28 de outubro de 2011

Mais um desafio

A Tanita está sempre a desafiar-me e eu gosto disso!
Obrigada por mais uma vez me lançares este repto, desculpa não ter respondido mais cedo...
Ora então vamos lá ver!
 
5 coisas a fazer antes de morrer:
- ter outro filho
- ir à Suíça
- ir à Terra do Fogo
- aprender a bordar
- remodelar a minha casa de campo para ir para lá viver!

5 coisas que faço bem:
- dormir
- sobremesas
- escrever em papel - pelo menos sempre elogiaram a minha caligrafia redonda e certinha
- organizar jantares
- memorizar coisas: números, datas, acontecimentos...

5 defeitos:
- teimosa
- tagarela/matraca
- impaciente
- nunca me esqueço do mal que me fazem
- não sei disfarçar quando não gosto duma pessoa

5 coisas que adoro:
- o meu filhote (pessoa mais linda do mundo)
- o mar
- música
- aprender coisas e saberes novos
- conduzir

5 coisas que detesto:
- que me tentem fazer de parva!
- favas
- andar à chuva e ficar molhada que nem um pinto
- pessoas mal educadas
- que me acusem de coisas que não fiz e que não disse!

5 pessoas a passar o desafio:

Desta vez vou-me baldar a esta parte... quem quiser, está desde já desafiada!

Solidão doseada

Quem não gosta de um pouco de solidão??!!
Eu gosto e por vezes sinto-lhe mesmo a falta!
Desde pequena que sempre estive habituada a passar largas horas sozinha, com os meus botões.
Por isso, em certos dias, sinto falta de tempo e espaço para poder monologar com os meus botões!
De preferência com uma vista destas!

Porque às vezes o ruído dos outros torna-se por demais ensurdecedor...

27 de outubro de 2011

Jogatana


tirada da net
E como não tenho mais nada para fazer na vida, agora meti-me num campeonato de sueca, aqui com os colegas de trabalho!
Meti-me naquilo para a brincadeira, mas há lá verdadeiros prós, que levam aquilo tão a sério que nem vos conto...
Há dias fiquei tão enervada com a sede de ganhar e com a postura de mau perdedor com um duo maravilha, que saí do jogo super irritada e pensar comigo que este é o tipo de pessoas que não se sabem divertir!
A mim tanto se me dá se ganho se perco. É claro que se ganhar fico mais satisfeita, mas se perder também não vem mal nenhum ao mundo e não é nenhum drama... mas aqueles dois, um principalmente, 'péra lá aí! Vi jeitos de agredir o colega porque tinha cortado uma vaza que ele não queria que ele cortasse e que por causa disso quase perdiam o jogo e mimimimimi!
Por um lado, até teria retirado algum prazer de os ver perder, com a mania de quererem ganhar tudo a todos... mas a determinada altura já só queria que o jogo acabasse só para eu não ter que os aturar mais tempo!
Mas todos os que já participaram em edições anteriores dizem que a melhor parte do campeonato da sueca é mesmo a jantarada que se faz no final para atribuir os prémios!
E isso parece-me muito bem!

26 de outubro de 2011

Não estou a ir à bola...

Com o facto de estar a tentar concentrar-me no trabalho, enquanto aqui ao lado, no estádio municipal de futebol da equipa da terra, estar a decorrer um ruidoso jogo de futebol!

Para ajudar, os colegas do departamento paredes meias comigo, decidiram ligar o rádio para ouvirem o relato do jogo, como se ainda não se ouvisse bem...

Por isso é que eu digo, enquanto há bola, não se fala de crise nem de economia nem da Troika...

Composição colorida

O F. adora fazer isto:


Wednesday break II

Aqui estão mais cinco coisas que gosto:

1. o cheiro a maresia logo pela manhã
2. comer pão quente, acabado de sair do forno de lenha
3. afundar-me no sofá em dias de chuva, só de pijama e tapada até às orelhas com uma manta quentinha
4. o toque dos tecidos de seda
5. ouvir a voz de pessoas de quem gosto depois de muito tempo sem estarmos juntos(as)

Início às hostilidades microbianas

tirada da net

E eis que o F. apanhou a primeira das habituais doenças...
Começou com a varicela.
Custa vê-lo crivado de borbulhas (até tem nas plantas dos pés...), mas já sei que é melhor assim quando ainda é pequenino. 
Ao menos fica logo despachado...
Desejei que não tivesse nenhumas na cara, como aconteceu comigo, que só tive na barriga e costas.
Mas já tem umas quantas nos lábios, queixo e pálpebras.
Agora já só desejo é que não fique com as marcas!...
Está bem disposto e brincalhão, é o que vale!

