como se quisesses que deixe de o fazer. Outras vezes, aproximas-te de mim, buscando conforto no calor do meu corpo e aquele espaço perfeito para te encaixares no meu colo, que só tu conheces. E eu recebo-te com o coração a transbordar de amor por ti.

Outras manhãs, estás mais desperto e são inúmeras as vezes que me tentas acordar, mesmo quando estou a ter dificuldade em acatar a ordem do despertador... o meu coração transborda ainda mais quando nessas manhãs, uma das primeiras coisas que me dizes é "gosto muito de ti, mamã!"

És o meu doce menino, curioso e inteligente. Que agora descobriu que pode dar desculpas esfarrapadas como "dói-me a perna" ou "isso faz-me doer a barriga" quando está preguiçoso.

Começaste a inventar palavras que eu não entendo e ficas todo convencido que estás a dizer coisas importantes. Devoras livros de actividades mais depressa do que eu esperaria e todos os teus desenhos incluem letras e números. Deliras quando a professora manda a pasta com o TPC e eu pergunto-me se vais sempre gostar assim tanto de os fazer, antes de tudo e mais alguma coisa, quando chegas a casa.

Encostas a tua cabeça à minha barriga e afirmas convicto que vais crescer muito mais do que a minha cabeça, porque queres ser grande como o papá. Eu acredito mesmo que sim, meu menino já homenzinho.

O meu colo parece já pequeno diante do teu tamanho, e os meus braços começam a ter dificuldade em suportar o teu peso. Mas és e sempre serás o meu menino, o meu bebé, o meu amor pequenino!

escrito ao som de http://youtu.be/WnImUjPG8qI

17 de outubro de 2013

Baú da felicidade #17

Numa manhã de domingo, Falipe decide que quer desligar a televisão e fazer um desenho (fico tão feliz quando ele toma estas decisões de livre iniciativa!).

Começou por desenhar a lápis de carvão.
À medida que me ia explicando que estava a desenhar uma casa, contou-me que era uma casa de tijolos.

Depois, disse-me que era a casa dos 3 Porquinhos, mas não era a casa de palha nem a de madeira, não, não, nada disso!

Perguntei-lhe porque não desenhava os 3 Porquinhos e ele respondeu-me que não conseguia, "porque o Falipe não é capaz..."

Eu respondi com uma pergunta:

- Já tentaste?!

Ele não me deu grande resposta... e enquanto eu estava entretida a arrumar umas coisas, ele seguiu desenhando. Quando dei por mim, já ele tinha passado à fase de colorir os desenhos que fizera com lápis de carvão.

Quando vi o desenho todo completo, fiquei emocionada e totalmente babada! Não só porque acho que o desenho está giríssimo, mas porque me apercebi que ele pelo menos tentou desenhar os 3 Porquinhos, mas antes disso, desenhou o Lobo Mau, que a meu ver de mãe-naba-do-desenho, está mesmo muito bem feito!


18 de setembro de 2013

"Eu deixo-te ir trabalhar!"

tirado da net - álbum dos Chromatics

Foi o que me disseste esta manhã, quando te segurei a mão para te levar à escola "nova".

Sorri por me teres expressamente dado autorização para "ir trabalhar", porque no fundo és um tanto dono do meu destino, da minha vida quotidiana... ditas algumas regras pelas quais tenho que me reger.

Houve tempos em que não pude estar à altura das tuas exigências e foram mais que muitas as vezes que me auto-comiserei por te deixar longe de mim por demasiadas horas do dia. E nesses tempos, as tuas exigências eram bem maiores, daí a culpa ser monstruosa, e em algumas vezes até mesmo insuportável.

Perdi a conta ao número de vezes em que a hora a que a creche fechava era a hora a que eu saía do meu local de trabalho, com recurso a uma espécie de ultimato às minhas chefias, mas que no fundo só a mim se destinava. E ver o teu rosto de menino algo triste por seres o último na creche, expectante por ver o meu rosto assomar à porta da sala, foi o que ditou que eu procurasse alternativa laboral, para mim e em teu benefício!

As minhas chefias não compreendiam que eu tinha agora outra prioridade e fui muitas vezes injustamente acusada de não ter total disponibilidade para me submeter aos seus desmandos e às suas tiranias disfarçadas de obrigações de profissionalismo. 

Mas eu rejeitei essas acusações, porque não precisava delas, já que me acusava a mim mesma, e justamente, de te falhar e não ter total disponibilidade para ti, de tempo, de atenção, de calma e paciência.

Por estes dias, não tenho desmandos de chefias e gozo de um horário certo, onde não sou mal vista por sair à hora predeterminada, aliás como todos praticam. Nem tudo são rosas... há alguns espinhos, é certo...

