28 de fevereiro de 2013

Porque nunca serei uma masterchef

Há uns tempos atrás , na charcutaria de uma grande superfície, estava eu às 20h45 a pedir uns salgados para desenrascar o jantar de família, num dia que tinha sido de loucos e que me deixara física e mentalmente de rastos e sem qualquer capacidade anímica para ainda ir postar-me de roda dos tachos e panelas.

Enquanto pedia os rissóis de camarão, comentava com a rapariga que me atendia, que por acaso conhecia, por os nossos filhos terem em tempos idos frequentado o mesmo berçário, que gostava mesmo muito dos rissóis já feitos que eles ali tinham à venda. 

Ao meu lado juntou-se outra cliente, que aparentava ser uns dois anos mais jovem que eu.

Naquele momento em que eu espontaneamente afirmo à mocinha que me atendia que rissóis era coisa que nunca tinha feito na minha vida, por achar que se tratava de tarefa que envolvia grau "académico" culinário superior que eu não possuía, a cliente ao meu lado mete a sua colherada na conversa e lança-me o maior olhar de reprovação misturado com um profundo desdém pela minha suprema ignorância e quiçá incompetência!! 

Eu acusei o toque por um milissegundo, sentindo a minha auto-estima de mulher descer uns níveis.

Mas quando ouvi ela clamar carregada de orgulho e até de alguma arrogância que os "rissóis em minha casa, só se for eu a fazer! Jamais comprei rissóis pré-feitos!", como quem se assume de uma casta superior, eu puxei o meu ego com todas as minhas forças e retribuí-lhe o mesmo olhar de desprezo! 
Porque afinal das contas, eu nunca fui de levar nem sermões nem atestados de incompetência para casa vindos de ninguém... e especialmente de alguém que eu nunca vi na minha vida!!

Além do mais, quem como eu já fez 250 pastéis de batata doce, de fio a pavio num dia só (gaba-te cesto!), não tem que se diminuir perante o facto de nunca ter sequer tentado fazer um rissol!!


P.S. - E decidi guardar a imagem daquele esgar de desdém da serigaita apenas e só para me recordar que as mulheres são mesmo muito parvinhas, quando se acham a estrela do pedaço, mesmo que esse pedaço seja mesmo só a cozinha!

27 de fevereiro de 2013

Safari Style McDonalds


Mais uma pérola que encontrei partilhada no Facebook.
Impossível não rir à gargalhada, até quase ir às lágrimas!
Atentai principalmente no crocodilo.

26 de fevereiro de 2013

Hoje foi o dia

Qualquer dia peço o livro de reclamações e digo da minha justiça.

Hoje foi o dia!!!

Marina Abramovic Meet Ulay

"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver. 23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse... e foi assim."




encontrado no FB, partilhado por uma grande amiga!

25 de fevereiro de 2013

Uau!

Não tenho qualquer aspiração a fashionista ou a comentadora dos modelitos da passadeira vermelha, mas de todos os que vi, este foi o vestido que mais se destacou!

E também acho a Naomi Watts uma excelente atriz!

tirada da internet

Dançar sem sair do lugar

Há anos que conheço esta cover que os U2 fizeram dum original da Patti Smith e desde que a ouvi pela primeira vez que ela sempre me acompanha, para ouvir em momentos em que preciso sentir-me feliz, porque me fartei do cinzentismo e de uma certa auto-comiseração. Uso-a para me recordar do quanto posso e sei ser feliz! Uso-a para me recordar a mim mesma de que está tudo bem!

Lembro-me dela quando quero comemorar uma conquista e ficar ainda mais feliz por ter conseguido concretizar objectivos!
E enquanto a ouço, a imagem que se constrói na minha cabeça de que estou a dançar descalça na areia, numa praia deserta, faz-me sentir um tanto pateta e ao mesmo tempo uma criança inocente e desprovida de medo de que alguém veja a figura que estou a fazer!