24 de outubro de 2011

De cara lavada

Lembram-se de ter falado aqui nesta casa senhorial?
É com alegria que vos digo que ainda há esperança na vontade de reabilitar património antigo!
Vejam só!

Digam lá que não ficou lindíssima!?
Foi recuperada e os donos optaram por manter a fachada e as cores originais da casa.
Só lamento que tenham optado por emparedar as janelas como medida de prevenção de ocupas e larápios...
Mas agora olho pela janela da minha cozinha e em vez de sentir tristeza por ver aquela casa antiga a decair e a degradar-se, vejo esta beleza que me agrada imenso!

23 de outubro de 2011

21 de outubro de 2011

Bem-vindo sejas!

tirado do site oficial da marca

Agora que fazes parte desta família, espero que te sintas bem acolhido!
Da tua parte espero esmero, empenho, eficácia e eficiência (ou não fosse eu uma Gestora de QSA) e principalmente que me ajudes a reduzir o tempo que passo dedicada à tábua de engomar e à roupa.
Para te ajudar, vou fazer um esforço e tratar de reduzir drasticamente a quantidade de trabalho (roupa) que ficará a teu cargo!
Espero que faças jus ao teu nome de família, já que o teu antecessor tem o mesmo título. E ele nunca me deixou ficar mal, mas claro que começou a dar sinais de cansaço e fadiga, próprios de muitas provas dadas.
Por isso, posso garantir-te que vamos passar horas juntos, mas menos do que as que eu passava com o teu antecessor!

Wednesday break à sexta-feira!


Porque eu sempre fui uma optimista e detesto mesmo ser daqueles pessoas que andam sempre a carpir, a choramingar, a resmungar e a reclamar de tudo, achei este desafio uma excelente ideia!
Há que saber quando temos que parar de reclamar e de só falar em desgraças!
Sim, já todos sabemos da crise, já todos sabemos que vamos entrar em recessão, mas agora deixem lá de bater no ceguinho, que como se diz cá no Algarve, já tem "avonde"!
A vida não é só espinhos!

Por isso, nada como apontar baterias para coisas positivas! O meu sábio avô Manuel dizia que mais vale andar de cara alegre na adversidade, ao menos custa menos a suportar!
Por isso, cá vai a minha participação neste desafio, lançado pela Margarida:
Gosto de:

1. Ouvir as gargalhadas do F., aquelas que ele dá quando ri de gosto!
2. Caminhar descalça, ao som das músicas do meu leitor de Mp3, na areia da Arrifana, seja a que hora for (e que saudades que tenho de o fazer... há demasiados meses que não faço a minha "ligação à terra")
3. Sentar na esplanada na Ria de Alvor e ver os barcos ondularem ao por do sol
4. Ouvir a tia Margarida fazer a festa quando lhe telefono (devia ser mais amiúde) e exclamar que "está uma velha qualquer que não presta"
5. Pegar num diário meu antigo e ler páginas ao acaso e recordar sentimentos, pensamentos e acontecimentos da minha própria existência!

E como gostei tanto disto, acho que faz bem à alma, para a próxima semana vou repetir! Há que ansiar por coisas melhores!

20 de outubro de 2011

Onde se vê daqui a 5 anos?


