31 de maio de 2012

"Gosto de ti"

Dizes-me isto espontaneamente.
Uma tarde quando te sentaste ao meu lado no sofá e encostaste a tua cabeça ao meu braço.
Ou numa manhã quando tomávamos o pequeno-almoço, só nós os dois, enquanto me fazias festas na minha mão.
E tantas mais vezes desde que começaste a dizê-lo.. e percebe-se que dizes com o sentido exacto que as palavras têm. Que não estás a repetir algo que ouviste algures, mas sim porque já sabes o que significa dizer "gosto de ti".
E eu sinto meu coração crescer, inundado de amor.
E ganho um pouco mais de certeza de que sentes o meu amor por ti!
E vejo que no mundo e na minha vida nada mais importa!

30 de maio de 2012

Prazeres nocturnos


Sempre gostei de ler.
Ler sempre fez parte de mim, especialmente após ter entrado na adolescência.
Gosto do cheiro do papel, das letras que decoram as páginas e dos mundos (fictícios ou não) onde me levam.
Actualmente muito mais do que o prazer que sempre retirei daí, é algo com o qual já não consigo passar...
Antes de apagar a luz para dormir, tenho que ler! 
Nem que sejam só uns parágrafos ou uma ou duas páginas.
Ler proporciona-me um dormir mais reparador, vá-se lá entender porquê...
Mais que um prazer, ler é um hábito saudável.

29 de maio de 2012

Alfarroba não é só para cavalos...

É para fazer pão, tortas, bolos, licores e muito mais...

E eu adoro!

Por isso, fiz estes bolos hás uns fins de semana atrás. A receita é que devia ter as quantidades desproporcionadas, porque levou muito mais tempo ao lume do que o indicado nas instruções... mas no fim...

Ficaram uma delícia!

Calóricos que só eles, mas muito bons para limpar o trânsito intestinal...


Rosas do meu roseiral

Quando este fim de semana fui até à casa de campo, que herdei dos meus avós, tive uma agradável surpresa.
A roseira branca que eu sempre adorei, porque orlava a entrada da casa e que foi praticamente dizimada pelas máquinas retro-escavadoras e cilindros, quando a câmara municipal fez obras de alargamento e beneficiação da estrada que passa à porta, renasceu!!
E mostrava todo o seu esplendor!
A Mãe Natureza tem destas coisas... sem grandes cuidados ou ajudas, fez esta roseira despontar novamente e ficar carregada de rosas brancas, meio "acorderrosadas" quando estão a desabrochar e têm um perfume tão suave e agradável. 
Só tenho pena que as pétalas durem tão pouco tempo. 
Mas quando se desfolham, o chão parece coberto de "neve".

As fotografias só não ficaram melhores, porque estava uma ventania tremenda e as rosas não sossegavam em condições...





28 de maio de 2012

Nota mental

Naná, querida, no dia que tiveres que adquirir uma viatura (espero que seja daqui a uns bons anos!), nunca, mas NUNCA mais penses em escolher em preto!

Como dizia o outro, jamé!

São lindos, pois são... mas no verão são pior que uma sauna e só não sei como ainda não morreste cosida lá dentro ou não ficaste com queimaduras em 1.º ou 2.º grau...

Por isso, livra-te! Tu livra-te de voltares a comprar carro que seja preto!!

Desafio


Mais um desafio a que respondo tarde e às más horas (bad Naná, bad girl!).

A Anita e a Borboleta Serrana enviaram-me este mimo, que achei deveras interessante!
Obrigada por se terem lembrado de me presentear!

Este desafio é da M* e consiste no seguinte:
1 - Dizer de onde começou o desafio e quem vos passou; Já está
2 - Dizer se gostam ou não de fotografia; Adoro fotografia!
3 - Se sim, dizer o porquê e o que mais vos fascina no mundo da fotografia;
Sempre encarei a fotografia como um registo que se capta de um lugar ou de um momento, que fica eternizado naquele frame de fotografia! Uma recordação precisa e exacta! Como se transferíssemos ao papel ou ao suporte digital com a maior precisão aquilo que os nossos olhos viram em toda a sua magnitude!
Seria incapaz de viver sem fotografia, sem poder voltar a todas quantas tenho (devem ser quase um milhar delas...) e recordar tudo o que a fotografia encerra!

