18 de julho de 2013

Instragramers Anonymous


Sendo eu uma adepta do Instragram, fartei-me de rir com esta paródia que fizeram!
Digamos que deve ser mais ou menos isto para muita gente... e eu enfiei o carapuço em algumas coisas também!


17 de julho de 2013

A arte de perder

A arte de perder não é difícil de dominar
Há tantas coisas que parecem cheias do propósito de serem perdidas,
Que a sua perda não é nenhuma desgraça.


Perca qualquer coisa todos os dias.
Aceite a perturbação de perder as chaves de casa, da hora desperdiçada.
A arte de perder não é difícil de dominar.


Depois pratique a perda um pouco mais, mais depressa:
lugares, e nomes e para onde era suposto viajar. Nenhum deles trarão desgraça.


Eu perdi o relógio da minha mãe. E vejam!
A minha última ou a minha "após a última" de três adoradas casas foram-se.
A arte de perder não é difícil de dominar.


Eu perdi duas cidades, belas cidades. E mais além,
alguns reinos que possuía, dois rios, um continente.
Eu sinto a sua falta, mas não foi desgraça nenhuma.


Até mesmo perder-te (a voz trocista, um gesto que adoro)
Não devo ter mentido. É evidente que a arte de perder
não é dificil de dominar,
mesmo que pareça que (escreve-o) que é uma desgraça.*


One art
by Elizabeth Bishop


The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster,

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

- Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.


* - tradução livre pela minha humilde pessoa - sinceras desculpas ao tradutores profissionais!

16 de julho de 2013

Falipices #50 - começa cedo...

Estávamos os dois na brincadeira, a fazer garatujas um ao outro, quando de repente me pergunta:

- Mamã, quando é que eu tenho um telefone só para mim?!



Filho, calma que ainda só tens quatro anos... até ao dia de teres um telefone só para ti, ainda vão passar muitos e bons anos, sim?!

Se aos quatro anos já quer um telemóvel, estou para ver com que idade me vai pedir uma mota ou um carro...

15 de julho de 2013

Insólitos que sucedem na minha vida...

Volta e meia, parece ser costumeiro sucederem-me coisas insólitas, daquelas que a probabilidade de acontecer a qualquer pessoa é muito limitada... mas acontecem e por norma, são como os azares, nunca ocorrem isoladamente...

Senão vejamos:

Insólito #1
Sexta-feira à noite, marido liga-me aflito do apartamento do meu pai, onde tinha estado a arranjar coisas para podermos arrendar a casa e diz-me que está tudo inundado em casa, que ouve as canalizações a gorgolejar e há água a sair a rodos das bases das duas sanitas... Comecei por rogar pragas e a usar de vernáculo mentalmente ao empreiteiro que fez as obras no apartamento e me deixou com alguns imbróglios na canalização... mas depois acabei por perceber que o mais certo era o problema não ser na canalização do apartamento... Perante a suspeita de entupimento no sistema de esgoto da casa ou do prédio, acabei por ter que ligar a uma empresa especializada em desentupimentos de esgotos. O stress aumentava e a água também sempre que alguém no prédio descarregava um autoclismo ou abria uma qualquer torneira... O problema só foi resolvido no sábado depois de almoço, a muito custo, mas resolveu-se! Valeu-me o elevado profissionalismo do dono da empresa que contratei, inglês por sinal!
O insólito nesta história, que até tinha tudo para ser apenas e só um azar bastante corriqueiro, é que a coluna de esgoto do prédio estava entupida por nada mais nada menos do que dois pares de cuecas de senhora!!
Agora pergunto eu: quem raio se livra de cuecas pela sanita?! Quem?!