tirada da net

Esta foi uma questão que colocaram numa entrevista de emprego a que fui, alguns meses após ter concluído a minha licenciatura.
Na altura e, tendo em conta que a entrevista era para o preenchimento duma vaga como empregada de balcão numa loja que comercializava telemóveis, achei a pergunta estapafúrdia, principalmente porque nunca despendera muito tempo da minha vida a pensar nisso.
Além disso, também me pareceu algo despropositado, porque todos os planos pessoais e profissionais que pudesse ter, não eram para ali chamados, porque eu não conhecia o entrevistador nem mais gordo nem mais magro. E planos de vida futura, pessoal ou profissional, a mim (naquela altura) pareciam-me mais o tipo de assunto que eu discutiria com família chegada e amigos de confiança.
Uns meses passados, comentei com uma conhecida minha que procurava emprego, que me tinham formulado aquela questão. Ela, formada na área de psicologia e conhecedora de algumas técnicas de recrutamento, explicou-me que era uma questão bastante básica e perfeitamente normal em entrevistas, para que pudessem perceber se eu era uma pessoa com ambições e orientada para seguir determinados objectivos!
Pois que voltaram a colocar-me essa questão cerca de 5 anos mais tarde e a minha resposta foi rápida, directa e bastante frontal!
Se em 2001, via-me dali a 5 anos a trabalhar para o Corpo Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros, como adida, em 2006 respondi que isso era muito relativo! A pessoa ficou confusa e pediu-me para elaborar e eu, claro, elaborei!
Que em apenas um ano todas as circunstâncias da nossa vida mudam, sejam a nível pessoal ou profissional e que a vida tinha-se encarregue de me mostrar isso mesmo e terminei com esta frase:
Se em 2001 eu achava que ia ser uma futura Embaixadora ou quem sabe uma funcionária duma ONG a trabalhar num qualquer país subdesenvolvido, nada me faria alguma vez crer que seria Técnica de Segurança do Trabalho e muito menos iria trabalhar no ramo da construção civil!”
Se à minha resposta, o primeiro entrevistador ficou com aquele ar de “Ya, tá bem! Deves mesmo conseguir...”, o segundo entrevistador ficou perfeitamente desconcertado.
Perante o ar confuso do senhor, decidi acrescentar que o que tinha aprendido com esta mudança de profissão tão “díspar”, chamemos-lhe assim, foi que não podemos ter planos demasiado rígidos e fixos e que devemos estar preparados para nos adaptar rapidamente ao que muda na nossa vida, mas principalmente a ter a capacidade de dar a volta, mesmo quando achamos que aquilo não era nada do que queríamos.
Porque mais tarde, pode dar-se o caso de gostarmos mesmo do que a mudança de circunstâncias nos trouxe!
Cerca de um ano e meio depois de ter entrado no mundo das obras, abriu finalmente concurso para o Corpo Diplomático do MNE, que eu aguardava desde que me licenciei. Quando acabei de ler o aviso de concurso senti-me algo indiferente perante aquilo e fiz a candidatura por mero descargo de consciência, para ver até onde conseguiria chegar no concurso, visto que eram sempre 10 cães a um osso. Neste caso, acho que éramos 2100 candidatos para 40 vagas.
Mas quando vi os temas sobre os quais teria que me debruçar nas provas de conhecimentos gerais e específicos, achei que saber a política externa portuguesa desde o tempo do rei D. José I e a importância do Marquês de Pombal e da sua política, pouca utilização prática tinham para a minha vida profissional, já que eu me tornara uma pessoa cuja tarefa era tentar ajudar quem trabalha a chegar ao final do dia vivo e sem grandes mazelas do trabalho pesado que tinham que desempenhar na sua vida activa.
Eu que sempre quisera trabalhar no estrangeiro, acabei por trabalhar em Portugal com mais estrangeiros do que poderia pensar!
Por isso, nunca penso naquilo que quero para a minha vida de forma muito rígida ou estanque. Se não alcançar esse objectivo, não é nenhum drama. Se tiver que me reinventar, porque não?!
Eu prefiro sonhar com coisas que quero viver, alcançar! E chegar ao dia em que as concretizei e perceber isso mesmo!
Mas aproveito o que se vai passando até lá, e isso torna tudo muito mais interessante!

