25 de novembro de 2011

Comer "à tripa forra"


Recebi isto por e-mail e não resisti a publicar!

Entrega de prémios

tirada da net

Pois que no final do Campeonato da Sueca, faz-se uma jantarada!
Para entregar os prémios!
Este ano diz-se que ainda vão haver taças, mas para o ano com a crise, calculo que os prémios serão um chouricito e uma lata de conserva de atum. É mais barato e faz mais falta!
Cá pelas minhas contas, eu e a minha parceira devemos ter ficado em 9.º ou 10.º... mas sei que quem ganhou foi o meu chefe!
Também não entrei na "jogatana" para ganhar nenhuma taça, foi mais pela brincadeira e pela confraternização e convívio com os colegas! E houve jogos bem engraçados, super disputados e onde me ri a bandeiras despregadas, principalmente quando jogávamos contra equipas masculinas, super batidos e depois lhes ganhávamos com uma pinta tremenda!
Houve no entanto um jogo, que já estava por tudo... era uma daquelas equipas batidas, mas com extremo mau perder... cada vitória que lhe arrancávamos servia para exaltar ânimos entre os dois parceiros... foi mesmo "spooky"... quando a dada altura pergunto se era eu a jogar (sou sempre a mesma distraída), recebo um sonoro "NÃO", que me fez pensar que o senhor me ia agredir se eu dissesse mais algum "ai"...
Perdemos uns quantos, ganhámos uns quantos, foi divertido, e isso é que interessa!

Porque eu mereço!


Estou quase a entrar de férias!
Pois é, não fui de férias no verão, como meio mundo. 
Confesso que este será o primeiro de muitos anos em que não tirei as minhas queridas férias em Setembro... e para ser sincera, fez-me mossa... ando já aborrecida e enquezilada com tudo e com todos... 
Este ano as minhas férias de 2011 serão todas gozadas no outono/inverno!
Não é nada habitual... 
Mas estou tão ansiosa por elas e já tenho tantas coisas pensadas para fazer, que vou estar mais ocupada nas férias do que numa semana de trabalho. 
Mas eu sei que vou andar feliz e contente da minha vida, sei que vou-me cansar, mas estarei imensamente mais feliz do que estando a trabalhar!
Saber que posso sentar numa esplanada a saborear um café 1h ou 2h, se me apetecer, vale mais que muito! 
Saber que posso abancar na minha máquina de costura Singer e dar ao pedal e tratar do enxoval do meu F. sem estar a contar o tempo, dá-me genica!
Mas principalmente, saber que finalmente vou poder dar a volta aos meus roupeiros todos e revirar tudo e organizar tudo de novo, dá-me um ânimo redobrado!
Quem disse que umas boas férias são só aquelas em que estamos de papo para o ar??!! Ou as que fazemos fora de casa??! (se bem que destas tenho cá umas saudades... ir por este país afora, conhecer e apreciar o que tem de mais bonito!)

Nota importante: convém dizer que eu sou uma daquelas tipas que quando não tem o que fazer, inventa!! Já quando está numa de "dolce fare niente", também é profissional!

24 de novembro de 2011

Só eu sei porque não fiquei em casa!

Defendo o direito à greve, mas nunca o exerci. Para vos dizer a verdade, até me esqueci que hoje era dia de greve geral... só me apercebi quando cheguei ao trabalho...
Lembro-me sempre da minha mãe contar que apenas tinha feito greve uma vez na sua vida de funcionária pública. Foi trabalhar mas fez greve de zelo, ou seja, ficou lá o horário de trabalho, mas de braços cruzados, como forma de greve. Ela dizia que não tinha ganho nada com aquilo e que lhe tinham descontado o dia na mesma, obviamente!
E que desse dia em diante tinha optado por não fazer greve mais vez nenhuma.
Esta história ressoa sempre na minha cabeça quando ouço falar de greve... não condeno quem faz e acho muito bem que haja este direito consagrado, já que existem algumas pessoas cujas profissões no nosso país que não podem exercer este direito, porque lhes está vedado... 
No entanto, vejo sempre muito poucos resultados deste tipo de luta... 
Tenho cá na minha ideia que se todos optássemos por em Março/Abril não apresentar a declaração de rendimentos/IRS, era capaz de ser uma forma de protesto mais eficaz! Mas teria que ser todo o povo português contribuinte e pagante, em peso!! Se isso acontecesse estaríamos a passar uma mensagem muito mais clara à nossa classe política. A de que se querem o dinheiro dos nossos impostos, venham cá buscá-lo!!! Querem pagar a dívida e viver à custa dos contribuintes?! Então vão ter a tarefa dificultada... 
É claro que alguém vai já dizer-me que pagamos impostos no acto de compra da mínima coisa e que o vencimento que recebemos já vem com o débito do que foi deduzido em sede de IRS e de Segurança Social... mas não sei, acho que era de experimentar a ver se eles se aguentavam muito tempo sem os nossos impostos...! 
Também me vão dizer que a DGCI já tem um sistema informatizado que permite saber quem recebeu o quê e de quem... mas mesmo assim há muito menino a não declarar o que ganha... e que foge aos impostos... enquanto os outros pagam ao cêntimo, porque não conseguem fugir!
Não sei é só uma ideia em bruto...

