11 de janeiro de 2012

Allô, chérie... ainda!

Nunca fui de aceitar este tipo de comentários menos decorosos, mesmo que aparentemente inofensivos e; acreditem que depois de ter trabalhado 8 anos na construção civil, nunca ninguém me chamou assim tão "carinhosamente" e muito menos houve ordinarices ou faltas de respeito.
Aliás, só posso afirmar o contrário!
Noutra situação normal, já teria posto um ponto final na "brincadeira", e tê-lo-ia feito de forma directa e frontal, como aconteceu uma vez com um colega de trabalho casado e pai de filhos, que não soube respeitar os limites do aceitável.

Neste caso, o que me tolhe basicamente resume-se ao seguinte:
- o colega em causa ficou deficiente na sequência de um grave acidente e houve sequelas enormes a nível físico e mental... ele próprio o diz!
- antes que me fuzilem ou me joguem à fogueira, a razão principal não é de todo esta... (trato-o em pé de igualdade como trato outra pessoa qualquer, incapacitada/deficiente ou não) mas sim o facto de me terem avisado para usar de tacto com o senhor em causa, dado que é dotado de um mau feitio enorme, já existente à data do acidente;
- a principal e primeira razão é que não quero criar conflitos num local de trabalho onde me sinto bem e para mim, um ambiente laboral saudável contribui quase 85% para a minha produtividade e motivação para o trabalho;
- receio que ele reaja mal a qualquer reparo e tê-lo como "inimigo às portas"
- há cerca de dois meses, por uma brincadeira completamente inofensiva, mesmo do alto da sua cadeira de rodas, quase agrediu fisicamente um colega nosso... sem falar dos impropérios que proferiu contra este.

Por isso, até ver, a melhor abordagem que encontrei foi ignorar e não lhe dar muita atenção, pode ser que ele desista!

10 comentários:

Ana disse...

Podes sempre fazer que não ouves, até ele perceber que tem de te tratar pelo próprio nome. Mas é complicado, sobretudo nesses casos.
Quando trabalhava na rádio, tive por pouco tempo um colega com deficiência e era a pessoa mais arrogante lá dentro que nos mandava fazer o que ele queria, mesmo abrir a porta coisa que conseguia. Nunca teve a humildade para pedir se faz favor e dizer obrigada. Por ter esse problema, tinha um salário mais alto que o meu e fazia menos horas. Eu fazia 77km por dia para ir trabalhar e ele ao fim do dia, muitas vezes pedia-me para o levar à Estação de comboios. Tinha de fazer 2 km de desvio. Nunca pediu se faz favor, nunca agradeceu nem me pagou.
As pessoas que passam por essas experiências, ou ficam assim, arrogantes e pensam que todos têm culpa e tem de tratar deles ou tornam-se humildes e gratas por estarem vivas. Outras, começam a viver e a dar grandes exemplos de vida.

Boa sorte e vai com calma :)

luisa disse...

Não ligar é certamente a melhor solução...

flor disse...

Percebo o teu dilema mas é toleravel até um certo ponto. Poderás tentar chama-lo à atenção mas de forma mais subtil não sei ou então mostrares cara de cavalo montado eheheh

Tanita disse...

Acho que tomaste a decisão correcta, e para além disso sempre podes fazer cara de poucos amigos quando ele te chamar chérie. A ver se a incapacidade não lhe tirou a inteligência. Bj**

mfc disse...

Continua a fazer de conta que não se passa nadinha.
É o melhor que tens a fazer!

Arco Iris disse...

Por aquilo que contas na realidade a melhor coisa é " ignorar ".
Bjs =)

kuka disse...

Também lhe podes furar os pneus da cadeira!

AvoGI disse...

ignora , o desprezo é o melhor remédio
kis .=)

Lacorrilha disse...

Sendo assim, acho que deves mesmo ignorá-lo. Não tarda já está a chatear outra, deve querer é atenção.

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Há coisas que o melhor é ignorar!!