Quando estava no 12.º ano, fui assistir a uma série de "apresentações de profissões", na escola onde andava (promovida para ajudar os mais indecisos a escolherem um caminho profissional) e gostei tanto da apresentação da profissão "fotógrafo", que durante uns dias aquilo andou a pairar-me no espírito, tendo mesmo chegado a equacionar essa hipótese como uma a seguir. Depois, o sonho da minha mãe em tirar um curso superior falou mais alto... mas nunca mais esqueci algumas das fotografias que vi naquela apresentação! E do facto do fotógrafo mencionar quando custava o equipamento que usava e o peso que costumava carregar na sua mochila, quando ia fotografar um qualquer evento.

4 -Postar uma foto de alguma situação ou sítio que vos tenha realmente marcado (claro que se a foto tiver pessoas, podem tapar a cara)  
Já aqui postei esta fotografia, mas será sempre esta que me ficará para sempre na memória: o Falipe no dia em que nasceu! Ele nasceu e eu "renasci" como mulher e como pessoa! Por muito cliché que isto possa parecer, é a mais pura das verdades. A pessoa e a mulher que sou hoje devo-o ao meu filho e à sua entrada na minha vida!


 Curiosamente, existem muitos outros momentos marcantes da minha vida, que ajudaram a definir quem sou hoje, mas esses não são bons e desses nunca costuma haver registos fotográficos...

25 de maio de 2012

Sopas e descanso

É o que eu preciso!
Após três semanas em que o G. esteve ausente na capital, em serviço, e em que me senti um pouco como "mãe solteira", preciso de descanso.

E só me apetece "borregar" o fim de semana todo...

24 de maio de 2012

Expliquem-me como se eu fosse mesmo muito burra!

Para que raio foi criada uma Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública?

Porque é se criou mais uma comissão, que vai ter um presidente e entre 3 a 5 vogais, se as admissões para a Administração Pública se encontram congeladas?

Se estamos fartos de ouvir dizer que há funcionários públicos a mais, que andam a pairar nos quadros de mobilidade?

E já agora, porque é que o presidente os tais 3 a 5 vogais têm que receber um abono mensal, pago 12 meses do ano, no valor de 40%  do respectivo vencimento.

E sem falar de benefícios complementares referentes a comunicações e viaturas atribuídos a gestores públicos...

A sério, expliquem-me como se eu fosse muito burra...

Colo de mãe

Eu sinto sempre a tua falta.
A tua ausência dói-me mas aprendi a viver com ela.
Mas há pouco algo me fez perceber que o que me dói mesmo, a saudade maior é não ter mais o teu abraço.
Não mais sentir os teus braços em volta do meu corpo.
O teu colo para me confortar e dar amparo...
O calor do teu corpo.
Aquele colo onde tudo à volta podia desabar que ali eu estava segura.
Isso dói e custa, e eu ainda não aprendi a viver com isso.
Não há mais colo nenhum igual ao teu...

Saudades tuas mamã

23 de maio de 2012

Já não posso ouvir falar em:

  1. crise
  2. medidas de austeridade
  3. comissões independentes
  4. comissões de estudo
  5. cortes salariais
  6. aumento de impostos

Mudem o disco, porque este está gasto! 
É que um português contribuinte que ainda tenta manter uma réstia de esperança no futuro, com estes temas diários debitados e esmiuçados até à exaustão, acaba por desanimar... por completo!

Aliás, tenho até cá para mim que se as pessoas que integram o nomeado nos pontos n.º 3 e o n.º 4 fizessem o seu trabalho como deve ser e, se as suas conclusões fossem sérias e servissem para alguma coisa de válido, não haveria necessidade de tanto do ponto n.º 2, n.º 5 e n.º 6.

