Uma experiência numa turma da 3.ª classe que demonstra o quanto podemos encarnar o demónio, o quanto assimilamos aquilo que nos transmitem e como somos capazes de níveis inacreditáveis de maldade e crueldade...
28 de junho de 2013
27 de junho de 2013
Estranha serenidade
Este ano lectivo do Falipe não correu da melhor forma...
A escolinha onde ele anda desde os 18 meses de idade, neste ano lectivo, não primou pela organização e muito menos pela qualidade do serviço. A sensação que eu e vários outros pais começámos a ter, até se tornar uma constatação da realidade, foi de que o serviço que pagamos se traduzia em cada vez pior qualidade e cada vez menos actividades desenvolvidas.
Eu e o G. já havíamos decidido que este seria o último ano lectivo em que o Falipe iria frequentar uma IPSS a tempo inteiro e que iríamos inscrevê-lo no ensino público.
Se já tínhamos esta decisão tomada, as várias situações desagradáveis que foram sucessivamente acontecendo na "escolinha" ajudaram a cimentar essa decisão e contribuíram para a total perda de confiança na instituição, especialmente ao nível da direcção pedagógica e de serviços e, consequentemente ajudou a que optássemos pela mudança de escola para prolongamento de horário, quando ele entrar no ensino público.
Amanhã será o último dia do Falipe na "escolinha" e eu tenho andado estranhamente serena perante esta realidade... na próxima semana ele irá iniciar o período de férias desportivas, para se ir já adaptando à escola que o irá acolher em prolongamento de horário.
Há dias caiu-me a ficha momentaneamente de que a partir de segunda-feira ele passará a estar a cargo de pessoas que não conheço... e senti um aperto no coração de mãe assumidamente galinácea...
Mas se noutra ocasião similar, sofri horrores por antecipação e deixei de dormir em condições na semana que precedeu a mudança, desta vez, até parece que nada se irá passar.
Se da outra vez saí da escola lavada em lágrimas por estar a mudar o meu pequeno filhote de escola, a afastá-lo das crianças que se tinham tornado seus amigos, desta vez sinto uma indiferença perante essa realidade, que até me assusta...
Se noutras alturas pensava e repensava as minhas decisões e tentava antecipar todas as possíveis consequências de uma mudança por mim decidida na vida do meu filho, desta vez não o fiz... De alguma modo, a decisão que tomei baseia-se na convicção de que esta mudança será certamente benéfica para ele e contribuirá largamente para o seu desenvolvimento pessoal.
Talvez seja também a convicção de que o Falipe é uma criança que se adapta com uma facilidade incrível e até parece estar entusiasmado com a novidade de ir para outra escola.
25 de junho de 2013
24 de junho de 2013
Falipices #46 - as necessidades
Enquanto me mostrava a caixa do DVD do Super Why, o seu boneco preferido desde sempre, e me dizia que havia mais quatro DVD das colecção, explica-me:
Mamã, tens que comprar este, este, este e este... É que eu preciso!!!!
Está bem, filho! Se é porque tu precisas e não porque tu queres... vou pensar no teu caso.
23 de junho de 2013
Maioridade
18 anos.
Sem ti!
Nestes 18 anos, concluí o ensino secundário com excelente média. Iniciei e terminei uma licenciatura. Iniciei e concluí duas especializações em áreas diferentes.
Nestes 18 anos namorei alguns até encontrar aquele que escolhi para companheiro de vida.
Comprei apartamento e criei uma espécie de lar. Vendi apartamento à permuta por uma casa e aí construí o nosso lar verdadeiro.
Engravidei e fui mãe do menino mais lindo e doce! Descobri a felicidade que reside em ser mãe.
Discuti muito com o pai, fizemos as pazes e criamos uma base de entendimento. Depois vi o pai partir antes de ver o neto apagar a primeira velinha. E aí sim, senti-me órfã...
Nestes 18 anos trabalhei e fiquei desempregada, até ficar efectiva e ser reconhecida pelo meu desempenho.
Viajei, fui ao cinema, li livros e descobri que afinal gosto de crochet e tricot e costura!
Fui feliz, fiz novos amigos, mantive os bons comigo e continuo a fazer amizades!
Nestes 18 anos, não passou um dia que não te recorde, que não te sinta a falta e não me pergunte que conselho sábio e sensato me darias! Mas todos os dias a dor se atenua um pouco porque estou certa de que me acompanhas e sorris perante a mulher que me tornei!
Mas sinto muitas vezes a falta do teu abraço e do conforto do teu colo de mulher pequena!!!
Sem ti!
Nestes 18 anos, concluí o ensino secundário com excelente média. Iniciei e terminei uma licenciatura. Iniciei e concluí duas especializações em áreas diferentes.
Nestes 18 anos namorei alguns até encontrar aquele que escolhi para companheiro de vida.
Comprei apartamento e criei uma espécie de lar. Vendi apartamento à permuta por uma casa e aí construí o nosso lar verdadeiro.
Engravidei e fui mãe do menino mais lindo e doce! Descobri a felicidade que reside em ser mãe.
Discuti muito com o pai, fizemos as pazes e criamos uma base de entendimento. Depois vi o pai partir antes de ver o neto apagar a primeira velinha. E aí sim, senti-me órfã...
Nestes 18 anos trabalhei e fiquei desempregada, até ficar efectiva e ser reconhecida pelo meu desempenho.
Viajei, fui ao cinema, li livros e descobri que afinal gosto de crochet e tricot e costura!
Fui feliz, fiz novos amigos, mantive os bons comigo e continuo a fazer amizades!
