9 de outubro de 2019

Ricardices #14 - quando um irmão não chega

No carro, depois de o ir buscar ao treino de badminton.

"Mãe, eu gostava que o Martim (o vizinho) tivesse um mano..."
"Eu aposto que o Martim também gostava de ter um mano!"
"Eu também gostava de ter outro mano..." (suspiros)
"A sério?! Tens a certeza?!"
"Sim!"
"Então mas já tens um mano, ainda queres outro?"
"Quero!"
"Então e queres outro mano para quê, para andares à bulha e às turras com ele? Não te chega o Filipe?!"
"Não, eu queria outro mano!"
"Então e depois tinhas que dividir os teus brinquedos com ele, ias andar sempre a ralhar que ele te rouba os brinquedos como o Filipe faz contigo..."
"Sim, mas isso não faz mal..."
"Então e já pensaste se em vez de um mano te sai uma mana?!" (espicacei-o para ver a reacção)
"Ai, isso é que não!!!" (completamente indignado)

Risos da minha parte

"Estou triste porque há muito tempo que não sai um bebé da tua barriga..." (mais suspiros)
"Ai é?"
"Porque é que não sai nenhum bebé da tua barriga há tanto tempo?"
"Porque a mãe não quer mais nenhum bebé..."
"E porquê, mãe?"
"Porque eu já tenho dois bebés... tu e o mano!"
"E como é que eu e o mano fomos parar à tua barriga?"
"Foram parar à minha barriga porque eu quis!"
"Ah, está bem..."

E é isto?! De onde é que vêm estas conversas todas??!!

3 de maio de 2019

Ricardices #13 - emancipação precoce

No carro, a caminho de casa, Ricardo diz-me:

- Mãe, tu sabes onde fica a loja dos carros? Aquela para comprares um carro para mim, quando eu for grande...
- Loja de carros?
- Sim, para comprares um carro quando eu for grande!
- Mas tu já queres ter um carro? Como o da mãe?
- Sim!
- Bolas, filho... já queres ser grande e conduzir?!... (engoli em seco)

Depois de uns momentos de silêncio, continua...

- Sabes, mãe, quando eu e o mano formos grandes, vamos ser pais! E depois, quando o pai morrer, eu e o mano vamos cuidar de ti!

Ricardo, a poucas semanas de completar 5 anos...

19 de março de 2018

Ricardices #12

Estava na cozinha a fazer o jantar quando deixei cair umas quantas folhas de espinafre no chão.

Ricardo não se fez esperar...

- Mãe, tás a fazer asneira!

Eu respondi apenas "tens razão"...

Ao que ele remata:

- Tens que ter mais cuidado, mãe!

Bolas...

Não deixa passar nada em branco...

28 de fevereiro de 2018

Ricardices #12 - Já sabe o que quer!

O Ricardo ainda não tem sequer 4 anos, mas sabe o que quer e como quer!

Conversava há dias comigo assim:

- Mãe, puqué que tens um pijama azue? (ele não diz bem os l's e os r's)
- Porque gosto de azul...
- Onde arranjaste o pijama azue?
- Comprei numa loja.
- Comp'aste numa "lógica"?
- Sim.
- Eu tamén que'ia um pijama azue p'a mim!
- Está bem, a mãe vai comprar um pijama azul para ti.
- Não mãe! Não qué que comp'es na "lógica"... tens que fazer um p'a mim!
- OK, está bem... a mãe vai fazer um pijama para ti.
- E eu tamén gosto de ama'uelo... 
- Ai sim?!
- Sim, qué  um pijama azue e ama'uelo!

Vá lá que a mãe até sabe costurar e já tinha planeado fazer-lhe um pijama...

Agora só tenho é que encontrar um tecido em azul e amarelo!

21 de fevereiro de 2018

Ricardices #11 - o poeta

Pouco depois de chegarmos a casa, Ricardo sentou-se na sanita...

