22 de abril de 2016

It takes a village...

Dizem que é "preciso uma aldeia para criar uma criança".

O pior é quando estamos sós no meio duma ilha deserta perdida no meio do oceano, desconhecida no mapa...

21 de abril de 2016

Falipices #83 - quando for grande quero ser...

Há coisa de 2 anos atrás, o Falipe foi conhecer o quartel dos bombeiros da cidade e foi dos poucos que se voluntariou para andar mais que uma vez no carro de combate a incêndios, ao contrário dos restantes colegas.

Veio de lá tão feliz e encantado, que passou a dizer que quando fosse grande ia ser bombeiro! Estava absolutamente decidido.

Nem a visita à esquadra da PSP o fez mudar de ideias.

Mas há coisa de um mês atrás, apercebi-me que a vontade de ser bombeiro esmorecia nele.

Confirmei isso quando ele uma noite me comunicou muito decidido:

"Mãe, quero ser fotógrafo! Para ser muito rico!"

Não sei onde é que ele foi buscar essa ideia, mas... tudo bem.

Há uns dias atrás, estávamos a tomar o pequeno-almoço e ele tem a seguinte conversa sobre o que quer ser quando for grande:

- "Mãe, se eu for polícia, posso levar um tiro... e se eu for bombeiro... posso ir apagar fogo e ficar queimado. Mas se eu for fotógrafo, não me acontece nada!"

Ou seja, por estes dias ele está determinado em ser fotógrafo.

Por mim, meu filhote, podes ser o que tu quiseres ser, desde que isso te faça feliz!

20 de abril de 2016

Falipices #82 - o dominador de agendas

À vinda da escola, estávamos a conversar sobre o fim-de-semana.

Falipe comunica-me solenemente:

- No domingo vou à festa da L. e no sábado vou à festa do L.!

Eu já lhe tinha dito que ele ia à festa da amiga L., mas ainda não lhe tinha confirmado se ele iria à festa do colega L.

Quando ele me comunicou aquilo com tanta certeza... decidi brincar com ele:

- Vais à festa do L.? A sério? Vais a pé, não é?
- Não, vou de carro!
- Ai sim? Vais tu a conduzir o carro?
- Não, tu vais-me levar!
- Ai vou? Então e se eu tiver coisas combinadas?
- Mas eu sei que tu não tens coisas nenhumas combinadas, por isso eu vou à festa do L!

E pronto, é isto... aos 7 anos o miúdo "manda" na minha agenda e dita os meus compromissos!

10 de março de 2016

No poupar é o que está o ganho!

Desde que os bancos começaram a cobrar valores exorbitantes numa base mensal de despesas de manutenção de conta, de forma a compensar as perdas que têm tido por causa das taxas de juros registarem mínimos históricos, que comecei a ficar cada vez mais incomodada com a forma como definiram as coisas...

Obrigam a que cumpramos determinados critérios, seja ele ter ordenados domiciliados, cartões de crédito que até nem precisamos e/ou usamos, ou definir valores mínimos de investimento em poupanças.

Ao mínimo deslize, pumbas, cobram a comissão!

N ano passado, vi-me confrontada com a cobrança de uma comissão porque a minha poupança tinha chegado ao prazo final e durante aquele mês, o mínimo não esteve investido durante 3 dias daquele mês. Sim, 3 dias!

Reclamei com o banco, e ainda tive que levar um sermão da gerente da agência de que eu só via os pontos negativos do banco e nunca os positivos. Se eu fosse listar todas as chatices que tive com aquele banco, iam perceber essa minha "tendência"... a coisa acabou por se resolver, mas foi preciso eu submeter uma reclamação junto do Banco de Portugal, para me devolverem o valor cobrado, não sem antes me terem enviado uma carta fofinha a dizer que sim senhor, devolviam a comissão cobrada, mas que era uma espécie de "benesse" que me concediam apenas uma vez e que não esperasse que voltasse a suceder, acaso reclamasse.

Na altura, equacionei seriamente simplesmente encerrar a conta e ir pregar para "outra freguesia", porque não sou apologista de manter serviços com empresas que me prestam um mau serviço... mas como a coisa se resolveu, decidi dar o "benefício da dúvida"... e mantive a conta aberta.

Ontem descubro que apesar de ter o dinheiro investido (e que rende valores absolutamente ridículos de juros, se compararmos ao que eles cobram de comissões de manutenção de conta), fizeram a cobrança.
Liguei para o banco para averiguar o que se poderia ter passado.

No meio da conversa, ouço esta tirada, que foi dita em tom de brincadeira e só pode ser mesmo encarada como piada:

- Então, você se investir um mínimo de 5 mil euros, poupa 60€ por ano em comissões de manutenção!

Ou seja, se eu não quiser pagar ao banco para ter lá o meu dinheiro investido e receber juros de miséria, enquanto eles o investem e ganham dividendos chorudos, tenho que de repente enriquecer! Para poupar dinheiro!

8 de março de 2016

O Dia Internacional da Mulher

Ontem, véspera do tão aplaudido dia internacional da mulher assisti a esta cena, na cafetaria duma cadeia de supermercados nacional, que dá que pensar porque é que ainda é preciso assinalar esta efeméride.

Estava eu a ser atendida pela funcionária, a fazer o meu pedido para o pequeno-almoço, quando sou interrompida sem qualquer consideração por um senhor cliente que já tinha sido atendido e consumido o que pedira.