Da amizade

"A amizade é uma alma que habita em dois corpos;
um coração que habita em duas almas."
Aristóteles (384-322 A. C.)

Ontem andava à procura duma coisa na despensa e encontrei um dos sacos que trouxe de casa dos meus pais, com coisas que separei para depois escolher, quando encontrei um livro que me ofereceu a minha melhor amiga de infância, teria eu aí uns 12 anos: o Livro da Amizade.
Basicamente é um livrinho pequenino que tem uma série de citações de várias personalidades intemporais, sobre o que consideram ser a amizade.
Para mim, esta citação é a melhor de todas, aquela com que mais me identifico.
Para mim, a amizade é isto mesmo!
Posso gabar-me de ter várias pessoas na minha vida com quem partilho este sentimento.
Posso também gabar-me de ainda hoje ser capaz de construir amizades sólidas, já que sempre ouvi dizer que com a idade, as amizades perdem-se por múltiplas circunstâncias, assim como se torna cada vez mais dificil fazer amizades novas.
Acho que no essencial, temos que continuar a ter o coração aberto e um pouco de inocência ou ingenuidade e acreditar sempre que há pessoas que existem na nossa vida apenas para nos fazerem bem!

23 de novembro de 2011

Coisas que me irritam (parte não sei já quantas...)

Pessoas que arranjam doenças e maleitas para chamar a atenção!
Pessoas que inventam dores e doenças e que fazem daquilo um bicho enorme de 14 cabeças (não são só 7...).
Eu nunca tive muita paciência para hipocondríacos e por vezes até me espanto com a insensibilidade que demonstro, em certos casos, perante o sofrimento físico e psicológico provocado nos outros por doenças... 
No entanto, se percebo que as queixas da pessoa são reais e efectivas, sou capaz de me desdobrar em cuidados e ajudo o mais que posso, nem que seja distrair a pessoa e dizer uma laracha para ela se rir e esquecer momentaneamente que dói aqui ou acoli...
Já com aquelas pessoas que são "queixantes" profissionais, que de tudo fazem um problema de saúde sem par, mesmo que ele não exista ou seja apenas uma unha do pé encravada ligeiramente (as unhas encravadas mesmo ainda doem para caramba, eu sei!), fico totalmente indiferente e por vezes dá-me para ser cáustica. Só me apetece virar-lhe as costas por um lado, ou dizer-lhes o que penso, por outro!
Eu quando estou doente sou daquelas que vai suportando sem dar grandes sinais disso. Também sei que há pessoas que suportam melhor os problemas de saúde que outras...
Mas fico fico para lá de irritada quando se me vêm com queixas: "ai estou tãããão mal! Ai que isto deve ser coisa grave!", quando de facto não há fundamento nenhum nisso. A estas pessoas por vezes mordo a língua para não lhes dizer: "veja lá se morre duma tripa cagaiteira!", como se diz cá na zona...
No meio disto tudo, só penso: eu quando for velha não quero ser assim... queixinhas!
Livra!...

22 de novembro de 2011

Anjinho

Comprei há algum tempo um Anjinho da Anita Catita e por falta de tempo ainda não me tinha dedicado a ele.
No fim-de-semana passado, venci a preguicite e arregacei as mangas.
Foi super fácil de fazer, a Anita Catita tem umas instruções muito fáceis de seguir nos seus kits. Levei algum tempo, mas fiquei contente com o resultado final.



21 de novembro de 2011

Cá está!

Lembram-se de ter aqui mostrado um "trabalho em progresso" (é a minha versão tuga do Work in Progress)??

A ideia inicial era fazer uma mala para mim, mas como fiz a coisa em grande proporção (tenho tendência para o exagero, que hei-de fazer?!...) e depois do roubo da minha mala, ter ficado seriamente dissuadida da ideia de usar malas grandes, acabei por alterar o propósito destes granny squares, cujo esquema aprendi no Youtube.
E aqui está o resultado final:


E agora o G. diz que; se quero compor o ramalhete; terei que fazer outra igual...