Eu estava ali por perto a mexer no telefone, quando ouço ele declamar isto:

- Oh mar salgado, quanto du teu "sau" são lág'imas  de "Putugau"...

Fiquei boquiaberta e emocionei-me por ouvi-lo declamar assim Fernando Pessoa!

Sim, eu sei que foi a educadora que lhe ensinou o poema...

Mas não posso deixar de me abismar por ele saber declamar parte dum poema assim, antes mesmo de ter completado 4 anos!

29 de novembro de 2017

Ricardices #10

À hora do banho, Ricardo quer saber se o irmão também vai tomar banho.

Eu - Não, o mano não precisa.

Ricardo - P'cisa, p'cisa!

Eu - Ai sim?!

Ricardo - Sim, o mano tá aspirado*!

* - transpirado

12 de agosto de 2017

Mãe sabichona

Estávamos a ver vídeos de música (da boa!) no YouTube quando o Filipe me perguntou porque é que o cantor fazia isto ou aquilo no vídeo.

Esta era já uma de muitas perguntas que ele me fazia sobre os vídeos que lhe fui mostrando.

Já sem saber bem o que dizer respondi:

- Não sei, filho. A mãe não sabe tudo...

- Sabes sim!

- Ai sim?! Porque achas que eu sei tudo?

- Porque és a minha mãe!!

É tão bom esta idade da inocência, em que eles olham para nós como seres todos poderosos!

6 de julho de 2017

Sabes que estás a fazer alguma coisa como deve ser quando...

O Filipe ouve as músicas da playlist que tens no carro e ao ouvir o "Patchwork" dos Tindersticks e exclama:

- Adoro esta música! É tão fixe!

4 de julho de 2017

Ricardices #9 - os transportes

Ricardo é um tagarela... e um cusco!

E adora motas!

Mas agora que descobriu que existem outros meios de transporte... a qualquer lado que vamos exclama (em berros cada vez mais estridentes e sempre a subir na escala de decibéis...)...

tócarro

combóiu - ao início todos os autocarros eram comboios, porque viu passar o comboio regional perto de nossa casa e ficou primeiro medroso e depois fascinado. Depois expliquei-lhe que não...

carrinha

biciuéta

cavadora (escavadora) - tudo o que sejam máquinas para ele são escavadoras (mesmo que sejam cilindros ou auto-bombas de betão)

vião

21 de junho de 2017

Ricardices #8 - questões do cocó

O Ricardo finalmente ficou desfraldado e habituou-se a ir ao bacio (após quase um ano na tentativa).

Há dias, depois de ter feito o seu cocó, ficou a olhar para o que tinha acabado de fazer e pergunta-me muito curioso:

- Mãe, é plasticina?

- NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOO! (foi o que eu respondi na minha mente)


14 de junho de 2017

Ricardices #7 - auto-conhecimento

O Ricardo desde que nasceu que é um apressado.

Tem pressa para tudo...

Quando por vezes digo coisas como:

- Aguenta aí o cavalo!

Ou

- Mais devagar, meu senhor!

A resposta é pronta e sempre certa:

- Eu não sou cavalo/senhor, eu sou Ricáto!

12 de junho de 2017

Os amigos do Filipe #2

Sou sempre eu que levo o Filipe à escola de manhã, sou quase sempre eu que o vou buscar ao ATL, sou sempre eu que o acompanho nas festas de aniversário e sou iinvariavelmente eu que vou às actividades escolares (dia da profissão, dia do conto, etc.).

Por altura do dia do Pai, o G. que detesta os jogos de futebol que sempre se organizam por esta ocasião, compareceu na mesma, mas sem entrar no jogo.

Um dos melhores amigos do Filipe, quando finalmente conheceu o G. faz uma festa autêntica:

- Yeeeeahhhhhhhhhhhhhhh, finalmente conheci o pai do Filipe!

