27 de fevereiro de 2015

{this moment}

{this moment} ~ A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the comments for all to find and see.
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inspirado na Soulemama


26 de fevereiro de 2015

9 meses e 6 dias

Carinha laroca!
Cada dia mais laroca, com as bochechas mais lindas e rechonchudas de que há memória.

Tens o sorriso mais fácil e rasgado do mundo, é um sorriso espontâneo e franco, que te sai com uma naturalidade maior, apenas e só porque te dirigiram a atenção.

Gostas muito que te dirijam a palavra, gostas de atenção, gostas que conversem contigo e na maior parte das vezes, palras em resposta.

Adoras os teus pés. Minto, tens uma verdadeira fixação por eles, o que me dificulta a muda de fralda.

Chuchas no dedo (maioritariamente o polegar). Nos dedos, os que houverem disponíveis. Os teus, os meus, os do teu pai e só não chuchas nos do teu irmão porque ele simplesmente não deixa.

Aprendeste a atirar tudo para o chão. Ou melhor, a deixar cair graciosamente para o lado da cadeira, como que indirectamente a dizer: "podes apanhar"!

És sossegado e calmo. A maior parte do tempo. Quando nada te incomoda. Consegues estar sossegado e calmo bastante tempo. Mas tem dias... porque depois há dias em que passas mais tempo a chorar e aos gritos do que propriamente sossegado.

Gostas de palrar. Vais ser um tagarela, certamente. Provavelmente ainda mais que o teu irmão, que já leva bolas vermelhas de mau comportamento, porque é incapaz de permanecer em silêncio, sem tagarelar mais do que dois minutos.

Aprendeste a bater palmas e eu emocionei-me como uma garotinha a primeira vez que te vi chocar as palmas, com tamanha certeza e precisão.

Não gostas nada que te deixem sozinho numa sala, nem que seja por dois ou três minutos. Há dias em que basta que eu te vire as costas, nem que seja para ir ali ao lado, para tu começares numa gritaria estridente que me atordoa os sentidos.

Dormes sestas de 45 minutos durante o dia e à noite a coisa não é nada pacífica, para minha grande desgraça. Os teus sonos intermitentes são o maior contributo teu para as minhas tremendas olheiras e valentes dores de cabeça, que me acompanham durante o dia.

Adoras a hora do banho, especialmente porque agora descobriste que consegues baldear mais de metade da água da banheira para fora!

Idolatras o teu irmão e queres estar sempre perto dele e agarrá-lo.

Ficas hipnotizado com o piscar da luz do comando da televisão. Com o meu telemóvel e o do teu pai. Quando o teu irmão jogas jogos no tablet atiras-te a ele e ao tablet a querer abarcá-los aos dois, o que enerva o teu irmão profundamente.

És um rechonchudo de primeira, e o pediatra ficou feliz por finalmente teres parado de "aumentar de péso como un foguéte", (como ele diz no seu espanhol aportuguesado), tão diferente do bebé sapinho, que nasceu com apenas 2010 gr. A minha coluna e ombros agradecem também por isso. Mas eu adoro a tua barriguinha e pernocas maciças, que dá vontade de apertar carinhosamente e cobrir de beijos.

És o meu carinha laroca, o meu (pica)xuxo, o meu Rica.
És o meu menino fofo, por quem o meu coração transborda de amor verdadeiro.
És uma benção maior que recebi!

20 de fevereiro de 2015

{this moment}

{this moment} ~ A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. If you're inspired to do the same, leave a link to your 'moment' in the comments for all to find and see.
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inspirada na Soule Mama


5 de fevereiro de 2015

Cúmulo da tortura

É ir para o trabalho de estômago vazio, porque não houve tempo para tomar pequeno-almoço e fazer mais de metade do percurso atrás duma carrinha de transporte de pão, com uma imagem gigantesca de uma baguete rústica, na traseira.

Ali, a olhar para mim... a desafiar-me... a provocar o meu pobre estômago vazio e varado de fome!

3 de fevereiro de 2015

Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes

Em tempos que já lá vão, o meu pai costumava contar que eu, por volta dos seis anos de idade (nos saudosos anos 80), um dia ao almoço, lhe perguntei com a maior das naturalidades:

- Ó pai, quando é que te divorcias da mãe?

Escusado será dizer que o meu pobre pai ficou perplexo e sem saber o que me responder... apenas conseguiu perguntar-me a razão da pergunta.

A minha resposta foi pronta e decidida: os pais dos meus amigos estão todos a divorciar-se, eu também quero! (ai como eu era ingénua...)


Recentemente, o Falipe ficou a saber que eu e o pai não somos efectiva e legalmente casados.

Não sei ainda muito bem a que propósito a conversa surgiu, mas ontem saiu-se com esta pergunta:

- Ó mãe, quando é que casas com o pai?

A minha resposta foi bem mais fácil... "tens que perguntar isso ao teu pai!"

Mas ele insistiu com um "eu queria mesmo que tu e o pai se casassem!" e para finalizar, rematou "queria que se casassem pela igreja!"(*)


Lamento dizer-te meu filho que nesse departamento não terás muita sorte... já que o teu pai é um ateu convicto!


(*) - aqui tenho que admitir que houve alguns "alarmes" a tocar, porque a juntar à conversa de que gosta muito de Jesus há umas semanas, quer-me parecer que ele anda a ter umas noções de religião cristã sem o nosso conhecimento...