Aquele momento em que chamo por ele "Ricaaaardo".....
E ele do quarto ao lado, vem ao meu encontro e diz repetindo o tom de chamamento:
- "Cáaaaaato"
8 de maio de 2016
6 de maio de 2016
Parabéns, mãe!
Ao contrário do que sucede em anos anteriores, neste dia em que se assinala a tua data de aniversário, não me sinto triste ou sisuda, não me sinto "coitadinha" ou carrancuda.
Acordei serena e esse tem sido o meu estado de espírito.
Será isto aceitação, ou será simplesmente a certeza de que estás sempre comigo, seja em que dia for???!!
22 de abril de 2016
It takes a village...
Dizem que é "preciso uma aldeia para criar uma criança".
O pior é quando estamos sós no meio duma ilha deserta perdida no meio do oceano, desconhecida no mapa...
O pior é quando estamos sós no meio duma ilha deserta perdida no meio do oceano, desconhecida no mapa...
21 de abril de 2016
Falipices #83 - quando for grande quero ser...
Há coisa de 2 anos atrás, o Falipe foi conhecer o quartel dos bombeiros da cidade e foi dos poucos que se voluntariou para andar mais que uma vez no carro de combate a incêndios, ao contrário dos restantes colegas.
Veio de lá tão feliz e encantado, que passou a dizer que quando fosse grande ia ser bombeiro! Estava absolutamente decidido.
Nem a visita à esquadra da PSP o fez mudar de ideias.
Mas há coisa de um mês atrás, apercebi-me que a vontade de ser bombeiro esmorecia nele.
Confirmei isso quando ele uma noite me comunicou muito decidido:
"Mãe, quero ser fotógrafo! Para ser muito rico!"
Não sei onde é que ele foi buscar essa ideia, mas... tudo bem.
Há uns dias atrás, estávamos a tomar o pequeno-almoço e ele tem a seguinte conversa sobre o que quer ser quando for grande:
- "Mãe, se eu for polícia, posso levar um tiro... e se eu for bombeiro... posso ir apagar fogo e ficar queimado. Mas se eu for fotógrafo, não me acontece nada!"
Ou seja, por estes dias ele está determinado em ser fotógrafo.
Por mim, meu filhote, podes ser o que tu quiseres ser, desde que isso te faça feliz!
Veio de lá tão feliz e encantado, que passou a dizer que quando fosse grande ia ser bombeiro! Estava absolutamente decidido.
Nem a visita à esquadra da PSP o fez mudar de ideias.
Mas há coisa de um mês atrás, apercebi-me que a vontade de ser bombeiro esmorecia nele.
Confirmei isso quando ele uma noite me comunicou muito decidido:
"Mãe, quero ser fotógrafo! Para ser muito rico!"
Não sei onde é que ele foi buscar essa ideia, mas... tudo bem.
Há uns dias atrás, estávamos a tomar o pequeno-almoço e ele tem a seguinte conversa sobre o que quer ser quando for grande:
- "Mãe, se eu for polícia, posso levar um tiro... e se eu for bombeiro... posso ir apagar fogo e ficar queimado. Mas se eu for fotógrafo, não me acontece nada!"
Ou seja, por estes dias ele está determinado em ser fotógrafo.
Por mim, meu filhote, podes ser o que tu quiseres ser, desde que isso te faça feliz!
20 de abril de 2016
Falipices #82 - o dominador de agendas
À vinda da escola, estávamos a conversar sobre o fim-de-semana.
Falipe comunica-me solenemente:
- No domingo vou à festa da L. e no sábado vou à festa do L.!
Eu já lhe tinha dito que ele ia à festa da amiga L., mas ainda não lhe tinha confirmado se ele iria à festa do colega L.
Quando ele me comunicou aquilo com tanta certeza... decidi brincar com ele:
- Vais à festa do L.? A sério? Vais a pé, não é?
- Não, vou de carro!
- Ai sim? Vais tu a conduzir o carro?
- Não, tu vais-me levar!
- Ai vou? Então e se eu tiver coisas combinadas?
- Mas eu sei que tu não tens coisas nenhumas combinadas, por isso eu vou à festa do L!
E pronto, é isto... aos 7 anos o miúdo "manda" na minha agenda e dita os meus compromissos!
Falipe comunica-me solenemente:
- No domingo vou à festa da L. e no sábado vou à festa do L.!
Eu já lhe tinha dito que ele ia à festa da amiga L., mas ainda não lhe tinha confirmado se ele iria à festa do colega L.
Quando ele me comunicou aquilo com tanta certeza... decidi brincar com ele:
- Vais à festa do L.? A sério? Vais a pé, não é?
- Não, vou de carro!