No entanto, o saldo é tão positivo! Poder sentir-me serena e em paz para te abraçar, ouvir tagarelar, responder às milhentas perguntas que te saem em catadupa dessa moleirinha de menino curioso e esperto e principalmente ter a possibilidade de poder ficar apenas e só a observar-te em silêncio (pois... o silêncio... é relativo!)

8 de agosto de 2013

Dizem que o amor (de mãe) é cego...

O amor de mãe é cego.
Nasce muito antes de ela ser mãe efectivamente, antes de conhecer o rosto do seu filho.
Cresce à medida do crescimento da barriga, onde o bebé se estende e revolve.
Aumenta exponencialmente nesse primeiro encontro, e transforma-se num amor profundo, acrescentado a cada dia que passa.

O amor de mãe é cego, diante de noites mal dormidas, sonos interrompidos a intervalos de poucas horas, choros cuja causa ainda não entende muito bem. 

O amor de mãe não conhece obstáculos ou fronteiras.
Não esmorece perante as manhas ou as birras do pequeno ser que gerou.
Faz encolher milhões de vezes o coração à mais pequena maleita ou dói-dói da sua cria.

O amor de mãe é cego e não guarda ressentimento, pois perdoa instantaneamente e esquece em apenas um minuto as tropelias, teimosias, chantagens e asneiras praticadas por seres de palmo e meio.

Aumenta essa cegueira a cada nova conquista, a cada novo conhecimento adquirido, a cada aprendizagem, a cada nova etapa e principalmente quando o seu filho aprende a dominar a arte do elogio e do sorriso.

O amor de mãe é cego pois desconhece o que o seu filho se tornará no futuro, tendo apenas a firme certeza de que independentemente das escolhas de vida, pessoal e profissional, que ele venha a fazer, o amará com todas as fibras do seu corpo e todos os milímetros do seu coração.
O amor é cego e torna-se surdo selectivamente quando ele pretende reclamar independência.
O amor de mãe é cego a ponto de aceitar o que não compreende, mesmo consciente de que as escolhas foram más e terão resultados desastrosos.

O amor de mãe é cego porque apenas tem um objectivo em mente: que o seu filho seja feliz!

13 de agosto de 2012

Esquerdices

Hoje é o dia internacional do canhoto.

O Falipe é canhoto.
A minha mãe também o era.

Quando estava grávida do Falipe desejei secretamente que ele fosse canhoto, vá-se lá saber bem o porquê... talvez por num impulso de desejos parvinhos achasse que seria giro ele ter qualquer coisa em comum com a minha mãe.

Na reunião de fim de ano, a educadora do Falipe mencionou que ele, ao nível da motricidade fina estaria menos desenvolvido relativamente aos outros no uso da tesoura. 
Respondi que isso era mais do que natural, tendo em conta esse pequeno pormenor que a educadora possivelmente não levou em conta, o facto de ele ser esquerdino e como tal, ter alguma dificuldade em usar utensílios que não estão propriamente adaptados para quem usa a mão esquerda e não a direita.
 
Gosto que o Falipe seja canhoto, tal como achava imensa graça ao facto de a minha mãe o ser!
A minha mãe acabou por se tornar ambidextra no que à escrita diz respeito, por conta de muita reguada e muita palmada na mão esquerda, porque era considerado "feio" escrever à canhota... mesmo a minha avó contribuiu com muita palmada e muito ralhete por causa do uso da mão esquerda na costura, no crochet e em muitas outras coisas da vida quotidiana.
O Falipe nunca levará reguadas ou palmadas por conta disso, no que depender de mim, porque eu acho mesmo muito feio contrariar algo que nasceu com a pessoa, e que no fundo, não prejudica ninguém!
No entanto, quando lhe estendem a mão num aperto, ele que tinha propensão a oferecer a esquerda, já usa estende sempre a direita.

A minha mãe, quando eu me portava mal, dava-me palmadas sempre com a mão esquerda.
O Falipe quando "levanta mão" em sinal de protesto, fá-lo sempre com a esquerda!

Dizem que os canhotos são pessoas mais inteligentes e sensíveis que os dextros.
Isso não saberei dizer... e pouco me interessa se é essa a razão da sua inteligência.
Sei que todos os canhotos que conheço são pessoas dotadas de uma rapidez de raciocínio e perspicácia fora do comum.
Sei que o Falipe capta coisas com uma enorme facilidade e rapidez. A educadora diz mesmo que é muito perspicaz, apesar de muitas vezes ostentar alguma abstracção do meio que o rodeia.
Se está relacionado ou não, não sei!
Sei que gosto de vê-lo pegar nos lápis de cores com a mão esquerda e fazer desenhos, enquanto põe a ponta da língua de fora, ao canto da boca!

18 de julho de 2012

Falipices #19 - assim é o amor!

Estava a ver quanto tempo ia demorar até que ele se saísse com uma destas tiradas...