22 de maio de 2012

Que falta que fazem...

Umas boas férias!
Ando a ansiar por elas, já que no passado ano, as poucas que tive foram de muito pouco descanso. Ainda por cima gozei-as completamente desfasadas das do G., porque eu mudei de entidade patronal e não podia pretender férias logo um mês ou dois após ter sido admitida...

Há dias andava a cuscar nos ficheiros que tenho em backup, e de súbito, encontro as fotos das primeiras férias dignas desse nome, que eu e o G. fizemos, enquanto casal!
A alegria nos rostos, o olhar de quem se sente relaxado, descansado e sem uma única preocupação na vida, a não ser apreciar cada minuto do merecido descanso e a beleza da paisagem e do património que quisemos ir conhecer, ainda me fizeram desejar mais que esta maldita austeridade fosse dar uma valente curva, para que assim pudéssemos ir por esse Portugal afora (sim, porque até à data, todas as férias que fizemos foram deliberadamente cá dentro!), mas desta vez enquanto família!

Pode ser que pelo menos dê para um mini retiro neste nosso país, que é tão bonito e tem tanto lugar que ainda pretendo conhecer!

 

21 de maio de 2012

Iguarias

Aprendi com a minha mãe a apreciar a iguaria que é comer lapas cruas,  acabadas de descolar das pedras da falésia, com aquele gostinho a sal, acompanhadas com um bom naco de pão.
Aliás, quando íamos à Arrifana, havia duas coisas que a minha mãe levava sempre no saco, além das toalhas de praia e do protector solar: uma faca e um naco de pão!

Melhor que isto, só mesmo lapas suadas na chapa com manteiga!

18 de maio de 2012

Chega , chega a minha agulha!


tirada daqui

Nunca gostei de agulhas, nem de nenhum item que picasse e como tal, infligisse dor! Mesmo por muito leve que fosse.
Descobri a acupuntura na altura da minha gravidez... nunca me passaria pela cabeça recorrer a terapias alternativas num momento como este e foi preciso muito trabalho de "convencimento" da parte de um colega de trabalho, cuja mulher é acupuntora. 
Andou semanas em marcação cerrada, que "ah e tal, é bom, ajuda à dilatação no momento do parto", etc e tal.(isto nunca cheguei a confirmar...)
Eu só pensava nos possíveis efeitos que espetar agulhas pelo meu corpinho poderia ter na criança que eu carregava na barriga, com amor desmesurado.

Mas depois de ter lido alguns artigos sobre a matéria, acabei por ir experimentar, fazer uma sessão de terapia. 
O facto foi que realmente gostei, nem sei muito bem explicar por que razão.
E continuei a ir. 
Notei melhorias bastante significativas após 2/3 tratamentos, especialmente ao nível da dores nos gémeos, derivada da retenção de líquidos. Durante o restante período de gravidez nunca mais tive esse tipo de dores...
Mas o momento de catarse que me convenceu que a acupuntura faz maravilhas e me fez render a esta terapia alternativa, foi já quase no fim da minha gravidez, quando o meu nervo ciático decidiu dar o ar da sua graça nenhuma e de cada vez que pousava o pé no chão, sentia um esticão de dor intensa percorrer-me toda a perna desde a nádega até ao tornozelo... houve momentos que inclusivamente perdi o equilíbrio por não conseguir suportar a dor, e quase tombei redonda no chão...
Com apenas um tratamento de agulhas, espetadas nos sítios certos, saí de lá sem sombra de dor! Apenas a moínha de estar dorida... 
Rendi-me incondicionalmente!
De vez em quando volto a fazer uns quantos tratamentos, quando me sinto mais aflita de alguma dor e ou padecimento picuinhas da minha parte!
Hoje vou lá para mais uma sessão e aquela hora e meia de tratamento é a minha hora zen!
Quando saio de lá parece que me revigoraram a alma e isso transmite-se no corpo!
Gosto!

