Eu já devia ter aprendido esta lição... de que nem sempre os livros que são apregoados como "clássicos da literatura" e que têm lugar de destaque nas muitas listas que enumeram os livros que são "incontornáveis" a qualquer leitor mais culto... merecem o tempo que se despende a lê-los!
Digamos que já tinha desconfiado disso quando li os dois tomos do execrável "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoévski. Posso mesmo dizer que foi um verdadeiro castigo ter lido o livro e um crime o tempo que perdi nesse processo...
Depois, com a Madame Bovary de Gustave Flaubert, a desconfiança foi-se cimentando... ajudada em muito pelo "As verdes colinas de África" de Ernest Heminghway, que para quem aprecia caçadas deve ser bastante interessante, mesmo com descrições ao ínfimo pormenor do arbusto, que ocupam mais de uma página...
O Bel-Ami de Guy de Maupassant serviu para a confirmação. Mas ainda assim deixou-me uma sensação de "come-ci, come-ça"...
Mas nada me faria prever o frete que fiz para ler o "Retrato do artista quando jovem" de James Joyce... terminei-o muito por teimosia minha e também porque detesto falar sem conhecimento de causa.
Por isso, acho que me vou manter assim afastada dos ditos "clássicos da literatura" por uns longos e bons anos... já que existem por aí imensos livros interessantes, contemporâneos e mais ao meu gosto, e onde eu possa dar o meu tempo por bem empregue, numa experiência satisfatória.










