1 de outubro de 2014

O tempo foge à velocidade luz

Faltam 16 dias para terminar a minha licença de maternidade.

Se por um lado tento aproveitar ao máximo estes dias e absorver tudo o que posso deste meu filho, que é um sorridente nato por sinal, um bem disposto de primeiro linha, por outro lado sinto-me cada dia mais f&$/&%% aborrecida por pagar impostos como uma nórdica e não usufruir dos direitos parentais como uma nórdica...

A ideia de regressar ao trabalho entristece-me, porque apesar de saber que preciso trabalhar para sobreviver, e me poder dar a certos pequenos luxos, significa que vai haver uma série de etapas de crescimento e evolução do Ricardo que acontecerão com ou sem a minha presença. Significa que todas as gracinhas, todas as conquistas e aprendizagens dele virão quase pela certa a acontecer na minha ausência.

Ontem ele descobriu os "gritinhos" e eu senti o meu coração crescer e inundar-se dum sentimento que não sei descrever.

Hoje cortámos mais um pouco o "cordão umbilical" invisível e ele experimentou a primeira sopa dele. É sempre um misto de alegria e uma certa nostalgia, porque eu sei que ele está a crescer e é uma evolução natural, mas isso significa ao mesmo tempo que ele vai deixando cada vez de ser "meu", só meu!



5 comentários:

gralha disse...

Custa sempre um bocadinho. Mas é tão boa esta fase que está a chegar, em que o Ricardo descobre realmente o mundo :)
Beijinhos e bons últimos dias só "vossos".

ei! kumpel disse...

Tudo tem o reverso da medalha. Eu fiquei em casa 9 meses depois do Enzo nascer e quando voltei ao trabalho estava ansiosa por o fazer. Foram 9 meses sempre, sempre sempre com um bebé, nunca estive longe dele - como não temos família cá não havia ninguém para nos dar folga.

Não penses que não vais estar lá para ver as gracinhas… podes não ver o primeiro passo, mas vais ver o segundo, o terceiro e muitos mais. Custa ir trabalhar e não podermos estar tanto com eles, mas na verdade é um óptimo exemplo que damos aos nossos filhos. beijinhos!

Joana disse...

O tempo voou mesmo! Mas como diz a Margarida, embora custa passar por esta fase de retorno ao trabalho, com certeza vais saborear todas as etapas do seu desenvolvimento. Beijinhos e que corra tudo bem

Amigo Imaginário disse...

Por aqui é bem pior... nem chega a 3 meses, porque tem de se tirar a semana anterior ao parto. E olha que se há país onde os impostos são obscenos é a Bélgica! Não sei como esta gente aguenta...

Magda E. disse...

é por isso que apesar de ter dias de me descabelar, de achar que já não sei falar "adultês", apesar de viver com o cinto apertado, não me importo nada de ter ficado em casa com a G. e agr com o pequenino. Força Naná, o que tem de ser tem mesmo de ser.