27 de março de 2015

"Just Breathe"

Porque há pessoas que nos tiram do sério, que nos fazem mal por intermédio de outros mais fracos, a quem apenas queremos o bem.
Porque há pessoas que só se sentem bem e encontram alguma paz, quando estão a destilar veneno e a fazer com que os outros fiquem na merda, porque assim se sentem mais acompanhados, porque assim os infelizes não são só eles. 
Porque há pessoas que têm muitos problemas na vida, mas ao invés de pedirem ajuda, têm demasiado orgulho, ao qual juntam a inveja e até algum ódio, e apostam unica e exclusivamente em magoar quem os poderia ajudar altruisticamente, em descarregar nesses mais próximos as suas frustrações, raivas e mágoas.
A essas pessoas, eu digo: se querem ajuda, peçam-na (a mim ou a quem quiserem!), mas se não querem, vão pregar para outra freguesia e desamparem-me a loja! Porque eu recuso-me a viver infeliz e amargurada.
E mais, recuso-me a perder tempo e energia com eles. Cada minuto ou hora que perco à conta de pessoas assim é tempo da minha vida totalmente desperdiçado.

Porque às vezes, basta apenas respirar! Saber respirar! 
E se crianças pequenas conseguem compreender e praticar isso, qualquer um o pode fazer, sempre que queira!
Bom fim-de-semana!

19 de março de 2015

Do dia do pai lá de casa

Apesar de estar sozinha com os dois rapazes, consegui fazer um bolo de mirtilos para levar para a festa do dia do pai no jardim de infância do Filipe.

O Ricardo colaborou como um lindo menino e esteve sossegadamente a brincar com tampas de plástico dos iogurtes e a tirar ao chão tudo o mais que lhe pus na frente.

Enquanto isso, eu e o Filipe fizemos um bolo, e foi bom de ver o enorme entusiasmo dele, muito maior do que nas outras vezes que fazemos um bolo, porque para ele, este era especial, por ser para o pai e para levar para a escola.

O pai provavelmente nem o vai provar, a julgar pelo que aconteceu na festa do ano passado... (num universo de 25 pais, havia apenas 5 bolos...)

Mas o importante mesmo, teria sido eu ter-me lembrado de levar o bolo para a escola, e não o ter deixado em cima do balcão da cozinha, lindo e cheiroso...

Do mal o menos, o pai leva o seu próprio bolo!



17 de março de 2015

Apetece-me

Escrever.
Não escrever de todo.

Escrever sem reservas, desaguando os pensamentos que pululam como enguias no meu cérebro cansado e privado um pouco menos de sono.

Escrever condicionadamente, porque às vezes menos é mais e não havia necessidade de desaguar rios de palavreado sem sentido só porque sim.

Ficar sentada em silêncio dentro do carro e apenas deixar entrar o ruído de fundo dos carros que passam na estrada enquanto tento respirar profundamente ao olhar a paisagem solarenga junto ao rio, evitando pensar no cansaço de dar banho a dois miúdos sozinha, fazer jantar, brincar, mimar, deitar porque já é tarde e as pálpebras teimam em cerrar-se, porque o pai teve que ir trabalhar pela noite adentro.

Ir a correr ao encontro dos meus meninos, com os seus sorrisos sinceros e francos, carregados de inocência, que me olham como a um ídolo. Abraçá-los apertada e demoradamente e fechar os olhos para registar estes momentos que não voltarão a ser...e receber deles aquilo que há de mais puro, de mais genuíno e mais valioso.

Ser uma mãe-coragem daquelas que se desdobra em quinhentas mil tarefas, que não se cansa nunca, que não se exaspera nem levanta a voz quando ambos os rapazes se dispõem em modo "gritador", fazendo sucumbir até o cérebro mais bem repousado, que se cuida e apruma e é o pináculo da feminilidade graciosa de mãe-mulher "resolvida" e "resoluta".

Ser a mãe que revira os olhos sempre que lê os sábios conselhos para ser uma mãe-mais-isto-e-mais-aquilo, que tem vontade de chicotear essas mães que apregoam aos sete ventos que tudo fazem e conseguem sem aparente esforço, porque no fundo elas são o exemplo acabado de uma tremenda fraude! Sim, fraude!! E percebo que nunca quereria ser aquele tipo de mãe, porque é irreal. Porque qualquer mulher que tente igualar aqueles padrões estará condenada logo à partida, derrotada na vã conquista de uma maternidade que só está disponível a quem tem sistemas de apoio dignos desse nome.

Ser uma pessoa cheia de objectivos e ambições, que faz e que vai à luta, que se esforça, que se esgadanha a tentar chegar onde quer e ao que quer, que não se conforma, que não se rende sem lutar.

Ser a pessoa que olha a vida da forma mais realista que consegue, e decide que há um momento para simplesmente passar pelos dias sem se preocupar muito com objectivos cumpridos, porque mais tarde haverá tempo para isso tudo.


13 de março de 2015

{this moment}

{this moment} ~ A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the comments for all to find and see.
. . . . . . . . . . 

inspirada na Soulemama


10 de março de 2015

Ditados dos tempos modernos

A fazer lembrar o velho ditado "com as calças do meu pai sou eu um homem"...

"com o trabalho dos outros, sou eu um grande profissional"

6 de março de 2015

{this moment}

{this moment} ~ A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the comments for all to find and see.
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inspirada na Soulemama


4 de março de 2015

Escrever o amor

Porque ainda há românticos incuráveis. (eu)
Porque ainda há quem escreva cartas de amor. (eu)

Porque é importante escrever a alguém a dizer que os amamos e que nos fazem felizes.

2 de março de 2015

"Se tivesse de fugir, o que levaria?"

Esta questão é delicada.
Especialmente quando enquadrada desta forma.

Acontece-me sonhar muitas vezes que tenho que abandonar a minha casa às pressas, não sei muito bem a razão... Às vezes é um incêndio que consome tudo, outras é alguém que me persegue, com intenções menos agradáveis.

Talvez seja algum receio reprimido desde os tempos da adolescência, naquele dia do incêndio de 1993 que por pouco não destruiu a minha casa de Aljezur, onde na altura estava a passar férias com os meus pais. Ainda equacionámos ficar a "defender a casa", mas o meu pai decidiu-se pela nossa auto-preservação.
Nessa tarde, logo depois do almoço, reuni além das minhas roupas, a máquina de escrever que a minha mãe me tinha oferecido aos 9 anos, o meu walkman e as minhas cassetes preferidas. A escolha não foi muito difícil porque na altura as minhas "possessões materiais" não eram assim tantas e a maior e mais importante parte delas, estavam a salvo, na minha residência a pouco mais de 50 km dali.

Mas nos sonhos, muitas vezes sinto o pânico de ter que sair de minha casa só com a roupa do corpo e não haver tempo para levar comigo o que eu mais prezo. Há sonhos em que levo os livros, noutros os cd's eleitos dos eleitos.

Mas numa situação real... não sei a que me agarraria para levar comigo... não sei o que o discernimento urgente de quem tem que fugir com pouca coisa me levaria a escolher... o ouro? um livro? um objecto? comida? dinheiro? roupa?

Uma coisa talvez não quisesse mesmo deixar ficar para trás... o album de fotografias de família.