21 de agosto de 2013

"Debaixo de algum céu"


tirado da net

Gostei bastante desta história do Nuno Camarneiro. 
Sem ser um livro excepcional, tem todo o mérito, pois há certos momentos da história que me conseguiram perturbar verdadeiramente e fizeram acelerar o meu coração ou enchê-lo de compreensão, tristeza, alegria, sorrisos. Só por isso valeu bem a pena!

"O medo nasce em qualquer lugar, como erva daninha por dentro. O medo suporta tudo e cresce no escuro até ser adulto, até ser do tamanho de um homem, e de lhe tomar o corpo e pensar por ele."

"O problema é desenhar a vida em forma de montanha, dar um cume à vida e querer atingi-lo como se o seu sentido dependesse desse acto. O sentido da vida, a existir, há-de ser como o sentido de uma montanha, e não muda por lhe chegarmos ao topo ou nos perdermos pelas encostas. Penso assim porque fiquei a meio, pior ainda, porque fiquei a escassos metros do topo. Mas o problema de atingir um objectivo é decidir o que fazer depois de o atingir, e em nada é diferente a minha situação por não o ter atingido."

Baú da felicidade #11



19 de agosto de 2013

A Gaiola Dourada

Um dos melhores filmes que vi em anos!
Absolutamente soberbo!
Mais do que um retrato dos emigrantes portugueses em França, é um retrato tão fiel da nossa cultura, da nossa mentalidade, do nosso povo!
Se não viram ainda, a sério, não percam!!!

15 de agosto de 2013

Dá para perceber?...

Que eu tenho uma grande panca por esta cabana?!

Mas lá que ela é fotogénica, lá isso é!


13 de agosto de 2013

Observações casuais

No passado domingo fomos todos à praia.
Estava uma tarde maravilhosa, a água um caldinho e a maré até fazia uma piscina natural que fez as delícias do Falipe.

A determinada altura, chegaram duas moças novas, uma delas trazia o seu filho pequeno, que teria uns dois anos e meio. Com elas traziam também um cão de porte médio. 

Como é quase forçoso, foram pespegar-se praticamente em cima de nós... o que foi frustrante para nós, que fizemos um esforço para não o fazer em relação a quem já estava na praia e tentámos ficar em "terreno neutro".

Estas duas moças trouxeram uma bola de ténis que arremessaram uma vez e outra e outra ao seu cão, o que significa que muitas vezes, este nos fazia umas valentes razias na sua ânsia de apanhar a bola de ténis, salpicando água e areia à passagem em sucessivos sprints pelo meio das pessoas que estavam a caminhar ou simplesmente sentadas à beira-mar.

Comecei a sentir-me profundamente incomodada com a situação, porque em duas ocasiões o cão quase derrubava o Falipe.

A determinada altura, apercebi-me que o rapazinho andava a brincar sozinho, sem que a mãe sequer se desse conta disso... a criança percorreu alguns metros e deteve-se a falar com estranhos, dois chapéus de sol mais à frente. 
Enquanto isso, a mãe permanecia de costas para ele, atenta ao cão e concentrada em continuar a atirar a bola e a garantir que ele a trazia à sua mão.

Nas duas horas e meia que aquelas duas moças estiveram na praia, brincaram quase exclusivamente com o cão e praticamente nada com o menino. Naquele período de tempo, pouca ou nenhuma atenção foi dada àquele rapazinho que só queria alguém para brincar, enquanto a mãe estava ocupada a brincar com o cão...

Enquanto ela arremessava a bola, de costas viradas ao seu filho, o menino procurava nas redondezas quem quisesse brincar com ele...

10 de agosto de 2013