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20 de abril de 2016

Falipices #82 - o dominador de agendas

À vinda da escola, estávamos a conversar sobre o fim-de-semana.

Falipe comunica-me solenemente:

- No domingo vou à festa da L. e no sábado vou à festa do L.!

Eu já lhe tinha dito que ele ia à festa da amiga L., mas ainda não lhe tinha confirmado se ele iria à festa do colega L.

Quando ele me comunicou aquilo com tanta certeza... decidi brincar com ele:

- Vais à festa do L.? A sério? Vais a pé, não é?
- Não, vou de carro!
- Ai sim? Vais tu a conduzir o carro?
- Não, tu vais-me levar!
- Ai vou? Então e se eu tiver coisas combinadas?
- Mas eu sei que tu não tens coisas nenhumas combinadas, por isso eu vou à festa do L!

E pronto, é isto... aos 7 anos o miúdo "manda" na minha agenda e dita os meus compromissos!

21 de setembro de 2015

O primeiro dia duma nova etapa

Hoje começa uma nova etapa na tua vida.

Hoje é o teu primeiro dia na escola primária, no 1.º ano (tinham que mudar o nome à 1.ª classe...).

E tu estavas tão feliz!

Andavas ansioso há mais de uma semana. Tão entusiasmado que até quase querias fazer duma assentada os exercícios todos do livro de actividades que te comprei, a teu pedido.

Saltaste da cama tipo mola, ao contrário dos dias normais em que ficas a fazer ronha até esticares a corda da paciência dos pais.

Ainda nem estavas bem despachado e já querias andar com a mochila às costas, contra as minhas indicações de que ela estava demasiado pesada para as tuas costas de menino.

Chegaste à porta da escola e leste a mensagem de boas vindas escritas na lona que penduraram no gradeamento, como se sempre tivesses sabido ler.

E eu?!

Eu sentia-me acelerada, stressada, porque queria que tudo fosse perfeito, mas tinha também horários a cumprir.

Mas não estava nervosa, como estive em outras ocasiões em que mudaste de escola e de turma. Porque sabia que estavas feliz, que estavas entusiasmado e porque sei o quanto adoras aprender e saber sempre mais!

Apenas estava apreensiva... um bocadinho só... porque a minha primeira impressão sobre a tua nova professora não foi a melhor (e aquele maldito instinto que eu tenho sobre as primeiras impressões pairava sobre o meu pensamento, por mais que tentasse afastá-lo!) e afinal de contas ela vai ter um papel fundamental na tua educação, na tua vida, e na tua formação enquanto pessoa, enquanto ser pensante, a par de nós que somos a tua família.

Por isso, espero que aprendas muito e cresças muito, mas que ao mesmo tempo te divirtas e sejas muito feliz na escola primária!

23 de julho de 2015

Infância que a memória retém

A Margarida publicou uma foto no IG que me levou de imediato à infância.
Era uma imagem do pai dela a regar a horta, com a ajuda do filho dela, tal e qual como vi o meu pai fazer dezenas e dezenas de vezes, até registar nesta minha moleirinha os princípios da rega por gravidade, de como se abriam e fechavam os regos, para a água passar e chegar a todas as plantas. 
Se hoje tivesse que regar uma horta usando este método, acho que me sinto capaz o suficiente para manejar a enxada e abrir e fechar regos.
Quando vejo imagens deste tipo, não só sou acometida duma onda saudosista fortíssima, como fico sempre com aquele sentimento de angústia profundo por não poder proporcionar este tipo de vivências aos meus filhos, apesar de ter terras que posso e devia estar a cultivar!
Às vezes penso que estou apenas a projectar nos meus filhos os meus desejos, a querer repetir neles as mesmas vivências da minha infância. E resisto a fazer isso, porque a minha infãncia foi duma forma e a deles não é e nem tem que ser igual à minha. 
Mas não posso deixar de lastimar de alguma forma o facto de não lhes estar a proporcionar vivências felizes como estas, de vida no campo, com saberes ancestrais, e pelas quais hoje em dia me sinto privilegiada por ter tido. De contacto com a natureza, de aprendizagem sobre de onde vêm os vegetais, como nascem e crescem antes de serem colhidos e alinhados numa banca do mercado ou do hiper.
Acho que este tipo de experiências são inestimáveis e ajudam a moldar o nosso ser. Pelo menos falo por mim! Além de ter tido uma infância absolutamente feliz, pela liberdade que o campo me trouxe, aprendi coisas das quais me orgulho muito de saber e que contribuíram largamente para ser quem hoje sou!