E sei que se me quero alegrar, basta dançar sem sair do lugar! Porque afinal de contas tenho a música perfeita para acompanhar.

21 de fevereiro de 2013

A comida da minha mãezinha é melhor que a minha!

Naquelas fases críticas em que se me esgota a total capacidade de não me repetir nos pratos que cozinho, em que a inspiração culinária me abandona e sinto uma total aversão ao estar encostada à bancada de roda de tachos e panelas, é quando as saudades da minha mãe mais me atacam.

Sou acometida dum profundo saudosismo da sua comida, apesar da recordação de sabores e aromas ser cada vez mais ténue e progressivamente esbatida pelos já longos 18 anos de ausência.
Não sei se o que sinto são saudades da sua comida ou se é mesmo de ter a possibilidade de ficar um dia sem cozinhar e poder simplesmente ir comer a casa da mãe, como tantos filhos de mães vivas fazem, sem que tenham a noção do riquíssimo privilégio de que gozam!
Em certos domingos, gostava de poder sentir-me aliviada perante a perspectiva de ir a casa dos pais, comer uma rica feijoada ou umas lulas recheadas, que mais ninguém consegue replicar!

Ainda guardo o velho e desbotado bloco A5 da marca Castelo, cheio de manchas de gordura, marcas da muita utilização, onde uma certa tarde, aos meus 16 anos redigi religiosamente o ditado que a minha mãe, já quase nos limites da sua doença e receando que a lucidez a abandonasse, todas as principais receitas que ela conhecia de cor e salteado. A vitela estufada, os pastéis de batata doce, a feijoada e as suas inigualáveis filhós fofas e crocantes, o ingrediente secreto das favas (apesar de ela saber que eu as detestava, mas eu teria que cozinhar para o meu pai...) e do feijão verde com batatas... Naquela tarde em que ela tacitamente me passou a tarefa de ser a cozinheira da casa, ao ditar-me todas as suas habituais receitas. 
Por isso, guardo o caderno Castelo de linhas, já com algumas folhas a ameaçarem desprender-se, como uma relíquia!

Quando leio as receitas que a minha mãe me ditou, percebo que foi ela me incutiu a mania de cozinhar a "olhómetro", sem quantidades medidas ao mililitro ou à grama... Porque foi com ela que aprendi a reconhecer o sabor através da prova e a calcular aproximadamente as quantidades. 

Mas mesmo assim, a comida da minha mãezinha sempre foi melhor que a minha!
E eu tenho saudades da comidinha da minha mãe... e de a ouvir perguntar se me alimentei bem!

20 de fevereiro de 2013

Sanguessuga do poder

Fui só eu que ouvi o Relvas dizer naquela palestra, onde o outro maluco com tendências fascizóides se passou dos carretos, qualquer coisa como "os portugueses podem escrever as cartas que quiserem, que o governo não vai sair antes de 2015"??!!

De todo o gozo e todas as pérolas com que ele, o Relvas, nos tem presenteado nos últimos dias, começando nas insónias terríveis de que sofre por conta dos pobres jovens desempregados e acabando na risota enquanto tartamudeava o Grândola, Vila Morena, quando ouvi esta tirada (que para mim, grosso modo, é o equivalente a chamar os portugueses de mansos) tive a exacta e apropriada noção do quanto este fulano não passa duma sanguessuga, agarrado à cadeira do poder, tal como essas bichas sanguinárias se agarram ao seu hospedeiro, até se saciarem plenamente, mesmo que no processo tenham que o matar...

E meu caro Relvas, não são dez que "estragam tudo"... são 12 (ministros, um deles o primeiro) que têm vindo a estragar tudo para quase 10 milhões de portugueses! 

O Sócrates deixou-nos na penúria, mas estes senhores estão a dar a estocada final no moribundo lusitano...

19 de fevereiro de 2013

Falipices #35 - (e em como este blog está tornado num littleboyblog)

No domingo à tarde, parti o açucareiro acidentalmente, quando bati na bancada de pedra da cozinha.

