31 de julho de 2013

Dos "clássicos da literatura"

Eu já devia ter aprendido esta lição... de que nem sempre os livros que são apregoados como "clássicos da literatura" e que têm lugar de destaque nas muitas listas que enumeram os livros que são "incontornáveis" a qualquer leitor mais culto... merecem o tempo que se despende a lê-los!

Digamos que já tinha desconfiado disso quando li os dois tomos do execrável "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoévski. Posso mesmo dizer que foi um verdadeiro castigo ter lido o livro e um crime o tempo que perdi nesse processo... 

Depois, com a Madame Bovary de Gustave Flaubert, a desconfiança foi-se cimentando... ajudada em muito pelo "As verdes colinas de África" de Ernest Heminghway, que para quem aprecia caçadas deve ser bastante interessante, mesmo com descrições ao ínfimo pormenor do arbusto, que ocupam mais de uma página...

O Bel-Ami de Guy de Maupassant serviu para a confirmação. Mas ainda assim deixou-me uma sensação de "come-ci, come-ça"...

Mas nada me faria prever o frete que fiz para ler o "Retrato do artista quando jovem" de James Joyce... terminei-o muito por teimosia minha e também porque detesto falar sem conhecimento de causa. 

Por isso, acho que me vou manter assim afastada dos ditos "clássicos da literatura" por uns longos e bons anos... já que existem por aí imensos livros interessantes, contemporâneos e mais ao meu gosto, e onde eu possa dar o meu tempo por bem empregue, numa experiência satisfatória.

30 de julho de 2013

Baú da felicidadade #5

São as "romaneiras" (como se diz em algarvéu) todas floridas!

O que significa que daqui por pouco mais de um mês e meio já me poderei deliciar com esta fruta maravilhosa!


29 de julho de 2013

Falipices #51 - História de Portugal

Já não percorria este jardim há não sei quantos anos... desde o tempo em que o repuxo ainda funcionava e como tal o lago ainda tinha água...

Aproveitando a realização do mercado Agrobio, levei o Falipe a este jardim onde tantas e tantas vezes brinquei quando era miúda e até meia adolescência

Sempre adorei este jardim por conta dos bancos revestidos a azulejo e das imagens da nossa história retratadas nos painéis.

O Falipe parou a olhar para este painel por uns momentos e depois perguntou-me:

- Mãe, o Portugal ganhou??

E eu respondi que sim, que tínhamos ganho.

- Ganhou p'quê?

Eu expliquei-lhe que os Espanhóis nos tinham tomado o trono e que nós os tínhamos vencido e mandado embora, mais coisa menos coisa... 

Pena que a data retratada neste painel já não se assinale devidamente com a importância que merece e principalmente que este país esteja hoje em dia tão distante das glórias passadas e que nos falte um pouco da gana de outrora....


26 de julho de 2013

25 de julho de 2013

Passagem do tempo

A mesma casa, retratada em duas ocasiões diferentes, com seis meses de diferença...
O inverno deixou marcas...

 

24 de julho de 2013

Vida de caracol



Gosto muito de caracóis. Especialmente no prato...

Durante bastantes anos parecia um caracol, sempre de casa às costas.

Por estes dias, ainda me pareço com um caracol, mas apenas e só porque parece que me mexo à mesma velocidade que eles...

Será que posso voltar a ser criança e ir balançar-me neste de madeira?!

23 de julho de 2013

Caminhos de outrora


Todos os dias faço este pedaço de antigo troço da EN125.
Todos os dias passo defronte da casa desabitada e votada ao abandono.
Tantos dias que percorri este pedaço de estrada, a diferentes horas do dia... sem nunca reparar que naquela casa térrea, abandonada e de portão enferrujado, prestes a ser engolido pelas ervas daninhas que crescem de ano para ano, estava esta placa. Esta marca de outros tempos, que já lá vão...

A EN125 passa agora mais ao largo, mas a casa desabitada e encerrada ainda ostenta a placa que confirma que em tempos a estrada mais importante do Algarve passava por aqui.