O senhor pretendia reclamar do pão, que ao que parecia, teria vestígios de sangue (se bem que podiam muito bem ter roçado num qualquer pão com chouriço) e não se fez rogado em clamar alto e bom som, furioso com a funcionária que aquilo era inadmissível e que "agora tenho que ir à casa-de-banho meter os dedos à goela e despejar tudo, porque não me sinto bem!"

A funcionária tentando minimizar a coisa, para de me atender, e pede ao senhor que aguarde, que ela vai pedir ao colega da secção de padaria que veja o que se poderá ter passado.

O cliente, todo engalanado, bufava "sim, chame-o lá que eu quero conversar com ele!"

A funcionária regressa para acabar de me atender, e o cliente continua com invectivas contra ela, que queria uma explicação.
A funcionária respirou fundo e pediu-lhe que aguardasse pelo seu colega, responsável pela padaria, para lhe dar uma explicação ou pelo menos registar a sua reclamação.

Quando vejo o colega da padaria vir atendê-lo e estando eu à espera de ser servida, assisti com alguma curiosidade ao desfecho da coisa. E o que vi deixou-me boquiaberta!
O cliente, que poucos minutos antes parecia possuído a falar com a funcionária, falava agora mansinho com o colega da padaria.
É certo que reportou o mesmo problema com o pão e voltou a dizer que "tinha que ir despejar tudo à casa-de-banho". Mas o tom... completamente diferente. Para com a funcionária só vi agressividade, para com o funcionário já falava calmamente e no fim até já parecia compreensivo e dizia "pois, veja lá o que se passou em relação a isso..."

Por este tipo de pequenas atitudes que se podem encontrar um pouco por toda a parte é que ainda é necessário assinalar e enaltecer o papel das mulheres. E estando nós no ano de 2016, não só acho incrível como absolutamente lamentável....

23 de dezembro de 2015

Época natalícia-aniversariante

O Natal está mesmo aí... e isso significa que o Falipe está prestes a completar mais um ano de vida!

O meu Menino Jesus completa 7 anos no próximo dia 25! E eu só penso como ele está crescido (aliás, está enorme!) e como o tempo parece passar numa correria tão apressada, quando eu só quero que ele - o Tempo - abrande, para eu poder viver todos os momentos possíveis com o máximo de atenção. Não quero perder nada e sinto que tenho perdido muito, que não consigo esticar-me e ir a todas com a presença e atenção devidas.

É incrível como se passaram 7 anos desde que me tornei mãe! Desde que passei pela tremenda experiência transformadora que é trazer ao mundo um ser que depende única e exclusivamente de nós, para tudo, para sobreviver, se nutrir, para crescer e desenvolver-se e para ser uma pessoa feliz e saudável! E passaram 7 anos desde que me tornei uma pessoa que nunca mais esteve sozinha! E não deixo de me surpreender a cada dia pela beleza do meu filho! Além de ser um menino lindo (sim, eu sou uma mãe babada e nada modesta!) é um ser sensível e muito perspicaz, inocente e tão sem maldade, curioso e inteligente, e teimoso e tagarela e irrequieto que me torra a paciência e esgota as energias, mas a quem eu amo com todas as forças do meu ser e de quem vibro de orgulho pelo menino que é!

Esta é a época de festas e jantares de Natal (este ano decidi dar uma de boicote aos jantares...) e o estranho é que sinto que estou lamechas, de lágrima fácil. Especialmente quando estive presente nas festas da escola primária e na festa da creche e ATL dos miúdos a ouvir todas aquelas músicas de Natal... talvez porque sinta a falta daqueles que deveriam estar presentes a ver os netos e não estão... a saudade aperta e deixa-me mais nostálgica e introspectiva e retira-me um pouco o espírito festivo que deveria ser a norma por esta altura.

A acrescentar a isto, este ano tem sido mauzinho para mim... tem sido um ano dificil e cheio de momentos menos bons e para ser inteiramente sincera, só quero mesmo que 2015 se vá com o vento, para passar a ser apenas uma recordação longínqua de um ano que não deixou saudades nenhumas.

Tenho alguma esperança em 2016, principalmente por ser um ano bissexto e por alguma superstição minha, costumam ser anos benéficos para mim. Pode ser que o ano novo que aí vem me traga a clareza de espírito e a coragem de tomar decisões difíceis (se calhar até são bastante fáceis e simples...) que podem mudar drasticamente a minha vida e da minha família, para melhor!

15 de dezembro de 2015

"A velhice chega demasiado cedo..."

"A verdade pode não nos libertar, mas não há maior loucura do que mentirmos a nós próprios para retirar apenas uma satisfação passageira. Uma tal ilusão parece ser apenas uma desonestidade benigna; mais ninguém foi enganado ou lesado. Porém, as decisões que não se baseiam na realidade só podem ser más. Ter uma imagem clara de nós é, sem dúvida, impossível, tal como o é chegar ao fim dum dia sem ter encontrado, pelo menos uma ou duas vezes, as justificações para os erros cometidos. É quando há um conflito entre o que queremos ser e o que somos verdadeiramente que a dissonância cognitiva nos atinge, tornando-nos surdos e cegos."


In "A velhice chega demasiado cedo, a sabedoria demasiado tarde", de Gordon Livingstone

3 de dezembro de 2015

Parábola de uma mãe sem sistema de apoio

Em verdade vos digo, há gente que não faz ideia a sorte que tem!..


E que pensa que todos têm a mesma sorte que eles...