17 de maio de 2012

Falipe, o menino do rancho folclórico


A Arco Iris perguntou-me se eu não mostrava como ficou o Falipe com o colete que lhe fiz... 
Pensei, pensei...

Aqui fica!

17-05-1912

Nascia a Alzira...
A minha avó materna.
A quem teria herdado o nome próprio, não fosse o seu infeliz falecimento na madrugada do dia que iria receber a notícia de que eu estava a "caminho", precisamente oito meses e dois dias antes de eu nascer.

Casou nova, aos 21, por influência de uma família pobre, esfaimada e de pé descalço gananciosa, interesseira, com um senhor de posses, de 78 anos de idade, dando um valente "golpe do baú"

A este casamento por conveniência devo todos os terrenos e as posses que recebi de herança, graças ao seu esforço de mulher de pêlo na venta, acrescido do espírito empreendedor do meu avô, mantido por devoção e sensatez da minha mãe, juntamente com o trabalho e dedicação do meu pai, que nunca delapidaram o património adquirido por meio de tal boda!

Era uma mulher alta, bem provida de peitos, como aliás era apanágio das mulheres todas de família; era forte, obstinada e possuidora de uma generosidade enorme, segundo sempre ouvi dizer!

Terá encontrado o amor quando, após enviuvar, conheceu o meu avô, com quem casou em segundas núpcias.

Além das terras e casas que dela herdei, carrego na matriz o "mau feitio", a teimosia e um sentido de justiça muito próprios. Segundo me diz quem me conhece e a conheceu igualmente...

Mulher que não se afoitava por qualquer dificuldade ou obstáculo, capaz de trabalhar incansavelmente de sol a sol, fervia em pouca água, como com a mesma rapidez se derretia perante a pobreza e um pedido de esmola.

Guardo dela os bordados, o crochet, os lençóis e toalhas com as suas iniciais.

Gostaria de ter-te conhecido avó! Nem que fosse para nos enfrentarmos na mesma medida de teimosia, impaciência e mau "génio"... se bem que a minha mãe convenceu-me que terias comigo um coração derretido, e que serias uma avó dócil, dedicada e amorosa!
bule do serviço de chá de porcelana da China - no tempo da minha avó, ter uma "chinesice" destas era só para pessoas abastadas e com "status"

16 de maio de 2012

Praia da Arrifana, uma maravilha de Portugal

Seria um crime eu não votar na Praia da Arrifana, essa mesma que sempre me deu e dá refúgio e santuário desde que me conheço por gente, e que dá nome a este meu blog.

Podem fazê-lo, se o entenderem por telefone ou online, aqui. Não se sintam influenciados por mim, não.... nada disso!

De caminho aproveitei e votei em outras praias que conheço, noutras categorias, claro!

O teu rosto será o último

tirada da net

Vá-se lá saber porquê, nunca fui muito dada a ler livros de autores portugueses, em particular os de autores mais contemporâneos. 
De alguma forma, parece que os títulos(*) dos livros não me despertam a atenção como os de autores estrangeiros. 
É estúpido, eu sei... porque já li livros de quase todos os grandes autores portugueses (clássicos) e sei bem que somos um povo de poetas e escritores geniais!

Mas nas raras vezes em que pego num livro de um autor nacional com algum entusiasmo e sem aquela vozinha chata e impertinente do subconsciente, a dizer que possivelmente vou ter uma desilusão (Pedro Paixão, com Porto Kyoto) e que o dinheiro que gastei no livro deste ou daquele novo escritor da nossa praça, sucede que acabo por ter surpresas bem boas e descubro talento a rodos. 
E eu gosto tanto de descobrir talentos da escrita!! Parece quase que descobri um tesouro!
Foi o que me sucedeu quando decidi comprar o livro "O teu rosto será o último" do João Ricardo Pedro. Ao ler a sinopse, que dizia que a história começava no dia 25 de Abril de 1974 e tendo passado poucos dias sobre a sua comemoração, e estando eu ainda imbuída do espírito da liberdade e da democracia, não demorei muito a decidir que ia levar esta história para ler!
Não só não me desiludiu, como senti que descobri um tesouro de escrita criativa. Deliciei-me a ler esta história, dei por mim a rir à gargalhada em alguns capítulos e noutros senti um nó na garganta de tristeza contida.
É uma história bem como eu gosto: corrida e rápida de ler e cheia de pormenores que se interligam de formas insuspeitas e inesperadas! Daquelas a que não descanso enquanto não chego ao final...