19 de outubro de 2011

Despedidas incompletas

tirada da net

Há 2 anos, às portas da tua cirurgia disseste-me descontraído:
"- Vai descansada que vai correr tudo bem! Daqui a duas semanas, estaremos a comer sardinhas assadas na casa de campo!"
E eu beijei-te, certa de que o teu optimista provinha apenas da ignorância perante a gravidade do teu problema de saúde.
Mas quis acreditar que sim, que seria assim! Que tudo correria bem e estaríamos todos juntos novamente, para poderes ver o teu neto cresceu diante do teu orgulho de avô babado!
Mas o beijo de despedida que te dei foi tão pouco perante a magnitude do que se avizinhava...
Esperei mais de 12h para saber como tinha corrido a tua cirurgia depois de ter estado logo ali, na sala de espera mas a dada altura ter tido que regressar a casa, porque não havia mais nenhum comboio para o Algarve e eu não podia deixar o F. sozinho, porque ele só tinha 9 mesinhos.
A angústia foi enorme e o desespero rebentou quando ouvi dizerem do outro lado da linha, assim que pousei o pé no chão, saída do comboio, que não teria corrido tudo assim tão bem e que estavas em estado comatoso...
Num dia vi-te bem e falámos normalmente, mas já o meu coração estava apertado perante a incerteza do futuro!
No outro, os teus cabelos grisalhos ondulados (que eu sempre quis ter herdado) tinham sido rapados, a tua cara e cabeça pareciam uma abóbora e tu não respondias... respiravas com a ajuda de tubos e tubinhos e um emaranhado de fios pendiam dos teus braços.
Tu resististe mais dois meses, mas para mim, tu partiste faz hoje dois anos!

Lovely


A Magda já me tinha oferecido este selo há uns belos dias, mas eu tenho andado arredada daqui e sem tempo, infelizmente, para poder aceitar devidamente este "prémio"...
Magda, muito obrigada pela distinção!

Ora bem, agora passando ao desafio: dizer 7 coisas sobre mim e passar o selo a 15 outros blogs (eh lecas, tantos...)
Aqui vão as coisas acerca de mim:

1 - Uso óculos desde os 3 anos de idade (era suposto usar, mas sou uma baldas)
2 - Quando era miúda morria de medo dos aviões da Força Aérea que sobrevoavam os terrenos do meu avô
3 - Detesto ser criticada!
4 - Sou louca por bombocas
5 - Adoro fazer acunpuntura
6 - Nunca roí as unhas
7 - Um dia quero fazer um salto de paraquedas

E o selo vai para os seguintes blogs:
Tanita
Turista
Ni
Ana (A mamã é só minha)
Margot


Clementine Tangerina
Rita G.
Lacorrilha
SofiaAlgarvia
Paula
Ceres
Leana
Mariinha

A quem mais quiser levar, considerem-se todos Lovely Blogs!!

17 de outubro de 2011

Grande prenda de anos...

A que me deu o Pedro Passos Coelho...
Posso garantir que não era nada que eu já não estivesse à espera. Sempre disse que achava o PPC muito mais perigoso que o Sócrates, e se este último nos levou ao buraco financeiro, o primeiro vai dar-nos o "golpe de misericórdia"!
Se concordo com o facto de me "limparem" o subsidio de Natal e o de férias?
Até poderia concordar, em nome do bem maior, sairmos da dívida e ficarmos de "honra limpa" por esse mundo fora! E se isso significasse que saldávamos a dívida, até estaria disposta a fazer o sacrifício!
Mas passo a listar as razões que me levam a discordar redonda e peremptoriamente, visto que até à data não ouvi falar em nada disto:
- acabar com as reformas múltiplas dos ex-primeiros ministros e ex-presidentes da república - a minha lógica é simples: se eu tenho que trabalhar 35 a 40 anos (a ver se o valor não aumenta até eu me reformar...) para receber uma reforma, porque hão-de os ditos cujos receber uma por cada mandato ou por cada cargo ocupado?!
- impor um tecto máximo nas pensões de reforma milionárias que alguns dos nossos ex-políticos auferem. Na Suíça, safam-se todos muito bem com 1700€ de reforma máxima e atentem que lá o custo de vida é bem mais elevado que cá...
- vender todos os carros topo de gama, artilhados de extras e afins e passar a comprar Méganes e Ford's ou coisas do género! Um carro é um carro e não precisa de ser BMW e Audi para andarem montados...
- reduzir drasticamente os vencimentos dos gestores públicos e aplicar-lhes o princípio do trabalho em regime de exclusividade, porque andam aí uma cambada de gestores "promíscuos" que têm cargos de administração a torto e a direito;
- reduzir drasticamente o nº de secretários de estado, secretários adjuntos, acessores, conselheiros, de certeza que se conseguem safar com menos cabecinhas pensadoras. Aliás, acho que quanto mais cabeças, mais sentenças e ninguém chega a nenhuma conclusão válida!
- reduzir o n.º de deputados na Assembleia da República para um mínimo - pois é, sr. PPC, ias cheio de boas intenções, mas deves ter comido toneladas de queijo, de certeza...! (De boas intenções está o Inferno cheio, já dizia o meu pai...)
- impedir terminantemente que políticos que estejam sob a mira da justiça continuem a exercer os seus cargos placidamente enquanto decorrem os recursos e arranjam subterfúgios legais e manhozices para fazer o processo judicial prescrever!
- acabar com os subsídios de habitação aos srs. doutores juízes, já muitos deles têm dinheiro para 2.ª e 3.ª habitação, também devem ter dinheiro para pagar uma diária na residencial da cidade onde têm que se deslocar;
- acabar com as mordomias de motoristas até para as secretárias dos «acessores dos conselheiros do adido do adjunto do secretário»
- acabar com as comissões de inquérito que investigam o que de errado fez o grupo de trabalho, que foi criado para estudar o desvio da 1.ª comissão de inquérito às múltiplas derrapagens que sucessivamente vamos conhecendo; porque assim como assim nunca ninguém descobre a "lebre"... 
- acabar com a "mania de ir a todas" as intervenções da NATO no estrangeiro... nós não somos Rambos nem GI Joe's, ok!?
- melhorar o sistema de controlo de execução fiscal para acabar com os caloteiros todos que não pagam ao fisco como eu sou obrigada a fazer... 