Coração inundado


tirada daqui

Gosto de te observar, de parar uns minutos só a reparar em ti, nos teus gestos, nas tuas expressões faciais, no quanto estás diferente, no quanto cresceste, no quanto parece que já não és o meu menino bebézinho, "caluxo" do meu coração.
Já são raras as vezes que dormes no meu peito, mas continuo a adorar a emoção de sentir o teu corpo ondular cadenciadamente sobre o meu peito, ao ritmo da respiração, combinada com a minha, em uníssono.
Pego devagar numa das tuas mãos pequenas e observo cada milímetro dos teus dedos, as linhas desenhadas na palma da tua mão e comparo-a com a minha, tal como o meu pai tantas vezes fazia com as minhas mãos, que tinham o mesmo formato, mas eram infinitamente mais fininhas que as dele.
As tuas não têm bem o mesmo formato que as minhas, mas o meu fascínio mantém-se desde o primeiro dia em que senti a finura dos teus dedos nas minhas mãos, há quase 3 anos.
Gosto do teu cheiro a "pequeninos" como o teu avô Abel dizia que eu também tinha!
Adoro o toque suave da tua pele alva e afundo-me no amor que sinto por ti, que não tem fim nem começo nem limites nem par de comparação... 
Sinto o meu coração inundado de carinho a amor profundo por ti, como se uma avalanche de felicidade avançasse sobre mim!
Todos estes momentos deixam-me extasiada perante a imensidão do que é ser tua mãe e sinto-me grata e abençoada de tantas maneiras!!
És irresistível, seria impossível não te amar... especialmente quando me colocaste uma fita na cabeça a enfeitá-la, como se fosse uma coroa e me disseste:
"És uma p'incesa"

17 de novembro de 2011

Ou é ou não é...

tirada daqui

Irritam-me solenemente as pessoas que são a favor de a PSP e a GNR não poderem usar da força/arma no cumprimento do seu dever. Que acham que é abusivo e que isso é viver numa sociedade oprimida e musculada pelas forças de autoridade.
Quando defendo que se deve dar mais "autoridade" à PSP e à GNR,  em vez de os submeterem a processo disciplinar com vencimento e progressão na carreira congelados só porque sacaram da arma no cumprimento do seu dever de proteger os cidadãos contra assaltantes, assassinos, violadores e outros criminosos, colocam-me logo um rótulo de "salazarista" e isso ainda me irrita mais!
Nunca vivi no salazarismo, mas sei (pelo que me conta quem nesse tempo viveu...) que não teria gostado nada de viver nessa época.
Sou a favor de viver numa sociedade em que um PSP ou um GNR não tenham que pagar a sua farda do seu bolso, que não tenham que pagar a sua instrução para ingresso na "empresa" do seu bolso (já que o Estado obriga os patrões a dar formação gratuita a quem entra na empresa!), que possam andar em viaturas com seguro de responsabilidade civil e com inspecção periódica, que andem em viaturas com  os travões em condições e cuja manete de mudanças não salte, porque a viatura é dos tempos da 2.ª Guerra Mundial. Sou a favor de viver numa sociedade em que o PSP e o GNR não sejam acusados de viverem à custa dos impostos dos demais, porque há pessoas que se esquecem que os PSP e os GNR também pagam impostos como os outros todos...
Sou a favor de viver num país onde o criminoso paga pelo crime que comete e não sai solto e livre como uma pomba para ir cometer mais uns 10 crimes ao virar da esquina, enquanto o PSP/GNR ficam no tribunal mais 1h a assinar papéis. Sou a favor de um país onde as leis defendem as vítimas e não os criminosos.
Sou a favor de viver num país onde os corruptos são punidos, em vez de serem sucessivamente nomeados, empossados e reconduzidos em cargos altaneiros onde  podem prosseguir com a sua vidinha livremente...
Sou a favor dum país onde não grasse o sentimento de impunidade. Sou a favor dum país onde as pessoas criticam o polícia que atirou contra o assaltante e o deixou aleijado, mas depois criticam a o polícia quando não fez nada para os ajudar... e clamam à boca pequena que o "polícia é um calão e não cumpriu o seu dever!" Se o polícia faz é porque fez, se não faz é porque não fez...
Decidam-se!!! Ou querem que a polícia tenha alguma autoridade no cumprimento do seu dever, ou querem que a polícia use armas com flores a enfeitar os canos... 
Porque quase sempre estas pessoas só se lembram de Santa Bárbara quando faz trovões...