- Ai sim? Vais tu a conduzir o carro?
- Não, tu vais-me levar!
- Ai vou? Então e se eu tiver coisas combinadas?
- Mas eu sei que tu não tens coisas nenhumas combinadas, por isso eu vou à festa do L!
E pronto, é isto... aos 7 anos o miúdo "manda" na minha agenda e dita os meus compromissos!
10 de março de 2016
No poupar é o que está o ganho!
Desde que os bancos começaram a cobrar valores exorbitantes numa base mensal de despesas de manutenção de conta, de forma a compensar as perdas que têm tido por causa das taxas de juros registarem mínimos históricos, que comecei a ficar cada vez mais incomodada com a forma como definiram as coisas...
Obrigam a que cumpramos determinados critérios, seja ele ter ordenados domiciliados, cartões de crédito que até nem precisamos e/ou usamos, ou definir valores mínimos de investimento em poupanças.
Ao mínimo deslize, pumbas, cobram a comissão!
N ano passado, vi-me confrontada com a cobrança de uma comissão porque a minha poupança tinha chegado ao prazo final e durante aquele mês, o mínimo não esteve investido durante 3 dias daquele mês. Sim, 3 dias!
Reclamei com o banco, e ainda tive que levar um sermão da gerente da agência de que eu só via os pontos negativos do banco e nunca os positivos. Se eu fosse listar todas as chatices que tive com aquele banco, iam perceber essa minha "tendência"... a coisa acabou por se resolver, mas foi preciso eu submeter uma reclamação junto do Banco de Portugal, para me devolverem o valor cobrado, não sem antes me terem enviado uma carta fofinha a dizer que sim senhor, devolviam a comissão cobrada, mas que era uma espécie de "benesse" que me concediam apenas uma vez e que não esperasse que voltasse a suceder, acaso reclamasse.
Na altura, equacionei seriamente simplesmente encerrar a conta e ir pregar para "outra freguesia", porque não sou apologista de manter serviços com empresas que me prestam um mau serviço... mas como a coisa se resolveu, decidi dar o "benefício da dúvida"... e mantive a conta aberta.
Ontem descubro que apesar de ter o dinheiro investido (e que rende valores absolutamente ridículos de juros, se compararmos ao que eles cobram de comissões de manutenção de conta), fizeram a cobrança.
Liguei para o banco para averiguar o que se poderia ter passado.
No meio da conversa, ouço esta tirada, que foi dita em tom de brincadeira e só pode ser mesmo encarada como piada:
- Então, você se investir um mínimo de 5 mil euros, poupa 60€ por ano em comissões de manutenção!
Obrigam a que cumpramos determinados critérios, seja ele ter ordenados domiciliados, cartões de crédito que até nem precisamos e/ou usamos, ou definir valores mínimos de investimento em poupanças.
Ao mínimo deslize, pumbas, cobram a comissão!
N ano passado, vi-me confrontada com a cobrança de uma comissão porque a minha poupança tinha chegado ao prazo final e durante aquele mês, o mínimo não esteve investido durante 3 dias daquele mês. Sim, 3 dias!
Reclamei com o banco, e ainda tive que levar um sermão da gerente da agência de que eu só via os pontos negativos do banco e nunca os positivos. Se eu fosse listar todas as chatices que tive com aquele banco, iam perceber essa minha "tendência"... a coisa acabou por se resolver, mas foi preciso eu submeter uma reclamação junto do Banco de Portugal, para me devolverem o valor cobrado, não sem antes me terem enviado uma carta fofinha a dizer que sim senhor, devolviam a comissão cobrada, mas que era uma espécie de "benesse" que me concediam apenas uma vez e que não esperasse que voltasse a suceder, acaso reclamasse.
Na altura, equacionei seriamente simplesmente encerrar a conta e ir pregar para "outra freguesia", porque não sou apologista de manter serviços com empresas que me prestam um mau serviço... mas como a coisa se resolveu, decidi dar o "benefício da dúvida"... e mantive a conta aberta.
Ontem descubro que apesar de ter o dinheiro investido (e que rende valores absolutamente ridículos de juros, se compararmos ao que eles cobram de comissões de manutenção de conta), fizeram a cobrança.
Liguei para o banco para averiguar o que se poderia ter passado.
No meio da conversa, ouço esta tirada, que foi dita em tom de brincadeira e só pode ser mesmo encarada como piada:
- Então, você se investir um mínimo de 5 mil euros, poupa 60€ por ano em comissões de manutenção!
Ou seja, se eu não quiser pagar ao banco para ter lá o meu dinheiro investido e receber juros de miséria, enquanto eles o investem e ganham dividendos chorudos, tenho que de repente enriquecer! Para poupar dinheiro!
