30 de abril de 2009

O profe de educação física

Eu nunca gostei de educação física... nunca fui muito boa nisso, porque sempre fui uma tremenda preguiçosa!...
Digamos que só comecei a gostar mais da disciplina por volta do meu 11.º ano...
Quando tive um profe muito fixe, do qual me lembro sempre pelas melhores razões! Por ser muito bom professor, firme mas flexível, e por ser uma excelente pessoa.
Mas quando me lembro dele, vem-me sempre à ideia o primeiro impacto que tive dele. Foi a primeira aula, e foi em sala.
E ele fez o seguinte: escreveu o nome dele completo, no quadro preto, em letras garrafais:
SECUNDINO HOMEM REQUEIJO BRANCO
E depois disse: "Têm cinco minutos para rirem e gozarem com o meu nome à vontade. Mas aproveitem bem, porque é a única oportunidade que vos dou para o fazerem até ao final do ano lectivo. Porque depois de hoje, não quero mais risota nem piadas!"
E nós rimo-nos, discretamente é claro... mas foi remédio santo!

29 de abril de 2009

Conjuntura actual


Tenho estado à espera do dia em que me iam comunicar a actualização salarial na empresa onde trabalho... costumava ser em Março, mas com a «conjuntura actual» só foi em Abril...

Já calculava que ia ser uma miséria, com a «conjuntura actual»...

E pois que hoje recebi a notícia de que ia receber a módica quantia de aumento de 36€, porque dada a «conjuntura actual», não pode ser mais...

E ainda tiveram tempo para dizer que com a «conjuntura actual» posso dar-me por satisfeita de a empresa ainda ter trabalho e assim poder assegurar o meu posto de trabalho!



PQP a conjuntura actual... que não é mais do que uma laim excuse para serem forretas! Porque aumentos na empresa onde trabalho há todos os dias: de trabalho e de chatices!

25 de abril de 2009

Liberdade!

tirada da net


Hoje é comemorado o dia da Liberdade em Portugal, mas isso todos já sabem...

Não vivi o 25 de Abril, mas beneficiei de tudo o que ele trouxe. Posso concerteza dizer que me sinto feliz por viver no tempo em que vivo e por viver relativamente bem, sem grandes chatices de maior!

Sinto-me feliz de poder ir onde me apetece e não ser controlada, de poder expressar as minhas opiniões políticas abertamente, de poder dizer o que me vai na gana sem o risco de alguém aparecer para me prender ou me "interrogar". De poder escrever livremente os meus pensamentos, aqui neste blog e sem o lápis azul de uma qualquer censura.

No entanto, não sendo mesmo nada defensora dos tempos que já lá vão de ditadura, ouço o meu pai falar desse tempo e dizer que "naquele tempo" vivia-se razoavelmente e no dia-a-dia não sentia o jugo do regime ditatorial... mas conta que haviam pessoas a serem presas porque o invejoso do vizinho os tinha denunciado à PIDE por serem contra o regime, mesmo que fosse a maior das mentiras. Era assim que pessoas inocentes eram injustiçadas nesses tempos e como tal havia medo...

No entanto, a minha tia Albertina (essa grande sr.ª que me inspira com o seu modo de ser...) uma vez disse-me: "naquele tempo o que havia de mais, hoje há de menos; e o que havia de menos, hoje há de mais!".

E não posso deixar de concordar com ela... uma das coisas que ela dizia era que naquele tempo havia fome e hoje assiste-se ao desperdício desenfreado. Ela contou-me que ia ao supermercado na vila uma vez por mês porque não tinha dinheiro para pagar o bilhete de autocarro, e que o meu primo tinha pouca roupa, o fato domingueiro com um par de sapatos, porque durante a semana andava com roupa remendada o mais possível e muitas vezes andava descalço...

Outra coisa que ela diz é que hoje há liberdade a mais... e concordo com ela até certa medida, porque hoje todos somos livres, mas as liberdades de uns esbarram com as de outros, porque a liberdade de um termina quando começa a de outro. E essa é uma thin red line... e muitas vezes posso dizer concerteza que sinto que me pisam a minha liberdade e não posso garantir que não o tenha feito já com outras pessoas...

Por isso, a liberdade é um termo muito ambiguo, tal como tudo o que ela representa!

Podemos ser livre e não nos sentirmos como tal...!

23 de abril de 2009

O paraíso aqui tão perto...