Falipe entra na cozinha curioso e perante o açúcar espalhado pela bancada e chão, pergunta com o seu ar de menino inquisidor:

- Mas que destruição é esta?!

Aquele momento em que ia começar a dizer impropérios cabeludos mentalmente, foi substituído por uma monumental gargalhada!

15 de fevereiro de 2013

Falipices #34 - Diversos

#1
De manhã ao pequeno-almoço, perante a insistência de que comesse, para não chegarmos atrasados (ele à escola e eu ao trabalho), responde com um ar encolhido:

- Tenho p'eguiça!

Quem diz a verdade, não merece castigo.

#2
Há já uns tempos que já se consegue vestir sozinho. Mas só recentemente comecei a ver que ele aprendeu a abotoar os botões do pijama. Confesso que fiquei emocionada!

#3
A nova namorada é a Stephanie e já não é a Rita.
Escolhe sempre as mais velhas e mais altas!

14 de fevereiro de 2013

Preconceitos

Percebi que tenho um preconceito em relação a pessoas preconceituosas...

Celebrar o amor

Diz que hoje é o dia do amor e dos namorados.

Não liguem ao meu mau feitio, mas acho este dia estúpido! Por aquilo em que se tornou ou em que o tornaram...

O amor é espontâneo, e para demonstrá-lo não é precisar haver um dia inteiro, data ou hora marcada. Ou se ama e se demonstra ou não se ama, mas não se finge amar... comprando caixas de bombons e peluches fofurentos!

Quem ama, ama sempre! Uns dias mais intensamente, outros menos, mas ama.

Ama mesmo nos dias de neura, em que só nos apetece esganar a nossa metade da laranja, porque nos deu uma resposta torta ou não nos fez a vontade. 
Ama igualmente naquela tarde em que ele leva o carro à oficina e trata de resolver a falta de vontade do carro em pegar... e nos assegura que tudo vai ficar resolvido!
Ama nos dias em dias em que andamos na picardia porque não concordamos com a disposição nova da mobília, que decidimos escolher só porque sim!
Ama em todos os dias em que ele coloca o despertador para acordar de manhã e ajudar a vestir o filho, apesar de se ter deitado de madrugada depois de fazer o turno da noite, só para podermos dormir mais 20 minutos e não termos que fazer tudo sozinha!

Ama nos raros dias em que ele faz o jantar, ama nos dias em que ele assume as tarefas domésticas porque estamos a cair prostradas com uma gripe!

Para celebrar, o amor, este amor, não são precisos 14 de Fevereiro, nem jantares românticos, nem bonecos fofinhos que não fazem mais do que deitar pêlos, nem bolos em forma de coração ou postais cutxi-cutxi!

Celebrar o amor é fazê-lo todos os dias, mesmo que disso não haja fotografias com rostos felizes e sorridentes, porque nessas imagens estão condensados todos os outros momentos de vida a dois, de caminhos partilhados, ombro a ombro, lado a lado!

13 de fevereiro de 2013

Papel escrito

Sempre gostei de escrever em papel.

Os aniversários são uma excelente razão para o fazer! Especialmente quando temos postais com imagens que nos fazem sonhar...
E ainda mais quando são amigas queridas, que não vemos, não tocamos, não abraçamos  e com quem não bebemos um café numa qualquer esplanada na amena cavaqueira há já tempo demais!!



8 de fevereiro de 2013

O medo #2

"Life shrinks or expands in proportion to one's courage!"