Bem, aqui ficam só umas ideias... é claro que ainda tenho mais, mas agora acho que já chega para se entreterem. E não quero que comecem a pensar muito, não vão queimar aí algum "fusível" e depois é que está o "país em cangalhas"...
Por isso, querem ter moral para me irem ao bolso??! Cresçam e apareçam!




14 de outubro de 2011

Tlinta-e-tlês

tirada da net

E hoje conto mais um ano desta minha vida atribulada, recheada de coisas boas, menos boas e outras assim-assim!
E vai ser só passeio!

Há 33 anos atrás estava a minha mãe de manhã no Hospital a dizer que ia nascer, ia nascer!
O médico dizia que só iria nascer dali a 15 dias!
Mas não... foi mesmo naquele dia!
Nascemos 4, eu e mais 3 rapazes, com intervalos de 5 minutos.
A minha mãe diz que só entrou em pânico quando percebeu que as enfermeiras e a parteira não sabiam a qual das parturientes haviam de acudir primeiro...
Os 3 rapazes berraram a noite toda, eu dormi que nem um anjinho!
A minha mãe dizia que eu fui logo teimosa para nascer: ela fazia força para eu sair e eu parecia que fazia força para ficar lá dentro.


13 de outubro de 2011

De pé descalço

tirada da net

Ando a ver se compro mais um ou dois pares de sapatos, para substituir alguns que tenho em casa e que já não gosto e outros que estão tão gastos que até metem dó, pelo uso até à exaustão. E sem falar que não dá muito jeito ir para o trabalho todos os dias de sapatos desportivos. 
Agora que posso usar sapatos mais clássicos, porque o local onde trabalho o permite, aliás... fica melhor, já que convém ter uma aparência mais arranjada. Quando andava nas obras era igual ao litro...
Mas palpita-me que esta colecção de inverno que aí anda me vai obrigar a andar descalça ou a surrar ainda mais os poucos sapatos "finos" que tenho!
Detesto esta moda de sapatos que por aí pulula... parecem as chanatas da Mary Poppins! 
Ora eu já sou baixinha e estou actualmente "roliça" (chamemos-lhe assim...), se me ponho a seguir o trend da moda, vou ficar a parecer a minha tia Bia, quando era bem velhota!
E como não gosto, não compro!

Pode ser que me safem as botas de cano alto... já vi umas engraçadas!

