1 de outubro de 2014

O tempo foge à velocidade luz

Faltam 16 dias para terminar a minha licença de maternidade.

Se por um lado tento aproveitar ao máximo estes dias e absorver tudo o que posso deste meu filho, que é um sorridente nato por sinal, um bem disposto de primeiro linha, por outro lado sinto-me cada dia mais f&$/&%% aborrecida por pagar impostos como uma nórdica e não usufruir dos direitos parentais como uma nórdica...

A ideia de regressar ao trabalho entristece-me, porque apesar de saber que preciso trabalhar para sobreviver, e me poder dar a certos pequenos luxos, significa que vai haver uma série de etapas de crescimento e evolução do Ricardo que acontecerão com ou sem a minha presença. Significa que todas as gracinhas, todas as conquistas e aprendizagens dele virão quase pela certa a acontecer na minha ausência.

Ontem ele descobriu os "gritinhos" e eu senti o meu coração crescer e inundar-se dum sentimento que não sei descrever.

Hoje cortámos mais um pouco o "cordão umbilical" invisível e ele experimentou a primeira sopa dele. É sempre um misto de alegria e uma certa nostalgia, porque eu sei que ele está a crescer e é uma evolução natural, mas isso significa ao mesmo tempo que ele vai deixando cada vez de ser "meu", só meu!



20 de setembro de 2014

Falipices #77 - Ou será Ricardices #1??!!

Estava na cozinha a preparar o almoço quando da sala ouço o Falipe exclamar:

- Mamã, o mano já segura o coelho (de peluche)!!!

O Falipe descobriu que o irmão já consegue agarrar e segurar objectos no mesmo dia em que o Ricardo completa 4 meses de vida.

19 de setembro de 2014

Instagramando por aí #2

Um pardal amistoso, despojado de qualquer timidez ou receio do "bicho Homem".

Rebéubéu... pardais na esplanada!



14 de setembro de 2014

Parar o tempo

Congelar os momentos junto a ti, em que me sorris com o olhar e meneias ligeiramente a cabeça em sinal de vergonha, esse teu sorriso rasgado e absolutamente delicioso que me derrete o coração a cada dia que passa.
És doce e sorridente, és o meu menino com ar de safado, a prometer muitas traquinices futuras.
Quero gravar bem dentro da minha memória este teu sorriso rasgado com que me olhas, em sinal de amor incondicional.

E eu amo-te infinitamente.

6 de setembro de 2014

Cada filho é uma promessa de longevidade

Quando se tem um filho, preocupamo-nos com o seu bem-estar, com o seu crescimento, e se serão felizes. Depois logo pensamos no que se irão tornar... médicos, bombeiros ou outra coisa qualquer...

No meu caso, desde que fui mãe pela primeira vez, passei a ter medo.

Medo por mim, pela minha integridade física e mental, pela minha vida. Porque isso agora era importante. Não porque tenha passado a ter medo da morte, ou de sofrer (pronto, eu até tenho porque sou uma piegas com pouca tolerância à dor...), mas porque passei a recear não estar cá para os meus filhos. Porque sei o que é crescer sem ter mãe... porque eu sei a falta que faz uma mãe na vida de qualquer pessoa!

Mas passei a viver com um medo tremendo de perder o meu filho, medo esse agora acrescentado duplamente.
Sim, eu tenho medo que uma doença má se abata sobre eles! Como qualquer mãe que ame os seus filhos! Porque na minha família o historial médico de doenças geneticamente "herdáveis" é negro!

E porque, como qualquer mãe ou pai, não quero nunca saber a dor que é perder um filho...

E esse medo sempre esteve bem presente em mim porque uma das imagens que guardo com mais nitidez na minha mente das vezes que acompanhei a minha mãe ao IPOFG, é a do rosto de um menino que não teria mais de 3 anos, na sala de espera para fazer análises. Recordo a cor do seu rosto, pálido, macerado e sem cor, mas principalmente da falta de brilho nos seus olhos que deveriam ser de um verde profundo, antes do diagnóstico e de todos os químicos de tratamento. O boné escondia a falta de cabelo, provocada pela quimio. Mas principalmente recordo a falta de vontade de brincar daquele menino, ali no meio daquela sala, cheia de gente doente e onde a falta de esperança e o medo do desfecho da doença gritavam num tom ensurdecedor, que só quem sente na pele, consegue ouvir!

Por isso, não pude ficar indiferente à notícia da partida da Princesa Nonô! Como não fiquei indiferente à partida de outras tantas crianças, meninos e meninas que lutavam contra as garras dessa maldita doença que não escolhe género, idade, cor da pele...

Porque de cada vez que sei de um caso novo, é sempre daquele menino na sala de espera para análises do IPOFG que me recordo. Só o vi daquela vez, não sei se venceu a luta ou não...

E quando soube ontem da partida da Princesa Nonô, o meu primeiro pensamento foi para os seus pais e familiares. Porque apesar de conhecer a dor de perder alguém para o cancro, não sei da dor de perder um filho... e porque morro de medo de algum dia me ver perante a materialização dessa realidade...

Para verem ao ponto a que o medo me tolhe... há dias dei por mim a dar graças por ter tido apenas rapazes, porque assim a "espada" do cancro de mama tem menores probabilidades de desferir golpes na minha prole. É estúpido, eu sei... mas ter a noção do perigo faz-nos ter estes pensamentos aparvatados assim!

2 de setembro de 2014

Isto não é fácil...

Tentar fazer com que um miúdo de 5 anos esteja sossegado e faça pouco barulho porque o irmão bebé está a dormir é difícil.

Mas tentar evitar que um bebé pare de chorar porque há um adulto a dormir de dia para descansar da noite de trabalho... É muito mais complicado!!

27 de agosto de 2014

Mãe sofre!!!

Pela primeira vez, o Filipe teve que fazer análises, para despistar alergias, e para preparação para a cirurgia aos adenóides e ouvidos.

Acho que me custou mais a mim que a ele...

Apesar de medroso no início e nervoso quando viu que lhe iam espetar uma agulha, foi um valentão e não chorou como ficou muito quieto.

Valeu-lhe uma série de elogios da enfermeira!

E agora anda com o braço esticado, como se fosse um pardal de asa partida.

Um corajoso!

Eu é que sou uma coração fraco, não posso saber que espetam coisas afiadas nos meus meninos!

24 de agosto de 2014

Curiosidades ou como tenho dois filhos parecidos

Falipe com 3 meses pesava 5100 gr. e media 55 cm.

Ricardo com 3 meses pesa 5035 gr. e mede 54 cm.

Tenho dois filhos que são rechonchudos, como pequenos Budas.