Ontem foi o dia!

- Mãe, queres casar comigo?

E depois acrescentou:

- Vamos namorar...

Já tinha havido um prenúncio deste discurso, quando no passado domingo enquanto tomávamos o pequeno-almoço só os dois, ele pegou em duas peças plásticas em forma de cornucópia, e as juntou fazendo a forma de um coração (tem olho e perspectiva sobre as formas dos objectos) e me diz todo meloso:

- Mãe, um coração p'a ti!

Curiosamente, foi um gesto totalmente desinteressado e sincero, já que ele não estava claramente a tentar engraxar-me.

30 de janeiro de 2012

Falipices #4

"- Mamã, estou feliz!"

E eu fico com o coração a transbordar de amor e carinho por este homenzinho que mudou a minha vida!

29 de setembro de 2011

Abêcêdê

tirada da net

O F. desde cedo começou a captar as letras do abecedário. Quando digo cedo, para mim pode ter sido cedo - por voltas dos 2 anos e poucos meses - mas pode até ser perfeitamente normal, não sei! Sou mãe de primeira leva, por isso para mim é tudo novidade e é tudo uma conquista!
Tem muito mais facilidade para decorar e reconhecer as letras do que os números, que também já conhece, mas que aldraba na ordem: dôis, tés, quato, cinque, séiz, oito, nove, sét, dez! E remata sempre no fim com um ehhhhhh!
Calculo que para este "conhecimento" tenha em muito contribuído o facto de um dos brinquedos que comprei para pôr no quarto dele ter sido um tapete grande de quadrados, tipo puzzle colorido com as letras todas. E ele começou a achar piada a retirar uma letra e nós dizermos-lhe que letra era e que som fazia.
Outra coisa que deve ter ajudado é o facto de ele ser viciado nos desenhos animados do Super Why, que eu também gosto, por achar os bonecos giros e serem altamente educativos, talvez um pouco avançados demais para os 2 anos e 9 meses dele, porque se lêem histórias em inglês que depois traduzem para português.
Calculo que já estão aí a imaginar que ele sabe as letras todas de cor e de seguidinha...
Nada disso!!!
A primeira letra que ele aprendeu foi o L e passou a reconhecê-la em quase todo o lado, principalmente num placard enorme duma empresa que fica próxima de nossa casa, que no fim do nome exibia Lda.
Depois aprendeu o T, que ele idolatra por alguma razão que desconheço... mas inicialmente dizia que era um Bê...e eu tinha que estar sempre a corrigir.
Depois aprendeu logo à primeira quando lhe ensinámos o I e nunca mais se esqueceu!
Em seguida foi o J, que ele começou por dizer bem "jota", mas agora pronuncia "joca".
E o H, que ele pronuncia na perfeição "hagá"!!
Também reconhece o E em qualquer lado.
E foi aprendendo umas atrás das outras, se bem que há algumas que ele tem mais dificuldade em fixar...
Mas esta manhã, eu e o G. ficámos com um sorriso de orelha a orelha, em que as bochechas pareciam ter ficado pregadas, ao vê-lo passar dum quadrado do puzzle para o seguinte à medida que ia dizendo qual era a letra que ali estava!
E então era assim, andava à volta do quadrado no "circulo exterior" (convém explicar que quando construí o puzzle troquei as letras todas e estão ao calhas): kápa, ó, bê, Y (que ele ainda não diz, fica parado à espera que lhe digamos como se chama...) éfe, à, éle, éne, W (que ele ainda não consegue dizer...) xinês (o X, que não sei onde foi buscar a ideia do chinês...), zê, éne (troca o M e diz que é éne), iiiH... E depois voltava ao princípio e repetia tudo de novo!
É impossível não ficar babada por ver que o meu filho, com tão poucos anos, já consegue reconhecer uma série de letras do alfabeto e acho que é benéfico que ele as vá aprendendo sem ser através da ladainha do alfabeto, como aprendemos na escola: A, B, C, D, E, F, G.... e por aí fora!

22 de agosto de 2011

Consciência rodoviária

O F. não pára de me surpreender e de vez em quando sai-se com umas tiradas que me deixam abismada e feliz e ainda mais mãe babada!
Ontem saímos os dois logo de manhã, para uma ida ao supermercado. 
Meti-o no carro, sentado na sua cadeira e sentei-me ao volante, para tirar o carro da garagem.
E ele diz-me: 
"Mãe, põe o cinto!"
Fiquei absolutamente espantada com a ordem e com um sorriso de orelha a orelha, por ver que o meu pequeno filho já sabe que o cinto de segurança é uma coisa importante!
Resta-me apenas explicar que a razão de não ter envergado o cinto de segurança se deveu ao facto de ainda ter que sair do carro, para fechar o portão da garagem.