21 de setembro de 2013

Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo!


Agora que o Falipe entrou no ensino pré-escolar público e para o ano já começará na escola primária (oh meu Deus, mas jááááááá´??!), sinto-me bastante mais sensível a questões como estas: às dificuldades de aprendizagem, aos métodos de ensino, à capacidade dos professores em ensinar e estimular os seus alunos, de forma diferenciada para ir de encontro aos diferentes níveis e capacidades individuais de cada aluno.

Não é por achar que o Falipe não é inteligente ou que terá dificuldades em aprender, mas cada criança tem o seu ritmo, cada uma tem certas e determinadas aptidões que outros poderão ter em excesso ou em defeito. As minhas dúvidas residem mais em perceber quais são as matérias nas quais o meu filho se sente mais à vontade e quais aquelas que o interessam menos.

Não quero de todo que ele aprenda e saiba tudo ou seja um génio, não é nada disso... afinal de contas ele tem uma vida inteira de aprendizagem quotidiana pela frente, em tantos aspectos. Todos nós aprendemos algo todos os dias, se a isso estivermos dispostos! 

Mas falo por mim, nem sempre ser de rápida e fácil aprendizagem significa que teremos a vida facilitada...  

Durante o meu percurso escolar situei-me quase sempre entre os três melhores da turma a que pertencia. Se com alguns professores, esse facto me granjeava atenção e elogios por parte do professor - por vezes excessivamente, em detrimento de colegas meus que possivelmente necessitariam de mais apoio da parte do docente do que eu - com outros isso significava que era deixada em paz para me orientar sozinha, sem grande orientação por parte do professor, o que nem sempre se revelou benéfico.

Em algumas matérias em que era menos boa, valeu-me a minha mãe! Foi com ela que aprendi a tabuada correctamente (ainda hoje a sei!!) e como tal aprendi a fazer contas de multiplicar, mesmo as mais complexas. Já nas contas de dividir tenho a agradecer à D. Dina, a minha professora da 3.ª classe, que era da "velha guarda" e descobriu-me a careca em três tempos: que eu simplesmente  não entendia a mecânica das contas de dividir... e como tal chamou-me ao quadro preto (esse acto tão solene!) e explicou-me tudo tim-tim por tim-tim!
Foi graças à minha mãe, que sempre me deu apoio escolar em casa, que aprendi a manusear e consultar correctamente um dicionário. Foi graças a ela que percebi a importância deste livro enorme! Como tal, devo-lhe em boa parte o facto de saber escrever correctamente a minha língua, ou pelo menos assim o acredito.

Por ter tido esta experiência, é que sei a importância do apoio dos pais na educação escolar dos seus filhos. Não são só os professores que ensinam, essa tarefa não é exclusiva deles! Os pais devem contribuir também para isso, porque afinal de contas, também nós andámos na escola, também já fomos alunos, sentimos dificuldades em aprender isto ou aquilo, e além do mais, também nós possuímos conhecimentos que podemos e devemos transmitir aos nossos filhos!

9 comentários:

carla disse...

Concordo contigo, os pais também devem fazer parte da ajuda na aprendizagem escolar.
Mas devem sempre traçar o limite dessa ajuda (tenho uma colega que chegou a fazer trabalhos pelo filho e que fazia os resumos de todas as disciplinas para ele estudar), para que eles consigam adquirir autonomia.

dona da mota disse...

Naná... eu podia ter escrito isto, identifiquei-me tanto, tantooo!!!
A única diferença é que a minha professora se chamava Carmita e ficou uma semana comigo na sala depois das aulas a explicar-me como se dfaziam as dicisões, era um estado de urgência!!! :)
Apesar de tudo o que se diz dos TPC eu acho que são um bom tempo para passarmos exactamente a perceber como vão e onde têm dificuldades. Rouba tempo? Sim! Por isso faço o jantar com 1 dia de antecedência para termos esse tempo quando chegamos a casa.

Tanita disse...

Os prfessores podem indicar-lhes o caminho (na aprendizagem escolar) mas os pais, têm de lhes ensinar e amparar-los no seu percurso.

Lacorrilha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Naná disse...

Carla, nunca pedi à minha mãe que me fizesse os trabalhos e nem nunca ela o quis fazer... depois, bem vi o efeito disso numa colega minha de carteira, cuja mãe lhe fazia os TPC's...

Dona da mota, não acho de todo que seja tempo perdido. Acho que é tempo muito bem ganho!

Tanita, é isso mesmo! :)

Lacorrilha, sim sei a tabuada toda (por vezes lá tenho que puxar um bocadinho pela memória, mas chego lá!). Quanto à matemática, também nunca foi o meu forte, dava para o gasto. Já o Inglês sempre foi a minha preferida e é com orgulho que te digo que além de ter sempre sido aluna de 18, tirei um 19.3 na prova nacional de inglês no meu 11.º ano :)

carla disse...

Naná, não quis insinuar que a tua mãe tivesse feito trabalhos por ti, apenas quis dizer que há mães (como esse minha colega) e pais que, de tanto querem que os filhos "brilhem", acabam por ultrapassar todos os limites e mais tarde as consequências disso são, por vezes, desastrosas.

Que devemos acompanhar os nossos filhos no seu percurso escolar e ajudá-los em qualquer matéria que tenham mais dificuldade, claro que sim. Eu faço-o, tu certamente o farás e qualquer pai/mãe o deverá fazer. É mesmo como diz a Tanita.

Naná disse...

Carla, eu entendi o que querias dizer com o teu comentário e não o encarei como qualquer tipo de insinuação ;)
A forma como respondi saiu meio torta... :) é mesmo isso, pais que ajudam os filhos a esse ponto, tentando que eles brilhem, acabam por não compreender que lhes estão a dificultar a vida mais à frente na vida...

triss disse...

Também existe o caso de mães, como a minha, que cedo perceberam que eram um zero á esquerda a dar explicações!

Foi assim que a DrªAna Rita entrou na minha vida, e foi essa a única altura em que eu gostei e percebi verdadeiramente de matemática:-)

Naná disse...

Triss, também não garanto que não vá ter dificuldades em ajudá-los nos TPC's... daquilo que ouço dizer do ensino... mudaram os nomes todos das coisas, para nomes pomposos, especialmente ao nível do ensino da língua materna!