8 de março de 2016
O Dia Internacional da Mulher
Ontem, véspera do tão aplaudido dia internacional da mulher assisti a esta cena, na cafetaria duma cadeia de supermercados nacional, que dá que pensar porque é que ainda é preciso assinalar esta efeméride.
Estava eu a ser atendida pela funcionária, a fazer o meu pedido para o pequeno-almoço, quando sou interrompida sem qualquer consideração por um senhor cliente que já tinha sido atendido e consumido o que pedira.
O senhor pretendia reclamar do pão, que ao que parecia, teria vestígios de sangue (se bem que podiam muito bem ter roçado num qualquer pão com chouriço) e não se fez rogado em clamar alto e bom som, furioso com a funcionária que aquilo era inadmissível e que "agora tenho que ir à casa-de-banho meter os dedos à goela e despejar tudo, porque não me sinto bem!"
A funcionária tentando minimizar a coisa, para de me atender, e pede ao senhor que aguarde, que ela vai pedir ao colega da secção de padaria que veja o que se poderá ter passado.
O cliente, todo engalanado, bufava "sim, chame-o lá que eu quero conversar com ele!"
A funcionária regressa para acabar de me atender, e o cliente continua com invectivas contra ela, que queria uma explicação.
A funcionária respirou fundo e pediu-lhe que aguardasse pelo seu colega, responsável pela padaria, para lhe dar uma explicação ou pelo menos registar a sua reclamação.
Quando vejo o colega da padaria vir atendê-lo e estando eu à espera de ser servida, assisti com alguma curiosidade ao desfecho da coisa. E o que vi deixou-me boquiaberta!
O cliente, que poucos minutos antes parecia possuído a falar com a funcionária, falava agora mansinho com o colega da padaria.
É certo que reportou o mesmo problema com o pão e voltou a dizer que "tinha que ir despejar tudo à casa-de-banho". Mas o tom... completamente diferente. Para com a funcionária só vi agressividade, para com o funcionário já falava calmamente e no fim até já parecia compreensivo e dizia "pois, veja lá o que se passou em relação a isso..."
Por este tipo de pequenas atitudes que se podem encontrar um pouco por toda a parte é que ainda é necessário assinalar e enaltecer o papel das mulheres. E estando nós no ano de 2016, não só acho incrível como absolutamente lamentável....
Estava eu a ser atendida pela funcionária, a fazer o meu pedido para o pequeno-almoço, quando sou interrompida sem qualquer consideração por um senhor cliente que já tinha sido atendido e consumido o que pedira.
O senhor pretendia reclamar do pão, que ao que parecia, teria vestígios de sangue (se bem que podiam muito bem ter roçado num qualquer pão com chouriço) e não se fez rogado em clamar alto e bom som, furioso com a funcionária que aquilo era inadmissível e que "agora tenho que ir à casa-de-banho meter os dedos à goela e despejar tudo, porque não me sinto bem!"
A funcionária tentando minimizar a coisa, para de me atender, e pede ao senhor que aguarde, que ela vai pedir ao colega da secção de padaria que veja o que se poderá ter passado.
O cliente, todo engalanado, bufava "sim, chame-o lá que eu quero conversar com ele!"
A funcionária regressa para acabar de me atender, e o cliente continua com invectivas contra ela, que queria uma explicação.
A funcionária respirou fundo e pediu-lhe que aguardasse pelo seu colega, responsável pela padaria, para lhe dar uma explicação ou pelo menos registar a sua reclamação.
Quando vejo o colega da padaria vir atendê-lo e estando eu à espera de ser servida, assisti com alguma curiosidade ao desfecho da coisa. E o que vi deixou-me boquiaberta!
O cliente, que poucos minutos antes parecia possuído a falar com a funcionária, falava agora mansinho com o colega da padaria.
É certo que reportou o mesmo problema com o pão e voltou a dizer que "tinha que ir despejar tudo à casa-de-banho". Mas o tom... completamente diferente. Para com a funcionária só vi agressividade, para com o funcionário já falava calmamente e no fim até já parecia compreensivo e dizia "pois, veja lá o que se passou em relação a isso..."
Por este tipo de pequenas atitudes que se podem encontrar um pouco por toda a parte é que ainda é necessário assinalar e enaltecer o papel das mulheres. E estando nós no ano de 2016, não só acho incrível como absolutamente lamentável....
23 de dezembro de 2015
Época natalícia-aniversariante
O Natal está mesmo aí... e isso significa que o Falipe está prestes a completar mais um ano de vida!