Amigos para sempre

Há amizades que perduram, independentemente do tempo que passe, das distâncias geográficas, da mudança de objectivos de cada um!
Quando entrei para a faculdade sabia que iria ganhar imenso, que seria uma experiência inigualável, mas nunca pensei que com isto ganhasse grandes e bons amigos! Daqueles que serão para sempre!
Quando estava no último ano, comentei com um primo meu estes laços de amizade e ele disse-me peremptoriamente:
- "Vais ver que isso depois acaba-se! Fazem-se promessas de amizade eterna, mas depois quando for cada um para seu lado, logo vês que a amizade se perde!"
Não quis aceitar tal afirmação, não a contestei no momento, mas gravei no meu subconsciente que não iria deixar que isso acontecesse! Porque aquelas 10 pessoas seriam sempre amigos meus, "no matter what"!!!
Não precisei de me esforçar particularmente para que isso acontecesse!
O que nos une é mesmo muito forte e passados 10 anos desde que fomos "cada um à sua vida", quando estamos juntos, é como se uma mística se abatesse sobre nós! Parece que tudo se cristaliza e aquilo que nos uniu e continua a unir, renasce como que por magia!
OK, pronto não é nada assim de transcendental... mas para mim é como se houvesse algo que simplesmente nos transporta no tempo e somos de novo aqueles estudantes universitários, aquele grupo de 10, que faziam tudo praticamente juntos: estudar, sair à noite, jantaradas, pequenos-almoços na Pastelaria dos Olivais, café ou capuccino no Tropical, teatro no TAGV, cinemas, enfim!
E foi assim que me senti quando o F.J.A. me veio visitar em Agosto e estivemos numa quinta-feira à noite a conversar até às 2h30 da manhã só a falar de música e, novamente quando há dias lhe liguei a dar os parabéns. Uma chamada que era suposto demorar 2/3 minutos prolongou-se por 23 minutos e podíamos continuar noite a dentro, se a vida familiar não clamasse por mim!
Depois o mesmo repetiu-se no final de Setembro, com a visita da La Sailve! Foi uma tarde muito bem passada, em que falámos disto e daquilo. Por nós, podíamos congelar o relógio que faz o tempo andar, para podermos ficar na converseta horas a fio!
De novo, o telefonema com a C.E. durou bem mais de meia hora, mas havia tanto mais que queríamos dizer, mas os pequenotes dum lado e de outro da linha chamavam "mamã"...
Desde que o XT casou em 2004 nunca mais estivémos todos juntos ao mesmo tempo, e já tenho saudades! Porque parece que quando nos juntamos todos, é como se o tempo recuasse e estivéssemos todos na amena cavaqueira no Tropical!
Temos-nos encontrado, um a um ou quando muito dois a dois, mas nunca é a mesma coisa!
As tentativas de reunirmos todos de novo, já com as caras metade e a descendência têm sido algumas, mas sempre sem sucesso... é que estamos todos espalhados por este país afora e alguns mesmo nas estranjas.
Mas o tempo provou que eu estava certa, estes amigos são mesmo para sempre!

Diferente mas lindo!

Esta nunca foi uma banda que me cativasse particularmente, mas desde que ouvi a voz da vocalista dos The Knife e Fever aqui, acho esta música perfeita e os meus ouvidos agradecem-me!

12 de outubro de 2011

E agora, para rir!


Esta foi a caricatura que foi feita para constar da plaquete de turma no meu "ano de carro" na Queima das Fitas, em Coimbra!
Posso assegurar-vos que o caricaturista, na altura o melhor que havia em terras conimbricenses, captou a essência do meu rosto na perfeição, porque apanhou o meu tique principal: a mania de arrebitar um sobrolho sempre que me fotografam ou me desenham!
E eu adorei o resultado final!
Pronto, podem rir à vontade!!! Mas é só desta vez...