O João Ricardo Pedro recebeu por este livro o prémio Leya 2011 e julgo que foi mais que merecido! Além disso, gostei da humildade que demonstrou no dia em que recebeu o "galardão" e principalmente o facto de ter sabido agradecer a quem lhe possibilitou pôr este rasgo de escrita no papel, a esposa!
É caso para dizer que o melhor que lhe podia ter acontecido, ao autor, foi ter sido atirado para o desemprego...

Atenção, nada de começarem a pensar que eu concordo com o PM quando diz que o desemprego deve ser visto como uma oportunidade de mudar de vida... 
Porque como diz o próprio João Ricardo Pedro: "...existem neste momento tantos desempregados em Portugal que a probabilidade de um deles ganhar o prémio Leya era bastante elevada..."

(*) - para explicar num outro dia

15 de maio de 2012

Noutros tempos...


Há dias encontrei esta imagem no Pinterest e esbocei um enorme sorriso... porque sim, no meu tempo de menina e criança, não havia cá Playstations ou Wii's... apanhei inclusivamente os primórdios do Game Boy... (fogo, estou mesmo a ficar cota...)

Jogávamos à macaca e às escondidas, à apanhada das bicicletas e ao futebol humano.

Para isso não precisávamos de pilhas ou de baterias, andávamos na correria, na rua... ríamos e gritávamos de alegria e adrenalina de sermos livres e desprovidos de stress.

Adorava andar de baloiço e confesso que ainda hoje, quando vou ao parque infantil com o meu filho, gosto de sentar-me num e balançar-me levemente, enquanto ninguém mais está a usar ou a ver a minha figura de mulher adulta a querer-ser-criança-de-novo...

Eu, Amante do Verão, me assumo!

Pois que desde criança que sempre gostei do Verão.
Confesso que esse gosto tem vindo a esmorecer um pouco ao longo dos anos, mas continuo a ser uma amante do verão, por isso faz todo o sentido embarcar nesta viagem que é o desafio que a Turista e a Scarlet estão a promover!

Vamos lá ver que surpresas boas nos prepararam elas neste desafio!


14 de maio de 2012

Tiraram-me as palavras do pensamento



Daniel Oliveira

Hino

Porque eu acredito que em tudo na vida, há sempre uma solução! E há sempre uma "better way"!

Numa esplanada qualquer...

Calor abrasador...
Só apetece meter férias, 
sentar numa esplanada qualquer, 
beber uma bebida bem fresca e 
ler um bom livro!

11 de maio de 2012

A curiosidade mórbida do ser humano

A esta hora já um pouco por todo o lado se confirmou o falecimento do músico e compositor Bernardo Sassetti.

No gabinete ao lado do meu, o "diário de caserna" versa assim:

"Colega 1 - Eh pá, morreu o Bernardo Sassetti.

Colega 2 - Morreu de quê?

Colega 1 - estava no Guincho a tirar fotografias e morreu...

Colega 3 - ouvi no rádio e dizem que morreu afogado...

Colega 4 (claramente a leste) - eh pá, um gajo tão novo... pensei que tinha morrido de doença cancerosa.

Colega 1 - não, deu uma queda

Colega 2 - mas morreu da queda ou morreu afogado?

Colega 1 - não se sabe bem... até pode ter morrido afogado, mas também pode ter morrido da queda..."

Sinceramente, isso interessa para quê?!
Que raio de prazer mórbido que o ser humano tem de querer saber como morreu alguém, ao pormenor. 

