31 de agosto de 2009

Amor que cresce sem se ver...

Assim é o amor que sinto pelo meu filho!...
A cada dia que passa me sinto mais "enamorada" daquele pequeno ser.
Sinto-me progressivamente mais babada e orgulhosa de ser mãe e principalmente daquele menino de olhos doces, boca perfeita e ainda mais quando esboça o sorriso rasgado quando me vê chegar do trabalho!
Que me enche a alma de alegria e felicidade transbordantes quando ri à gargalhada comigo!
Sempre soube que queria ter filhos e que ser mãe seria concerteza um dos pontos altos da minha vida, mas agora percebo o porquê de ter esse feeling!
E fico surpresa por não só não me ter enganado, como a experiência superou a minha expectativa de todas as maneiras possíveis!!!
Nunca pensei que pudesse ficar cada dia mais e mais rendida a um amor incondicional como este.
Eu devo ser uma encarnação perfeita da mãe babada até mais não...
Acho que 50 mil maços de lenços de papel não chegarão...!

28 de agosto de 2009

Donos de praias


Esta manhã ia no carro para o trabalho quando ouço numa rádio nacional muito conhecida falar na "praia do José Mourinho" e que tinha sido parcialmente interditada por causa da avaliação do risco de derrocada... para evitar cenários como os da praia Maria Luísa.

Quando ouvi a cena da "praia do José Mourinho" fiquei intrigada a pensar em qual seria, sabendo eu que ele possui uma casa não muito longe da minha...

E quando ouço dizer que a "praia do José Mourinho" é a praia dos Caneiros, essa praia lindissima, onde o meu marido passava os verões da sua infância, desatei a rir à gargalhada... porque em primeiro lugar, que eu saiba o José Mourinho pode ser riquissimo, mas ainda não comprou nenhuma praia e muito menos a dos Caneiros! E em segundo lugar porque antes de ser do José Mourinho terá sido de tanta gente que por lá passou e apreciou a beleza que esta pequeníssima praia encerra. Assim, ate podia dizer que os Caneiros eram da Maria da Conceição, minha sogra, visto que ela tem fotos lá quando ainda era menina e moça...

E assim eu podia dizer que a Arrifana é minha, uma vez que vou lá desde que me conheço por gente e posso dizer que conheço todos os calhaus (os que caíram e os que ainda estão de pé!) e todas as correntes e todas as diferenças que surgem a cada ano, porque eu frequento a praia o ano todo!

Por isso, srs. da rádio, a praia dos Caneiros é de todos, porque ainda bem que neste país não se podem «adquirir» praias ou privatizá-las, apesar de haver muita gente com dinheiro e vontade de o fazer...

23 de agosto de 2009

Quando caiem pedras do céu...

Podem ou não suceder tragédias como a que ocorreu na Praia Maria Luísa em Albufeira... Desta vez o desfecho foi mesmo muito trágico e o que lamento no meio disto tudo, além da morte das pessoas e de uma família inteira que desapareceu, é a forma como depois todas as vozes se levantam a opinar...
Sou algarvia e conheço bem a costa de praias da minha região e esta questão de risco de derrocadas nas praias é coisa que há muito reconheço...
Fiquei triste pela forma como houve pessoas que levantaram o dedo da culpa contra as autoridades por não terem interditado o local, ou por não terem feito demolir a coisa artificialmente... até pode haver fundamento, mas depois eu coloco as seguintes questões: e porque é que não foi respeitada a sinalização de perigo no local, bem vísivel?
porque é que inclusivamente há quem vandalize as placas de sinalização que são colocadas?
porque é que as pessoas insistem em estacionar os carros em falésias e zonas dunares? E quando chamados à atenção pelas autoridades ainda ripostam que não sabiam, mesmo quando a placa informativa (com legislação e regime sancionatório) mesmo ao lado?
porque é que as autarquias e a CCDR não fiscalizam e não sancionam o uso mais que abusivo da dunas e falésias (há autocaravanas e tendas montadas por essa orla costeira a fora e ninguém diz ou faz nada...)
porque é que ainda se aprovam empreendimentos e construção de moradias gigantescas na zona de orla costeira onde se sabe que daqui a 10/15 anos vai ter que haver intervenção para preservar os bens dessas pessoas (que a maior parte do ano estão fechadas e não se gozam delas?)
Julgo que antes que possamos apontar o dedo a alguém ou a alguma instituição, devíamos fazer um momento de introspecção e olhar bem para os nossos comportamentos e para a sociedade pouco cívica em que vivemos e para as vezes que olhamos para o lado, quando não nos convém...
Não é só na praia Maria Luísa que há risco de derrocada de falésias... há muitas mais no Algarve nessas condições e o que lamento ainda mais é que este caso vai cair no esquecimento demasiado depressa e não vai servir de exemplo ou lição para o futuro, até ao dia em que haja nova desgraça... e depois venham os "videntes" dizer que "eu já sabia que isto ia acontecer a qualquer momento!"