Ontem fui ao meu paraíso privado, ao meu refúgio, ao meu santuário...!
E soube tão bem!...
Mas custou tanto vir embora, porque tinha que ser...
A casa do meu avô sempre foi um local onde encontrei muita paz e continua a trazer-me as melhores recordações dos tempos de infância, que digo sempre com todo o orgulho que foi feliz!
Olho para aquela casinha térrea, no meio do campo e a apenas 2 kms da minha Arrifana e a cada dia que passa mais me apetece mudar para lá de malas e bagagens, apesar de ser distante de quase tudo na minha vida... mas o apartamento mal "insonorizado" onde habito rouba-me a paz e o sossego...! E faz-me desejar não ter vizinhos num raio de um metro em minha volta...

Mas as poucas horas que lá estive fizeram-me perceber que aquela casa é cada dia mais o meu recanto!
Porque apesar de ser no meio de nenhures, em lado nenhum posso sair à rua e sentir a brisa fresca da noite com cheirinho a mato, ouvir os grilos a fazer cri-cri e as rãs a coaxar, e muito menos posso ver as estrelas com a intensidade com que elas realmente brilham!

22 de abril de 2009

Visitas esperadas




É bom receber visitas, especialmente quando as esperamos... e quando as esperamos por tanto tempo!
Pois é, este fim de semana, recebi a visita da M., da S. e da T.! As minhas queridas colegas de faculdade, de muitas noitadas, de muitas rambóias, que me acompanharam nalguns dos melhores anos da minha vida, que viveram alegrias comigo, que me apoiaram nos momentos de tristeza e de algumas amarguras que a vida me trouxe.
É complicado vermo-nos, visto que cada uma está no seu quadrante geográfico e nem sempre a vida tem timings que permitam juntarmo-nos.
Escusado será dizer que da pandilha dos tempos de estudante faltavam ainda mais uns quantos e quantas, mas foi tão bom encontrar-me com pelo menos 3 delas.
Eu já não via a T. desde o casamento do X. há... espera, nem sei há quantos anos foi... pois, é que desde que nos apartámos uns dos outros, desde os tempos de Coimbra só nos encontrávamos nos casórios dos que foram entretanto dando o nó!
A M. não a via desde o verão de há dois anos e a S. foi a minha companheira de aventura no verão passado a Barcelona (um revival dos tempos de malucas na faculdade).
E elas vieram de propósito para vir conhecer o meu filhote, o F.!
E foi tão bom sentir aquela dinâmica que parece renascer assim que estas almas se juntam!
O meu companheiro de vida perguntou-me: então, achaste-as muito diferentes?
E o curioso é que a minha resposta foi: sabes que há sempre mudanças, mas no essencial, há coisas que nunca mudam! No que estão diferentes, estão totalmente diferentes, mas no que se mantém continuam exactamente iguais!

E é tão bom saber que há coisas que por mais que o tempo passe, permanecem inalteradas!

18 de abril de 2009

O que é o amor...?!

Há uns dias atrás enviaram-me um mail com várias definições de amor, de crianças de tenra idade.
É incrivel como as crianças são inocentes... mas ao mesmo tempo conseguem ser de um simplicidade e de uma perspicácia a toda a prova!
De todas as que li aquela com que me identifiquei mais foi com esta de um menino chamado Tommy, de 6 anos:
"O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem."
Acho que a minha ideia romântica e idílica do amor é mesmo esta, que quando se chega a velhinhos ainda somos amigos e nos aceitamos com todos os defeitos e mais alguns!
Eu quero chegar a velhinha e continuar a ser amiga do meu amor, tal como foi a amizade que antecipou o nosso amor.
Mas ontem à noite, veio-me à ideia ainda outra definição possível de amor:
"É termos guardados todos os postais, cartas e e-mails que nos escrevemos dentro duma pastinha e reler tudo passados alguns anos e tudo o que está escrito continuar a fazer sentido, talvez agora mais do que nunca! É ficar desorientado quando não se pode estar fisicamente juntos para se poder conversar sobre «como foi o teu dia??». É estar juntos em silêncio e de alguma forma conseguir comunicar! É sentir que não estamos completos sem o outro!"

9 de abril de 2009

Muda de vida...

"Muda de vida, se não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar!..."

Este repto do genial António Variações inspira-me muitas vezes, e só penso em como quero e posso mudar de vida, ou pelo menos alguns aspectos da minha vida.
E há um ou dois aspectos que mudava assim num estalar de dedos mágicos, se os meus dedos o conseguissem. Era tão bom que assim fosse... mas por mais que queiramos mudar, a vontade por si só não consegue fazer com que mudemos radicalmente aquilo que não nos satisfaz!
No entanto, acredito piamente que não há impossíveis e que aquilo que desejamos, se o desejarmos com muita força, acaba por se concretizar!