Se doeu, se não doeu, se gritou, se chorou, se estava sozinho ou acompanhado, se morreu da queda ou de afogamento, se escorregou ou tropeçou, se se sentiu mal antes ou foi só depois... se foi para a esquerda ou mais para a direita...

O Bernardo Sassetti morreu. Ponto!

Marcação para jantar

 Ontem quando me sentei na esplanada a ler um excelente livro, pedi um café. Trouxeram-me um com um pacote de açúcar, ainda da campanha lançada por ocasião do dia da Mãe.

Eu observei o pacote (um enorme hábito que adquiri ao longo do anos) e dei por mim a achar uma ideia muito simples e bonita, mas concluí que infelizmente, para mim, não valeria a pena preencher os espaços em branco... 
Até os poderia preencher, mas não teria a quem entregá-lo... ou então seria uma marcação para um jantar celestial, não sei...

Guardei-o para um dia quem sabe, o jantar com a mãe seja agendado, não por mim, mas pelo meu filho!

Sobre os algarvios...

"O soldado Jacinto Marta quis saber a opinião do furriel António Mendes acerca do sargento Raul Figueira, e o outro apenas disse que o sargento Raul Figueira era algarvio e que era sempre muito difícil emitir opiniões justas acerca de algarvios."
in O teu rosto será o último, de João Ricardo Pedro - prémio Leya 2011

Eu desatei a rir à gargalhada em plena esplanada e devo ter recebido olhares estranhos dos "vizinhos" de esplanada...

10 de maio de 2012

Alimentação saudável


Cresci habituada a comer o que o meu avô Manuel e o meu pai, o sr. Abel, tiravam da terra, que cultivavam com esmero e afinco: batatas brancas e doces, pimentos, pepinos, tomates, ervilhas, favas (estas detesto mesmo), o feijão verde e o maduro, que depois se secava. Havia sempre melancias, meloas e melões brancos. Abóbora para a sopa e para a compota. Salsa, coentros, couves coração de boi e portuguesa.
Cresci a comer os enchidos e a carne do porco que era engordado e que eu visitava religiosamente na pocilga, todos os fins de semana, como se fosse meu amigo de brincadeiras, o guin guin, como lhe chamava.
Cresci a comer ovos das galinhas, que comprávamos ainda pintainhos na feira mensal e engordávamos com trigo e milho, e tinham a gema mais alaranjada que eu já vi! E por vezes tinham duas gemas, o que me deixava sempre encantada!
Cresci a beber água fresca da fonte e do furo artesiano.
Cresci a comer maçãs de polpa vidrada acabadas de apanhar da macieira, figos das figueiras (isto era mais a minha mãe), ameixas da ameixeira, azeitonas da oliveira e que depois britávamos e púnhamos em salga e óregãos. Em Setembro fazíamos a vindima e apanhávamos romãs. Havia marmelos para fazer a marmelada...
E podia enumerar um sem número de coisas que eu estava habituada a comer, que provinham da agricultura e da "pecuária"...
Com o passar dos anos, isso foi-se alterando e era de quando em vez que lá comia ovos caseiros ou "frutos da terra"...
Mas ontem foi diferente!
Fiz um jantar que teve tudo de diferente, principalmente no sabor!
Soja à brás feita com ovo caseiro que trouxera na véspera da capoeira dos meus primos, acompanhado de salada de alface, as primeiras folhas que colhi da minha "sementeira de canteiro", regado com sumo natural de laranjas que vieram do pomar da minha cunhada e de sobremesa, morangos da horta dos meus primos!
Além de ser muito mais saudável, soube-me tão bem!

Também pode ter sido efeito da fome que trazia, que é sempre o melhor tempero que há!

9 de maio de 2012

S. Pedro


O S. Pedro deve estar a sofrer de esquizofrenia...

Há exactamente uma semana atrás eu vestia uma camisola de lã fofinha, com direito a gola alta e sentia-me tão confortável no quentinho que a lã me dava.

