27 de agosto de 2014

Mãe sofre!!!

Pela primeira vez, o Filipe teve que fazer análises, para despistar alergias, e para preparação para a cirurgia aos adenóides e ouvidos.

Acho que me custou mais a mim que a ele...

Apesar de medroso no início e nervoso quando viu que lhe iam espetar uma agulha, foi um valentão e não chorou como ficou muito quieto.

Valeu-lhe uma série de elogios da enfermeira!

E agora anda com o braço esticado, como se fosse um pardal de asa partida.

Um corajoso!

Eu é que sou uma coração fraco, não posso saber que espetam coisas afiadas nos meus meninos!

24 de agosto de 2014

Curiosidades ou como tenho dois filhos parecidos

Falipe com 3 meses pesava 5100 gr. e media 55 cm.

Ricardo com 3 meses pesa 5035 gr. e mede 54 cm.

Tenho dois filhos que são rechonchudos, como pequenos Budas.

16 de agosto de 2014

A vida depois do Instagram

Desde sempre que gosto de fotografia.
Recordo-me inclusivamente de ter considerado a hipótese de tirar fotografia profissional após ter visto a foto dum poste de electricidade no meio duma seara, por um fotógrafo profissional que foi dar uma sessão de esclarecimento na semana das profissões, estava eu no final do 11.º ano, altura em que tínhamos que começar a pensar em escolher o nosso percurso futuro.

Acabei por não seguir essa via desejo.

Mas ainda hoje gosto de registar momentos com a objectiva, pequenos pormenores que me chamam a atenção.

Posso ser apenas uma wannabe, armada ao pingarelho, com uma máquina fotográfica... mas dá-me prazer tirar fotografias de perspectivas diferentes, momentos que mais tarde me farão sorrir ao lembrar daquela tarde ou daquela manhã em que disparei.

No entanto, o Instragram a meu ver, veio alterar por completo essa percepção de fotografia. Fez-me ficar mais desperta ainda para os pormenores quotidianos, coisas que talvez de outra forma nunca chegaria a reparar. Hoje em dia parece que olhamos o mundo com olhos de ver-e-reparar, e há tantas coisas que se tornaram fotografáveis, que outrora nem sequer consideraríamos fotografar...

Tento não ser levada ao exagero, e registo coisas que me chamaram a atenção, que achei bonitas ou diferentes. Serei sempre uma fotógrafa wannabe, ou então quem sabe, aos 50 anos me dê uma crise identitária e vá finalmente tirar um curso de fotografia profissional...

Só por isso, por ser capaz de estar mais atenta e alerta para o mundo que me rodeia (algumas coisas sempre estiveram lá e eu não as via mesmo...) valeu a pena aderir ao Instagram!


12 de agosto de 2014

A culpa nunca morrerá solteira!

Enquanto existirem mães!

Quando a culpa morrer, será após um longo e infeliz casamento com o coração duma mãe.

Porque a culpa, essa, adora meter-se nos lugares mais recônditos do coração duma mulher que tenha prole e que a ame acima de tudo.

A culpa aloja-se ali, qual hospedeiro parasita, num casamento sem direito a divórcio, nem mesmo o litigioso, pautado por muitos momentos de tristeza e infelicidade, em que a culpa, cônjuge maléfico, se fica a rir a bandeiras despregadas de ter infligido dor profunda.

A culpa, cônjuge dominador, chicoteia o coração duma mãe de todas as formas possíveis que encontra, seja na pequena chantagem emocional, seja na agressão pura e dura, deixando-o prostrado de joelhos.

Por vezes, o coração consegue ser mais forte e dar um chega para lá na culpa, mas nunca se livra verdadeiramente dela, porque a culpa é muito boa a infernizar, incutindo dúvidas e inseguranças no coração da mãe. Isto quando não traz ao barulho a mente, que toma muitas vezes por amante temporária, enchendo-a de cucos e preocupações.

Por isso, a culpa, quando morrer, nunca irá solteira, porque o coração duma mãe foi para o altar com ela, no dia em que nasceu o seu primeiro filho, por quem se apaixonou.

6 de agosto de 2014

Injustiças da vida duma mãe

A maior injustiça de ser mãe de dois rapazes não é saber que eles um dia virão a gostar tanto ou mais de outra mulher (se gostarem mais, deserdo-os! a única mulher de quem eles podem gostar mais do que mim, que sou a mãezinha é das suas filhas... ahahahahahahh)...

É saber que aquela pele tão macia do rosto deles um dia dará lugar a um campo de barba rija... e quiçá acne...

5 de agosto de 2014

Lições que (re)aprendi com a segunda maternidade

1. O corpo aguenta níveis de cansaço extremo que nunca pensámos ser capazes de suportar...

2. O silêncio é mesmo de ouro! Minto...é de diamante!

3. Existe uma razão mesmo muito boa para as mulheres serem polivalentes, multifacetadas e possuírem capacidade periférica. 

4. O multitasking é uma arma mesmo poderosa, especialmente quando levada a níveis elevados de eficiência e eficácia (ou como conseguir fazer o jantar, adiantar o almoço do dia seguinte, enquanto encho a máquina da loiça e programo a da roupa enquanto respondo às 500 perguntas que o Falipe dispara na minha direcção)

5. Apesar do cansaço extremo, em que até as pestanas parecem querer sucumbir, temos sempre que ter forças para fazer um bolo colorido com o filho mais velho... enquanto rezamos para que o mais novo não abra as goelas...

7. Ser capaz de ignorar o facto de que os serviços mínimos dos mínimos dos mínimos de tarefas domésticas não serem suficientes para termos a casa num estado de quase pocilga

8. Ficamos espantadas perante a capacidade de inventar refeições que sejam preparadas em menos de 30 minutos.

9. No final desta licença de maternidade, vou precisar dumas férias! Bem looooongas!