15 de novembro de 2011

Para o inverno

Usamos isto e depois mais isto

E fazemos isto:
Depois pegamos nisto:

E juntamos tudo. Fica mais ou menos assim:




Quentinho para o inverno e para afastar o frio do meu pescoço!

Principiantes

tirada daqui

O encontro com a D. Amália foi bom, mesmo muito bom!!
Algo atribulado é certo, porque cheguei cerca de 45 minutos depois da hora marcada... culpa indirecta do G. que me deixou o carro na reserva das reservas de gasolina... e das obras em casa do meu pai, porque afinal faltavam duas caixas de pavimento para fazer o rodapé dos quartos, o que fez com que tivesse que ir às pressas buscar ao armazém, antes que o material desaparecesse e houvesse mais uma "rutpura" de stock...
Mas o que importa é que conheci a D. Amália e ela é uma querida! Uma mulher simpática, simples e humilde (como eu já esperava) e que se diz espantada comigo por eu, sendo tão nova, ter interesse e gosto por estas coisas que ela diz serem "coisas de velha"!
Adorei aquelas 2h a descobrir que afinal a minha lista de coisas para aprender é demasiado pequena e ela sabe tanto mais que me quer ensinar e que eu quero aprender!
Como dizia a Ana e bem, acho que é melhor fazer uma lista de coisas que quero aprender, por tópicos e a partir daí fazer um planeamento, que com sorte deve dar até 2015!
Esperam-se muitas mais horas assim, bem passadas a aprender com a D. Amália! 
Duas principiantes: ela como "mestra" e eu como "aprendiza"...

Obrigada Universo, por teres ouvido os meus desejos!

14 de novembro de 2011

Tal e qualmente...

Podia ter sido eu a escrever isto, mas não fui!
Mas exprime bem aquilo que se passa comigo! A Ana. esteve ausente, mas regressou em grande, sem dúvida!

"Quanto menos trabalho num dia, menos vontade tenho de trabalhar no dia seguinte.
Quanto menos me armo em carochinha cá em casa, menos vontade tenho de passar roupa, limpar chão e lavar janelas (!).
Quanto menos vou ao ginásio, menos vontade tenho de ir.
Quanto menos escrevo, leio, ouço música, menos vontade tenho de ler, escrever, ouvir música.
E o mesmo se verifica com os doces que como. Triste, eu sei."

Tirando só a parte de comer doces... que quanto menos como, mais vontade tenho de os comer!!

Mas a Ana. descreve bem um aspecto importante da minha personalidade... eu quanto mais tempo tenho em mãos, pior sou a geri-lo! Deixo sempre para o fim do prazo, à boa maneira "tuga".
Sou péssima a impor-me limites, prazos, datas, metas!
E isto sucede mais ainda no campo profissional do que no campo pessoal.
Gosto que me imponham datas, prazos, objectivos! Trabalho muito melhor sob pressão e com muitas tarefas para desenvolver em simultâneo. Parece que sou acometida duma lucidez e capacidade de gestão abissais, que por vezes me assustam a mim própria.
Se tivesse que ser a minha própria patroa, seria um autêntico desastre ou então teria que desenvolver forçadamente uma capacidade de auto-gestão e auto-controlo, para não me deixar cair no relaxe autêntico. 
Já aqui tinha falado do meu defeito de procrastinar... e ele continua ao rubro. Um pouco por falta de me darem directrizes, guidelines, de me imporem prazos. 
Por vezes, sou acometida dum enorme sentido de responsabilidade e desenvolvo trabalho e submeto-o a aprovação, debate e discussão, mas quando não se ouve "eco" em relação a isso... torna-se complicado manter um grau de profissionalismo que sempre me orgulhei de possuir...
Não me sinto bem assim, vivo um dilema interior profundo, um combate feroz no meu cérebro: inércia versus responsabilidade e bom profissionalismo!
Não me orgulho desta Naná que se tem ido entregando lenta e conscientemente à preguicite e ao conformismo... anseio por voltar a bufar de stress por ter 50 coisas para terminar e sem saber a qual acudir primeiro. (nessa altura sei que seria capaz de distinguir com olhos de lince) 
Porque aí seria capaz de estar perfeitamente à altura das expectativas elevadas que têm relativamente a mim e ao meu desempenho aqui no local de trabalho...