Hoje às 8h30 já tinha despido o casaco de malhinha fina e saboreava a minha camisola de manga curta, porque já estavam 20º!

Falipices #14 - ou como já começaram as perguntas difíceis...

Enquanto me vestia para sair de casa, Falipe diz-me:

- Mamã, mostra lá a tua pilinha.

Eu respondo apenas que eu não tenho pilinha, a ver se a conversa ficava por ali...

Falipe - Já cortaste, mamã?!

Seguiu-se uma gargalhada sonora e o pensamento de que estou tramada daqui em diante...

Palpites falipianos

Começo a desconfiar que os amigos imaginários do Falipe são um lobo e uma tartaruga... vá-se lá saber porquê!

6 de maio de 2012

Dia da Mãe

Há anos em que o dia da Mãe assume uma proporção diferente para mim... sempre que o dia em causa, coincide com o dia do aniversário da minha mãe, como sucedeu este ano.
Por isso, Mãe, onde quer que estejas, um feliz dia da Mãe e um feliz aniversário!

Apesar da saudade imensa, o Falipe com os seus mil beijos, ao longo deste dia e de todos os outros durante o ano, fazem-me ter a certeza absoluta de que ser mãe é uma das minhas melhores facetas enquanto pessoa e enquanto mulher.
Jamais quereria viver sem saber o que é este sentimento de ser mãe! 
Apesar do cansaço e de todas as preocupações que lhe vêm associadas, não há nada que se compare a amar um ser humano sem limites e sem barreiras, um amor que nos enche o coração e a alma!
E ser retribuída natural e livremente nesse amor, de uma forma indescritível.
Cada beijo e cada abraço do meu filho vêm carregados de amor puro e são um tesouro que guardarei sempre comigo!

4 de maio de 2012

Poupar sem ir ao PD nos dias loucos...

Semear alfaces!
E coentros, salsa, hortelã.
Por sorte a terra que trouxe dos terrenos circundantes da casa de campo, traziam sementes "adormecidas" de espinafre, e que agora começa a surgir num canteiro onde semeei salsa. Acho que as sementes do espinafre só precisavam mesmo de adubo e um pouco de água...

O cebolinho e o tomilho semeei no 1.º de Maio, ao final da tarde, depois de ter vindo do parque com o Falipe. Apesar de ser mais indicado fazer a sementeira no início da Primavera, creio que dada a esquizofrenia do clima, ainda vou bem a tempo de ter bons resultados.
Além disso, como já não tinha mais espaço nos canteiros que comprei, decidi aproveitar embalagens (latas de grão e feijão, caixas plásticas dos morangos) que tinha separado para levar para o ecoponto, mas que acabaram por se tornar em "vasos" perfeitos. Depois logo transplantarei se for preciso...

Ai se o sr. Abel, meu pai, me visse agora... até ria à gargalhada!

Santuário

Porque às vezes me esqueço do que é essencial, perco-me no emaranhado de outras vidas, de outras vontades, de outras opiniões.
Porque me desoriento e perco a noção de onde fica o norte, para me orientar o rumo e o caminho.
Porque às vezes escorrego no rodopio que é este mundo carregado de estímulos excessivos, que nos fazem perder a noção de que há coisas que têm que andar a outra velocidade, a nossa!
Porque às vezes rendo-me ao ruído que me tolhe o pensamento, em vez de nele encontrar refúgio...

Porque às vezes parece que me perco de mim mesma, nada como regressar aqui, para recalibrar o espírito e reposicionar a alma e o coração!
Porque aqui é onde encontro o santuário, que me faz perceber a ordem das coisas e perceber que eu sou como sou, como tenho que ser e que tudo está bem, que não há problemas e dramas nenhuns, eu é que os inventei...


3 de maio de 2012

Naná armada em alfaiate

Ou de como me desenrascar para fazer adereços às vésperas de uma peça infantil do Falipe... aqui.

Desafios simples

Vi este desafio no blogue e achei tão engraçado que decidi responder!
 
