29 de novembro de 2010

Tiros de tinta

Este fim de semana fui jogar paintball com amigos e família.
Sempre tive imensa curiosidade em participar num jogo destes, porque eu detesto pronunciar-me sobre um assunto sem ter razões válidas para fazê-lo!
E posso dizer que não fiquei fã da coisa...
Fomos jogar num terreno com uma casa velha, que servia de ponto fulcral para a equipa que atacava e de esconderijo ou "último reduto" para a equipa que defendia.
As "armas" ou marcadores são pesadotas e eu estava super cansada duma semana inteira a dormir pouco mais de 4h por noite... subir e descer pelas encostas onde o terreno se espraiava só serviram para me fadigar ainda mais.
Mas o pior foi quando comecei a levar os "tiros"... dóiem para burro! Ora eu que nunca fui muito dada a masoquismos, comecei a achar que levar "stickadas" em qualquer parte do corpo é uma actividade que de diversão deve ter muito pouco!!
Mas comecei mesmo a não encontrar piada naquilo, porque além de me aperceber das figuras que eu, uma mulher adulta e já mãe, andava fazendo e como aquilo devia parecer ridículo a quem nos visse, comecei a pensar comigo: ora eu que sempre fui contra armas e recuso terminantemente que o meu marido compre uma, para ter em casa, para defesa e protecção (isso é matéria para outro post, noutra ocasião...) que raio faço eu a fingir que ando com uma arma a atirar a "matar"??!!
E mais ainda, entrei numa espiral de dúvidas existenciais ou evidências da realidade, chamemos-lhe assim, de que deve haver muita gente por este mundo que é obrigada a andar de arma em punho e a fazer depender dela a sua sobrevivência. E aquele receio miudinho que eu tinha, de ser "vista" pela equipa adversária e como tal um alvo a "abater"... há-de haver centenas de pessoas que sentem o stress na pele de poderem ser atingidos por balas e morrerem...!
E eu acho que não há diversão nenhuma em imitar uma coisa que não tem piada nenhuma e que é a guerra! Porque ali era tudo inocente, mas por esse mundo fora, a guerra mata, separa famílias, provoca dor e sofrimento a muita gente e faz a fome grassar!
Por isso, acho que esta actividade lúdica não leva os meus louvores!

26 de novembro de 2010

Não gosto nada...

De desistir dos projectos em que me meto!

Por isso e quase dois anos passados, tenho andado a fazer tudo por tudo para entregar um projecto de fim de curso que tirei em 2007 e que devia ter concluído em 2008.

Por isso, ando a deitar-me a horas indecentes (para os meus padrões de mãe e mulher trabalhadora...) e ando quase a dar cabeçadas no monitor do trabalho e arrasto-me diariamente. Mas ao final do dia, tenho ganho forças para conseguir terminar aquilo, porque me comprometi comigo mesma! E dou comigo a recusar passar tempo na internet e gravo as minhas séries televisivas preferidas para ver quando puder!
Nunca tive uma tão grande força de vontade ou vontade férrea em me dedicar a uma coisa de cabo a rabo...

E por isso mesmo, não é que pela primeira vez na minha já longa vida de "estudante", consegui terminar um trabalho de grande magnitude (pelo menos pelos meus parâmetros) cerca de 5 dias antes do prazo terminar???!!!

Mas uma coisa vos garanto: agora que está pronto e que apenas aguardo opinião do orientador, acho que esta noite vou dormir antes do meu filhote... e vou rezar para que ele seja o menino lindo que costuma ser, e dormir a noite toda e boa parte da manhã, como tem feito aos fins-de-semana!

E amanhã, para libertar do stress disto tudo, vou dar uns tiros de paintball!

20 de novembro de 2010

14 de novembro de 2010

Trabalho a quanto obrigas...

Há dois meses atrás andava com pouco trabalho, e ansiava por ter trabalho suficiente para me ocupar a jornada laboral, para que as horas que tinha que passar no local de trabalho corressem num instante... e também porque detesto estar no trabalho com pouco ou nada de interessante para fazer...
Ansiava por dias mais agitados...

