31 de janeiro de 2014
Sabes que...
Estás a ficar com neurónios de grávida quando pegas na pasta de dentes e na escova de cabelo e quase barras a dita cuja para lavar os dentes...
30 de janeiro de 2014
Momento "mãe babada" do mês
Aquele que eu tive ontem de manhã, ao ir levar o Falipe à "escola da pré" (como ele lhe chama) e encontrar-me com a professora, que me diz:
- Olhe que o seu filho já está praticamente a saber ler!
Que orgulho que senti no meu filhote!
No seu enorme interesse por tudo o que envolva letras, sílabas e palavras.
Este momento foi ainda melhor porque na noite antes, enquanto lhe lia ao dormir o "Mãe que Chovia", ele subitamente identificou sozinho a palavra "osso" na palavra "posso"...
28 de janeiro de 2014
Semanário de gravidez #2
A barriga cresceu. E bem!
Tive que abandonar as calças tamanho 42 e render-me às de grávida.
A azia aumenta de dia para dia. Para ajudar veio uma maldita tosse irritantezinha, que me provoca convulsões e faz o estômago afogueado de azia, revolver-se e muitas vezes devolver à procedência os bens alimentares entregues poucas horas antes...
Ontem fiquei finalmente a saber que vou ter outro menino!
Apesar de ter aquele feeling e aquela vontade enorme de ter uma menina, não fiquei de forma nenhuma desiludida ou triste. Fiquei mesmo muito feliz por ver que o meu menino está bem, com tudo nos seus devidos lugares. Principalmente ver nitidamente os ventrículos do seu coração pequenino que bate descompassado. As suas mãos tão pequeninas em torno da cabeça... tudo nele me faz sorrir, daquela forma absolutamente babada como sucedeu das primeiras vezes que vi o Falipe na minha barriga.
O Falipe acompanhou-nos e foi mesmo muito engraçada a reacção dele. Primeiro, assim que lhe disse que íamos ao senhor doutor para tentar ver o mano na minha barriga, ficou assustado e tremeu mesmo de medo, porque pensou que me iam abrir a barriga para ver o mano. Quando lhe expliquei que era uma espécie de fotografia num computador, ficou mesmo muito excitado e super animado.
Quando chegou ao consultório do médico, este fez uma festa enorme por ver um bebé que ele ajudou a nascer já crescido. E salta-se com um: fui eu que te tirei da barriga da tua mãe!
O Falipe vacilou ali um bocadinho por uns momentos, mas depois distraiu-se com uma escultura alusiva à maternidade. Depois perguntou ao G. o que era aquilo, que respondeu toscamente: é um boneco.
Falipe não se perdeu e salta com um: não é nada! é uma barriga e duas mamocas! Não é um boneco, não tem cabeça, papá!
Escusado será dizer que o Falipe não conseguiu ver nada no écrã e ficou aborrecido em menos de dois minutos, a querer mexericar em tudo quanto era utensílio do consultório...
O mais curioso no meio disto tudo é que, tal como da primeira vez, sou praticamente a única grávida que vai ter menino, porque todas as que conheço que vão ser mães mais ou menos na mesma altura, todas esperam meninas.
Estou mesmo muito feliz!
Tive que abandonar as calças tamanho 42 e render-me às de grávida.
A azia aumenta de dia para dia. Para ajudar veio uma maldita tosse irritantezinha, que me provoca convulsões e faz o estômago afogueado de azia, revolver-se e muitas vezes devolver à procedência os bens alimentares entregues poucas horas antes...
Ontem fiquei finalmente a saber que vou ter outro menino!
Apesar de ter aquele feeling e aquela vontade enorme de ter uma menina, não fiquei de forma nenhuma desiludida ou triste. Fiquei mesmo muito feliz por ver que o meu menino está bem, com tudo nos seus devidos lugares. Principalmente ver nitidamente os ventrículos do seu coração pequenino que bate descompassado. As suas mãos tão pequeninas em torno da cabeça... tudo nele me faz sorrir, daquela forma absolutamente babada como sucedeu das primeiras vezes que vi o Falipe na minha barriga.