O G. desatou a rir. Por aquela é que ele não esperava!

10 de junho de 2017

Ricardices #6 - dicionário ricardês

Curáça - croissant

Quéte - raquete (badminton)

Buácha - bolacha

Étinho - leitinho

Xaleta - bicicleta

Tulala - toalha

Tuada - torrada


8 de junho de 2017

Os amigos do Filipe

Há uns meses atrás, fui levar o Filipe a uma festa de anos de um amigo da escola.

Quando depois o fui buscar, fiquei por lá uns 15/20 minutos.

Assim do nada, sem mais nem menos, um dos amigos dele, assim o mais espevitado vira-se para mim e diz-me:

- Sabe que o Filipe é o mais inteligente da turma toda?

- Ai sim?!

- É verdade! - respondeu ele totalmente convicto.


Por acaso desconfiava, mas com esta pergunta fiquei com a certeza!

E completamente babada!

6 de junho de 2017

Ricardices #5

Há uns 4/5 meses atrás...

- Ricardo, como se chama o teu irmão?

- Mano.

- Sim, mas como é que ele se chama?

- Mano!

Nos dias que correm...

- Ricardo, como se chama o teu irmão?

- Mano.

- Sim, mas como é que ele se chama?

- Xalipe!

18 de outubro de 2016

Ricardices #4 - O mandão

Ricardo é um mandão de primeira!

Ao jantar:

- Mano, come a pópa (sopa)!

Enquanto brinca no chão da cozinha:

- Mano, anda cá aqui!

15 de outubro de 2016

7 de outubro de 2016

Pertencer

Ao ver o filme Filomena (*), ocorreu-me...

As mães dão-nos um sentido de pertença, de sermos parte de algo, dum local, de alguém, de uma história de família...

Por mais que a vida dê voltas, será sempre a esse sentido de pertença, a essa origem, que voltaremos para nos situarmos, quando estamos perdidos, ou quando queremos decidir um caminho.

(*) - escusado será dizer que chorei que nem uma Madalena...

2 de setembro de 2016

Difícil de amar...

Tens sido um "desafio" desde o primeiro momento em que percebi que estavas mesmo a nascer!
Foste apressadíssimo e quiseste nascer 5 semanas antes, nada aconselhável, visto que ainda tinhas tempo para estar sossegado no quentinho da minha barriga e maturares tudo como deve ser...

Nascer prematuro fez-me recear mais por ti, do que por mim, apesar da pré-eclampsia severa que fez com que nascesses de cesariana, o que não deve ter sido agradável para ti. Certamente não o foi para mim, apesar de me tentar manter o mais serena e tranquila possível.

Depois... apesar de te amamentar com todo o empenho, as tuas necessidades alimentares eram maiores do que eu podia satisfazer e isso fez com que fosses internado na neonatologia às pressas, porque os níveis de glicose tinham descido a níveis nada aconselháveis, e ficaste ligado a fios e a máquinas que faziam bip ao primeiro sobressalto.

Eu só te queria comigo, mas a sorte ditou que o berço na minha enfermaria ficasse vazio, provocando olhares curiosos e piedosos das 500 visitas que as minhas "colegas" de enfermaria receberam ao longo dos 5 longos dias em que estive interna.

Assim que pude, corri arrastei-me com dores excruciantes para a neonatologia e pedi autorização perguntei se te podia segurar no colo, quase como faria com o bebé de outra pessoa. Assim que te tive nos meus braços, segurei-te durante mais de 1h até quase sentir os braços dormentes, apesar dos teus parcos 1950gr... as restantes 60 gr já tinhas perdido.

Passei o tempo todo que pude contigo, mesmo porque estar na enfermaria parecia um inferno, com o corropio de visitas das outras duas mães, que ficavam largamente após as horas autorizadas para visitas, não me deixando descansar de forma nenhuma...

