5 de fevereiro de 2015

Cúmulo da tortura

É ir para o trabalho de estômago vazio, porque não houve tempo para tomar pequeno-almoço e fazer mais de metade do percurso atrás duma carrinha de transporte de pão, com uma imagem gigantesca de uma baguete rústica, na traseira.

Ali, a olhar para mim... a desafiar-me... a provocar o meu pobre estômago vazio e varado de fome!

3 de fevereiro de 2015

Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes

Em tempos que já lá vão, o meu pai costumava contar que eu, por volta dos seis anos de idade (nos saudosos anos 80), um dia ao almoço, lhe perguntei com a maior das naturalidades:

- Ó pai, quando é que te divorcias da mãe?

Escusado será dizer que o meu pobre pai ficou perplexo e sem saber o que me responder... apenas conseguiu perguntar-me a razão da pergunta.

A minha resposta foi pronta e decidida: os pais dos meus amigos estão todos a divorciar-se, eu também quero! (ai como eu era ingénua...)


Recentemente, o Falipe ficou a saber que eu e o pai não somos efectiva e legalmente casados.

Não sei ainda muito bem a que propósito a conversa surgiu, mas ontem saiu-se com esta pergunta:

- Ó mãe, quando é que casas com o pai?

A minha resposta foi bem mais fácil... "tens que perguntar isso ao teu pai!"

Mas ele insistiu com um "eu queria mesmo que tu e o pai se casassem!" e para finalizar, rematou "queria que se casassem pela igreja!"(*)


Lamento dizer-te meu filho que nesse departamento não terás muita sorte... já que o teu pai é um ateu convicto!


(*) - aqui tenho que admitir que houve alguns "alarmes" a tocar, porque a juntar à conversa de que gosta muito de Jesus há umas semanas, quer-me parecer que ele anda a ter umas noções de religião cristã sem o nosso conhecimento...

30 de janeiro de 2015

{this moment}

{this moment} ~ A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the comments for all to find and see.
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26 de janeiro de 2015

Em sintonia com a natureza

A clareira do pinhal permanece a mesma.
Há demasiados anos que ali não me colocava imóvel, escutando o som das copas dos pinheiros bravos a roçarem-se em cadência, ao sabor do vento, ouvindo o tilintar das pinhas quando se tocam.

Olhei à minha volta e regressei 30 anos atrás, aos tempos da infância, em que ia para ali pela mão do meu avô, passando a vinha, subindo a encosta pelo meio das estevas.

Os pinheiros estão mais altos. Mas são os mesmos.

Por momentos, vejo que há vestígios de malta que por ali pernoita, suspeito que sejam hippies grupos de pessoas que vivem desprendidas da vida em sociedade, e em pseudo-comunhão com a natureza, porque há muitos relatos de conhecidos, de que eles ali ficam tempos sem fim, sem pedido de autorização ou mera informação.

Só gostava que esses "caríssimos" seres humanos, tão "amigos" da vida em sintonia com o mundo e a natureza se dignassem respeitá-la e levassem consigo as carradas de lixo e entulho que produziram durante a estadia.

Podeis pernoitar, ora essa, sejam meus convidados.
Mas tende a dignidade de não poluir a natureza que tanta clamam que prezam! Mais que os outros...

15 de janeiro de 2015

Coisas que me baralham os circuitos dos neurónios

O carteiro que  deixa o postalinho na caixa do correio a avisar que não entregou a encomenda, porque ninguém lhe abriu a porta... Às tantas, se ele tivesse tocado à campaínha perceberia que estava mesmo alguém lá para lhe abrir a porta e tinha-me poupado duas deslocações à estação dos CTT no centro da vila, que funciona em horários manhosos... e sim, a campaínha funciona perfeitamente!