20 de agosto de 2009

O sol quando brilha...

É para todos!
Até para os que não estão de férias!
E não há nada como uma boa almofada para nos fazer recuperar as energias e mandar o mau humor ir dar a volta ao bilhar grande!

19 de agosto de 2009

CTRL+Z

Há dias em que se acorda mais cansado do que quando fomos dormir...
Há dias em que fazemos o caminho do trabalho em piloto automático e mal nos lembramos como lá chegámos...
Há dias em que chegamos ao trabalho e descobrimos que fizemos DELETE em cerca de 2 semanas de trabalho...
Há dias em que só nos apetece sair porta fora e dar uns socos em alguém para descarregar os nervos...
Há dias em que nos trancam do lado de fora do nosso gabinete porque sairam todos para almoçar e nós não levámos a chave da porta no bolso, porque não a queríamos perder...
Há dias em que andamos na obra ao sol escaldante e apanhamos um escaldão porque não aplicámos o protector solar antes de sair de casa... porque já íamos atrasados!
Há dias em que nos besuntamos todos com chocolate do gelado, como se fôssemos crianças de 2 anos...
Há dias em que tentamos sem sucesso correr programos de recuperação de ficheiros...
Há dias em que abrimos uma pasta de arquivo cheia e ela se descadraça em 50 mil papéis...
Há dias em que os homens usam a wc das mulheres quando precisamos de lá ir urgentemente...
Há dias que nos esquecemos de coisas importantes em casa e que nos fazem falta...
Há dias em que queremos estacionar o carro à porta de casa, como sempre, mas os fdp's dos emigras todos que ocupam o prédio não permitem...
Há dias que a sogra fica chorosa porque há incêndio na serra...

É caso para dizer que se quer fazer um ctrl+z neste dia...
Ou como dizia a canção: há dias de manhã que nem de tarde se pode sair à noite!

Mas há dias em que se vai apanhar a fresca da maresia no Molhe de Ferragudo e durante 15 minutos só ouvir o ruído do marulhar das ondas e ver o céu alaranjado do sol que se acabou de esconder no horizonte!
E também há dias em que o nosso bebé nos faz um sorriso rasgado e nós enchemos o coração de alegria e amor incondicional!

E pode ser que no dia seguinte se consiga encontrar os ficheiros perdidos na backup do servidor do trabalho!...

13 de agosto de 2009

É Verão, é Verão...

Já aqui me debrucei sobre a temática do mês de Agosto, mas depois de ter lido este post, decidi elaborar mais um bocadinho e correndo o risco de ser pouco original vou fazer o contraponto ao que a Ana escreveu:

Em Agosto não se pode:
- ir ao multibanco sem ter que esperar mais de meia hora;
- ir ao multibanco e esperar que ele tenha sempre dinheiro disponível;
- ir ao supermercado quando se sai do trabalho; porque todo o turista acabou de sair da praia e foi-se lá enfiar...
- ir ao supermercado e fazer as compras em meia hora, porque esse é o tempo mínimo de espera na caixa para pagar...!;
- ir ao shoping porque nem todos os turistas gostam de ir à praia... (então se fôr num dia cinzento como às vezes faz em Agosto)...
- ir à esplanada de eleição e sentar calmamente a gozar a vista, porque ou as mesas estão todas ocupadas ou se não estão, há cinquenta famílias com putos aos pulos e aos saltos e uma pessoa nem se ouve a pensar sequer;
- estacionar o carro em menos de 45 minutos e sem ter dado 10 voltas ao bilhar grande quando se vai à esplanada de eleição (já cheguei a fartar-me e acabar por vir para casa com uma neura dos diabos!)
- ir à praia de eleição sem ter que contornar 50 chapéus de sol e pedir "com licença" a 100 pessoas na tentativa de estender a toalha;
- estar na praia sozinhos, porque mesmo no canto mais recôndito do areal, há sempre uma famelga que se pespega mesmo em cima de nós, quando não é à nossa frente bloqueando a vista para as ondas do mar... acreditem que isto acontece mesmo que haja 500 m2 de areia disponível (esta é uma dúvida existencial que explorarei noutro post)
- ir visitar o pai e levar apenas 10 minutos de carro a lá chegar... no mínimo 1h
- atravessar a cidade em 5 minutos de carro como sempre... às vezes leva-se 1h para fazer 300 metros!
- ir abastecer o carro a qualquer hora...
- ir a qualquer repartição pública (sim, porque os "algarvéus" também tiram férias em Agosto!)
- ir comer um geladinho à gelataria como habitualmente...
- ir comer uma sardinhada ao restaurante sem esperar 2h ou sem fazer marcação prévia...

