2 de agosto de 2011

Elogio às máquinas

tirada da net

Já aqui referi a minha adoração pelas tecnologias, e voltando um pouco ao mesmo,tenho que tecer aqui este elogio e reconhecer que a minha máquina de lavar roupa e a minha máquina de lavar louça são sem sombra de dúvida, duas grandes amigas do peito que eu tenho.
Ambas ajudam a simplificar a minha vida, permitem-me ter tempo para me dedicar a outras coisas, bem mais importantes e muito menos cansativas.
Se pensam que não sei o que é dar o corpo ao manifesto e lavar roupa à mão, desenganem-se! Fui habituada a lavar roupa no tanque e nos fins de semana em que ia para casa do meu avô, na Arrifana, lá não havia máquina de lavar, mas sim um tanque onde para lavar tínhamos que nos ajoelhar em cima duma almofada, para não ficar com os joelhos esfolados. Corava-se roupa com sabão para tirar as nódoas mais dificeis e estendia-se a roupa num estendal feito em corda de ráfia, presa nuns postes feitos de troncos de acácia.
Até terminar a faculdade, lavava a minha roupa e a do meu pai no tanque de minha casa, porque o meu pai, tristemente, era muito apegado ao dinheiro e não queria gastar dinheiro numa máquina de lavar em condições... Assim, a que tínhamos era algo "artesanal"... Enchia-se de água, deitávamos o detergente, ela lavava e depois tinha que enxaguar tudo no tanque. Sei bem o que as minhas costas, pulsos e braços sofreram a torcer lençóis e calças de ganga no tanque (centrifugação manual). Perdi muitas manhãs de sábado presa a um tanque de lavar roupa! Por isso, foi com grande alegria que acolhi a máquina de lavar, enxaguar e centrifugar que o meu pai comprou contrariado, depois de muitas discussões azedas! (o Abel depois de a ver em uso, percebeu a sua utilidade e deu o dinheiro por bem empregue!)
Já a máquina de lavar louça foi algo que nunca pensei vir a valorizar tanto na vida. Quando me "amantizei", eu e o G. partilhávamos a ideia de que era um electrodoméstico desnecessário, porque éramos só dois, não sujávamos assim tanta louça e podia facilmente lavar-se à mão. Tínhamos também a ideia de que era uma máquina pouco útil porque além de gastar imensa água, gasta igualmente energia eléctrica e se tínhamos vivido bem sem ela até então, podíamos continuar a fazê-lo.
Após dois anos de vida em conjunto, concluímos que afinal se calhar precisávamos duma máquina de lavar louça, porque não havia pachorra para depois de jantar (tarde e a más horas - acabávamos de jantar sempre depois das 22h) estar a lavar 50 canecos... E porque também percebemos que duas pessoas afinal conseguem sujar canecos e tabernicos até mais não! Eu que sempre gostara de lavar louça, porque envolvia ter as mãos metidas em água, comecei a detestar! Lavar louça parecia já uma saga, numa mais tinha fim e se não fosse lavada numa determinada rotina diária, fazia com que a cozinha parece mais uma zona de guerra do que uma cozinha! Ora eu sou uma daquelas mulheres que até suporta ter a sala e os quartos um tanto desarrumados, mas lá a cozinha é que não!!
Curiosamente, comprámos a máquina por alturas do nascimento do F. e foi sem dúvida um dos melhores investimentos que fizemos! Permitiu-nos rentabilizar tempo, o consumo de água acaba por ser quase idêntico e como escolhemos uma máquina de classe energética A+ (tivemos esse cuidado na compra de todos os electrodomésticos que temos), a conta da energia não sofreu grandes incrementos.
Actualmente, como temos tarifa bi-horária, programamos as máquinas para lavar à noite, e elas trabalham enquanto nós pacificamente descansamos o sono dos justos!
Mais uma razão para ser fã da tecnologia!!

3 comentários:

Manuela disse...

Querida Naná, estes electrodomésticos, são dos mais importante, para a rotina doméstica de uma casa. A máquina de lavar a loiça, mesmo que não funcione, todos os dia cá em casa, por sermos ó dois, mantém sempre a cozinha arrumada! :)

Horizonte disse...

Achei muito engraçado o seu texto ao partilhar essas vivências.
Só passando por essas situações ( ou seja a do tanque ) é que se valoriza o que se tem actualmente.
E vivam os electrodomésticos que nos dão muita ajudinha....

Tanita disse...

Naná,
já te estou a imaginar a lavar a roupa no tanque e a cantar "Água fria da ribeira..." estou a brincar, não deve ter sido fácil, muito mais no inverno.
Mas felizmente as tecnologias estão cá e com elas podemos ter mais um bocadinho de tempo livre para nos dedicarmos ao que mais gostamos, não é verdade?
Bj**