O Falipe acompanhou-nos e foi mesmo muito engraçada a reacção dele. Primeiro, assim que lhe disse que íamos ao senhor doutor para tentar ver o mano na minha barriga, ficou assustado e tremeu mesmo de medo, porque pensou que me iam abrir a barriga para ver o mano. Quando lhe expliquei que era uma espécie de fotografia num computador, ficou mesmo muito excitado e super animado.
Quando chegou ao consultório do médico, este fez uma festa enorme por ver um bebé que ele ajudou a nascer já crescido. E salta-se com um: fui eu que te tirei da barriga da tua mãe!
O Falipe vacilou ali um bocadinho por uns momentos, mas depois distraiu-se com uma escultura alusiva à maternidade. Depois perguntou ao G. o que era aquilo, que respondeu toscamente: é um boneco.
Falipe não se perdeu e salta com um: não é nada! é uma barriga e duas mamocas! Não é um boneco, não tem cabeça, papá!
Escusado será dizer que o Falipe não conseguiu ver nada no écrã e ficou aborrecido em menos de dois minutos, a querer mexericar em tudo quanto era utensílio do consultório...
O mais curioso no meio disto tudo é que, tal como da primeira vez, sou praticamente a única grávida que vai ter menino, porque todas as que conheço que vão ser mães mais ou menos na mesma altura, todas esperam meninas.
Estou mesmo muito feliz!
24 de janeiro de 2014
Perplexidades antropológicas
Há pessoas que têm posturas, manias, formas de estar, convicções, o que lhes queiram chamar, que a mim me deixam perplexa sobremaneira... palavra de honra que tenho dificuldade em compreender qual o raciocínio lógico que lhes assiste nestas matérias e que os leva a terem este tipo de comportamentos...
Perplexidade n.º 1 - pessoas que estão quatro ou cinco meses sem receber uma factura de água, electricidade, gás, ou outra coisa paga mensalmente e quando percebem que estão em dívida e têm juros de mora, acham que a responsabilidade não lhes é imputável de forma absolutamente nenhuma...
Perplexidade n.º 2 - pessoas que não se dignam olhar para os recibos de vencimento com olhos de ver, não fazem ideia de quanto têm que descontar para fins de IRS e Segurança Social, mas assim que vêem um ou dois cêntimos a menos no valor líquido a receber desatam a chamar a todos de "gatunos"...
Perplexidade n.º 3 - pessoas que se acham inteligências supremas na arte de contornar a lei e acreditam piamente que as leis não se lhes aplicam desde que estas não lhes convenham (quando convêm, o argumento é sempre que a "lei é para ser cumprida!"), consideram-se especialmente hábeis a ludibriar o senhor polícia ou qualquer outra figura de autoridade, porque esse é um tremendo tanso e ainda têm a característica especial de se gabarem das suas aldrabices na frente de quem queira ouvir...confesso que tenho muitas vezes pena de não estar o alguém certo no local para os caçar!
Perplexidade n.º 4 - pessoas que ainda não aprenderam a fazer perpendiculares, não entendem o conceito de prioridade a quem está mais próximo do local de cruzamento em locais estreitos, ou a obrigação de sinalizar mudanças de direcção...
Perplexidade n.º 5 - pessoas que gostam de meter o bedelho onde não são chamados, gostam de controlar o que os outros fazem sempre à espera de os apanhar em falso, para poderem apontar o dedo e mostrarem o quanto são profissionais, por comparação. Na maior parte dos casos, esta malta em vez de desempenharem as suas funções, levam a sua jornada laboral a controlar o trabalho dos outros em vez de desenvolverem o seu...
Perplexidade n.º 1 - pessoas que estão quatro ou cinco meses sem receber uma factura de água, electricidade, gás, ou outra coisa paga mensalmente e quando percebem que estão em dívida e têm juros de mora, acham que a responsabilidade não lhes é imputável de forma absolutamente nenhuma...
Perplexidade n.º 2 - pessoas que não se dignam olhar para os recibos de vencimento com olhos de ver, não fazem ideia de quanto têm que descontar para fins de IRS e Segurança Social, mas assim que vêem um ou dois cêntimos a menos no valor líquido a receber desatam a chamar a todos de "gatunos"...