Aliás, a vida tem-me mostrado que o "universo" ouve os meus desejos pronunciados mil vezes no meu subconsciente! Apesar de muitas contrariedades, e foram mesmo muitas, algumas bem difíceis de conseguir aceitar e contornar ou encarar de frente com a cabeça erguida.

Só qe há momentos "cósmicos" (chamemos-lhe assim...) que teimam em impedir que mudemos aquilo que precisamos urgentemente de mudar, aquilo que necessitamos mudar, a bem da nossa sanidade mental!

Quando era uma teenager (algo insconsciente) por vezes dizia para comigo que era bom pegar nas tralhinhas todas que tinham algum significado, fazer a mochila e partir para outro poiso e começar tudo de novo, de raiz! Ir para um local onde ninguém me conhecesse...

Nessa altura, a letra de uma outra música do Variações fazia perfeito sentido na minha cabeça:
"Estou bem/Aonde não estou/Porque eu só estou bem/Aonde eu não vou";
"Esta insatisfação/Não consigo compreender/Sempre esta sensação/Que estou a perder/Tenho pressa de sair/Quero sentir ao chegar/Vontade de partir/P’ra outro lugar".

Com o passar dos anos e após algumas concretizações importantes, esse desejo foi-se esbatendo e desvaneceu-se do meu pensamento.
Mas ultimamente, sinto que preciso mudar!! Mesmo mudar! E algo cá dentro grita: muda de terra, vai para outra onde te sintas bem e onde ninguém ou quase ninguém te conheça!
Mas depois aparecem as "praticalidades": para isso tinha que vender a casa, arranjar comprador no meio desta crise imobiliária e perder uns bons milhares de euros. Procurar novo local, conseguir que o banco aprovasse crédito nos tempos de carestia bancária que vivemos and soy on, and soy on...
São estas praticalidades que me prendem, que me amordaçam e que me fazem sentir como um rato preso num labirinto, a tentar encontrar o ponto de saída para a liberdade... São estas praticalidades, entre outras menores, que me fazem sentir encurralada numa insatisfação que vai corroendo o espírito combativo que sempre tive, de encarar a vida como ela se apresenta!

Mas como continuo a acreditar que o universo escuta baixinho os meus desejos, vou ficar à espera que ele me indique o caminho!
Para que eu e os meus dois amores (o grande e o pequeno) possamos mudar de vida e vivermos muito mais satisfeitos!

Porque afinal de contas, estamos sempre a tempo de mudar!...

7 de abril de 2009

Lembrança de um desconhecido

Quando um dia te lembrares de mim, uma lágrima há-de cair dos teus olhos e sorrirás.

Pensarás no quanto era importante era importante para ti, e sentirás a saudade consumir-te.
Mas a saudade não te trará tristeza, porque a felicidade da lembrança não o deixará.

E verás que nunca é tarde para me dizeres que me amas, tal como eu sei disso.

E saberei que longe um do outro, nos pertencemos.

Ptm, 3 Maio 1996

Fisco prescrito


Parece que o nosso Fisco deixou prescrever cerca de 4 milhões de oiros em impostos devidos por instituições bancárias...
Além de achar que isto é uma tremenda palhaçada, ainda me sinto mais revoltada, porque o prémio que as instituições bancárias obtiveram por andarem a protelar o pagamento de impostos, mediante o recurso a advogados que conseguem encontrar os «loop-holes» na legislação, de assim andar a engonhar o Fisco durante 5 anos até que as dívidas prescrevessem, foi depois serem ajudadas pelo nosso executivo que acorreu no seu socorro, por causa da crise.
Será que o executivo teria a mesma atitude para com o humilde contribuinte que sofre a crise nos bolsos, mas tem que pagar toda e qualquer dívida fiscal e se se atrasar, ainda paga juros de mora??!
O desgraçado do contribuinte não tem é meios para contratar «bons» advogados, infelizmente!

Malta jovem que pensa!...


Ainda sou nova nestas andanças da blogosfera, mas havia de me calhar prémio!

O caríssimo Kruzes, http://kruzeskanhoto.blogspot.com/, achou que eu, além de jovem, sou pensante!

Isto para mim é uma honra enorme, porque apesar de já ter entrado no clube dos sub-quarentas, como diz um amigo meu (também só tenho 30 anos há alguns meses) e já ter alguns cabelos brancos que despontam desafiantes, ainda me sinto uma verdadeira jovem!