11 de outubro de 2011

A cafeteira de esmalte

tirada do site leiloes.net
Este fim de semana foi "O" fim de semana em que tive que vazar a casa dos meus pais para se dar inicio às obras de recuperação profunda que aquela casa, lamentavelmente, precisa!
Para mim foi bastante cansativo a nível físico, mas particularmente carregado de emoção e como tal, desgastante ao nível psicológico.
Desde que o meu pai partiu há quase dois anos, optei por "comodisticamente" manter a casa no seu estado habitual, tal como ele a deixara.
Mas chegou o momento de avançar, que foi isso que a minha mãe me ensinou! E de deixar de ter a casa fechada, uma câmara encerrada e entregue às aranhas, às traças e aos ácaros (e por sorte não aos ratos e baratas) e recuperar a casa e dar-lhe uso.
Depois do meu pai ter partido, os dias de “nojo” a que tive direito (nunca entendi a utilização desta expressão, que considero totalmente desapropriada, mas enfim...) foram escassos para dar a volta à casa, como faziam os “antigos”. Lembro-me que uma semana depois da minha mãe ter partido, estávamos em casa a revirar tudo, para dar destino aos seus “pertences”. Com o meu pai não foi assim e levei mesmo muitos meses a fazê-lo, por falta de tempo efectivamente, mas por falta de coragem e de manifesta vontade. Porque isso iria abrir a ferida da dor da perda dele e eu não quis fazer “o luto” durante muito tempo.
Mas não podia ser assim indefinidamente, apesar de ter adiado a decisão sobre o que fazer com a casa durante demasiado tempo. Optei por reparar a casa e prepará-la para futuro arrendamento e isso implicou obviamente fazer o que eu fui procrastinando sucessivamente.
Após muitos orçamentos e muitas contas de cabeça, foi chegada a hora de vazar tudo e revirar tudo o que permaneceu intacto nestes longos meses... foi chegada a hora de separar tudo o que podia ser dado, o que queria guardar e o que já não tinha serventia. Ora eu tenho uma minha veia lamechenta e sentimentalona, e fui criada na lógica de guardar tudo, “para quem sabe um dia pode servir”... e calculei que teria que fazer das tripas coração para adoptar uma postura minimalista e desprendida e contrariar a lógica do “humano coleccionador”! Por isso, as duas noites que precederam os “trabalhos” foram mal dormidas, com um misto de ansiedade e expectativa...
Sabia que ir mexer em tudo me traria recordações, mais que muitas e que a dada altura iria romper em pranto, com a saudade e a tristeza de me sentir órfã, ao olhar para cada objecto.
Obviamente que foi mesmo isso que sucedeu! Só não sabia que o que faria despoletar o mar de lágrimas seria a velhinha cafeteira de esmalte vermelha, igualzinha à que está na imagem. Quando a vi, logo depois de ter pegado na velha caneca de café da minha mãe, com o vidrado estalado e a asa colada, desatei a chorar! Porque ao olhar para esta cafeteira, que conheço desde que me conheço por gente, recordei que a minha mãe fazia café todas as manhãs e o cheiro enchia a casa!
Depois de ter chorado tudo, sequei as lágrimas e continuei e não mais chorei até ao fim!
Para mim foi como “desmontar” tudo o que ainda persistia duma casa, que eu mantive como “museu”, como que a cristalizar as recordações da minha infância, adolescência e início de idade adulta. Separar tudo, organizar e empacotar objectos foi como “apagar os cenários” de uma vida familiar, a minha e a dos meus pais! Até o meu quarto de menina adolescente foi vazado, retiradas todas as fotos, os peluches, os posters, as cartas de amigos, os bibelots, os livros, os CD's e as velhinhas cassetes.
No entanto, fiquei espantada com a minha capacidade lógica e prática de manter apenas o estritamente necessário e útil. Foi muito mais fácil do que esperava conseguir contrariar a minha veia de “deixa cá guardar para um dia mostrar aos filhos” ou “pode ser que um dia precise”. Consegui cingir-me à lógica de conservar apenas o que deve ser conservado!
E agora, vão começar as obras! E calculo que as minhas dores de cabeça...

Agora que aprendi...

Não quero fazer mais nada!
Este é o meu novo caderno de andar na mala, para substituir o meu Moleskine, que roubaram!


7 de outubro de 2011

Amantizada

Hoje assinala-se o dia em que eu e o G. nos "amantizámos" efectivamente, há 6 anos! (xiiiii na pá, já são meia dúzia!)
Não nos casámos oficialmente, mas para mim este será sempre o dia em que me "casei" e no dia que der o nó (pelo civil e basta!) gostaria que fosse neste preciso dia!

E porque digo que nos "amantizámos"??!!
Eu explico!
O meu pai, homem generoso, mas deveras conservador e de tradições morais arreigadas, usou esta mesma expressão, numa vez em que, em pleno almoço, falávamos de planos para a minha vida futura.
Eu era então uma estudante universitária e livre de quaisquer compromissos afectivos, mas sabia perfeitamente o que queria para a minha vida amorosa!
E quando proferi categoricamente que "antes de me casar mesmo, junto os trapos!", a resposta pronta, carregada de um tom de homem escandalizado, não se fez esperar:
- "O quê??!! Tu vais-te amantizar?! Nem penses nisso... a vergonha que isso é?!"
Ao que eu, sagaz e espertalhona, apelei ao lado mais... como dizer?... «sagorro» (não se escandalizem, eu sei que ele já não está cá, mas era verdade...) do meu pai e respondi:
"-Então pensa lá bem: para me casar tenho que gastar uma dinheirama no casório, para juntar os trapos não gasto nada! Se o casamento correr mal, tenho que me divorciar, mais dinheiro gasto. Se estiver só junta, tão depressa me separo como me juntei e não gasto dinheiro nenhum!"
Resposta pronta do sr. Abel:
"- Ah bom, se estás a ver as coisas por esse prima... és capaz de ter razão!"