Perplexidade n.º 3 - pessoas que se acham inteligências supremas na arte de contornar a lei e acreditam piamente que as leis não se lhes aplicam desde que estas não lhes convenham (quando convêm, o argumento é sempre que a "lei é para ser cumprida!"), consideram-se especialmente hábeis a ludibriar o senhor polícia ou qualquer outra figura de autoridade, porque esse é um tremendo tanso e ainda têm a característica especial de se gabarem das suas aldrabices na frente de quem queira ouvir...
Perplexidade n.º 4 - pessoas que ainda não aprenderam a fazer perpendiculares, não entendem o conceito de prioridade a quem está mais próximo do local de cruzamento em locais estreitos, ou a obrigação de sinalizar mudanças de direcção...
Perplexidade n.º 5 - pessoas que gostam de meter o bedelho onde não são chamados, gostam de controlar o que os outros fazem sempre à espera de os apanhar em falso, para poderem apontar o dedo e mostrarem o quanto são profissionais, por comparação. Na maior parte dos casos, esta malta em vez de desempenharem as suas funções, levam a sua jornada laboral a controlar o trabalho dos outros em vez de desenvolverem o seu...
22 de janeiro de 2014
(Entre parênteses)
Leio esta notícia e não sei se ria, se chore, se me revolte ou simplesmente ignore...
Há tanto tempo que se proclama a igualdade de género como estandarte para uma sociedade civilizada, especialmente no tocante à vida profissional.
Inclusivamente tive que abordar esse tópico durante 60 longas horas dum curso de formação contínua de formadores, só porque as directivas europeias assim o determinavam: que houvesse formação profissional subordinada ao tema. O meu palpite é que deve ter havido alguma alminha num gabinete ministerial que achou por bem aprovar cursos de formação contínua de formadores na temática da igualdade de género. Resumindo, foram 60h de blá-blá-blá e utopias sobre como as coisas se deviam passar na prática e pouca aprendizagem sobre a profissão de formador, que já não soubesse...
Isto passou-se em 2006.
Estamos em 2014 e do meu ponto de vista, até houve alguns avanços, mas foram mesmo muito tímidos. Se por esta altura ainda temos planos onde o género feminino surge entre parênteses em vez de barras, porque a legistica da Imprensa Nacional não contempla tal hipótese, estamos mesmo mal... Mas depois questiono-me: que raio interessam as barras e os parênteses e todos os princípios orientadores tão bonitos e lindos e tudo e tudo, se na prática se continua a assistir a desigualdades na contratação, na remuneração, nos direitos (e deveres) entre o género masculino e feminino?!
Nem a propósito, há uns assisti a uma reportagem da RTP sobre o crescente número de mulheres em cargos de liderança, e confesso que fiquei estupefacta quando incluíram na reportagem a importância que as "novas líderes" davam a tendências de moda e a aspectos de imagem, o que a meu ver só serviu para indirectamente dizer que estas "novas líderes" não passam dumas fashionistas ocas, e que ser líder tem mais a ver com uma questão de imagem do que propriamente com capacidades profissionais de gestão e liderança... Outra que me deixou abismada foi como uma empresa se gabava de dar a oportunidade a mulheres dos seus quadros terem acesso ao que chamavam "shadowing", isto é, a possibilidade de serem "sombras" dum CEO (leia-se no masculino, claro!) e acompanhá-lo no seu trabalho...
Então é assim que se quer mostrar o papel crescente da mulher na vida profissional??!! É desta forma que pretendemos valorizar de igual modo o trabalho, seja ele prestado por homens ou mulheres?!
Ou sou eu que tenho uma mente muito tacanha, ou o mundo anda mesmo ao contrário... Estava eu convicta que o papel crescente da mulher no mundo do trabalho e na sociedade em geral, em pé de igualdade com os homens, dependia das suas capacidades de gestão, de liderança, de saber, etc.
21 de janeiro de 2014
Semanário de Gravidez #1
Quando se entra em "estado de graça", há sempre o conselho de fazer um diário de gravidez. Como não tenho tempo nem muita paciência ou energia para isso, pelo menos numa base diária, nada como fazê-lo de forma semanal.
Se calhar já devia ter começado há mais tempo... afinal de contas, já se contam 18 semanas de gravidez... já passei da fase de gorduchinha roliça, para a fase lontra e encontro-me actualmente a entrar na fase baleia.