Enquanto isso, o meu coração estava apertadíssimo, porque só queria que saísses da neonatologia para te poder ter comigo, sem fios e sem horários impostos.

Mas depois, fomos para casa, após 6 dias! E tu, que até ali eras uma criatura calma e serena, que tolerava tudo e mais alguma coisa, que se alimentava a horários regulares de 3h, quase religiosamente, passaste a querer impreterivelmente mamar de 1h30 em 1h30, o que me deixou os mamilos roxos e sentir dores inimagináveis, e só a minha decisão resoluta de te amamentar enquanto me fosse possível conseguiu vencer e perseverar.
A par da fome voraz e frequente, veio o choro gritos incessante nos intervalos das tuas refeições. O teu choro em volume nada aconselhável dia após dia, noite após noite deixou-me de rastos, se é que eu já não estava... O teu choro de decibéis acima da norma, acabei por descobrir depois num estudo cientifico sobre bebés prematuros, era normal e um mecanismo próprio de bebés nascidos muito antes da data prevista, como um instinto de sobrevivência, de forma a garantir que eras alimentado.

Dormir era uma miragem... e eu que gosto tanto preciso desesperadamente de dormir, ora querias mamar, ora choravas porque ficavas mal disposto, porque provavelmente o teu estômago pequenino ainda não estava maturado o suficiente para fazer uma digestão calma e serena.

Os primeiros 3 meses da tua vida são uma espécie de "nuvem acinzentada" de recordações, em que predominou o cansaço, a exaustão, o teu choro incessante e a minha incapacidade de ser uma mãe em condições para o teu irmão mais velho.

Depois, começaste a mamar mais espaçadamente mas o choro manteve-se à minima coisa.
O cansaço e a exaustão permaneceram uma constante... à medida que crescias, as dificuldades iam evoluindo, desde a tua recusa em ser mudado, o que incluiu quase sempre pontapés e gritos e muitos nervos meus e do teu pai.

Quando calhava a desabafar com alguém de fora do núcleo familiar, recebia em troca olhares e frases piedosas de "isso é só uma fase"... até que eu me fartei de ouvir a história das fases e evitei desabafar fosse com quem fosse! Mesmo com os meus familiares mais directos... passei a viver progressivamente mais isolada do mundo e a partilhar menos e menos da minha vida pessoal, porque a única pessoa que sabia aquilo porque estava a passar era (e é) o G.

No teu primeiro ano de vida, dormiste apenas 2 noites completas, sendo que eu apenas dormi numa delas, porque a outra estava demasiado ansiosa com a cirurgia do teu irmão mais velho.
Foste progredindo, mas o choro... aquele choro aos gritos, que chegava a quase perfurar os meus tímpanos manteve-se. Passei a ter dificuldade em estar num espaço onde houvesse ruído, mesmo que fosse apenas pessoas a conversar mais alto. Passei a desligar o rádio do carro nas viagens de e para o trabalho, mesmo o rádio sendo a minha companhia habitual nas minhas viagens de carro.

Tentar fazer-te dormir na cama de grades foi uma tragédia que me levou às raias da loucura... Simplesmente não dava para te ouvir chorrar e berrar a pleno pulmão durante mais de 45m, connosco ali ao teu lado, nada te convenceu a dormir na tua cama, que para ti parecia ser uma gaiola. Esgotámos todas as ideias e tentativas possíveis que nos ocorreram... Após uma semana a dormir apenas e só 3h/noite, venceu-nos pelo cansaço e rendemo-nos a ter-te a dormir na nossa cama. O que apenas me permitia dormir, mas não descansar.

Tenho a certeza absoluta que por esta altura não devo ter andado muito longe de um esgotamento físico. Senti-me em certos momentos a raiar a loucura e a ter medo de mim mesma... Houve dias e dias em que não me lembrava de como tinha chegado ao trabalho, depois de te deixar na creche...

