30 de janeiro de 2015

{this moment}

{this moment} ~ A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the comments for all to find and see.
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26 de janeiro de 2015

Em sintonia com a natureza

A clareira do pinhal permanece a mesma.
Há demasiados anos que ali não me colocava imóvel, escutando o som das copas dos pinheiros bravos a roçarem-se em cadência, ao sabor do vento, ouvindo o tilintar das pinhas quando se tocam.

Olhei à minha volta e regressei 30 anos atrás, aos tempos da infância, em que ia para ali pela mão do meu avô, passando a vinha, subindo a encosta pelo meio das estevas.

Os pinheiros estão mais altos. Mas são os mesmos.

Por momentos, vejo que há vestígios de malta que por ali pernoita, suspeito que sejam hippies grupos de pessoas que vivem desprendidas da vida em sociedade, e em pseudo-comunhão com a natureza, porque há muitos relatos de conhecidos, de que eles ali ficam tempos sem fim, sem pedido de autorização ou mera informação.

Só gostava que esses "caríssimos" seres humanos, tão "amigos" da vida em sintonia com o mundo e a natureza se dignassem respeitá-la e levassem consigo as carradas de lixo e entulho que produziram durante a estadia.

Podeis pernoitar, ora essa, sejam meus convidados.
Mas tende a dignidade de não poluir a natureza que tanta clamam que prezam! Mais que os outros...

15 de janeiro de 2015

Coisas que me baralham os circuitos dos neurónios

O carteiro que  deixa o postalinho na caixa do correio a avisar que não entregou a encomenda, porque ninguém lhe abriu a porta... Às tantas, se ele tivesse tocado à campaínha perceberia que estava mesmo alguém lá para lhe abrir a porta e tinha-me poupado duas deslocações à estação dos CTT no centro da vila, que funciona em horários manhosos... e sim, a campaínha funciona perfeitamente!

Pais de meninos que o meu filho decidiu convidar para a festa de aniversário e que recebendo o convite, não dizem nem truz nem muz... se não queriam que os filhos fossem, ao menos tivessem a dignidade de dizer isso mesmo. Não custa nada, não come pedaço e é de bom tom! (digo eu, que me considero uma pessoa "educadinha")

Pessoas que acham que ter um contrato de electricidade, água ou gás, devem pagar zeritos porque não têm consumo. Será caso que não percebem que há taxas a pagar só por terem a electricidade, a água ou o gás à distância dum clique. Se querem pagar zeritos, é mandar desligar por completo! Bale?!


6 de janeiro de 2015

Tópicos da vida quotidiana

Haverá sempre uma lista com 5, 10 (ou até 15 vá...) maneiras de se maquilhar sem parecer estar maquilhada, e não nos podemos esquecer das 20 maneiras de ser mais organizada no ano novo que entra.

E o que dizer da lista de 8 ou 9 sinais que demonstram a sua relação está saudável, ou por oposição, os 16 sinais que gritam que o seu mais-que-tudo está prestes a pôr-lhe uns patins...

Também poderíamos falar das 12 práticas das pessoas que são imensa e profundamente felizes, e que claro, nos deixam infelizes e miseráveis por não sermos assim.

Poderíamos mesmo falar dos 18 hábitos que nos permitem evitar procrastinar. Ou das formas de lavar roupa sem esforço.

E então as coisas que nunca se diz a um filho, ou aquelas que deveríamos repetir todos os dias, para que eles sejam tão felizes... E a lista das coisas que os nossos pais nos ocultaram e que teriam sido fundamentais para a nossa vida...?!

Nestes tempos que correm, abundam na internet listas de tópicos para tudo e mais alguma coisa, parece que a vida se resume a pontos numa lista que nos resumem tudo aquilo que não somos e deveríamos ambicionar ser.

Os estudos científicos são reduzidos a listas, em que basta ler o título do tópico, deixando o seu conteúdo para ler mais tarde (que nunca lemos).

O conhecimento vem mastigado e cuspido em tópicos numerados para que o possamos engolir instantaneamente e assimilar ainda mais depressa.

Há tópicos para tudo e mais um par de botas. Resumos dos resumos.

E sinceramente, já começo a revirar os olhos sempre que vejo artigos e posts em blogs e no Facebook em que tudo parece saído do site do Buzzfeed.


1 de janeiro de 2015

Os melhores anos

Esta coisa de virar anos, há já mais de 3 décadas, levou-me por estes dias a fazer uma espécie de retrospectiva dos anos passados.

Não preciso dizer que 2014 foi um ano memorável, de todos os aspectos e mais alguns. É um ano que ficará sempre comigo. E com o Ricardo.

No entanto, não foram só rosas, foi um ano de emoções fortes, tanto as alegres como as menos boas, a maior parte delas provocadas pela privação de sono.
Profissionalmente falando, posso dizer que foi um ano "nulo", já de uma certa forma passei mais tempo longe do meu local do que nele...

Mas dizia eu que me deu para fazer uma retrospectiva...

E assim posso dizer que os piores anos da minha vida terminaram em números ímpares, destacando-se os anos de 1995 e 2009, anos em que fiquei sem os meus pais.
No entanto, fogem a esta regra os anos de 2001 e o de 2005.
No primeiro terminei a minha licenciatura e conheci o G., o meu amado. E 2005 foi o ano em que cimentámos a nossa relação e juntámos os trapinhos.

Já os melhores anos de que me lembro terminam em números pares, dos quais se destacam o ano 2008 e de 2014, anos em que nasceram os meus filhos, os meus tesouros. O ano de 1996 foi memorável pela minha entrada na universidade e o de 2004 pelas conquistas a nível profissional.
Já o ano de 2006 foi dos mais tramados de que tenho memória e o de 1988 marcou-me pelo desaparecimento do meu avô, a pessoa mais fantástica que tive o prazer de conhecer.