Ontem fui toda lampeira vestir as minhas calças de grávida... querias, não querias, Naná Maria?! Isso foi há 15 kgs atrás...
Ontem fui toda lampeira vestir as minhas calças de grávida... querias, não querias, Naná Maria?! Isso foi há 15 kgs atrás...
É incontornável estabelecer paralelos com a gravidez do Falipe, que no primeiro trimestre foi marcada por preocupações com a minha segurança física, já que nessa altura tinha que andar a subir e descer andaimes, para vistoriar as condições de montagem... a obra parecia-me uma espécie de zona de guerra cheia de perigos e eu tinha atenção a cada passo dos caminhos que fazia por entre cofragens e paredes de tijolo frescas.
Desta vez, a maior preocupação foi de cada vez que o Falipe me pedia colo, apesar de estar quase com 5 anos... custou-me imenso sentir que tinha que negar-lhe colo, arriscando assim suster os seus 22 kg nos meus braços, contrariando os avisos da minha médica de família.
Desta vez, a maior preocupação foi de cada vez que o Falipe me pedia colo, apesar de estar quase com 5 anos... custou-me imenso sentir que tinha que negar-lhe colo, arriscando assim suster os seus 22 kg nos meus braços, contrariando os avisos da minha médica de família.
Desta vez as preocupações que povoam a minha mente têm sido mais de ordem emocional, já que há aspectos a ter em conta quando se vai ter um segundo filho, de certa forma já mais ou menos sabemos ao que vamos... ou não! Por mais que tentemos ser práticas e racionais sobre estas questões, é fácil perceber que há sempre a possibilidade de ciúmes do primogénito e a eventualidade de este se sentir relegado para segundo plano e sentir que a atenção que antes era toda direccionada a si, é agora dividida e canalizada para um outro ser que ele mal conhece.
A acrescentar a estes pseudo-dramas-existenciais, temos o facto de as alminhas iluminadas que gerem os hospitais algarvios, agora fundidos num só, possivelmente terem caca de galinha no lugar do cérebro e acharem por bem que as mulheres que precisem de parir tenham que se deslocar a Faro, mesmo que para isso tenham que percorrer 60 km ou mais. O serviço de maternidade e obstetrícia existentes em Portimão estavam bem organizados e apetrechados, tanto de equipamento como de pessoal, mas em vez de se manter um serviço que funciona bem, não... toca a rebentar com tudo, sem qualquer consideração ou respeito pelos utentes... quando se pensava que somos um país "civilizado", eis quando nos apercebemos que não somos assim tão diferentes dum país de terceiro mundo...juro que se tiver o meu bebé em plena A22 ou EN 125, não responderei por mim... também já me passou pela ideia montar acampamento à porta do Hospital de Faro uns dias antes...
A pergunta sacramental que todos me colocam é: então e já sabes se é menino ou menina? O que leva sempre à mesma resposta... ainda é muito cedo para conseguir saber isso...
Mais de resto, estou feita uma sopeira! Só me apetece comer canja de galinha, caldo verde e todas as sopas existentes e mais algumas... se esta criança não gostar de sopa, não poderei dizer que não foi por falta de ter comido na gravidez!
O Falipe parece contente com a novidade de vir aí um/a irmã/o... mas ainda não se decidiu em relação ao que prefere,como se ele tivesse voto na matéria... já que nuns dias quer um irmão, e noutros prefere uma irmã. Já começou a querer inventar nomes, mas confesso que as suas escolhas me desagradam...
Os humores inconstantes não têm sido lá muito pacíficos, mas eu faço um esforço bem grande para os dominar e não deixar que eles levem a melhor de mim. Porque afinal de contas, as hormonas andam por aqui aos saltos, num labor frenético, mas os que me rodeiam não têm culpa nenhuma disso. E além do mais, eu posso ter mau feitio, mas não tenho qualquer perfil para ser uma grávida rabugenta!
Post editado - afinal a maternidade não vai fechar... mas pode dar-se o caso que o parto tenha que ser em Faro...