O medo, esse maldito,  enredou-me lenta e silenciosamente nos seus tentáculos. Fez de mim uma cobarde. 
À medida que tomava conta de mim, levou-me a ir adiando coisas, conversas, debates, decisões, acções
Fez-me lenta e progressivamente ir receando o futuro,  e incutiu-me um certo pavor perante as consequências de actos de coragem e de uma qualquer tomada de atitude, motivada por alguma forma de valentia.
Fui-me rendendo aos receios e às incertezas que construí, sem querer pagar para ver.
Escondi-me atrás da rotina do quotidiano, lapidando subrepticiamente o meu brilho e o meu brio
Erodiu a minha auto-estima, sufocando-me com os seus murmúrios, como as ondas erodem as rochas das falésias, dando-lhe uma forma diferente, mais polida, mais macia, menos rude e selvagem...
Depois trouxe a ansiedade e somou-lhe as dúvidas a toda a hora.
Amedrontou-me com todos os cenários de crise, de aumento de impostos, de desemprego. Fez com que me encolhesse sobre mim mesma, deixando-me curvada e prostrada perante o panorama negro que se agigantava diante dos meus olhos e em todo o meu redor.  
Por muito que tentasse libertar-me destas correntes invisíveis, as palavras crise e austeridade cercavam-me por onde quer que fosse. Encurralou-me, como fez a tantos outros, e deu uma valente sova na minha moral... 
Os medos dos outros, juntaram-se ao meu, qual gangue organizado... e eu fui-me rebaixando cada dia mais um bocadinho, cedendo terreno dentro do pensamento e do coração.
Foi-me aprisionando e eu fui permitindo e aceitando a minha "gaiola". 
Tornei-me um tanto sombria. Perdi perspectiva. Perdi capacidade de auto-crítica e de me distanciar para poder analisar a situação.
Acrescentou-lhe a crescente desilusão perante mim mesma, por ter cedido. Por ter perdido a capacidade de rebentar amarras e simplesmente arriscar, porque a intuição a isso me impelia.
A voz da certeza, foi ficando pequenina, mas nunca se calou... mas foi enfraquecendo e em algumas ocasiões remeteu-se ao silêncio. Um silêncio pesado e doloroso!
Deixei de conseguir perceber onde terminava a influência dos medos dos outros sobre mim, e onde começava o meu próprio medo. Rendi-me a ele e fui continuamente alimentando a sua fome, sequiosa. Essa fome à qual nunca respondi não.
E eu, outrora destemida, valente e voluntariosa nas minhas decisões acções, tornei-me alguém tolhida pelo medo, incapaz de enfrentar o incerto, mesmo com a perspectiva de mudança para melhor...
E pior, plenamente consciente da besta que albergava e acolhia.
Consciente e entristecida pela constatação da realidade.

7 de fevereiro de 2013

O medo #1

"Tenho de dizer uma palavra acerca do medo. É o único verdadeiro adversário da vida. Só o medo pode derrotar a vida. É um adversário esperto e ardiloso, que eu bem o sei. Não tem decência, não respeita lei nem convenção, não mostra piedade. Vai ao nosso ponto mais fraco, que encontra com uma facilidade certeira. Começa sempre na nossa mente. Num momento, estamos a sentir-nos calmos, seguros, felizes. E, depois, o medo, disfarçado com as vestes da dúvida afectada, introduz-se na nossa mente como um espião. A dúvida encontra a descrença e a descrença procura empurrá-la. Mas a descrença é um soldado de infantaria mal armado. A dúvida vence-a sem grande dificuldade. Tornamo-nos ansiosos. A razão vem travar a batalha por nós. Somos tranquilizados. A razão está bem equipada com a última tecnologia das armas. Mas, para nosso espanto, a despeito da táctica superior e de um inegável número de vitórias, a razão é vencida. Sentimo-nos enfraquecidos, vacilantes. A nossa ansiedade torna-se pavor.
Depois o medo trabalha todo o nosso corpo, que já está ciente de que qualquer coisa terrivelmente errada se está a passar. Já os nossos pulmões saíram voando como pássaros e os intestinos deslizaram como uma cobra. Agora a nossa língua pende morta como um gambá, enquanto o maxilar começa a galopar no mesmo sítio. Os ouvidos estão surdos. Os músculos começam a tremer, como se tivessem malária, e os joelhos abanam, como se estivessem a dançar. O coração retesa-se com demasiada força, enquanto o esfíncter se relaxa demasiado. E assim acontece ao resto do corpo. Todas as partes do corpo, da maneira mais própria de cada uma delas, se desintegram. Só os olhos funcionam bem. Eles dão sempre a devida atenção ao medo.
Tomamos rapidamente decisões irreflectidas. Dispensamos os últimos aliados: a esperança e a confiança. Aí, derrotamo-nos a nós mesmos. O medo, que é apenas uma impressão, triunfou sobre nós.
O assunto é difícil de colocar em palavras. Porque o medo, o medo real, aquele que nos sacode até aos fundamentos, como o que sentimos quando levados a enfrentar o nosso fim mortal, aninha-se-nos na memória como uma gangrena: procura apodrecer tudo, mesmo as palavras com que se fala dele. Por isso, temos de lutar duramente para exprimi-lo,. Devemos lutar duramente para fazer brilhar a luz das palavras sobre ele. Porque se o não fizermos, se o nosso medo se torna uma escuridão inexprimível que evitamos, que talvez até consigamos esquecer, abrimo-nos a posteriores ataques de medo porque nunca lutámos verdadeiramente contra o opositor que nos derrotou."