15 de julho de 2015

O lazer também cansa

Juro que me apetece esbofetear os paizinhos das criancinhas da turma das Férias Desportivas do Falipe, que foram queixar-se que um dia de praia e um dia de parque aquático por semana era "pouca actividade"!

Gostava que esses paizinhos tão adeptos de resmas de actividades, leia-se praia todos os dias, (basquetebol, badmington, futebol, andebol, jogos tradicionais, olaria não são actividades dignas, querem lá ver?!) viessem para minha casa ao final do dia, para aturarem o mau feitio a rabugice do meu filho quando está estafado e cansado e "não quer fazer nada", "não lhe apetece nada", "não aceita nada", "não consegue fazer nada".

E estes "nadas" incluem coisas tão corriqueiras como tomar banho, vestir-se, jantar, lavar os dentes, etc.!

25 de junho de 2015

Falipices #80 - angústias sentimentais

Aos 6 anos e meio, começam os dramas sentimentais (mas espera aí... já????!!!)

- Mãe, eu queria ter uma namorada...

- Não te preocupes, de certeza que vais encontrar uma!

- Mas as meninas que eu gosto já têm todas namorado... só as que eu não gosto é que não têm...


Mas, mas, mas... tens tempo filho! Vai haver muito tempo para encontrares uma namorada, ou várias!

7 de junho de 2015

A sério!??????

Fiz as contas...

Desde o dia 3 de Abril, o Ricardo já esteve 30 dias doente, com uma maleita qualquer.

Farta de febres, de diarreias e vómitos, de narizes e brônquios entupidos, de amigdalas infectadas, de viroses e "ites", de antibióticos e nebulizações, de xaropes que ele teima em recusar.

E de ouvir dizer que agora é que é, os dentes todos a nascer...

1 de junho de 2015

Vira o disco... E toca o mesmo!!

Ricardo doente com febre.
Amigdalite.
Falto um dia ao trabalho.
Ricardo melhora.
Filipe adoece com febre.
Amigdalite
Falto dois dias ao trabalho.
Filipe melhora.
Vou trabalhar.
Chego do trabalho febril.
Dói-me a cabeça, o corpo. Tenho suores e calafrios. Não consigo engolir.
Amigdalite.
Fico em casa dois dias.
Segunda-feira, vou trabalhar.
Filipe vai para a escola e Ricardo para o berçário.
À hora de almoço, telefonema:
Ricardo tem febre.
E tudo parece ter voltado à estaca zero...
E eu estou exausta! Farta!
Só me apetece dizer palavrões!!!

3 de maio de 2015

Dias agridoces

O dia da Mãe é sempre um dia complicado para mim.

Sinto-me grata por ser mãe e pelos filhos lindos, saudáveis e maravilhosos.

Sinto-me emocionada com as lembranças feitas na escola, com a colaboração deles.

Sinto-me tremendamente privilegiada por ter este papel importantíssimo nas suas vidas e por me ser dada esta oportunidade de amar dois seres da forma mais forte e genuína.

Mas... Há e haverá sempre um mas...

Sinto uma enorme tristeza por não ter a minha mãe comigo. Há 20 anos que não a abraço neste dia. E pior... Daqui por 3 dias será a data do seu aniversário...

E eu nunca senti tanto a falta da minha mãe como agora, que também sou mãe!

Mãe, onde quer que estejas... Adoro-te!!

6 de março de 2015

{this moment}

{this moment} ~ A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the comments for all to find and see.
. . . . . . . . . . 

inspirada na Soulemama


25 de dezembro de 2014

Nataliversário ou Anivernatal

6 anos de Falipe.
6 anos de descoberta da maternidade.