A acrescentar a estes pseudo-dramas-existenciais, temos o facto de as alminhas iluminadas que gerem os hospitais algarvios, agora fundidos num só, possivelmente terem caca de galinha no lugar do cérebro e acharem por bem que as mulheres que precisem de parir tenham que se deslocar a Faro, mesmo que para isso tenham que percorrer 60 km ou mais. O serviço de maternidade e obstetrícia existentes em Portimão estavam bem organizados e apetrechados, tanto de equipamento como de pessoal, mas em vez de se manter um serviço que funciona bem, não... toca a rebentar com tudo, sem qualquer consideração ou respeito pelos utentes... quando se pensava que somos um país "civilizado", eis quando nos apercebemos que não somos assim tão diferentes dum país de terceiro mundo...
A pergunta sacramental que todos me colocam é: então e já sabes se é menino ou menina? O que leva sempre à mesma resposta... ainda é muito cedo para conseguir saber isso...
Mais de resto, estou feita uma sopeira! Só me apetece comer canja de galinha, caldo verde e todas as sopas existentes e mais algumas... se esta criança não gostar de sopa, não poderei dizer que não foi por falta de ter comido na gravidez!
O Falipe parece contente com a novidade de vir aí um/a irmã/o... mas ainda não se decidiu em relação ao que prefere,
Os humores inconstantes não têm sido lá muito pacíficos, mas eu faço um esforço bem grande para os dominar e não deixar que eles levem a melhor de mim. Porque afinal de contas, as hormonas andam por aqui aos saltos, num labor frenético, mas os que me rodeiam não têm culpa nenhuma disso. E além do mais, eu posso ter mau feitio, mas não tenho qualquer perfil para ser uma grávida rabugenta!
Post editado - afinal a maternidade não vai fechar... mas pode dar-se o caso que o parto tenha que ser em Faro...
17 de janeiro de 2014
Sonhos em replay
Possuo uma estranha capacidade de sonhar o mesmo sonho em ocasiões diversas.
Com a particularidade de que na 2.ª e 3.ª vez que repito o mesmo sonho, continuo o "enredo" mais um pouco... como se na primeira vez que o sonhei a história tivesse ficado inacabada e precisasse de ser desenvolvida...
O mais curioso é que a repetição nunca ocorre nos dias seguintes ao primeiro sonho, mas por vezes só uma ou duas semanas depois...
Isto seria tudo muito bonito, se os sonhos fossem particularmente cor-de-rosa... mas não são!
Ou então sou mesmo eu que vejo muitos filmes...
16 de janeiro de 2014
Gata preta, gata preta
Foi em 2004 que adoptei a Joy, a minha gata preta. Trouxe-a para casa tinha ela dois meses, a granel dentro do meu antigo Peugeot 106 (a insconsciência de fazer um percurso de 4 km com um animal bebé à solta dentro do carro ainda hoje me envergonha...)
A Joy foi um animal de estimação "desafiante".
Meiga quando lhe aprazia, arisca até demais, já que apreciava morder a valer e foram mais que muitas as vezes que nos chocámos por conta da mania dela de se pôr em posição de ataque subitamente, sem que nada contribuísse para que se sentisse em perigo...
Mau feitio que contrastava com o facto de ela se sentar à porta de casa, à minha espera, cinco minutos antes de eu meter a chave à porta, segundo relatos do meu pai, que ficava abismado perante a infalibilidade de ela prever que eu estava a chegar.
Há dois Verões a Joy finalmente partiu. Deixou o meu coração partido e o do G., contrariamente ao que ele supusera, visto nunca ter apreciado felinos na generalidade e a Joy, em particular. A tristeza foi tamanha, e juntamente com a dificuldade em explicar ao Falipe o seu desaparecimento, que nos levou a jurar um ao outro nunca mais ter um animal.
Mas o G. apesar de não apreciar particularmente a Joy, uns seis meses antes da sua morte, construiu-lhe uma casota toda xpto, com todo o esmero e dedicação, de forma a dar-lhe maior conforto nas noites mais frias.
Quando a casota ficou vazia, considerei a hipótese de a doar a uma associação de protecção animal, mas a inércia foi-me vencendo...
Há coisa de dois meses para cá, a casota passou a ser residência ocasional de uma jovem gata preta (ou será gato?). O facto de este felino conseguir entrar e sair do meu quintal, transpondo as grades da vedação metálica cuja altura ronda os dois metros e meio deixa-me boquiaberta... visto que outros gatos extraviados que frequentam a urbanização nunca o terem conseguido com sucesso, mesmo quando a Joy arrulhava com o cio...