(I was...) Eu estava a pensar... em quanto tempo tenho perdido em pensamentos redundantes e sem muito sentido ou utilidade... e que não me posso esquecer de pagar o seguro do carro.
(I am...) Eu sou... mulher, companheira do G. e mãe do Falipe.
(I think...) Eu penso... que já alcancei tanto na minha vida, à custa do meu próprio esforço!
(I wonder...) Pergunto-me... como será o Falipe quando for um homem
(I wish...) Eu desejo... que alguns dos meus sonhos mais simples se concretizem
(I save...) Eu guardo... o meu avô, a minha mãe e o meu pai no coração e alguns objectos pessoais deles para os lembrar ainda melhor.
(I always...) Eu sempre...tive falta de vista e por isso uso óculos.
(I can't imagine...) Eu não consigo imaginar... o que é viver na pobreza extrema! A ideia dá-me arrepios...
(I believe...) Eu acredito... que coisas boas acontecem a pessoas boas!
(I promisse...) Eu prometo... que hei-de ser sempre fiel a mim mesma e aos meus valores e princípios.
(I love...) Eu amo... os dois homens que existem na minha vida, o grande e o pequeno!

Onde andas?!



À espera da primavera!

2 de maio de 2012

Frutos da terra

Noutros anos, por esta altura, já as pêras estariam prontas a comer e possivelmente bichadas... mas com este clima alucinado ainda estão assim...



É tudo uma questão de escolha...

Ontem fiquei a saber da campanha promocional a decorrer nessa cadeia de lojas que encheu páginas de jornais, abriu blocos noticiários televisivos e fez correr rios de letras no mundo virtual.
Num primeiro impulso, achei-me capaz de ir a uma loja e trazer para casa uma centena de euros em  produtos alimentares não perecíveis e detergentes, para compor ainda mais a minha despensa, que tenho ido enchendo qual galinha que enche o papo grão a grão.
E lá fui em romaria... tentei em 3 lojas diferentes... numa foi a falta de estacionamento que me dissuadiu, na outra foi a fila que se acumulava no corredor à "boca de cena" do supermercado, aguardando apito da "grelha de partida", por já se ter desanuviado mais a massa humana no seu interior...
Na terceira loja ainda consegui entrar, levando o meu pequeno filho pela mão, pois não tinha com quem o deixar, já que o G. foi trabalhar (12h de turno e sem receber acréscimo de vencimento por isso, e não... ele não teve direito a escolher se ia ou não...).
Mas após atravessar dois corredores e ver o tamanho da fila para pagar e quase 80% das prateleiras vazias, fui acometida dum surto de lucidez e percebi que não era assim que eu queria passar um feriado, já que eles irão ser cada vez menos... 
Percebi que não ia sujeitar o meu pequeno filho à loucura que grassava naquele edifício.
E tomei a decisão de sair porta fora de imediato e ir passear com ele a um qualquer parque infantil, porque vê-lo correr, rir e brincar livremente num dia que acabou por se pôr primaveril, é de um valor avassalador e não há dinheiro nenhum que o pague.
Consegui sair da loja ilesa, mas não sem a ajuda de um simpático funcionário que esboçou um sorriso quando lhe perguntei como saía dali "sem compras" e que decidiu acompanhar-me à saída, não fosse eu necessitar de "escolta"...
Os momentos que se seguiram, no parque infantil, foram de uma alegria enorme e isso só serviu para cimentar a minha posição de que eu sou poupada, mas no dia a dia, nas compras que faço e não apenas nos dias em que uma alma iluminada decidiu vender tudo a preço de saldo.

Atenção, não condeno a iniciativa, muito longe disso... acredito que muitos tenham sido beneficiados e que bem precisavam. Eu própria teria usufruído dela de bom grado, não fosse a loucura em que se tornou...
Simplesmente optei por não poupar 50 ou 100€ na conta do supermercado mas apreciar um dia que se queria de descanso na melhor companhia possível: o meu filho!