Têm sido anos de muita alegria, felicidades, birras, choros, aprendizagens novas, preocupações (umas fundadas, outras apenas medos irracionais...), descobertas (de ti e de mim, enquanto mulher e mãe).

Tu és o meu tesouro, o meu amor pequenino, que me tem dado tanto! Com a tua inocência de criança, com a tua alegria contagiante, com a tua simpatia espontânea, tens-me ensinado a ser mais paciente e calma, a perdoar depressa sem reservas.

Mas também me tens mostrado o quanto dei "água pela barba" aos teus avós... Afinal de contas a tua teimosia veio de algum lado... Herança genética tramada por vezes...

Hoje é o teu aniversário, e eu celebro os teus 6 anos.

E eu celebro-me como mãe, que te ama profundamente e que há 6 anos por esta hora se apaixonou irremediavelmente por ti!

13 de outubro de 2014

Parar o tempo #2

Está frio lá fora.
Ameaça chover.

Tu dormes pacificamente na cama grande do teu mano.

Eu sentada no cadeirão, tricoto um casaco para ti.

Amanhã será dia de festa...

Faltam 4 dias para regressar ao trabalho... E deixar de ver os teus sorrisos e as tuas bochechas rechonchudas a toda a hora...

14 de setembro de 2014

Parar o tempo

Congelar os momentos junto a ti, em que me sorris com o olhar e meneias ligeiramente a cabeça em sinal de vergonha, esse teu sorriso rasgado e absolutamente delicioso que me derrete o coração a cada dia que passa.
És doce e sorridente, és o meu menino com ar de safado, a prometer muitas traquinices futuras.
Quero gravar bem dentro da minha memória este teu sorriso rasgado com que me olhas, em sinal de amor incondicional.

E eu amo-te infinitamente.

24 de agosto de 2014

Curiosidades ou como tenho dois filhos parecidos

Falipe com 3 meses pesava 5100 gr. e media 55 cm.

Ricardo com 3 meses pesa 5035 gr. e mede 54 cm.

Tenho dois filhos que são rechonchudos, como pequenos Budas.

11 de março de 2014

Os nossos filhos quase perfeitos

Ser mãe é olhar para os nossos filhos e vê-los com uns óculos especiais, que descartam toda e qualquer imperfeição, que obscurecem qualquer traço de fealdade (grande ou pequeno), que permitem ignorar deliberada e inconscientemente as principais características de feitio menos agradáveis desculpabilizando a nossa cria por ser teimosa, voluntariosa ou outra coisa qualquer terminada em "osa"... apelidando esses traços como "personalidade forte".

Ser mãe é querer e logo assumir que os nossos filhos são seres perfeitos, exemplares, magníficos, sumidades de inteligência e modelos de beleza. Aos nossos olhos eles são e sempre serão absolutamente perfeitos!

No fundo, nós sabemos que eles certamente terão imperfeições e é preciso algum esforço de reconhecimento dessas mesmas pequeninas falhas ou defeitos.

Bem dentro de nós acalentamos o desejo de que nenhum mal caia sobre eles, que nada os magoe ou lhes traga sofrimento, por menor que seja. Preferimos olhar para eles e ver apenas o que de bom herdaram de nós (do pai e da mãe e até mesmo dos avós) e atirar para trás das costas a possibilidade de trazerem dentro de si alguma herança genética ou "personalística" que se possa assemelhar aos nossos piores defeitos, incapacidades e imperfeições.

Ora isto é convicção para dar azo a muitos choques e desilusões. Especialmente quando descobrimos que apesar de sermos ceguetas de um olho e precisarmos de óculos desde tenra idade e para o resto da vida, fomos incapazes de perceber que o nosso filho encerra a herança genética de hipermétrope, mas num nível agravado. Queremos que eles continuem perfeitos e duvidamos do diagnóstico, incrédulos perante a nossa própria cegueira incapacitante, que não nos deixou ver que ele escondia um problema de visão que o fará usar óculos desde tenra idade e para o resto da vida.