Por isso, digo sem presunção nenhuma que apesar de 2015 ser um ano terminado em número ímpar, entrei nele sem qualquer expectativa, seja ela boa ou má... e quer-me cá parecer que até é capaz de ser melhor assim!
Tudo o que vier de bom, será melhor saboreado!

25 de dezembro de 2014

Nataliversário ou Anivernatal

6 anos de Falipe.
6 anos de descoberta da maternidade.

Têm sido anos de muita alegria, felicidades, birras, choros, aprendizagens novas, preocupações (umas fundadas, outras apenas medos irracionais...), descobertas (de ti e de mim, enquanto mulher e mãe).

Tu és o meu tesouro, o meu amor pequenino, que me tem dado tanto! Com a tua inocência de criança, com a tua alegria contagiante, com a tua simpatia espontânea, tens-me ensinado a ser mais paciente e calma, a perdoar depressa sem reservas.

Mas também me tens mostrado o quanto dei "água pela barba" aos teus avós... Afinal de contas a tua teimosia veio de algum lado... Herança genética tramada por vezes...

Hoje é o teu aniversário, e eu celebro os teus 6 anos.

E eu celebro-me como mãe, que te ama profundamente e que há 6 anos por esta hora se apaixonou irremediavelmente por ti!

15 de dezembro de 2014

Patologicamente atrasada

A D. Vera, a senhora minha mãe ensinou-me a impoirtância de ser pontual. Ensinou-me através de exemplos, permitindo-me ir a casa de amigas, mas na condição de chegar à hora X. Sempre que me atrasava um minuto, isso significava que na vez seguinte não teria autorização para ir. E não adiantava atrasar o meu relógio...

Com esta educação, pautei a minha maneira de estar na vida, no que a horários dizia respeito. Até mesmo porque sempre detestei esperar pelos outros, e não gosto de fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim. E se eu detesto que os outros me dêem seca...

Não sei a partir de que altura na minha vida comecei a ser incapaz de estar nos locais à hora marcada. Eu que sempre tinha praticado a pontualidade britânica.

Mas sei que após a maternidade, a coisa complicou-se... havia sempre um imprevisto qualquer, ou um obstáculo que me impedia de chegar à hora estipulada. Ou os meus cálculos de tempo de deslocação eram mal feitos, ou parecia que nesse dia todos os empatas se metiam na minha frente...

Por estes dias, sinto-me uma atrasada crónica! Ando sempre a correr daqui para ali e dali para acolá e nunca, mas nunca, chego à hora marcada. 

O que me enfurece! Comigo mesma, pela minha incapacidade adquirida de estar onde devo à hora que devo!

É como se corresse atrás das horas e dos minutos e eles a fugirem à minha frente. Sinto-me esbaforida a maior parte do dia e a correr atrás do tempo, como um burro corre atrás da cenoura pendurada na ponta da cana... 

Será que existe cura para esta patologia?!

9 de dezembro de 2014

O SNS em estado comatoso

Terceira data marcada para a cirurgia aos adenóides do Falipe.

Os adenóides que inflamam e lhe afectam terrivelmente a audição.

Duas datas marcadas, desmarcadas e remarcadas por "falta de anestesista".

Datas essas em que o Falipe deveria estar em perfeitas condições de saúde, leia-se: sem ranho, sem tosse, sem expectoração.

Difícil de conseguir nos dias frios e cinzentos que se sucedem desde finais de Outubro, por mais que o resguarde ou o leve a fazer haloterapia.

Finalmente, a data chegou sem desmarcações, nem desculpas de falta de anestesistas.
Falipe reune minimamente os requisitos exigidos para a cirurgia.

Os nervos crescem, apesar de saber que é uma cirurgia sem grandes complicações... mas crescem e agigantam-se. É uma anestesia geral e eu tenho medo... é o meu menino pequenino, que já é grande, quase-quase do meu tamanho.

Os nervos sobem de tom quando chega a hora de lhe colocar o penso anestésico onde irão inserir o cateter... ele recusa-se firmemente e nenhum argumento o convence, não restando alternativa a não ser manietá-lo e colocar o penso à força no braço do meu menino que se debate qual fera enjaulada.

Chegar ao hospital já atrasada e receosa pelos 20 minutos perdidos a tentar colocar o penso anestésico, que deveria ter estado colocado pelo menos 1h antes.

30 minutos do meu menino a perguntar se vai levar "uma pica" e que "eu não quero levar uma pica" (ainda paira na sua memória a dor das vacinas dos 5 anos...).

A enfermeira é um doce de pessoa e apesar de tudo, o meu menino tem que ser algo manietado para deixar colocar o cateter... O meu coração dói, porque sei que ele precisa desta cirurgia para poder ouvir como deve ser e não como se estivesse dentro dum aquário. Abraço-o e tento acalmá-lo e explicar que tudo vai correr bem.

1h20 minutos de cateter inserido na veia  do meu menino a debitar soro.
Falipe manifesta firmemente a sua vontade de não retornar ao hospital, nunca mais.

1h20 minutos depois do cateter inserido na veia a debitar soro, a chefe do serviço ambulatório comunica que o anestesista teve "uma imprevisto familiar inadiável" e como tal teve que se ir embora, pelo que a cirurgia terá que ser noutro dia, porque o serviço ambulatório "vai ser encerrado".

A cirurgia é cancelada porque o anestesista teve um imprevisto familiar inadiável e é o ÚNICO anestesista que o hospital tem. Não há mais nenhum médico disponível...

Um hospital que serve 5 concelhos e não sei quantos milhares de utentes.

O meu menino pequenino, já grande quase-quase do meu tamanho, vai ter que passar por tudo isto de novo...