Hoje começa uma nova etapa na tua vida.
Hoje é o teu primeiro dia na escola primária, no 1.º ano (tinham que mudar o nome à 1.ª classe...).
E tu estavas tão feliz!
Andavas ansioso há mais de uma semana. Tão entusiasmado que até quase querias fazer duma assentada os exercícios todos do livro de actividades que te comprei, a teu pedido.
Saltaste da cama tipo mola, ao contrário dos dias normais em que ficas a fazer ronha até esticares a corda da paciência dos pais.
Ainda nem estavas bem despachado e já querias andar com a mochila às costas, contra as minhas indicações de que ela estava demasiado pesada para as tuas costas de menino.
Chegaste à porta da escola e leste a mensagem de boas vindas escritas na lona que penduraram no gradeamento, como se sempre tivesses sabido ler.
E eu?!
Eu sentia-me acelerada, stressada, porque queria que tudo fosse perfeito, mas tinha também horários a cumprir.
Mas não estava nervosa, como estive em outras ocasiões em que mudaste de escola e de turma. Porque sabia que estavas feliz, que estavas entusiasmado e porque sei o quanto adoras aprender e saber sempre mais!
Apenas estava apreensiva... um bocadinho só... porque a minha primeira impressão sobre a tua nova professora não foi a melhor (e aquele maldito instinto que eu tenho sobre as primeiras impressões pairava sobre o meu pensamento, por mais que tentasse afastá-lo!) e afinal de contas ela vai ter um papel fundamental na tua educação, na tua vida, e na tua formação enquanto pessoa, enquanto ser pensante, a par de nós que somos a tua família.
Por isso, espero que aprendas muito e cresças muito, mas que ao mesmo tempo te divirtas e sejas muito feliz na escola primária!
21 de setembro de 2015
3 de setembro de 2015
Nó na garganta, aperto no coração, peso na alma
Tenho visto as imagens quase diariamente, com consternação.
O meu pensamento resvala sempre para a mesma conclusão: não os podemos aceitar todos, mas não os podemos deixar morrer!!!
Porque sinto e penso sempre que podíamos ser nós a querer entrar no país deles, em busca de refúgio, de paz, de dignidade para (sobre)viver!
Porque não há assim tantas décadas atrás, foi a Europa a ser devastada pela guerra, a ter cidades inteiras bombardeadas, carcaças de casas e prédios atestavam a destruição que o "bicho Homem" é capaz de atingir. E as pessoas fugiam para onde e como podiam... e muitos morreram na fuga. Homens, mulheres, crianças...
Como agora morrem os que tentam chegar à Europa, sejam sírios, curdos, afegãos, iraquianos, palestinianos, libaneses, senegaleses ou de outra qualquer nacionalidade.
No fundo, eles são apátridas.
Mas são pessoas de carne e osso, como eu, como tu, como todos nós!
E a imagem daquele menino ficou-me na retina.
Aquele menino chamava-se Aylan e tinha 3 anos.
O irmão dele, Galip, tinha 5 e morreu naquele mar também. Assim como Rehan, a mãe deles...
Subscrever:
Comentários (Atom)