Queremos ouvir segundas, terceiras, quartas e infinitésimas opiniões, se isso significar que nos digam que afinal eles não vão ter que passar pelo estigma do "quatro-olhos", do "pitosga", do "menino dos óculos de lentes de fundo de garrafão", nem se vão aborrecer sempre que as lentes ficarem embaciadas porque andaram a correr que nem uns doidos no recreio, nem ter que justificar cabisbaixos aos pais como partiram as hastes.

Depois do choque inicial e da percepção exacta da realidade começar a assentar no nosso pensamento, percebemos que usar óculos é de somenos, porque há problemas bem piores na vida. E heranças genéticas bem mais pesadas que não convém nada carregar...

22 de novembro de 2013

Falipices #60 - as conjugações verbais

O Falipe parece já ter percebido que há verbos que têm um componente "atracado"... desculpem não saber chamar os bois pelos nomes, mas os meus conhecimentos de sintaxe andam mesmo muito enferrujados...

É muito giro ver as conjugações verbais que ele inventa! Algumas das situações dispensavam mesmo o complemento.

- Mãe, eu fizio...

- Papá, eu trouxe-lo da escola

- Eu não sei fazei-lo...

- Viste mãe?! Eu consegui-lo!

11 de novembro de 2013

Soltas...

É bom voltar a ouvir músicas de outros tempos... aconchega o coração e a alma!

A minha intuição feminina ainda é o que era, e o tempo vai-se encarregando de me mostrar que costumo estar certa e que por isso, nunca devia duvidar da voz que me sussurra atrás da orelha em relação a pequenos acontecimentos... só não acerto no euromilhões, porque invariavelmente não jogo!

Ir à feira de S. Martinho e não comer farturas não é a mesma coisa!

Os carrosséis e carrinhos de choque da feira são um verdadeiro estoiro de dinheiro, mas a felicidade estampada no rosto do meu filho vale cada cêntimo!!

Quando as pessoas nos sentem a falta, têm por hábito procurar-nos... quando não sentem, esperam sempre que sejamos nós a procurar... e isso diz mais sobre ti do que sobre eles...

Novembro passa a ser sinónimo de pagar IMI, tal como Abril...

Cada vez tenho menos paciência para pessoas armadas ao chico-espertismo (e isso inclui duas serigaitas de 8 anos armadas em penetras na fila da montanha-russa)

Se calhar devia começar a pensar se vou realmente fazer festa de aniversário ao Falipe, dois ou três dias depois da data...



23 de outubro de 2013

Falipices #56 - auto-estima

Uma tarde, na brincadeira com o Falipe e no seguimento de muitas garatujas meigas dele comigo, digo-lhe:

- Sabes que gosto de ti?!

Ele, que nesta altura, já estava com um "olho no burro e outro no cigano", a começar a hipnotizar-se com os desenhos animados, responde-me apenas:

- Gosto...

Eu pergunto-lhe:

- Gosta de quem? De mim ou de ti?

Resposta:

- De mim!!!

É isso mesmo, filho!!

17 de outubro de 2013

Baú da felicidade #17

Numa manhã de domingo, Falipe decide que quer desligar a televisão e fazer um desenho (fico tão feliz quando ele toma estas decisões de livre iniciativa!).

Começou por desenhar a lápis de carvão.
À medida que me ia explicando que estava a desenhar uma casa, contou-me que era uma casa de tijolos.

Depois, disse-me que era a casa dos 3 Porquinhos, mas não era a casa de palha nem a de madeira, não, não, nada disso!

Perguntei-lhe porque não desenhava os 3 Porquinhos e ele respondeu-me que não conseguia, "porque o Falipe não é capaz..."

Eu respondi com uma pergunta:

- Já tentaste?!

Ele não me deu grande resposta... e enquanto eu estava entretida a arrumar umas coisas, ele seguiu desenhando. Quando dei por mim, já ele tinha passado à fase de colorir os desenhos que fizera com lápis de carvão.

Quando vi o desenho todo completo, fiquei emocionada e totalmente babada! Não só porque acho que o desenho está giríssimo, mas porque me apercebi que ele pelo menos tentou desenhar os 3 Porquinhos, mas antes disso, desenhou o Lobo Mau, que a meu ver de mãe-naba-do-desenho, está mesmo muito bem feito!