11 de novembro de 2011

Costurar amizades


tirada daqui
Quando me iniciei nestas coisas da costura, tive um desejo escondido de encontrar uma amiga em comum com quem pudesse partilhar este gosto e fazer umas sessões de costura. Ou seja, juntar o útil ao agradável: aprender saberes e manter uma amena cavaqueira. Lá está a minha veia de "matraca"...
Nessa altura estava longe de imaginar que uma grande amiga minha, a Ana também tinha um desejo antigo de se dedicar à costura... 
Descobri isso por mero acaso, ao ver uma foto dela no FB empunhando a sua nova aquisição: uma máquina de costura!!!
Daí para cá temos falado, debatido, trocado ideias, truques e técnicas! Não muitas claro, porque somos umas amadoras  e umas principiantes nisto...
Quando calhei a mencionar que precisava de alguém que me ensinasse, duma mestra, e que estava a pensar em inscrever-me numas aulas com uma costureira, ela diz-me: "olha, mas a minha mãe sabe isso tudo, se quiseres ela ensina-te!"
Entretanto descubro que a D. Amália também sabe bordar! E que não se importa nada de me ensinar...
Ora eu andava para conhecer pessoalmente a mãe dela, a D. Amália vai para um ano, sem grande sucesso... nunca conseguíamos conjugar as agendas!
No dia dos meus anos, a Ana liga-me para me dar os parabéns e dizer que a prenda da D. Amália para mim seria uma aula de bordado inteiramente "grátis"! Rejubilei de alegria!
Um destes dias, a Ana liga-me com a boa disposição que sempre a caracteriza e diz-me que a mãe está felicíssima da vida por nós as duas querermos aprender com ela!
Contou-me que no espaço de dias, a D. Amália revirou a casa toda, retirou a máquina de costura do quarto dela e transformou o antigo quarto de adolescente da Ana num autêntico atelier de costura. Que foi buscar todas as suas lãs, linhas, agulhas e tesouras e organizou tudo para me poder receber lá em casa. 
E que está super entusiasmada, como há anos a Ana não a via assim... e que já planeou fazer um bolo e tudo, para quando eu lá for a casa!
Além disso, como já havia algum tempo que a D. Amália não bordava, achou melhor ir treinar os pontos do bordado, para depois não parecer enferrujada... que coisa mais querida! Fiquei mesmo emocionada com o gesto!
Ora parece que finalmente vou conhecer a D. Amália amanhã!
Estou ansiosa!!! 
Porque vou aprender e na melhor das companhias!!


10 de novembro de 2011

Um é pouco, dois será demais?...

tirada daqui

Esta manhã, ao chegar à porta da escola do F. chovia. 
Eis quando vejo uma mãe a chegar, com os braços cheios, carregando os seus dois gémeos e fazendo equilíbrio com o chapéu de chuva, para que eles ficassem abrigados.
Há dias atrás, vi-me grega para levar o F. da escola para o carro, segurando-o nos meus braços debaixo do chapéu, porque chovia a cântaros.
Quando vi esta mãe, esta manhã, pensei comigo:
- Ora aí está a razão pela qual nunca quis ter gémeos...
- Se eu já tenho uma "ombrite" (como eu chamo carinhosamente à tendinite que contraí no ombro) por carregar um, imagina se tivesse assim dois... e estes ainda são pequeninos comparados com o F.
- Como é que aquela mãe consegue?!Corajosa!!
Sempre quis ter mais que um filho, mas sempre disse que não queria mais que um de cada vez...
Escusado será dizer que se tivesse calhado tal coisa, não seria menos feliz por isso.
Mas lá nisso sou uma mãe muito comodista, por isso pensem o que quiserem!