Nestes 18 anos, não passou um dia que não te recorde, que não te sinta a falta e não me pergunte que conselho sábio e sensato me darias! Mas todos os dias a dor se atenua um pouco porque estou certa de que me acompanhas e sorris perante a mulher que me tornei!
Mas sinto muitas vezes a falta do teu abraço e do conforto do teu colo de mulher pequena!!!
21 de junho de 2013
Onde fica a curva do caminho da vinha?...
Era já tempo de regressar, de voltar a percorrer os caminhos de outros tempos.
Era o tempo de palmilhar as veredas, para reconhecer os terrenos que me deixaram de herança, procurar os marcos e perceber as extremas que há mais de vinte anos o meu avô Manuel me tinha explicado, num dos muitos passeios em que gostava de o acompanhar.
Foi chegado o tempo de perceber o porquê de tanta curiosidade e procura alheia pelos recursos naturais renováveis que jazem nessas terras que o meu avô tratou décadas a fio. Perceber que pequena riqueza é esta que todos invejam e cobiçam e da qual alguns pretendem apoderar-se, com ou sem prévio consentimento.
Avistei a pequena planície onde na minha infância tanta vez fui levar a enfusa de água e a marmita de alumínio com o almoço, a quem já ceifava desde horas matutinas. Lembro-me da cor amarela e da textura àspera do restolho, na qual mesmo assim insistia em me sentar, enquanto via com os meus olhos de menina o meu avô e as minhas tias-avós desferirem golpes de foice sobre a cevada e o centeio.
Lembro-me de brincar na ribeira que flanqueava o terreno e passar para o outro lado. Seguir pelo caminho junto à vinha, delimitado por marmeleiros que forneciam à minha mãe matéria prima para marmelada que dava para seis meses em cada ano. Lembro-me que do outro lado da vereda havia uma ameixeira Santa Rosa, as ameixas preferidas da minha mãe. Recordo as carreiras de videiras perfeitamente alinhadas e dos dias de vindima, em Setembro, onde toda a família se reunia e apesar do trabalho árduo, tudo parecia uma festa de fim de verão.
Ainda recordo a fileira de oliveiras alinhadas à ribeira do Vale Marmeleiros, e ouvia o meu avô relatar orgulhosamente que nos tempos da II Guerra, produziam cerca de 250 litros de azeite, mas que infelizmente eram entregues na quase totalidade ao Estado Novo, que o exigia para o "esforço de guerra".
Mas o regresso foi estranho... passando a ribeira, só se reconhecia apenas uns cinco metros do antigo caminho da vinha e a curva que descrevia mais à frente já nem se vislumbrava. No que outrora era a curva do caminho erguem-se agora três jovens sobreiros que necessitam de ser "amansados"... Dos marmeleiros resta apenas um, e as ameixeiras e o damasqueiro desapareceram sem rasto.
As antigas videiras, que eu sabia terem secado há mais de 15 anos, porque o meu pai deixou de cuidar delas, deixaram apenas alguns resquícios, uma delas emaranhada num dos jovens sobreiros.
A passagem do caminho para o poço é agora impossível, porque se cobre de matagal e silvados maiores que eu.
A fileira de oliveiras desapareceu e resta apenas uma, o que me deixou desorientada por completo... perdida sem conseguir vislumbrar as orientações que o meu avô me deu...
Nasceram acácias enormes, de troncos da espessura da minha cintura junto ao antigo campo de cevada e centeio.
Olho à minha volta e sinto um misto de tristeza, nostalgia e raiva comigo mesma...
20 de junho de 2013
E agora?!
Todas as séries que eu adorava e que pontuavam as minhas noites em que só me apetece afundar no sofá chegaram ao fim...
E já nem falo do bombástico penúltimo episódio do Game of Thrones, que me deixaram em estado de choque...
Bem, vendo isto pelo lado positivo, terei mais tempo para ler livros!
18 de junho de 2013
Borda D' Água enlouquecido
Já nem no Borda d' Água podemos confiar... este clima que não sabe se chove ou faz calor anda a dar com todos nós em doidos... e já anda até nas bocas da malta da politique, tal não é o estatuto!
Valem-nos as imagens de dias bem solarengos e coloridos!
Valem-nos as imagens de dias bem solarengos e coloridos!
8 de junho de 2013
Que raio de mãe?...
Seria eu se não te pegasse ao colo e te abraçasse com todo o meu carinho, meu pequeno filho doente?!...
A razão dita-me que mantenha a distância de segurança, estando eu em recuperação pós-operatória, para evitar infecções.
Mas eu sou tua mãe, e tu esticas os teus braços febris para mim, pedindo colo e conforto, e o meu coração atropela a razão e toda a lógica de prevenção e auto-preservação!
Prefiro ver-te nos meus braços, mais calmo e arriscar um possível contágio, eu prefiro ser eu a sofrer do que te ver assim combalido e prostrado, com os olhos mortiços e vidrados de febre.
* isto também faz parte de aprender a ser mãe, já dizia a Gralha...
7 de junho de 2013
A recuperar...
Duma cirurgia ao nariz.
Era suposto ser só alinhar o septo nasal, mas os adenóides tiveram que sair e andaram a mexer-me nos "cornetos" (isto configura toda uma nova perspectiva sobre os gelados desse nome!).
Só vos posso dizer que isto não é lá muito agradável... Posso mesmo sem sombra de dúvida afirmar que a cesariana pela qual passei foi uma brincadeira de meninos comparada com esta cirurgia, em termos de recuperação. Pode até ser por causa de todas as hormonas maravilhosas da maternidade, mas raios-partam-que-isto-dói muito mais!
Resta-me o conforto de poder comer gelados e gelatina à discrição!
Salvam-me as drogas legais!
Subscrever:
Comentários (Atom)