In "A vida de Pi" de Yann Martel

6 de fevereiro de 2013

Todas as palavras de amor



Há muito que não lia um livro em dois "tragos"... Há muito que não encontrava uma história que me prendesse a atenção de uma forma assim ansiosa e inquieta, numa urgência de chegar ao fim.
Há muito que não sentia os personagens crescerem diante dos meus olhos, ao ritmo das palavras, até quase se tornarem meus "amigos".

No passado domingo, sei que comecei a ler da página 45 em diante e só parei para jantar. Não fui capaz de pôr o novo romance da Ana Casaca de lado, sem que tivesse chegado à derradeira página!

Fui incapaz de adormecer sem conhecer o final desta historia tão bonita e na qual me revi tanto. Há passagens que li em que senti que a Ana Cê tinha posto em palavras, sentimentos e pensamentos meus!
Por isso, foram mais que muitas as vezes que, levada pela emoção, senti as lágrimas brotaram dos meus olhos de uma forma serena.

Este romance da Ana Casaca entrou directamente para o meu Top 10 de livros que guardarei na memória para sempre!

"A Sofia foi aceitando estes golpes, achando sempre que seriam passageiros e eu assisti às suas tentativas de recuperar aquele sentimento do início das coisas. Até que acabou por desistir também e entregou-se nos braços do conformismo."

"Quando amamos alguém, temos de sair da nossa zona de conforto, temos de desprender as amarras que nos mantinham estáveis e segurarmos apenas a mão daquele que amamos, de olhos fechados e peito rasgado."

5 de fevereiro de 2013

A dança da primavera

Passado o temporal e aquelas semanas de dias carregados de cinzento escuro, eis que o sol despontou e as amendoeiras floriram de uma tal forma, que não me lembro de um ano em que as visse assim tão bonitas e carregadas de flores!
Tenho-me deliciado a observar as muitas amendoeiras que pontilham os campos que atravesso a caminho do trabalho. São o colorido que diferencia a rotina do quotidiano e dou por mim com um sorriso pateta ao volante!






4 de fevereiro de 2013

O mundo pelos teus olhos doces de menino

Obrigada, meu filho!

Obrigada por esta manhã me teres feito elevar os olhos do chão, e olhar o céu azul para ver que a lua ia branca, lá em cima e que havia um avião que vogava no céu e deixava o seu rasto fofo de algodão.

Obrigada por me fazeres despregar os olhos do chão, pela minha alma triste e encolhida, e me fizeste ver que o facto do carro não querer pegar porque a bateria já deu o que tinha dar, fazendo-me chegar irremediavelmente atrasada ao trabalho, é uma coisa sem importância nenhuma e que tem fácil solução!

Obrigada, meu filho, por me fazeres ver que há tantas coisas bonitas e bem mais importantes às quais dar valor!