Pais de meninos que o meu filho decidiu convidar para a festa de aniversário e que recebendo o convite, não dizem nem truz nem muz... se não queriam que os filhos fossem, ao menos tivessem a dignidade de dizer isso mesmo. Não custa nada, não come pedaço e é de bom tom! (digo eu, que me considero uma pessoa "educadinha")

Pessoas que acham que ter um contrato de electricidade, água ou gás, devem pagar zeritos porque não têm consumo. Será caso que não percebem que há taxas a pagar só por terem a electricidade, a água ou o gás à distância dum clique. Se querem pagar zeritos, é mandar desligar por completo! Bale?!


6 de janeiro de 2015

Tópicos da vida quotidiana

Haverá sempre uma lista com 5, 10 (ou até 15 vá...) maneiras de se maquilhar sem parecer estar maquilhada, e não nos podemos esquecer das 20 maneiras de ser mais organizada no ano novo que entra.

E o que dizer da lista de 8 ou 9 sinais que demonstram a sua relação está saudável, ou por oposição, os 16 sinais que gritam que o seu mais-que-tudo está prestes a pôr-lhe uns patins...

Também poderíamos falar das 12 práticas das pessoas que são imensa e profundamente felizes, e que claro, nos deixam infelizes e miseráveis por não sermos assim.

Poderíamos mesmo falar dos 18 hábitos que nos permitem evitar procrastinar. Ou das formas de lavar roupa sem esforço.

E então as coisas que nunca se diz a um filho, ou aquelas que deveríamos repetir todos os dias, para que eles sejam tão felizes... E a lista das coisas que os nossos pais nos ocultaram e que teriam sido fundamentais para a nossa vida...?!

Nestes tempos que correm, abundam na internet listas de tópicos para tudo e mais alguma coisa, parece que a vida se resume a pontos numa lista que nos resumem tudo aquilo que não somos e deveríamos ambicionar ser.

Os estudos científicos são reduzidos a listas, em que basta ler o título do tópico, deixando o seu conteúdo para ler mais tarde (que nunca lemos).

O conhecimento vem mastigado e cuspido em tópicos numerados para que o possamos engolir instantaneamente e assimilar ainda mais depressa.

Há tópicos para tudo e mais um par de botas. Resumos dos resumos.

E sinceramente, já começo a revirar os olhos sempre que vejo artigos e posts em blogs e no Facebook em que tudo parece saído do site do Buzzfeed.


1 de janeiro de 2015

Os melhores anos

Esta coisa de virar anos, há já mais de 3 décadas, levou-me por estes dias a fazer uma espécie de retrospectiva dos anos passados.

Não preciso dizer que 2014 foi um ano memorável, de todos os aspectos e mais alguns. É um ano que ficará sempre comigo. E com o Ricardo.

No entanto, não foram só rosas, foi um ano de emoções fortes, tanto as alegres como as menos boas, a maior parte delas provocadas pela privação de sono.
Profissionalmente falando, posso dizer que foi um ano "nulo", já de uma certa forma passei mais tempo longe do meu local do que nele...

Mas dizia eu que me deu para fazer uma retrospectiva...

E assim posso dizer que os piores anos da minha vida terminaram em números ímpares, destacando-se os anos de 1995 e 2009, anos em que fiquei sem os meus pais.
No entanto, fogem a esta regra os anos de 2001 e o de 2005.
No primeiro terminei a minha licenciatura e conheci o G., o meu amado. E 2005 foi o ano em que cimentámos a nossa relação e juntámos os trapinhos.

Já os melhores anos de que me lembro terminam em números pares, dos quais se destacam o ano 2008 e de 2014, anos em que nasceram os meus filhos, os meus tesouros. O ano de 1996 foi memorável pela minha entrada na universidade e o de 2004 pelas conquistas a nível profissional.
Já o ano de 2006 foi dos mais tramados de que tenho memória e o de 1988 marcou-me pelo desaparecimento do meu avô, a pessoa mais fantástica que tive o prazer de conhecer.

Por isso, digo sem presunção nenhuma que apesar de 2015 ser um ano terminado em número ímpar, entrei nele sem qualquer expectativa, seja ela boa ou má... e quer-me cá parecer que até é capaz de ser melhor assim!
Tudo o que vier de bom, será melhor saboreado!