Quanto ao pensar, gosto de acreditar que o sei fazer, pelo menos sem ser influenciada pelas opiniões dos demais!... Lá que sou opinativa, isso já estou certa que sim, porque todos me reconhecem a característica (nuns apontado como defeito, noutros como qualidade, da minha humilde pessoa!).

Bem, mas antes que me alongue, tenho que passar a batata quente a mais uns quantos jovens pensantes, que costumo seguir com alguma assiduidade, informá-los e explicar as regras deste prémio.


Ora bem, os «voluntários» são:



E vamos às regras de tão ilustre prémio:

1. Exibir a imagem do prémio

2. Postar o link do blog que o premiou

3. Indicar dez blogs para fazerem parte do “Manifesto Jovens que Pensam”

4. Avisar os indicados

5. Publicar as regras

E agora mãos à obra!

4 de abril de 2009

Ainda a saga das cadeiras

Eu a pensar que ia ficar com uma mesa e 3 cadeiras durante um mês... mas afinal a coisa foi muito mais complicada e acabou comigo irritada e a ser bruscamente mal educada com as funcionárias da loja...
Fui para ir buscar a mesa e as cadeiras para a cozinha com a convicção que ia ficar apenas a faltar uma cadeira.
Mas eis quando olho para a nota de venda que me tinham entregue duas semanas antes... em vez de dizer cor «laranja», dizia «preto»! Ai que irritação... eu tinha escolhido a mesa com vidro temperado em laranja e as cadeiras a condizer.
Mas algo de errado se passou e a vendedora colocou preto e não laranja, o que me estragou os meus planos de decoração! Isto para uma mulher é o cabo dos trabalhos...
Fomos tentar saber como era para reparar o engano e dizem-nos que sim senhora pode ser! mas as cadeiras só chegam cá a 18 de Abril e a mesa a 3 de Junho!...
O QUÊ???
Nem pensar!
Resumindo, tive que me resignar ao preto, que remédio. Afinal um dia posso sempre mudar de casa e o preto dá com tudo... enfim!... E a encomenda estava afinal completa e pronta a ser levantada.
Vamos ao armazém para levantar o material e ir embora e acabar com aquela cegada de uma vez por todas.
Mas bem que me enganei... então não é que a vendedora ao fazer a nota de venda e o contrato de crédito (suaves prestações...), se enganou a digitar o valor total e colocou menos 2 cêntimos??!!
E não é que queriam que pagasse os 2 cêntimos, senão não podia levantar a encomenda??
Saltou-me literalmente a tampa! Não era pelos 2 cêntimos, quantia irrisória, mas foi pela forma como mos pediram, como se fosse uma caloteira...
Disse que não tinha culpa da incompetência da vendedora, que já me tinha feito levar gato por lebre... ao verem o meu estado de irritação deixaram-me levantar as coisas... e eu agradeci dizendo que pedissem os 2 cêntimos à vendedora, que ficava pelo engano que cometeu!
Saí de lá a maldizer o estabelecimento e com a promessa de nunca mais lá deixar o meu dinheiro!...
Mas como eu sou teimosa, já comprei umas almofadas laranjas, para aquilo não ficar completamente longe dos meus planos decorativos!
A mim só me enganam uma vez...!

3 de abril de 2009

3 coisas que gosto

1 - o sorriso lindo do meu amor grande, o meu companheiro de vida!

2 - o rosto do meu amor pequeno, o meu filhote de 3 meses!

3 - o sol a bater nas águas da Arrifana ao final da tarde...

1 de abril de 2009

Mobília desemparelhada


Acontecem-me as coisas mais estranhas...

Depois de não sei quanto tempo, lá comprei a mesa e 4 cadeiras para a cozinha!

Fiz a compra há mais de 2 semanas e fui informada que apenas chegariam no final do mês de Março.

Hoje decidi ligar para a loja de mobílias (muito conhecida da nossa praça, pelos preços acessíveis ao comum português...) para saber se realmente já podíamos ir buscar a mesa e as benditas cadeiras.

E responderam-me muito cordialmente: pode levantar a mesa e 3 cadeiras!

Ao que eu respondo que comprei 4 e não 3... e ao que me informam que deve ter havido um problema com uma delas, algum defeito que obrigou a loja a devolver à fábrica.

Por isso, amanhã vou levantar 1 mesa e 3 cadeiras.

E a beleza disto tudo é que a 4.ª cadeira só chega em Maio... falta saber se no ínicio ou no fim!

Fica uma pessoa com a mobilia destrambelhada... como que coxa de uma cadeira!