O meu Menino Jesus completa 7 anos no próximo dia 25! E eu só penso como ele está crescido (aliás, está enorme!) e como o tempo parece passar numa correria tão apressada, quando eu só quero que ele - o Tempo - abrande, para eu poder viver todos os momentos possíveis com o máximo de atenção. Não quero perder nada e sinto que tenho perdido muito, que não consigo esticar-me e ir a todas com a presença e atenção devidas.
É incrível como se passaram 7 anos desde que me tornei mãe! Desde que passei pela tremenda experiência transformadora que é trazer ao mundo um ser que depende única e exclusivamente de nós, para tudo, para sobreviver, se nutrir, para crescer e desenvolver-se e para ser uma pessoa feliz e saudável! E passaram 7 anos desde que me tornei uma pessoa que nunca mais esteve sozinha! E não deixo de me surpreender a cada dia pela beleza do meu filho! Além de ser um menino lindo (sim, eu sou uma mãe babada e nada modesta!) é um ser sensível e muito perspicaz, inocente e tão sem maldade, curioso e inteligente, e teimoso e tagarela e irrequieto que me torra a paciência e esgota as energias, mas a quem eu amo com todas as forças do meu ser e de quem vibro de orgulho pelo menino que é!
Esta é a época de festas e jantares de Natal (este ano decidi dar uma de boicote aos jantares...) e o estranho é que sinto que estou lamechas, de lágrima fácil. Especialmente quando estive presente nas festas da escola primária e na festa da creche e ATL dos miúdos a ouvir todas aquelas músicas de Natal... talvez porque sinta a falta daqueles que deveriam estar presentes a ver os netos e não estão... a saudade aperta e deixa-me mais nostálgica e introspectiva e retira-me um pouco o espírito festivo que deveria ser a norma por esta altura.
A acrescentar a isto, este ano tem sido mauzinho para mim... tem sido um ano dificil e cheio de momentos menos bons e para ser inteiramente sincera, só quero mesmo que 2015 se vá com o vento, para passar a ser apenas uma recordação longínqua de um ano que não deixou saudades nenhumas.
Tenho alguma esperança em 2016, principalmente por ser um ano bissexto e por alguma superstição minha, costumam ser anos benéficos para mim. Pode ser que o ano novo que aí vem me traga a clareza de espírito e a coragem de tomar decisões difíceis (se calhar até são bastante fáceis e simples...) que podem mudar drasticamente a minha vida e da minha família, para melhor!
O meu Menino Jesus completa 7 anos no próximo dia 25! E eu só penso como ele está crescido (aliás, está enorme!) e como o tempo parece passar numa correria tão apressada, quando eu só quero que ele - o Tempo - abrande, para eu poder viver todos os momentos possíveis com o máximo de atenção. Não quero perder nada e sinto que tenho perdido muito, que não consigo esticar-me e ir a todas com a presença e atenção devidas.
É incrível como se passaram 7 anos desde que me tornei mãe! Desde que passei pela tremenda experiência transformadora que é trazer ao mundo um ser que depende única e exclusivamente de nós, para tudo, para sobreviver, se nutrir, para crescer e desenvolver-se e para ser uma pessoa feliz e saudável! E passaram 7 anos desde que me tornei uma pessoa que nunca mais esteve sozinha! E não deixo de me surpreender a cada dia pela beleza do meu filho! Além de ser um menino lindo (sim, eu sou uma mãe babada e nada modesta!) é um ser sensível e muito perspicaz, inocente e tão sem maldade, curioso e inteligente, e teimoso e tagarela e irrequieto que me torra a paciência e esgota as energias, mas a quem eu amo com todas as forças do meu ser e de quem vibro de orgulho pelo menino que é!
Esta é a época de festas e jantares de Natal (este ano decidi dar uma de boicote aos jantares...) e o estranho é que sinto que estou lamechas, de lágrima fácil. Especialmente quando estive presente nas festas da escola primária e na festa da creche e ATL dos miúdos a ouvir todas aquelas músicas de Natal... talvez porque sinta a falta daqueles que deveriam estar presentes a ver os netos e não estão... a saudade aperta e deixa-me mais nostálgica e introspectiva e retira-me um pouco o espírito festivo que deveria ser a norma por esta altura.
A acrescentar a isto, este ano tem sido mauzinho para mim... tem sido um ano dificil e cheio de momentos menos bons e para ser inteiramente sincera, só quero mesmo que 2015 se vá com o vento, para passar a ser apenas uma recordação longínqua de um ano que não deixou saudades nenhumas.
Tenho alguma esperança em 2016, principalmente por ser um ano bissexto e por alguma superstição minha, costumam ser anos benéficos para mim. Pode ser que o ano novo que aí vem me traga a clareza de espírito e a coragem de tomar decisões difíceis (se calhar até são bastante fáceis e simples...) que podem mudar drasticamente a minha vida e da minha família, para melhor!
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