Há quem me diga que os felinos são animais de protecção e eu confesso que tenho uma certa superstição com os gatos pretos, porque acho que afastam as más energias e que além disso, escolhem os donos...
Eu acho que este bichano simplesmente escolheu dormir mais confortável, no recato da casa xpto que o G. fez. Isso não me incomoda nem um bocadinho e até fico satisfeita por ver que afinal a casota tem utilização.
O G. diz que tenho que começar a cobrar "renda"...
O Falipe diz que é uma gata preta igual à "outra gata preta"... e eu sorrio quando a vejo!
14 de janeiro de 2014
Falipices #65
Quando lhe contámos que irá ter um/a irmão/ã, a conversa foi a seguinte:
Pai - Sabes filho, vais ter um/a irmão/ã...
Falipe - Fooooooo - Voooo (de braços esticados no ar, a imitar o Homer Simpson)
Pai - Ficas contente?
Falipe - Sim, papá! Vou ter um mano que quando crescer vai brincar comigo!
Pai - Pois é. E não te importas de partilhar os teus brinquedos com ele?
Falipe - Não, pai!
Pai - E quando ele crescer mais um bocadinho, depois vai ficar a dormir no teu quarto.
Falipe - Mas isso não pode ser... não cabe!*
Pai (a olhar para mim com ar de "em bem te disse") - Pois, lá vamos ter que desmontar o escritório...
* Percebemos depois que ele estava a pensar que o/a irmão/ã ia ficar a dormir com ele na mesma cama...
9 de janeiro de 2014
Levem lá a bicicleta!
Não posso deixar de achar correctas as alterações que foram feitas ao código da estrada, no sentido da "inclusão" das bicicletas como um veículo, obedecendo às mesmas regras de prioridade.
No entanto, não consigo evitar sentir-me um tanto receosa perante tal mudança de regras e as implicações que têm na prática do quotidiano.
É que, a meu ver, os ciclistas "puros e duros" têm a perfeita noção do perigo e percebem que andar de bicicleta na estrada implica alguma sinalização, especialmente depois do sol se ter posto. Implica ter luzes de sinalização à frente e atrás, como qualquer outro veículo que circula na estrada. Alguns vão mesmo mais longe e investem em chapas retro-reflectoras, algumas delas piscantes até... que permitem que os demais que por ali circulem os consigam ver bem.
Já os senhores que têm uma bicla daquelas de 50 aérios compradas na secção do hiper para dar umas voltas do «vou-me ali, já volto», acham que isto é só fazer-se à estrada, não importa a que hora do dia, sem qualquer sinalização luminosa à frente ou atrás, pouco se importando se causam "sustos" a qualquer condutor de veículos, motorizados, automóveis ou o que seja.
E nestas coisas eu sou muito pragmática: meus senhores, se se acham agora empossados de direitos, atentem também nas obrigações correspondentes, sim?!
7 de janeiro de 2014
O doce sabor do silêncio
Desta vez, não quis gritar aos quatro ventos.
Não quis espalhar a novidade por família, amigos, conhecidos e demais transeuntes.
Desta vez, senti o apelo da introspecção. Do guardar segredo. De acarinhar esta nova vida como um tesouro só meu.
Como se pronunciá-lo em voz alta pudesse roubar este desejo concretizado e a felicidade correspondente e deixar-me despojada de uma nova maternidade.
Senti a felicidade de uma forma diferente da primeira vez. Mais serena, mais calma, menos esfusiante. Mas igualmente feliz, em pleno!
Mas é real, verdadeiro e está aqui, comigo. Dentro de mim!
Dentro em breve, a minha família será aquela com que eu sempre sonhei, que sempre visualizei, com quatro elementos.
(*) - queria agradecer a todos os comentários de felicitações e carinho que me deixaram. Encheram o meu coração mais um bocadinho! Muito obrigada!!
1 de janeiro de 2014
Ano Novo, Vida Nova!
Se tudo correr bem, 2014 será um ano mesmo importante!
Será o ano em que serei mamã de novo!
E o Falipe vai ter um irmão/ã!
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