9 de novembro de 2011

Sui generis

Há dias, fui almoçar a uma casa de sandes porque estava à pressa e já não havia tempo para muito mais.
A atender estava um rapaz que enquanto olhava para mim, ia falando com duas adolescentes que estavam na fila atrás de mim, sem que eu sequer me tivesse apercebido.
Logo para começar estranhei estar a tratar-me por tu, sem que nunca me tivesse visto mais gorda ou mais magra na vida...
Por momentos, pensei se ele estaria a falar numa língua desconhecida para mim, porque eu queria era escolher a bendita da sandes rapidamente e só o ouvia:
- "foste lá este fim-de-semana?"
- "estava fixe o ambiente?"
Eu, quando finalmente percebi que o interlocutor dele não era eu, apesar de ser eu a primeira da fila, fiz o meu olhar n.º 14 (sério, mas ainda com um sorriso a atirar para o esgar, como que a dizer: "eu devo ser transparente ou tu não me estás a ver?), ao que ele olhou para mim e diz:
- "Diga!"
Eu vou para começar a debitar os cinco ingredientes a colocar na sandes e ele volta a levantar a cabeça da baguete que segurava na mão e continua a falar com uma das mocinhas atrás de mim... eu simplesmente pus o meu olhar n.º 42 - "mas fazes o favor de me atender ou tenho que pedir para falar com a supervisora?!" e lentamente olhei para trás apenas para confirmar que as duas miúdas atrás de mim eram umas teenagers com uns pedaços ínfimos de roupa vestida e que aquilo deviam ser conhecimentos de noitada... e rodei a cabeça tão lentamente como que a dar a entender: vê lá se preferes atendê-las primeiro, já que parece que estás mais interessado nas amigas da night do que em atender bem um cliente...
Acho que o rapaz lá percebeu a dica e acabou de me atender, mas fê-lo de má vontade e eu nunca me senti tão mal atendida na minha vida!
(Quer dizer, se não contarmos com uma vez em Lisboa, que fui atendida por um senhor numa tabacaria, que conseguiu vender-me uma revista sem nunca levantar os olhos do jornal que estava pacatamente a ler e sem dizer bom dia ou obrigado... até o troco fez sem sequer olhar para mim!)

Sou daquelas pessoas que não se queixa assim muito do atendimento, se demora ou não, porque já fui empregada de mesa num restaurante e sei bem o que é estar do outro lado... e acreditem que as pessoas quando esfomeadas são capazes duma extrema falta de paciência e de educação... 
Mas quando me pisam os calos, ficou piursa! Se eu sou simpática, digo "bom dia, boa tarde, se faz favor, agradecia", o mínimo que podem fazer é atender-me bem, com o mesmo grau de simpatia e pelo menos naqueles 2 minutos prestarem atenção ao que estou a pedir para comer!
Só não fiz reclamação porque estava mesmo à pressa!...

8 de novembro de 2011

Vontade é o que não falta...

Já me começam a chegar aos ouvidos as tiradas do "encomendar a menina", umas mais directas que outras... umas mais descaradas e outras mais discretas.
Vontade realmente não me falta...
Sou daquelas que sim, adoraria ser mãe de um casalinho! Admito!
Depois vejo estas coisas e digam lá se não dá vontade de "encomendar a menina"??!!
Só para lhe poder vestir estes mimos lindos?!

tirada daqui

É que se eu já adoro vestir o meu pequeno F. com aquelas roupinhas à "homenzinho", com uma menina ia ser uma loucura! E que me levaria à falência, decerto...
Imagino que já estejam a pensar que eu sou uma mãe futil, só quero uma filha para a poder embonecar... nada disso!
Qualquer filho meu, seja rapaz ou rapariga, tem pelo menos uma coisa garantida: uma mãe babada e dedicada com um coração aberto para amar! Quer dizer... terá duas coisas garantidas: a que mencionei e mais um pai igualmente babado, dedicado e com o coração aberto para amar!

Selos e missivas

tirada do Pinterest

Tenho saudades de receber cartas, daquelas que vêm pelos CTT e que o carteiro entrega, como se fazia aí há uns anos atrás!
Quando era miúda adorava ver a caixa do correio, e penso que não devo ser a única que tinha este sentimento na infância.
Gostava tanto das cartas, que um dos meus maiores prazeres era ir ter com a minha mãe ao trabalho quando saía da escola e chegando lá, ela tinha uma pilha de cartas do serviço público onde trabalhava, para abrir e dar entrada. Eu voluntariava-me sempre para pegar naquele "punhal" metálico e rasgar a boca dos envelopes.
Depois comecei a criar curiosidade nos selos que vinham colados, nos seus desenhos e ilustrações. Algumas delas eram lindas e decidi começar a coleccionar selos carimbados quando um dia me apercebi que circulava uma coleccção de selos com a imagem de todos os castelos de Portugal. Já não me lembro se consegui juntar todos, mas creio que não... O selo que eu mais gostava era o do Castelo de Almorol. Aliás, ainda hoje tenho como determinação ir visitar esse castelo, um destes dias.
Depois veio uma colecção de pássaros e mais tantas outras que a minha mãe me foi ajudando a juntar. Além de rasgar as cartas, recortava os cantos dos envelopes para guardar o selo já marcado do carimbo e levar para casa.
Quando fui preparar a casa dos meus pais para as obras, eis que esbarrei na caixa metálica onde os guardava. De imediato soube o seu conteúdo e abri a caixa expectante, a tentar perceber se os pobres duzentos e tal selos ainda se mantinham em estado aceitável, não fossem as traças ou a humidade e o bolor terem levado a melhor sobre os pobres selos que juntei com tanta dedicação...
Com o passar dos anos, tentei por uns tempos lutar contra o poderio das novas tecnologias, com os seus e-mails e afins. Por isso, durante alguns anos ainda me dava ao trabalho de escrever para cima de 15 postais por alturas do Natal, e aproveitava para fazer a boa acção e comprava postais à Unicef ou a uma associação de artistas deficientes.
Nunca mais escrevi cartas em papel, daquelas com intenção de enviar pelo correio a este ou àquela amiga... escrevo cartas sim, mas guardo-as num caderno, o que significa que se destinam apenas a mim ou a alguém que as encontre quando um dia eu desaparecer...
Às vezes lá recorro ao postal de aniversário, mas nem sempre os consigo comprar a tempo de enviar de forma a chegarem ao destino na data correcta.
Nos dias que correm, na caixa do correio apenas recebo contas para pagar e panfletagem... e hoje em dia, já nem as cartas com as contas para pagar trazem selos, é tudo franquias pagas...
Com sorte, às vezes a amiga N. que anda pelo estrangeiro envia um postal inspirador... ou encomendas com coisas giras, que amigos novos nos mandam!

