28 de setembro de 2011

Amamentação Experiência 3D

A Ana (A mamã é só minha) deixou um convite a quem quisesse dar o seu testemunho sobre o tema Amamentação, uma vez que está a ser assinalada a Semana Mundial do Aleitamento Materno em Portugal de 3 a 9 de Outubro.
E eu que nunca fui de abordar esse assunto aqui, desta vez decidi deixar aqui a experiência que tive. Cá vai!
Quem não quiser ler coisas sobre mamas, peitos e bolsados, pode ficar já por aqui!
Assim que fiquei grávida, a questão de amamentar ou não nem sequer se colocou, porque a resposta foi mais que óbvia: amamentar sim! Pelo menos, se o meu corpo o permitisse... tive alguns receios associados à amamentação, porque recordava-me bem de ouvir a minha mãe dizer que me tinha amamentado apenas durante cerca de dois meses, porque o leite dela seria "fraco" e eu ficava sempre a chorar com fome, pelo que eu tive que começar a beber leite em pó logo cedo.
Receei obviamente que a "genética" fosse mais forte e sucedesse o mesmo comigo. Mas eu fui uma grávida extremamente despreocupada e nada stressada, ou pelo menos quero acreditar que o fui! Digamos que a minha veia de personalidade de "quando a altura chegar logo se vê, não adianta sofrer por antecipação" acentuou-se ainda mais neste fase da minha vida. Assumi que nada sabia sobre o assunto e que iria resolver as dificuldades à medida que elas fossem surgindo e conforme me ditasse o instinto e a consciência.
E foi mesmo o melhor que fiz! Em todos os aspectos e claro, dar mama não foi excepção!
Apenas segui um conselho de uma amiga sobre esse assunto e resultou na perfeição!
Posso afirmar sem sombra de dúvida que a minha experiência de amamentar foi das melhores e das mais enriquecedoras possíveis, para mim enquanto mãe e enquanto mulher!
Amamentei até aos 13 meses do F. e os primeiros 6 meses em exclusivo! E sinto um orgulho enorme nisto!
Não continuei a amamentar por mais tempo porque toda a informação médica que obtive (médica de família, pediatra e a minha nutricionista) ia no sentido de que após os 12 meses, os benefícios de amamentar já não são tão significativos. Mas segui o conselho do pediatra e dei mama exclusivamente até aos 6 meses, altura em que introduzi as sopas e as frutas.
Logo quando o F. nasceu, pegou bem na mama e nunca tive qualquer dificuldade nisso. Aliás, ele pegou sempre tão bem, bem até demais... era tão sôfrego a mamar que andei à rasca na primeira semana, com os peitos feitos numa lástima, porque ele sempre foi comilão e mamava com uma força como se não houvesse amanhã!
Ele nasceu com 2740 kg às 37 semanas e claro, perdeu 300 grs logo nas primeiras duas semanas. Depois na 3.ª semana eu contava que ele tivesse ganho peso, mas nada, nem mais nem menos... aí comecei a questionar se o meu leite seria suficiente para o alimentar como devia e os fantasmas da "genética" assombraram-me com imensa força!
Mas tudo se desvaneceu logo na semana seguinte, em que ele ganhou cerca de 300 grs e assim foi em todas as semanas que se seguiram depois disso. Ele começou a engordar a bom ritmo, sempre na ordem das 300 grs e mesmo até 400 grs, o que me deixava orgulhosa e feliz comigo mesma! E dava gosto ver as regueifas que ele tinha aos 3 meses!
Só tive um "stress", por assim dizer, durante os primeiros 6 meses: o F. bolsava-se tanto, mas tanto, depois de mamar, que cheguei a pensar que ele tinha algum problema de refluxo, o que fez com que fosse fazer uma ecografia aos 2 meses e meio para tirar dúvidas, que não se confirmaram. O que me disseram foi que possivelmente o meu leite seria bastante bom e ele estava apenas a "rejeitar o excesso de leite, que não precisava"... 
E foi aqui que foi fundamental o conselho dessa amiga minha, porque ajudou a controlar os bolsados: controlar o tempo que o F. mamava em cada peito, não devendo exceder os 7 minutos em cada uma! Funcionou na perfeição! Porque assim o F. além de bolsar muitíssimo menos, tomava as refeições em apenas 15 minutos e estava despachada!
Como sempre mantive uma atitude despreocupada em relação a muita coisa na maternidade, nunca fui de acordar o F. para dar mama, ou forçá-lo a comer de X em X horas. Ele pedia e eu dava, ele ficava satisfeito e engordava e crescia a bom ritmo, por isso, para mim era sinal que estava a fazer as coisas bem!
Para poder amamentar em exclusivo nos primeiros 6 meses, tive que obviamente andar de bomba atrás, mas era tudo em nome duma boa causa!
Para mim, a experiência foi mais do que boa, foi excelente! E se tiver que repetir, fá-lo-ei sem sequer pestanejar!
Permitiu-me sentir-me realizada como mãe, como mulher, permitiu-me poupar imenso dinheiro e muita logística mais complicada!
O único aspecto menos positivo que posso assinalar foi a parte do descontrolo hormonal que passei, muito mais visível a seguir ao nascimento do F. do que propriamente durante a gravidez. Mas nada de muito complicado!

5 comentários:

Turista disse...

Querida Naná, já tinha lido o testemunho da Ana e também gostei muito de ler o teu. Cada pessoa tem a sua experiência e esta interacção é fantástica. :)

Caminhante disse...

Olá Naná, eu ainda não fui mãe mas um dia que seja e se puder amamentar btambém o quero fazer em exclusivo nosprimeiros 6 meses! Gostei de ler a tua experinência.
Beijinhos

Caminhante disse...

Olá Naná, eu ainda não fui mãe mas um dia que seja e se puder amamentar btambém o quero fazer em exclusivo nosprimeiros 6 meses! Gostei de ler a tua experinência.
Beijinhos

Tanita disse...

Naná,
eu também amamentei o Manel até aos 10 meses, mas desde os 19 dias que lhe dava suplemento pois ele não ficava satisfeito com a mama. Mas adorei, era o memomento só nosso e dáva-lhe em qualquer sitio, estivesse onde estivesse. Foi uma sensação maravilhosa.
Bj**

Ana (A mamã é só minha) disse...

Gostei muito da tua atitude, da forma como encaras a amamentação e a maternidade.
A atitude conta muito e isso, certamente contribuiu para o sucesso da tua amamentação.
Beijinhos