Escusado será dizer que ele manteve esta postura ainda durante mais uns anos, mas depois acabou por se render e antes mesmo de eu ter ido viver com o G., um dia disse-me que eu estava a pensar bem, em fazer a "experiência" primeiro e depois um dia quem sabe, logo oficializava a coisa.
E nunca mais me criticou por esta opção que tomei e com a qual sou perfeitamente feliz, sempre me apoiou, nunca deu sinais de estar incomodado perante a situação!

Mimos bons!



E que não se podem deixar passar em branco!
A Tanita há dias ofereceu-me este selo, que me deixou com um sorriso enorme! Por isso, minha querida, muito obrigada!

Agora diz que tenho que nomear 10 blogs que eu gosto! São bastantes o que torna a escolha difícil... Mas aqui vão:
1 -Ni - estás mesmo a precisar de mimos, por isso cá vai este!
2 - Turista - acho que já recebeste mas eu continuo a achar que mereces!
3 - Ana (A mamã é só minha)
4 - 2Pink Sardines
5 - Sofiaalgarvia
6 - Luísa
7 - Só Sedas
8 - Marianne
9 - Mariquitas
10 - Ana Cê - o teu foi o primeiro blog que segui desde que comecei a andar na blogosfera!

Não fiquem tristes os restantes, porque se estão na lista ali do lado, é porque gosto de vos ler a todos e todas!

6 de outubro de 2011

O Verão ainda não terminou!

tirada da net

Porque ontem aproveitámos o feriado da República e tivemos o melhor dia de praia deste ano!
Fomos já um pouco tarde, porque podíamos ter aproveitado ainda mais, mas foi uma tarde em beleza!
O G. estava super descontraído, apesar de me ter estado a azucrinar o espírito porque eu nunca mais me despachava... normalmente costuma ser sempre ao contrário!...
O F. divertiu-se tanto mas tanto! Adora a areia, adora a água, fartou-se de fazer castelos e de os borrifar com água com o regador pequenino.
Estava uma tarde óptima, fazia calor q.b., não havia vento e a praia estava mesmo como nós gostamos: com pessoas dispersas. Assim havia espaço à farta para escolhermos o poiso, sem termos que nos preocupar se nos vão mandar areia para cima, ou se temos que andar a fazer circuitos manhosos entre mil toalhas e chapéus.
A temperatura da água estava excelente e soube tão bem banhar-me descontraidamente e deixar-me levar pelo ondular das águas.
E a determinada altura, olhei para o G. a brincar com o F. e sorri, senti-me tão feliz e grata por estes dois homens tão importantes para mim, que estavam ali a brincar e a desfrutar da calma duma bela tarde de praia em Outubro!

4 de outubro de 2011

Enganos

tirada da net

Há enganos que não me desagradam nada, mesmo nada!
Especialmente aqueles em que o banco me comunica que me vai reembolsar numa quantia avultada, paga indevidamente no momento duma liquidação antecipada de um crédito.
Não me saiu o Euromilhões, mas eu estou feliz como se me tivesse saído a sorte grande!
Simplesmente não ganhei nada, o que me vai ser devolvido era meu...

A motociclista que há em mim!

tirada da net

Depois de mais de 3 anos sem andar à pendura na mota com o G., o meu mais que tudo, ontem fomos dar uma voltinha, para eu matar as saudades que tinha de andar de mota!
Fizemos um passeio pelo campo, aproveitando o meu dia de férias (o primeiro que pude tirar desde que mudei de empresa) e apreciar a liberdade que proporciona uma viagem de mota!
Desde que engravidei do F., nunca mais tinha envergado o capacete e pulado para o banco traseiro da nossa África Twin velhinha, comprada em 3.ª mão e ido por estas estradas e caminhos fora!
Ontem soube muito bem, estava um dia bem bom e pude matar as saudades todas!
Só a minha coluna é que não me agradeceu assim lá muito, mas foi por uma boa causa!