Gosto muito do meu Algarve e fico muito triste por cada vez mais a minha região se resumir a resorts e hotéis... e ser conotado com um mundo de betão e de praia, porque quem conhece o Algarve como deve ser, sabe que há muito mais que ver do que betão e praias...
E ainda fico mais triste quando ouço a publicidade do "Allgarve", acho que fomos vendidos ao desbarato, e para mim Algarve será sempre uma derivação do árabe "Al-gharb"!

12 de agosto de 2009

AV-90-98

Essa era a matrícula do primeiro carro que conheci aos meus pais... um Fiat 127 azul escuro lindo! Um verdadeiro carrão...
Dormi tantas vezes naquele banco de trás nas incontáveis viagens aos fins de semana entre Portimão e Aljezur, para ir ver o meu avô Manuel...
Este carro faz parte do meu imaginário de infância a tal ponto que há uns meses atrás vi um em Portalegre, verde, e quase me vieram as lágrimas aos olhos... da saudade!
Ainda hoje sinto o mesmo aperto no coração que senti no dia em que o meu pai o vendeu e ao entregar o carro, a sr.ª que o comprou ao sair de nossa casa, leva uma espeta e o "meu" adorado Fiat 127 ficou com uma mossa enorme... Ainda estava a tentar acalmar o meu coração galopante da dor da separação, e fiquei com a angústia de o ver "ferido"! Uma coisa que nunca tinha acontecido nos 12 anos que o meu pai o teve, nunca bateu, nunca teve nenhuma mossa...
E foi assim, que ao mudar de dono, ficou logo amachucado!
Porque eu cresci com aquele carro, e envelhecemos juntos os dois, ele até aos 12 anos e eu até aos meus oito, quase ao fim da minha infância e da minha inocência!
Ainda hoje fico de lágrimas nos olhos quando recordo a tristeza de o ver afastar-se para longe, de "asa caída" e com o "orgulho ferido"...
Por isso, srs. da Fiat, se fizerem um «remake» ou coisa do género com o 127 como fizeram com o 600 ou os da Mercedes com o Mini, acreditem que eu vou tentar tirar coelhos da cartola para arranjar dinheiro para comprar um!
É claro que nunca será como o AV-90-98, mas concerteza será um «revival» da minha infância feliz, da qual ele fez parte integrante!
Como não podia deixar de ser, comprei esta miniatura que tenho no móvel da minha sala, para mostrar a todos o orgulho que tenho de ter tido um Fiat 127, pena era não haver em azul... o sr. do quiosque que mo vendeu, quando perguntei se não tinha azul, contou-me que tinha aparecido um rapaz da minha idade a comprar e fez a pergunta se não tinha amarelo, porque era essa a cor do dele...

11 de agosto de 2009

Em estado de choque!

É como ando hoje!
Em tudo o que toco ou mexo que seja condutor de electricidade, tzzzzt lá apanho eu um choque eléctrico!
Irra, que quando me dá para isto, apanho com cada descarga!...
Eu devo ser mesmo muito eléctrica...
Em vez de ser "light my fire", devo ser mais uma versão do "come and light my lightbulb"...

5 de agosto de 2009

Meu "maldito" mês de Agosto...

Já está instalada a confusão!...
É todos os anos a mesma coisa, mas parece que eu a cada ano que passa vou tendo menos paciência para suportar a romaria de turistas de todas as classes e feitios, cores e nacionalidades...
É filas de trânsito sem fim, é não ter a minha mesa na pastelaria onde tomo o pequeno-almoço, é esperar eternidades no multibanco e encarar magotes de gente no supermercado.
E depois os que para cá vêm, ainda estão com o "turbo do stress" ligado e são mal educados, mal encaradas, mal amados e ruidosos...
Não há pachorra para isto...!
Eu adoro a minha terrinha, mas se há mês em que não posso disfrutar dela é este mesmo...