3 de fevereiro de 2015

Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes

Em tempos que já lá vão, o meu pai costumava contar que eu, por volta dos seis anos de idade (nos saudosos anos 80), um dia ao almoço, lhe perguntei com a maior das naturalidades:

- Ó pai, quando é que te divorcias da mãe?

Escusado será dizer que o meu pobre pai ficou perplexo e sem saber o que me responder... apenas conseguiu perguntar-me a razão da pergunta.

A minha resposta foi pronta e decidida: os pais dos meus amigos estão todos a divorciar-se, eu também quero! (ai como eu era ingénua...)


Recentemente, o Falipe ficou a saber que eu e o pai não somos efectiva e legalmente casados.

Não sei ainda muito bem a que propósito a conversa surgiu, mas ontem saiu-se com esta pergunta:

- Ó mãe, quando é que casas com o pai?

A minha resposta foi bem mais fácil... "tens que perguntar isso ao teu pai!"

Mas ele insistiu com um "eu queria mesmo que tu e o pai se casassem!" e para finalizar, rematou "queria que se casassem pela igreja!"(*)


Lamento dizer-te meu filho que nesse departamento não terás muita sorte... já que o teu pai é um ateu convicto!


(*) - aqui tenho que admitir que houve alguns "alarmes" a tocar, porque a juntar à conversa de que gosta muito de Jesus há umas semanas, quer-me parecer que ele anda a ter umas noções de religião cristã sem o nosso conhecimento...

5 comentários:

Maria Duarte disse...

É um bom pretexto para um convite...

Agora, e atendendo que os tempos mudaram, quem faz o pedido a quem?

*Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes*

(Tão, mas tão apropriado o teu título ao meu comentário...)

gralha disse...

Não fui eu. Mas não lhe farão mal nenhum ;)

Naná disse...

Maria, no nosso caso, casar seria apenas uma formalidade legal, razão pela qual nunca o fizemos até hoje...

Gralha, ahahahah! Eu sei que mal não faz, pelo contrário (já o pai sobe paredes só de pensar!). Mas nestas matérias sou um bocadinho torta e acho que tenho que ter conhecimento disso.

Tanita disse...

Acho que os país do Falipe têm de pensar em casar, mesmo que não seja pela igreja.

O meu também anda assim, diz meu Deus, amen e outras coisas que não dizemos lá em casa, acho que são as educadoras...

Magda E. disse...

Bem... nós tb não somos casados. ainda se pensou no assunto porque ele queria muito, mas a fase passou. Qt a noções de religião sem o consentimento dos pais, eu tb subiria paredes. Na última reunião da G. estava uma mãe a insistir que deveriam explicar aos meninos quem era Deus e Jesus e bla bla bla... eu fiquei caladinha, porque não quis que me caíssem tds em cima, mas nem todos querem educar os filhos com esses princípios. Independentemente de acreditar ou não em algo, não creio nem gosto de religiões.