Por volta da altura em começaste a andar pelo teu pé, aos 13/14 meses começaste também a fazer birras. Não, tu não podias esperar pelos "terrible two" para começares a afirmar-te... agora que tens 2 anos, refinaste a arte da birra. Consegues berrar durante 1h de seguida apenas e só porque queres que te tiremos a t-shirt. Isto porque por alguma razão que não conseguimos entender, tu simplesmente não queres vestir t-shirt nenhuma... Quando fazes uma birra, normalmente pelas coisas mais insignificantes, não posso simplesmente tentar ignorar-te e virar-te as costas e ir à cozinha 2 minutos como fazia com o teu irmão... se te viro as costas, tu dobras a parada e promoves uma escalada de monta na birra e nos decibéis dos gritos, porque além da birra ficas ofendido e ressentido comigo por te ter tentado ignorar... Se te tento acalmar e convencer que não precisas de estar a berrar, ficas furioso comigo e foram mais que muitas as vezes que me bateste e/ou mordeste.

Para minha tristeza, foram demasiadas as vezes em que me vi obrigada a ceder às tuas vontades, apenas e só porque já não conseguia tolerar o ruído e o som do teu choro, contrariando todas as minhas convicções como mãe que deve educar, mas vendo-me obrigada a ceder só para que te calasses...

Adoras fazer asneiras, queres fazer tudo à tua maneira, e mesmo quando tinhas apenas 13 meses e eu te explicava que não podias fazer e depois tu me ignoravas, eu ralhava contigo e tu nunca me levaste a sério, rias-te com ar de gozo na minha cara e voltavas a fazer, à laia de desafio. Nem depois duma palmada ou outra deixavas de asneirar... Dei-te lamentavelmente mais palmadas do que as que deveria ou gostaria (que não gosto e nem nunca vou gostar!).

Idolatras o teu irmão, mas consegues ser muito mauzinho com ele, dás-lhe chapadas como gente grande e puxões de cabelos sem mais nem porquê, e depois ris-te... e eu passo boa parte do meu tempo a apartar-vos aos dois...

Contigo, tudo tem sido difícil, complicado, envolto em cansaço, fadiga, exaustão, nervos, berros e gritos (teus, meus, do teu pai e até mesmo do teu irmão...). As fases, as tais fases têm ido passando e se sucedendo umas às outras, mas a fase seguinte consegue sempre suplantar a fase anterior em dificuldade... ao contrário do que seria expectável.
E isso entristece-me profundamente, porque quando me dizem que "um dias vais ter saudades de quando ele era pequenino" a minha resposta costuma ser invariavelmente "não, não vou"!
Porque o que mais recordo não são os teus sorrisos lindos, fáceis e rasgados, o teu olhar de malandreco, esses olhos escuros e brilhantes como duas azeitonas pretas, ou as tuas pestanas enormes quando dormes qual anjinho, ou a forma como dizes as palavras atabalhoadamente, ou como pulas de alegria em cima da cama, ou a tua alegria ao tomar banho enquanto despejas água (e inundas o chão da casa-de-banho), ou a tua mestria em andar no triciclo, a tua capacidade de adaptação rápida e de aprender tudo sem dificuldade nenhuma, ou a tua capacidade de logo depois de teres sido um "bruto" pedires "scupa, mãe" e vires beijar-me e abraçar-me, e como me consegues fazer rir com as tuas palhaçadas.

Infelizmente, sinto que o que mais vou recordar não são as tremendas alegrias que me tens dado, mas sim o estado de cansaço e exaustão generalizada em que me encontro desde que nasceste...

Às vezes, paro e olho para ti e penso no quanto te desejei na minha vida e no quanto estou feliz por estares aqui, por existires na minha e no quanto te amo, com todas as partes do meu ser e espanto-me como é possível eu amar tão profundamente uma pessoa tão pequena que me provocou tanta dor...e concluo que isto é amor incondicional, o único que conheço e que sei exercer!