Agora, como se costuma dizer na sabedoria popular, não há fome que não dê em fartura!
Agora anseio por um pouco mais de pacatez!
Estou absolutamente assoberbada de trabalho, no lodo, como costumo dizer!...
Mas até nem tudo seria mau, porque eu até gosto do rebuliço, do trabalho sob pressão, fico como o peixe na água e sou muito mais eficaz e eficiente (pelo menos tenho essa crença)...
Mas era preciso que os chefes se lembrassem de me pedir trabalhos em cima do joelho e quase invariavelmente ao final da tarde??? Ou seja, meia hora antes da minha hora de saída??!!
É que começo a trabalhar logo de manhã, ok??!!
É que à conta desses "pedidos-urgentes-que-não-podem-ficar-para-amanhã" que eu acabo por sair sempre 1h ou 1h30 depois do que devia! E isso significa que o meu filho é que sofre, porque acaba por ser sempre o último a sair do infantário!
E ele não gosta... eu também não gostava, e aposto que os filhos do meu chefe também não acham piada nenhuma!
E façam-me um grande favor, srs. chefes: decidam as coisas quando têm que as decidir, não deixem tudo para a última, porque no fim das contas quem acaba a trazer trabalho para casa ao final do dia e ao fim-de-semana sou eu!
Sou eu que tenho que roubar tempo ao meu filho para fazer uma coisa, que se tivessem decidido em tempo útil, eu teria dado seguimento perfeitamente dentro do meu horário de trabalho!
E além disso, não sou eu que recebo umas largas milenas ao final do mês!...

7 de novembro de 2010

Japa fan

Ontem tive o meu primeiro encontro com a comida japonesa!
E aaaaaaaaaaaaadorei!
Que loucura de sabores e que viagem de montanha russa aos sentidos, principalmente gostativos!

4 de novembro de 2010

Em que país estou eu???

Foi a pergunta que me ressoou na cabeça quando entrei na padaria e estavam lá 3 pessoas e nenhuma delas falou português nos 5 minutos em que lá estive... senti-me uma estrangeira!

2 de novembro de 2010

E ao fim de 9 anos

Ele ainda me "dá" música...!

E faz "mixed tapes" no meu MP3 para eu ouvir aquele som que ele gosta mesmo muito!

O amor tem destas coisas...

1 de novembro de 2010

As p... das coincidências da minha vida!

A minha vida é coroada de vez em quando por coisas mirabolantes, insólitas e quase impossíveis de acontecer... mas no meu caso, acontecem e em quantidade significativa!
Costumo dizer que o mundo é demasiado pequeno... que até chega a ser claustrofóbico, senão vejamos:

Em 2004, uns gandulos de origem africana e menores de idade entraram em minha casa a meio da noite e gamaram-me um portátil e a mala com carteira, telemóvel da empresa e chave do carro dentro. Foram apanhados, julgados e condenados a 18 meses de pena suspensa, condicionada ao pagamento da indemnização civel que interpus... (escusado será dizer que ainda não vi um tostanito...). Ah, importa dizer que quando os rapazolas lá entraram eu dormia placidamente...
Em 2006, sou chamada a depor à Polícia Judiciária, na qualidade de possível lesada (soube quando lá cheguei...) num caso de crimes de violação de correspondência (a minha e a de mais não sei quantos vizinhos). Eis senão quando no fim do inquérito, por mero acaso vem á baila o assalto a minha casa, o sr. inspector me fala no nome dos mesmos gandulos e me informa que são eles os autores da violação de correspondência, por assalto ao pobre do carteiro da minha zona.
Nota importante: eu já tinha mudado de residência na altura!

Caso II: no apartamento onde vivi, tive o azar (multiplicado por não sei quantos milhões) de ter vizinhos completamente selvagens porque desconheciam regras básicas de comportamento da vida em comunidade em que a liberdade de uns termina quando a dos outros começa... e então tive muitos diferendos com a vizinha, que teimava em atirar a merd... dela para a minha varanda. 
Eu que não podia nem vê-la, acabo por ter que gramar com ela no meu local de trabalho todos os dias, porque a "fedelha" foi contratada para trabalhar na recepção da empresa onde eu trabalhava. Eu que não queria olhar-lhe para as fuças no prédio, tive que a gramar todos os dias, no trabalho. Com tanta empresa para se trabalhar...
Mas esta divorcia-se do fulano que me continua a atormentar com batuques e furos de berbequins a horas indecentes... e sem falar da brasileira que arranjou para namorada e com quem tinha sessões de "pinocanço" às 2h e às 5h da manhã... ora, passei a não gramar a brasileira, está claro! Porque não sabiam o que era respeito por quem quer descansar... e sem falar que eles podiam fornicar sempre que quisessem, mas eu dispensava ter conhecimento de tal facto.
Então não é que a dita brasileira, se me apresenta na empresa onde actualmente trabalho, para se candidatar a mulher da limpeza???!!! Mas desta vez ao menos tive sorte, que a sr.ª foi dispensada!
Irra, será que tenho que gramar todos os pares românticos do asno que era meu vizinho e que me infernizou a vida durante 4 longos anos, até que finalmente mudei de casa???!!! 

Quem quer que seja o anjo ou demónio que acha piada a isto, pode parar, que por mim já chega!