8 de agosto de 2013

Dizem que o amor (de mãe) é cego...

O amor de mãe é cego.
Nasce muito antes de ela ser mãe efectivamente, antes de conhecer o rosto do seu filho.
Cresce à medida do crescimento da barriga, onde o bebé se estende e revolve.
Aumenta exponencialmente nesse primeiro encontro, e transforma-se num amor profundo, acrescentado a cada dia que passa.

O amor de mãe é cego, diante de noites mal dormidas, sonos interrompidos a intervalos de poucas horas, choros cuja causa ainda não entende muito bem. 

O amor de mãe não conhece obstáculos ou fronteiras.
Não esmorece perante as manhas ou as birras do pequeno ser que gerou.
Faz encolher milhões de vezes o coração à mais pequena maleita ou dói-dói da sua cria.

O amor de mãe é cego e não guarda ressentimento, pois perdoa instantaneamente e esquece em apenas um minuto as tropelias, teimosias, chantagens e asneiras praticadas por seres de palmo e meio.

Aumenta essa cegueira a cada nova conquista, a cada novo conhecimento adquirido, a cada aprendizagem, a cada nova etapa e principalmente quando o seu filho aprende a dominar a arte do elogio e do sorriso.

O amor de mãe é cego pois desconhece o que o seu filho se tornará no futuro, tendo apenas a firme certeza de que independentemente das escolhas de vida, pessoal e profissional, que ele venha a fazer, o amará com todas as fibras do seu corpo e todos os milímetros do seu coração.
O amor é cego e torna-se surdo selectivamente quando ele pretende reclamar independência.
O amor de mãe é cego a ponto de aceitar o que não compreende, mesmo consciente de que as escolhas foram más e terão resultados desastrosos.

O amor de mãe é cego porque apenas tem um objectivo em mente: que o seu filho seja feliz!

5 comentários:

Maria Duarte disse...

Ser Mãe é...

Amar incondicionalmente

Arco Iris disse...

É mesmo....e vai até ao fim da Vida.
:)

Jardim de Algodão Doce disse...

É isso zzzzzzzz, tou que não posso cheia de sono a tentar adormecer aqui ao meu lado um dos meus amores...

luisa disse...

Completamente :)

Tanita disse...

Nunca poderia o ter escrito melhor!