Insólito #2
Já plenamente refeita do stress da inundação em casa, e depois de um dia bastante cansativo, por volta do lusco-fusco, ouço tocar a campainha de minha casa. Abri a porta e deparo-me com um rapaz na casa dos 20 anos, sentado no passeio em frente à minha porta com um ar muito esquisito, a pedir "ajuda vizinha"... Pergunto desconfiadamente o que queria, e ele diz-me que "preciso de ajuda, fiquei mal, porque me atirei do comboio em andamento, 'tá a ver?! Para não pagar bilhete..."
Pensei que o puto estava a gozar comigo e que aquilo seria algum esquema manhoso... (infelizmente já sou gato escaldado...) ou então que ele andava a ver muitos filmes de Hollywood. Pergunto se quer que chame o INEM para o levar às urgências do hospital... ficou com um ar um bocado espantado e disse-me: "então e agora vou para as urgências?!" Disse-lhe que se realmente tinha ficado mal como dizia, seria o melhor. 
Ainda começou a arengar que queria que eu ligasse para os amigos dele do meu telemóvel, a pedir para o virem buscar. Mas como sou gato escaldado, disse-lhe que o melhor era chamar a ambulância para o levar ao hospital. Que se quisesse tratava disso... a dar-lhe a entender que não pretendia ligar para amigos dele que nem sequer sei quem são. Lá assentiu que sim, que chamasse a ambulância, porque afinal doía-lhe muito o pulso e os joelhos.
O meu marido tentou ajudá-lo a pôr-se de pé, mas ele começou a gritar com dores... e acabou por confessar que tinha tido dificuldade em chegar a nossa casa, que tinha estado quase 20 minutos a gritar por auxílio junto à linha férrea e que como ninguém o ouvia, se tinha literalmente arrastado para chegar à nossa porta!
Além do insólito de um puto quase se matar ao saltar dum comboio em andamento para fugir do pica, é ele ter dinheiro suficiente no bolso para pagar o bilhete! E até ter um telefone no bolso para ligar aos amigos ou família para o irem buscar... resumindo, ganhou uma viagem de ida ao hospital imobilizado da cintura para baixo, por conta do joelho todo estropiado e os tornozelos desgraçadinhos...

Quanto a mim, fiquei com mais dois insólitos para contar aos meus netos!

13 de julho de 2013

Coração de mãe temporariamente parado...

Naqueles dois ou três segundos que mediaram eu ter desviado o olhar de ti, mesmo ao meu lado, sentado no bordo da piscina, e o te ter visto no fundo da piscina, qual boneco que foi lentamente ao fundo... 

O meu corpo reagiu instintiva e instantaneamente para te agarrar os braços que tinhas ao alto, a pedir socorro!

Assim que te retirei da piscina, o teu coração pulava descompassado do susto e algo receoso que eu te ralhasse por teres ignorado os meus avisos sucessivos e cada vez mais veementes de que tivesses cuidado, para não escorregares do bordo da piscina. 

O teu corpinho de menino tremia assustado por conta da água que engoliste, na tentativa vã de respirar...

Não estiveste na água mais do que dois ou três segundos, mas foram os suficientes para o meu coração de mãe se suspender temporariamente!

Apesar disso, o meu corpo reagiu em piloto automático, enquanto te tentava acalmar e fazer com que o susto te passasse.

Foi só quando te vi a saltar dentro do castelo insuflável, feliz e já esquecido do percalço aquático, que o meu coração se acelerou erraticamente e caí em mim e no perigo em que estiveste... e comecei a tremer que nem varas verdes por dentro!

tirada da APSI

12 de julho de 2013

Falipices #49 - ainda a publicidade...

Estando claramente na fase dos porquês (há dias em que me deixa a cabeça a rodopiar, de tanto porquê...), Falipe questiona praticamente tudo o que vê na televisão, até mesmo alguns desenhos animados que gosta.

Mas há dias, quando viu o anúncio publicitário a esse fantástico produto que promete reter tudo e mais alguma na memória, de seu nome Memofante, a pergunta não se fez esperar:

- Mãe, porque é que o menino tem um elefante em casa?!