Procrastinar

tirada daqui

Ultimamente este tem sido o meu pior defeito, com o qual tenho combatido mais e mais... 
Sem grande sucesso, tenho que admitir...
Logo eu, que sempre fui uma mulher de acção... agora sinto-me tolhida!
Ando entre o ponto 2 e o 4...

7 de novembro de 2011

Não sei...

tirada daqui
Às vezes, quando não sei bem por onde quero ir, olho à minha volta e por momentos, espero que o mundo que me rodeia me aponte a direcção...

5 de novembro de 2011

Recheada

tirada daqui

Agora que a minha nova arrecadação já está pintada, e já dispõe de prateleiras grandes e resistentes, está na hora de fazer algo que andava a planear há algum tempo.
Eu, moça que sempre primou pela organização, decidi que nos tempos de crise que se fazem sentir - detesto usar esta expressão, já me irrita tanto o uso e abuso, e só nos deprime - é tempo de implementar umas medidas simples, que me permitirão duas coisas:
- reduzir o número de idas ao supermercado, sempre que os géneros alimentares começam a escassear
- poupar dinheiro (algum, pelo menos)
Não é preciso ser muito inteligente para perceber que se eu fizer um bom reforço de bens alimentares na despensa, poderei poupar tempo e dinheiro! 
Em vez de uma garrafa de azeite posso comprar logo uma caixa de 6 garrafas, vale o mesmo para as massas e o arroz e outros alimentos deste género!
Por isso, agora que já há espaço disponível, toca a forrar, qual formiga a juntar comida para o Inverno rigoroso!

4 de novembro de 2011

Caído do céu

Será por causa disto que certas pessoas parecem andar maluquinhas das ideias?!

http://pt.wikipedia.org/wiki/2005_YU55
É que dizem que estas coisas têm fortes influências no clima, podem provocar terramotos e acontecimentos malucos...
E agora, perguntam-se vocês, como é que raio eu sei destas efemérides...
A resposta é fácil: o G. é fã de astronomia e tudo o que se relaciona com o universo, galáxias, estrelas, planetas e coisas do género e faz-me os resumos!
E nem imaginam as coisas que ele me tem ensinado sobre estes temas...

Tempestade


tirada da net
Ontem à saída do trabalho parecia que o céu ia desabar e abater-se sobre mim...
Estive dez minutos metida dentro do carro, à espera que passasse aquele trovoada, saraivada de granizo e chuva torrencial que mal deixava ver o caminho. 
Como eu sou rapariga que gosta de respeitar a Mãe Natureza e o Clima, optei por ficar sossegada a ver a chuva a escorrer pelos vidros, a ouvir o som das gotas a latejarem na chapa metálica do carro, e enquanto via os relâmpagos iluminarem totalmente o céu escuro como breu!
Eu não gosto de trovoada, desde os meus cinco anos de idade, quando apanhei um susto tremendo, sentada na terra arenosa da charneca, propriedade do meu avô. 
O avô Manuel tinha ido apanhar batatas brancas e eu quis logo ir com ele... o céu estava tristonho, mas não fazia adivinhar o que me esperava...
Enquanto fazia pulseiras com juncos e flores de dentes-de-coelho, apercebo-me de um relâmpago rasgar o céu acinzentado e o ribombar do trovão em simultâneo, que eu não esperava (aliás, desconhecia que o céu podia produzir aquele barulho...) e que me fez saltar no lugar, sair disparada a chamar pelo meu avô a pedir que me acudisse e; passar o resto da tarde agarrada a uma das pernas dele, acompanhando os movimentos de cavar que ele ia fazendo, tentando apanhar o maior número de batatas antes que a chuva se apresentasse!
Nunca mais "prosei" com trovoada e sempre que ela aparece, sinto uma tormenta no meu espírito, como se adivinhasse o fim do mundo...

3 de novembro de 2011

Pinhas

tirada da net

Este fim-de-semana que passou foi prolongado para mim e permitiu-me fazer uma série de coisas que tinha planeado há já bastante tempo.
Mas outras coisas aconteceram que eu não tinha minimamente previsto e muito menos planeado.
Como fomos até à casinha de campo deixar lá umas mobílias, o G. lembrou-se que já que o frio está aí e parece mesmo ter vindo para ficar, não demorará muito a que tenhamos que acender a lareira de nossa casa.
Então, ele lembrou-se que podíamos aproveitar e ir apanhar as pinhas do pinheiro manso que fica nas traseiras da casa de campo.
E lá fomos, os dois! De sacola numa mão e cajado na outra!
Foi tão bom!
Sim, foi! Calculo que estejam a pensar no que raio isto tem de bom e que eu devo ser maluquinha das ideias e que os parafusos na moleirinha devem estar lassos... mas não é nada disso!
É que para mim foi mais uma viagem aos meus tempos de infância, em que eu ia com o meu avô Manuel apanhar pinhas ao pedaço de pinhal bravo que temos num dos terrenos.
Eu adorava ir com ele, era sempre uma alegria ir à pinha, ao pinhão ou à caruma (que se usava para fazer cama aos animais).
Uma das coisas que mais me recordo, além do cheiro do pinhal, era o som das abas dos pinheiros a ondularem ao vento e a frescura da brisa que sentia no rosto, enquanto apreciava a sombra destas árvores.
Brincava tempos infinitos com a caruma, apanhava-a aos molhos e ia deixando cair as agulhas secas lentamente, como quem vê a areia do mar esvair-se pelos intervalos dos dedos!
Por isso, esta tarefa deu-me bastante gozo e dei-me conta de que tenho privilégios simples na minha, como poucos terão e que por vezes nem me dou conta do quão "rica" sou, só por tê-los!
O mais engraçado é que me lembro deste pinheiro manso desde que me considero pessoa e acompanhei o seu crescimento desde que era apenas uma árvore enfezada, com um tronco pouco mais grosso que o meu pulso, e agora é uma bela árvore, que dá sombra e tem duas vezes a minha altura e uma copa lindíssima!

Boas notícias!

Logo pela manhã recebi uma excelente notícia!
Não podia ter sido melhor!
Já ansiava por ela!
Hoje nada me consegue fazer ficar triste!

Horário de inverno

Nunca fui apreciadora...
Continuo a não ser...
Talvez por conta de ter ficado por casa neste fim-de-semana prolongado, só ontem me dei conta que ainda não tinha saído do trabalho e já era de noite...
E ontem, por qualquer razão que desconheço, não me agradou mesmo nada, especialmente por causa de andar a conduzir de noite em hora de ponta.
Logo eu, que nunca me importei de conduzir de noite ou a que hora do dia fosse...
Mas ontem tive um sentimento de desconforto mesmo, um receio infundado de que a escuridão da noite que agora principia por volta das 18h me acometesse de algum azar... 
Eu só queria chegar a casa, depois de ir buscar o F. e dar-lhe mil abraços!
Terá sido por só me ter apercebido da mudança de horário com efeito retardado?!

2 de novembro de 2011

O rescaldo da varicela

O F. hoje já foi à escola, o médico disse que ele já podia retomar a sua "vida normal".
Tem ainda muitas das borbulhas que surgiram, mas estão todas secas e de algumas delas já só ficou a mancha avermelhada.
Na cara tem uma mancha no queixo, que calculo deixará marca... mas as que surgiram junto aos lábios simplesmente desapareceram.
No geral, o F. esteve bem e julgo que não passou por grande desconforto. Esteve sempre risonho, brincalhão e bem disposto e nunca o vi muito incomodado ou a coçar-se com grande firmeza. Respondia bem aos nossos pedidos de "não coces as borbulhas", por isso acho que esta maleita deixará poucos vestígios nele!